Discurso do Papa no encerramento do Sínodo das Famílias

 

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DISCURSO

15ª Congregação Geral: discurso do Papa Francisco pela conclusão da 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos
Sábado, 18 de outubro de 2014

Rádio Vaticano

Queridas Eminências, Beatitudes, Excelências, irmãos e irmãs,

Com um coração pleno de reconhecimento e de gratidão, gostaria de agradecer, junto a vós, ao Senhor que nos acompanhou e nos guiou nos dias passados, com a luz do Espírito Santo!

Agradeço de coração Sua Eminência o senhor Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário Geral do Sínodo, Sua Eminência Dom Fabio Fabene, Sub-Secretário, e com eles agradeço o Relator, Sua Eminência Cardeal Peter Erdö que trabalhou tanto, mesmo nos dias de luto familiar, e o Secretário Especial, Sua Eminência Dom Bruno Forte, os três Presidentes delegados, os escritores, os consultores, os tradutores e os anônimos, todos aqueles que trabalharam com verdadeira fidelidade nos bastidores e com total dedicação à Igreja, sem parar: muito obrigado de coração!

Agradeço igualmente a todos vocês, Padres Sinodais, Delegados Fraternos, Ouvintes e Assessores para vossa participação ativa e frutuosa. Levarei vocês na oração, pedindo ao Senhor para recompensar-vos com a abundância da graça dos seus dons!

Eu poderia tranquilamente dizer que – com um espírito de colegialidade e de sinodalidade – vivemos realmente uma experiência de “Sínodo”, um percurso solidário, um “caminho juntos”.

E tendo sido “um caminho” – e como em todo caminho -, houve momentos de corrida veloz, quase correndo contra o tempo para chegar logo à meta; em outros, momentos de cansaço, quase querendo dizer basta; outros momentos de entusiasmo e de ardor. Houve momentos de profunda consolação, ouvindo os testemunhos dos pastores verdadeiros (cf. João 10 e Cann. 375, 386, 387) que levam no coração sabiamente as alegrias e as lágrimas dos seus fieis. Momentos de consolação e graça e de conforto escutando os testemunhos das famílias que participaram do Sínodo e partilharam conosco a beleza e a alegria de sua vida matrimonial. Um caminho onde o mais forte sentiu o dever de ajudar o mais fraco, onde o mais esperto se apressou em servir os outros, mesmo por meio dos debates. E sendo um caminho de homens, com as consolações houve também outros momentos de desolação, de tensão e de tentações, das quais se poderiam mencionar algumas possibilidades:

- Uma: a tentação de enrijecimento hostil, isto é, de querer fechar-se dentro do escrito (a letra) e não deixar-se surpreender por Deus, pelo Deus das surpresas (o espírito); dentro da lei, dentro da certeza daquilo que conhecemos e não daquilo que devemos ainda aprender e atingir. Desde o tempo de Jesus, é a tentação dos zelosos, dos escrupulosos, dos cuidadosos e dos assim chamados – hoje – “tradicionalistas” e também dos “intelectualistas”.

- A tentação do “bonismo” destrutivo, que em nome de uma misericórdia enganadora, enfaixa as feridas sem antes curá-las e medicá-las; que trata os sintomas contra os pecadores, os fracos, os doentes (cf. Jo 8,7), isto é, transformá-los em “fardos insuportáveis” (Lc 10,27).

- A tentação de descer da cruz, para acontentar as pessoas, e não permanecer ali, para realizar a vontade do Pai; de submeter-se ao espírito mundano ao invés de purificá-lo e submeter-se ao Espírito de Deus.

- A tentação de negligenciar o “depositum fidei”, considerando-se não custódios, mas proprietários ou donos ou, por outro lado, a tentação de negligenciar a realidade utilizando uma língua minuciosa e uma linguagem “alisadora” (polida) para dizer tantas coisas e não dizer nada”. Os chamavam “bizantinismos”, acho, estas coisas…

Queridos irmãos e irmãs, as tentações não devem nem nos assustar nem desconcertar e muito menos desencorajar, porque nenhum discípulo é maior do que seu mestre; portanto se Jesus foi tentado – até mesmo chamado de Belzebu (cf. MT 12, 24) – os seus discípulos não devem esperar um tratamento melhor.

