Na conta de Dom Orani…

Deu trabalho, contudo, mais uma vez consegui vencer o firewall desse blog… Está cada vez mais difícil, mas sempre temos a Microsoft a nosso favor... KKKKKK…. As notícias são boas, caros demônios… Por enquanto, um pouco de história para os novatos…

Desde o Paraíso é assim: depois da jaca comida (sim, jaca, porque todo mundo sabe que comer jaca dá um trabalho dos infernos)… então, depois da jaca devorada, o Primeiro Adão pôs a culpa na conta da Primeira Eva; essa, por sua vez, pôs na conta da serpente (à época eu não tinha em quem jogar a culpa)… Daí começou a tradição infernal de não assumir responsabilidades e de culpar os outros dos erros próprios. Afinal, como se sabe, filho feio nunca tem pai…

A notícia boa vem do Rio de Janeiro… Um frei que serve na Igreja de São Francisco de Paula, no Largo de São Francisco-RJ, e também outro que serve na capela de Santa Rita, também no Centro-RJ, estão achacando os fiéis que preferem receber O PÃO de joelhos. Recentemente fizeram escândalo porque fiel ajoelhou para receber Emanuel Escondido… E eu adoro isso… é minha especialidade causar contenda e oprimir inocentes, acusando terceiros.

Nesse caso concreto, eles estão dizendo nas missas de semana que a orientação de evitar a recepção da Eucaristia na boca é norma do Cardeal Dom Orani João Tempesta, em razão da epidemia de H1N1. Eles dizem que proibir esse modo de recepção da Eucaristia favorece o controle da epidemia, evitando mais contágios. Ah, e seguindo meu exemplo, põe na conta do Cardeal. Até agora, a assessoria de comunicação do Inferno não achou qualquer sinal da tal norma, infelizmente… Mas a parte boa é que muitos fiéis de Emanuel têm saído dessas missas com dúvidas e magoadas com o Cardeal.

O que os freis não dizem é que, segundo o Ministério da Saúde, outra medida eficaz contra o H1N1 é evitar tocar notas de dinheiro em público sem lavar as mãos em seguida. Sem falar, evidentemente, dos abraços e bitocas no canto da paz… Se os freis se preocupassem mesmo com a epidemia de gripe tomariam mais providências.

  1. Poderiam, por exemplo, implementar outras mudanças e suspender as ofertas de dízimo, visto que a troca de notas e moedas de mão a mão aumenta exponencialmente o risco de contágio;
  2. Poderiam, igualmente, suspender os abraços, beijinhos, bitocas, apertos de mão, procissões de paz, enquanto perdurar a famigerada crise de gripe.

E claro, colocando tudo na conta do Cardeal… Não vamos nós adotar o discurso intolerante e radical de Emanuel, que insistia no simplista  e politicamente incorreto: sim, sim; não, não. Quanto possível, vamos confundir nossos adversários, preferencialmente culpando outros por nossas escolhas.

Coisa Ruim Chefe

Coisa Ruim Chefe

Robson Oliveira

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