Epicuro – Divindade

Divindade

Epicuro

“Os deuses de fato existem e é evidente o conhecimento que temos deles; já a imagem que deles faz a maioria das pessoas, essa não existe: as pessoas não costumam preservar a noção que têm dos deuses. Ímpio não é quem rejeita os deuses em que a maioria crê, mas sim quem atribui aos deuses os falsos juízos dessa maioria. Com efeito, os juízos do povo a respeito dos deuses não se baseiam em noções inatas, mas em opiniões falsas. Daí a crença de que eles causam os maiores malefícios aos maus e os maiores benefícios aos bons”

 

Fonte: EPICURO. Carta sobre a Felicidade. São Paulo: Unesp, 2002, p. 25.

Robson Oliveira

8 comments for “Epicuro – Divindade

  1. roberto quintas
    21 de dezembro de 2011 at 15:43

    É por essa razão que afirmamos que o prazer é o início e o fim de uma vida feliz.

    – Epicuro

    • 21 de dezembro de 2011 at 18:47

      Vocês, ateus?

      • roberto quintas
        24 de dezembro de 2011 at 11:07

        na verdade eu sou pagão e achei muito engraçado, senão curioso e contraditório um blog católico usar Epicuro para endossar o credo católico.

        • 26 de dezembro de 2011 at 08:50

          Simples: vocês, pagãos, desconsideram os textos dos filósofos para que eles digam o que não dizem. O texto de Epicuro está aí. Não é interpretação nossa. E Epicuro não está endossando credo católico. Ele está confirmando uma reflexão muito antiga, sobre filosofia, não é teologia.

    • 21 de dezembro de 2011 at 22:37

      Sim, por terem uma noção equivocada do Divino. Mas mesmo assim, defender um ateísmo baseado em Epicuro é cometer parricídio.

    • Leandro Lopes
      23 de dezembro de 2011 at 12:02

      Sim, mas essa afirmação não está diretamente relacionada as suas afirmações sobre as Divindades.
      Além disso o prazer a que ele se refere está bem distante do atual entendimento sobre o prazer.

      • roberto quintas
        24 de dezembro de 2011 at 11:11

        prazer é prazer. algo que no catolicismo ou em outras formas de cristianismo está limitado, oprimido, recalcado.
        aliás os ateus vão adorar lembrá-lo do maior ditado de Epicuro: “Deus deseja prevenir o mal, mas não é capaz? Então não é onipotente. É capaz, mas não deseja? Então é malevolente. É capaz e deseja? Então por que o mal existe? Não é capaz e nem deseja? Então por que lhe chamamos Deus?”

        • 26 de dezembro de 2011 at 08:53

          Novamente, está desconsiderando o próprio Epicuro, que distinguia prazer de prazer. Os prazeres não são idênticos, Quintas. Se não sabe disso, não é pagão suficiente. Ou pior: não leu toda obra de seu mestre, Epicuro.
          Quanto a recalques, nós, cristãos católicos, não os temos: aproveitamos de tudo do mundo! Queremos tudo: prazer, dor, cinema, arte, alegrias, tristezas, tudo nós aproveitamos. Quem tem limites são os outros, que limitam a realidade ao que eles preferem.
          E, finalmente, sobre o argumento de Epicuro, novamente você desconsidera o texto de Epicuro, que afirma literalmente que Deus é. Fazer o que? Você tem mais de 18 anos, né?

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