Pessoalmente, ficaria muito preocupado e triste se não houvesse estas tentações e estas discussões animadas; este movimento dos espíritos, como chamava Santo Inácio (EE, 6), se tudo tivesse sido de acordo ou taciturno em uma falsa e ‘quietista’ paz. Ao contrário, vi e escutei – com alegria e reconhecimento – discursos e pronunciamentos plenos de fé, de zelo pastoral e doutrinal, de sabedoria, de franqueza, de coragem: e de parresia. E senti que foi colocado diante dos próprios olhos o bem da Igreja, das famílias e a “suprema Lex”, a “salus animarum” (cf. Can. 1752). E isto sempre – o dissemos aqui, na Sala – sem colocar nunca em discussão as verdades fundamentais do Sacramento do Matrimônio: a indissolubilidade, a unidade, a fidelidade e a ‘procriatividade’, ou seja, a abertura à vida (cf. Cann. 1055, 1056 e Gaudium et Spes 48).

E esta é a Igreja, a vinha do Senhor, a Mãe fértil e a Mestra atenciosa, que não tem medo de arregaçar as mangas para derramar o óleo e o vinho nas feridas dos homens (cf. Lc 10, 25-37); que não olha a humanidade de um castelo de vidro para julgar ou classificar as pessoas. Esta é a Igreja Una, Santa, Católica, Apostólica e formada por pecadores, necessitados da Sua misericórdia. Esta é a igreja, a verdadeira esposa de Cristo, que procura ser fiel ao seu Esposo e à sua doutrina. É a Igreja que não tem medo de comer e beber com as prostitutas (cf. Lc 15). A Igreja que tem as portas escancaradas para receber os necessitados, os arrependidos e não somente os justos ou aqueles que acreditam ser perfeitos! A Igreja que não se envergonha do irmão caído e não faz de conta de não vê-lo, ao contrário, se sente envolvida e quase obrigada a levantá-lo e a encorajá-lo e retomar o caminho e o acompanha para o encontro definitivo, com o seu Esposo, na Jerusalém celeste.

Esta é a Igreja, a nossa mãe! E quando a Igreja, na variedade dos seus carismas, se expressa em comunhão, não pode errar: é a beleza e a força do sensus fidei, daquele sentido sobrenatural da fé, que é doado pelo Espírito Santo para que, juntos, possamos todos entrar no coração do Evangelho e aprender a seguir Jesus na nossa vida, e isto não deve ser visto como motivo de confusão e de mal-estar.

Tantos comentaristas, ou pessoas que falam, imaginaram ver uma Igreja em atrito, onde uma parte está contra a outra, duvidando até mesmo do Espírito Santo, o verdadeiro promotor e garante da unidade e da harmonia na Igreja. O Espírito Santo que ao longo da história sempre conduziu a barca através dos seus Ministros, mesmo quando o mar era contrário e agitado e os Ministros infiéis e pecadores.

E, como ousei dizer isto a vocês no início do Sínodo, era necessário viver tudo isto com tranqüilidade, com paz interior, mesmo porque o Sínodo se desenvolve cum Petro et sub Petro, e a presença do Papa é garantia para todos.

Falemos um pouco do Papa, agora, na relação com os bispos (risos). Assim, a missão do Papa é a de garantir a unidade da Igreja; é o de recordar aos fiéis o seu dever em seguir fielmente o Evangelho de Cristo; é o de recordar aos pastores que o seu primeiro dever é o de nutrir o rebanho – nutrir o rebanho – que o Senhor confiou a eles e de buscar acolhê-lo – com paternidade e misericórdia e sem falso medo – as ovelhas perdidas. Errei aqui. Disse acolher: ir buscá-las.

A sua missão é a de recordar a todos que a autoridade na Igreja é serviço (Cf. Mc 9, 33-35) como explicou com clareza Papa Bento XVI, com palavras que cito textualmente:

