Não existe esse tal Tradicionalismo “Protestante”

Hoje faz 30 dias de um artigozinho miserável de um dos articulistas católicos mais influentes no mundo: Andrea Tornielli. No dia em que se comemora o nascimento do Emannuel, o homenzinho fedorento da Itália escreveu um artigo mentiroso – e olha que de mentira eu entendo – onde acusa algumas posturas tradicionalistas em voga. Segundo ele, o cerne da questão é: alguns tradicionalistas pretendem colocar-se acima do Magistério. Ora, essa era a postura da Reforma. Logo, um recurso à Tradição que pretenda estar acima do Magistério é protestantismo! Daí o título provocante do artigo. Graças a mim, essa falácia caiu no limbo do esquecimento no Brasil e nenhum – isso mesmo, nenhum – dos inúmeros blogs que tratam do assunto nessa minha terra odiada veiculou, refletiu, mencionou ou referiu de relance o dito artigo. O que eu ainda não sei, pois não sou onisciente, é se os homenzinhos fedorentos não comentaram o artigo por causa da sua absoluta falsidade, ou por razão de sua – ao menos parcial – verdade incômoda. Para mim não importa o motivo, o bom mesmo é o silêncio obsequioso que estes sites mantiveram.

Furo novamente a segurança desse site não para alertar os homenzinhos fedorentos, mas para comemorar o silêncio destes inúmeros blogs acerca deste tema. Afinal, quem esse tal repórter italiano pensa que é??? Mania de querer chamar a atenção dos homenzinhos fedorentos para erros onde eles não existem… De fato, não há e nunca haverá um ‘Tradicionalismo Protestante’. Pelo contrário, esse movimento de retorno à Tradição não quer se colocar acima da autoridade dada à Babilônia e ao Pescador. Imaginar isso é um absurdo! O que eles querem é retornar à Santa Doutrina, custe o que custar. A Tradição não muda e nem o Pescador pode mudá-la. O texto das Chaves tem que ser lido hermeneuticamente… Por isso, o seguinte texto do articulista é ridículo:

Eu temo que algum tradicionalismo possa deslizar para a direita no ponto oposto, o protestantismo. Ou melhor, Galicanismo. Quem dá o direito a este ou aquele conservador de dizer que esta é a Tradição, que Roma está errada? Quem dá a autoridade para decidir? O tradicionalismo não é o Magistério. Quem dá o direito de descartar, às vezes com escárnio e desprezo, o Concílio Vaticano II? Talvez o apelo à autoridade do arcebispo Marcel Lefebvre (Deus descanse sua alma), agora apresentado em uma hagiografia como um Padre da Igreja?

Sim, um conservador bem formado pode julgar o Magistério. Ele está, sim, acima desses mundanidades e modernismos, sempre que estiver de acordo com a Tradição. O Pescador liga e desliga, mas só hermeneuticamente… Logo, se você é um tradicionalista, fique tranquilo, você não corre o risco de errar… A infabilidade, que para o Pescador se aplica apenas relativamente, se estende a você absolutamente. O Tornielli errou feio dessa vez…

Coisa Rúim Chefe

4 comments for “Não existe esse tal Tradicionalismo “Protestante”

  1. Leandro Lopes
    25 de Janeiro de 2011 at 14:29

    Eu tinha lido mas deixado para lá.
    Depois pensei que não podia deixar meu Caro Sulfuroso Coisa Ruim sem nem um comentário. Seria muito deselegante.

    Lembrei de outros posts em que algumas posições tradicionalistas estavam recrudescendo, principalmente depois do Motu próprio do Santo Padre (posso chamar ele assim sem te afender né?!).

    Me parece que enquanto os tradicionalistas estavam à parte eles simplesmente desciam a lenha na posição da Igreja definindo-a como pré e pós conciliar. Quando o Santo Padre acenou flexibilizando mais o uso do Rito Extraordinário ele expôs de fato do que se trata esse infeliz cisma. Muitos ignorantes (sem ofensa) achavam que o único problema era a Missa em latim, mas agora está se demonstrando para os (in)fiéis que ainda seguiam esses tradicionalistas qual é o verdadeiro sentido de sua separação.
    Eles jogam por terra o depósito do Magistério da Igreja. Não reconhecem o Concílio Vaticano I e II. Acusam os papas, a partir de João XXIII de usurpadores da Sé de Pedro. Logo são sedevacantistas (Sé vacante), apesar de negarem.

    Eu não gosto que usem o termo “tradicionalista” ao pessoal que curte uma missa em latim, eu particularmente prefiro o termo conservador. Assim evitamos confundir o Povo de Deus que segue o Santo Padre com esses sedevancantistas sulfurosos.

    • 25 de Janeiro de 2011 at 14:54

      Quanto tempo, caro homenzinho fedor…, quer dizer, caro Leandro. Antes de tudo, não mude meu nome: eu sou o Coisa Rúim. Com acento mesmo… Coisa Ruim é para esse povo privilegiado, burguês, acostumado a boas escolas, que distingue o bom do ruim, o mato do capim. Eu sou povão. Minha teologia é chão-chão, perto do povo. Portanto, é Coisa Rúim mesmo.

      Diferente de você, eu gosto do termo tradicionalista. Acho que mostra muito bem o que a Babilônia é hoje: modernosa, sempre tentando adequar-se aos novos tempos. Sempre abandonando as 99 ovelhas no aprisco. Absurdo! Por causa de uma se perdem 99. Prática nefanda! Mas eu prefiro muito mais o termo “missa de sempre”. Que coisa bela! Além de dizer uma verdade histórica – pois é sabido que todos os apóstolos celebraram em latim por causa de benefícios espirituais especiais – dá a ideia espetacular que qualquer outra missa é uma “missa de nunca”. Nada mais conveniente para mim que plantar dúvidas. E quanto mais estapafúrdias melhor!

      • Leandro Lopes
        27 de Janeiro de 2011 at 17:46

        Olá Indiferente Sulfuroso

        Pelo visto és chegado numa Teologia da Libertação com viés Marxista. Falando errado para se aproximar do povão, “teologia chão-chão”, burguês,…

        “Missa de Sempre” é um belo termo, pois na verdade toda missa é a mesma sempre. O problema é querer dizer que somente UMA MISSA é a de sempre.

        Agora a “verdade histórica” da missa em latim celebrada por Jesus e os apóstolos, hauhauahhauauahuaha, fico imaginando o Nosso Senhor Jesus Cristo (isso mesmo, nosso, pois é o seu também ainda que lhe doa) falando:
        ACCIPITE ET MANDUCATE EX HOC OMNES: HOC EST ENIM CORPUS MEUM, QUOD PRO VOBIS TRADETUR.
        Ou ensinando o “Pater Noster”…. kkkkkkkk

        Aliás, como fica para vocês aí embaixo (nem sei se é embaixo, mas só para dar uma referência) a falta de Nosso Senhor. Pois dando as costas para ele e sem missa,…. Nossa! Deve ser um inferno!

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