“A Igreja é chamada e se esforça em exercer este tipo de autoridade que é serviço, e o exerce não em nome próprio, mas em nome de Jesus Cristo… através dos Pastores da Igreja, de fato, Cristo apascenta o seu rebanho: é Ele que o guia, o protege, o corrige, porque o ama profundamente. Mas o Senhor Jesus, Pastor Supremo das nossas almas, quis que o Colégio Apostólico, hoje os Bispos, em comunhão com o sucessor de Pedro… participassem desta missão de cuidar do Povo de Deus, de serem educadores na fé, orientando, animando e apoiando a comunidade cristã, ou, como diz o Concílio, “cuidando, sobretudo que cada fiel seja guiado no Espírito Santo a viver segundo o Evangelho a própria vocação, a praticar uma caridade sincera e ativa e a exercitar aquela liberdade com que Cristo nos libertou “ (Presbyterorum Ordinis, 6) … é através de nós – continua o Papa Bento – que o Senhor atinge as almas, as instrui, as protege, as guia. Santo Agostinho, no seu Comentário ao Evangelho de São João diz: “Seja, portanto, esforço de amor apascentar o rebanho do Senhor” (123,5); esta é a suprema norma de conduta dos ministros de Deus, um amor incondicional, como aquele do Bom Pastor, pleno de alegria, aberto a todos, atento aos próximos e atencioso aos distantes (cf. Santo Agostinho, Discurso 340; Discurso 46, 15), delicado para com os mais fracos, os pequenos, os simples, os pecadores, para manifestar a infinita misericórdia de Deus com as palavras encorajadoras da esperança”. (Bento XVI, Audiência Geral, Quarta-feira, 26 de maio de 2010).

Portanto, a Igreja é de Cristo – é a sua esposa – e todos os bispos, em comunhão com o Sucessor de Pedro, têm a missão e o dever de custodiá-la e de servi-la, não como donos, mas como servidores. O Papa, neste contexto, não é o senhor supremo, mas sim um supremo servidor – o “servus servorum Dei”; o garante da obediência e da conformidade da Igreja à vontade de Deus, ao Evangelho de Cristo e à Tradição da Igreja, deixando de lado todo arbítrio pessoal, mesmo sendo – por vontade do próprio Cristo – o “Pastor e Doutor supremo de todos os fiéis” (Can. 749) enquanto gozando “da potestade ordinária que é suprema, é plena, imediata e universal na Igreja” (cf. Cann. 331-334).

Queridos irmãos e irmãs, agora temos ainda um ano para amadurecer, com verdadeiro discernimento espiritual, as idéias propostas e encontrar soluções concretas às tantas dificuldades e inumeráveis desafios que as famílias devem enfrentar; dar respostas aos tantos desencorajamentos que circundam e sufocam as famílias.

Um ano para trabalhar na “Relatio synodi” que é o resumo fiel e claro de tudo aquilo que foi dito e discutido nesta sala e nos círculos menores. E é apresentado às Conferências episcopais como “Lineamenta”.

Que o senhor nos acompanhe e nos guie neste caminho, pela gloria do seu nome, com a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e de São José! E por favor, não esqueçam de rezar por mim! Obrigado.

(canto do Te Deum e bênção)

Muito obrigado e bom repouso agora, hein!

Bento e Francisco: Espiritualidade e Continuidade

Bento e Francisco: Espiritualidade e Continuidade

Dilma no SBT: a melhor!!!

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Curtas sobre a vida – 10

A vida sofre ofensas e ameaças em diversas partes do mundo. Destaque para o professor que está preso no paraíso chinês. Ele ousou levantar-se contra o partido e ficará preso até a morte. No país que trata tão mal os cristãos, que sofrem sob o domínio de uma igreja particular da China, os professores também sofrem o peso da ditadura.

Resumo do Debate da Band – Aécio e Dilma

No dia 14 de outubro aconteceu o primeiro debate entre presidenciáveis na Band. Gostaria de registrar alguns momentos importantes:

1. O principal momento foi a declaração de apoio, da candidata Dilma, a todas as mulheres e às famílias. Ela disse que é absolutamente a favor das causas da mulher. Curioso é que ela também é a favor do aborto e, incrivelmente, talvez ela nem saiba, o aborto mata preferencialmente meninas. Então, a candidata é a favor das mulheres, mas só daquelas que estão fora do ventre materno. Se estiverem dentro, ela crê que as podem matar, tudo bem.

A Fidelidade não é um vício

A hermenêutica contemporânea defende que todos os esforços de conversão e de melhorias humanas, como a busca por virtudes, devem ser desprezados e tomados por soberba, por moralismo hipócrita. Os que lutam para ser fiéis ao Evangelho e a Deus, cumprindo com suor e lágrimas os mandamentos, esses devem ser punidos pois sua fidelidade é falsa e ofende os pródigos. Assim, vemos como não apenas a infidelidade, o desperdício, a ingratidão, a luxúria, a avareza do mais moço é tolerada e até canonizada, enquanto se pretende penalizar a fidelidade, a laboriosidade, a gratidão do mais velho, daqueles que tentam ser fiéis ao convite de amor do Pai

Luz

Thomas Kuhn – Critério de Cientificidade

Critério de Cientificidade

Thomas Kuhn

“Na escolha de um paradigma – como nas revoluções políticas – não existe critério superior ao consentimento da comunidade relevante”

Fonte: KUHN, Thomas. A Estrutura das Revoluções Científicas. São Paulo: Perspectiva, 2001, p. 128.

Aristóteles – Raciocínio Dialético

Raciocínio Dialético

Aristóteles

“O raciocínio é ‘dialético’ quando parte de opiniões geralmente aceitas (éndoxa)”

Fonte: ARISTÓTELES. Tópicos, 100 a 27 b 23.


O Petismo Malufou?

Não são as fotos constrangedoramente cínicas, nem são os apertos de mão envergonhados, nem os sorrisos amarelos para as câmeras, nem a gagueira nas entrevistas públicas. De alguma forma, esse jogo é esperado numa democracia tão doente como a nossa. Nem é a insinuação pouco modesta e pouco realista de que não há pessoas melhores em outros partidos, nem em outros rincões do país.

 

Reprodução: Para quem ainda acha que o PT é o partido da ética...

Reprodução: Para quem ainda acha que o PT é o partido da ética…

O que realmente me causa vergonha, vergonha alheia eu diria, é a máxima do malufismo, do pior malufismo de todos os tempos, nos lábios de petistas históricos, de pessoas que não há muito defendiam a ética e a justiça, o direito e a integridade do país. Essas mesmas pessoas estão por aí repetindo o bordão de um dos piores políticos que a república brasileira produziu: “Rouba mas faz”! Que vergonha… Se eu pudesse olhar esses cidadãos nos olhos, se pudesse transmitir-lhes minha indignação, se pudesse perscrutar-lhes a alma eu lhes perguntaria quando foi que seus ideais se corromperam, a troco de quê se aliaram ao pior lado da história política do país, por que preferiram o medo à esperança?

A vitória dos Grouchos

Publicado Originalmente no site do Centro Dom Vital (02/10/2014)

Robson de Oliveira Silva

Diretor do Centro Dom Vital

O ator Julius Marx, mais conhecido pelo pseudônimo artístico Groucho Marx, deixou-nos legado reconhecido no cinema do século XX. Se é verdade que, segundo Aristóteles, o gênero literário comédia não é o melhor, pois cabe à tragédia e à epopeia realizar a catarse necessária às artes,  não se pode menosprezar o poder desmoralizante de uma bela gargalhada ou o caráter destruidor de uma ironia fina e jocosa, mesmo nos ambientes mais belicosos e hostis. De fato, há algo de catártico também numa piada. Por isso, não à toa, todas as ditaduras do passado (e as atuais tão perto de nós) ou vigiaram ou aparelharam essa classe política perigosa: o comediante.

Em tempos de eleição, como não trazer para a reflexão assunto tão comum: humor e política? E Groucho Marx é um dos espíritos capazes de trazer à luz, com o gume afiado das palavras, a grave situação pela qual passa o país. É reconhecido como de sua lavra o seguinte apotegma:

Henri Bergson – Intuição Simples

Intuição Simples

Henri Bergson

“Separemo-nos desta complicação, remontemos à intuição simples ou ao menos à imagem que a traduz: imediatamente vemos a doutrina libertar-se das condições de tempo e de lugar das quais ela parecia depender”

Fonte: BERGSON, Henri. Conferências Os Pensadores. São Paulo: Editora Abril, 1973, p. 57.

Hans-Georg Gadamer – Reconhecimento

Reconhecimento

Hans-Georg Gadamer

“Os reconhecimentos não são uma série de encontros, mas reconhecer significa: conhecer algo como algo que a pessoa já conhece. Perfaz o processo propriamente da ‘Einhausung’ humana – uma palavra de Hegel que uso nesse caso -, que significa que cada reconhecimento liberou-se da contingência da primeira tomada de consciência e elevou-se ao ideal. Conhecemos tudo isso. No reconhecimento está contido apenas que agora se conhece mais propriamente do que se podia na confusão momentânea do primeiro encontro. O reconhecer vê o permanente no fugidio”

Fonte: GADAMER, Hans-Georg. A atualidade do belo. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1985, p. 71-72.

Candidatos à excelência

…e suas finanças maravilhosas

Resolvemos fazer um resumo patrimonial dos candidatos a cargos eletivos, que se apresentam como católicos pedindo nossos votos e nossa confiança. Afora a questão dos partidos, bastante discutida, há outros pontos.

Veja abaixo o que cada um desses candidatos declarou para o TSE serem seus bens patrimoniais até 2014.

Deixe nos comentários novos nomes de candidatos que pedem o voto dos católicos para compararmos seu discurso com sua vida.

Ainda estamos aqui!

Ainda estamos aqui! Apesar da onda de pessimismo, ainda estamos aqui. Não obstante as nuvens escuras, que assomam no horizonte, ainda estamos aqui. E permaneceremos!

O Site Humanitatis, mas especialmente o blog Non Nise Te!, surgiu como resposta a um mundo violento, nasceu contra uma sociedade essencialmente desumana, que violenta e mata o indefeso. Essa é a vocação do Non Nise Te! e sempre será. O Site Humanitatis é mais paz e amor, é mais diálogo. O Non Nise Te! é pau puro!

Não nos interessa fazer média, nem falsificar consciências. Se há pontos em comum, os valorizamos; se não, não falsificamos um diálogo que não há. Pois é, então, para manter a tradição, vamos ao que interessa.

Jürgen Habermas – Hegel e o Direito

Hegel e o Direito

Jürgen Habermas

“Em oposição a uma interpretação jurídico-hegeliana do Estado constitucional, a concepção procedimentalista inspirada em Kant se baseia na fundamentação autônoma dos princípios constitucionais que pode ser aceita racionalmente por todos os cidadãos”

Fonte:HABERMAS, Jürgen; RATZINGER, Joseph. Dialética da secularização: sobre razão e religião. Aparecida: Ideias e Letras, 2007, p. 32.

Curtas sobre ciência – 06

As notícias sobre o desenvolvimento das ciências continuam trazendo bons e maus augúrios. Se de um lado, a esperança numa reviravolta da ciência produz decisões familiares estranhas; de outro se pode ver ainda o eco das ideologias anti-científicas nos lábios dos nada humildes. Que remédio? Mais ciência neles!

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1. Leonardo Di Caprio discursa na ONU e garante: há Aquecimento Global! SQN!!!: Os defensores do Global Warming, evento também conhecido por Climategate, desembainharam seu argumento mais forte em favor do aquecimento global: o ator Leonardo Di Caprio. O astro de Hollywood, que foi nomeado Mensageiro da Paz pela entidade, deu a palavra dele que o mundo está aquecendo.

2. Fez mais frio no Canada quem em Marte: 2014 entrou para a história como o ano em que fez mais frio no Canadá que em Marte. A notícia é do blog de ciência da Discovery e tratava do início do ano, quando Winnipeg registrou -31graus enquanto uma parte de Marte mediu -29.

3. Cientistas vão à Antártida provar o aquecimento global e ficam presos entre geleiras que não deviam estar lá: então, não gosto desses eventos climáticos que não obedecem ás nossas teorias. Quem eles pensam que são? Se os ideólogos da ciência garantem, com Di Caprio, que o planeta está aquecendo, quem é a Antártida para tentar impor sua opinião capitalista sobre nós? Fora ao Imperialismo Glacial! SQN!!!

4. Uso contínuo de maconha faz mal à saúde: dessa o Belo Sakamoto não vai gostar. Os cientistas tentaram traçar um paralelo da frequência do consumo de maconha entre os jovens com menos de 17 anos e seus comportamentos na vida posteriormente. Os critérios usados foram o êxito escolar, o uso de drogas ilegais, dependência da maconha, a depressão e as tentativas de suicídio. Uma relação “clara e consistente” foi encontrada entre a frequência da utilização da maconha antes dos 17 anos e a maioria dos critérios citados, destaca a “Lancet”. Para o doutor Edmund Silins, outro autor do estudo, os resultados demonstram “de maneira evidente” que a luta contra o consumo precoce da maconha entre os jovens representa “importantes benefícios em termos sociais e de saúde”.

5. Corpo de militar ficará congelado esperando avanço da ciência: Filha é autorizada a manter cadáver do pai em cápsula de hidrogênio nos Estados Unidos

Salve Padre Pio! – Sobre seu apoio a Paulo VI e Humanae Vitae

padrepio3jt4Comentário: Hoje é dia do padre dos pobres, das almas aflitas, do confessionário, da Santa Comunhão e Paixão de Nosso Senhor. Diversos são os relatos de milagres e conversões ocorridos a partir das intervenções do Padre Pio, entretanto gostaria de lembrar que este tão importante santo, viveu num período ímpar dentro da Igreja. As reflexões e ensinamentos do Vaticano II, um concílio pastoral importantíssimo para a Igreja, trouxe a tona novas reflexões. Não fugindo dos questionamentos polêmicos buscou olhar e transmitir ao povo de maneira diferente. Não agradou a todos, mas foi fundamentalmente um concilio de todos, e este fato criou linhas dissonantes no seio católico que perduram até hoje. Um dos assuntos controversos, a regulação da natalidade, culminou na Encíclica Humanae Vitae, que da nome a este blog. Fora da Igreja, um período sombrio de pós-guerra, polarizado entre duas forças mundiais que se testavam e ameaçavam, era o período da guerra fria. O Papa na época, o querido Paulo VI, sofria na alma as dificuldades de corresponder com altura a todas as demandas, religiosas e políticas.

Sobre a fecundidade dos amigos

Comentário: Segue uma humilde poesia, feita em homenagem aos casais amigos do Grupo Famílias em Cristo que hoje gozam da felicidade de estarem grávidos. A todos, um grande abraço e felicidades!

P.S: Aproveito o ensejo para lembrar das maravilhosas palavras de São Josemaria Escrivá:

O matrimónio – não me cansarei nunca de o repetir – é um caminho divino, grande e maravilhoso e, como tudo o que é divino em nós, tem manifestações concretas de correspondência à graça, de generosidade, de entrega, de serviço. O egoísmo, em qualquer das suas formas, opõe-se a esse amor de Deus que deve imperar na nossa vida. Este é um ponto fundamental que é preciso ter muito presente a propósito do matrimónio e do número de filhos. [...]O número não é por si só decisivo. Ter muitos ou poucos filhos não é suficiente para que uma família seja mais ou menos cristã. O que importa é a rectidão com que se vive a vida matrimonial. [...] Os casados estão chamados a santificar o seu matrimónio e a santificar-se nessa união: cometeriam, por isso, um grave erro se edificassem a sua vida espiritual à margem do lar. [...] Mas não esqueçam que o segredo da felicidade conjugal está no quotidiano, não em sonhos. [Temas actuais do Cristianismo]  Ao pensar nos lares cristãos, gosto de imaginá-los luminosos e alegres, como foi o da Sagrada Família. [Cristo que passa, 22]

EL NACIMIENTO DE CRISTO PINTURA DE CARAVAGGIO

EL NACIMIENTO DE CRISTO PINTURA DE CARAVAGGIO

Chega de correr atrás…

Chega de escolher entre pessoas mal formadas! Chega de escolher o mal menor… A iniciativa desses cristãos é louvável e possível de ser realizada. E se por acaso os candidatos que se apresentarem não forem pessoas de confiança e fé comprovada? Somos muitos, saberemos em algum momento!

Vamos mudar esse país!

 


COMUNICADO IMPORTANTE

Amigos Católicos, estamos lutando firme para eleger os candidatos que REALMENTE conhecemos e sabemos de sua luta pelos valores verdadeiros, as bases de uma sociedade sadia e sem imoralidade, seja ela qual for. Entretanto, nosso trabalho não parará, e iremos continuar o nosso apostolado depois das eleições, ainda mais fortes!

E fazemos um APELO a você, Católico de verdade: se você quiser se eleger para VEREADOR em sua cidade, AVISE-NOS! Vamos realizar palestras na sua cidade, vamos nos movimentar e promover a sua campanha. Chega de escolher o “menos pior”. Precisamos ENTRAR na vida política, como disseram os Papas João Paulo II, Bento XVI e nosso amado Papa Francisco.

Avise o Brasil que os Católicos se levantaram e nada irá nos parar!

Atenciosamente,

Grupo Voto Católico.