PSOL “obrigou” Heloisa Helena a defender o aborto

Na verdade, contra a violência sempre há o martírio, né Heloisa???

(Esse texto é destinado aos leitores e amigos que são “livres pensadores”, isto é, pessoas que têm a coragem de seguir sua própria razão e a sua fé aonde essas asas os levarem. Como consequência, ele se destina àqueles que restringem a existência de dogmas apenas ao campo religioso (não vou explicar aqui a compatibilidade entre razão natural e dogmas, vá estudar!). Portanto, aqueles que têm sentimentos religiosos para com partidos e formas de governo (especialmente comunistas e socialistas), façam-me um favor, “passa amanhã”… rsrsrs…)

Jean-Paul Sartre, filósofo existencialista e ateu, dizia que as pessoas fogem do peso de sua liberdade escondendo-se atrás de agentes externos, que determinariam suas escolhas: é o conceito de má-fé sartriano (mauvaise foi). Má-fé, segundo Sartre, é a reiterada atitude de pôr nos ombros de outros a responsabilidade pelas próprias escolhas. Irônico que um ateu explique tão bem o que aconteceu recentemente com a ex-candidata comuna-protestante, Heloisa Helena. Exatamente com esse espírito é que a ex-candidata ao maior cargo executivo do país lamenta-se dizendo que foi “obrigada” a defender o aborto pelo PSOL. Pois é, a Heloisa diz que é cristã. Ela não deve ter estudado a história da Igreja direito, especialmente o início do cristianismo, quando os romanos tentavam obrigar velhos (com mais de 80 anos) e crianças (com apenas 9) a prestarem culto a falsos deuses. Essas pessoas morriam, davam o sangue e a vida por Nosso Senhor Jesus Cristo, não ficavam de chororô, nem de mimimi, dizendo que foram “obrigadas” a prestar culto a Minerva. Contra a violência de todos os tempos, sempre há opção do martírio, né Heloisa??? É verdade, nem todos somos como aqueles espetaculares homens do início do cristianismo… Infelizmente nem todos temos o grande amor que eles tinham a Nosso Senhor e à Igreja Católica… Contudo, não venha para cá dizendo que “foi obrigada”. Assuma suas responsabilidades, peça perdão e volte para a Casa do Pai.

Pois é, nas eleições municipais deste ano, há não poucos candidatos que dizem o mesmo que a Heloisa, mas em nível menor: “Ah, se não fizer coligação com A, B ou C não nos elegemos”; “Ah, sem dinheiro não dá”; “Ah, é só uma fotinha com o candidato a prefeito, que é que tem, todo mundo faz… Quando eu me eleger me distancio dele…”. Será? Amigos, entendam bem: se os partidos políticos comprometidos com o aborto, como o PSOL, o PSTU, o PT e todos os partidos comunistas são capazes de obrigar uma figura de estatura nacional, como a Heloisa Helena, a defender o que ela diz não acreditar, vocês acham que eles farão o quê com esse monte de vereadoresinhos em nossos municípios??? Vocês acham que algum deles terá cacife para impor suas convicções depois de eleito se agora não tem coragem para isso??? Por esta razão é que o candidato cristão não deve de modo algum aliar-se a esses partidos, visto que, após aliar-se, ele fica refém dessa corja de assassinos (entendam bem, assassinos de pessoas principalmente, mas também assassinos de ideais, assassinos de liberdade, assassinos de honestidade, assassinos de justiça). Aliás, é isso que se vê em nossos municípios, quando a promessa de apoio político e financeiro compra com muita facilidade a fé e as convicções de não poucos candidatos que apareceram para defender os interesses do cidadão católico.

Muito nos alegra saber que há candidatos católicos que disseram “não” à tentativa de cooptação de “peixes graúdos” da política municipal. Marcaram posição em favor de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Verdade e da Vida incondicional. Nomeadamente, parabenizo à candidata Valerinha, que disse um redondo “não” a um graúdo candidato a Prefeito da cidade de Niterói-RJ, pois o partido do coisinha é favorável ao aborto. Não a conheço pessoalmente, mas fico muito esperançoso por ainda existirem pessoas que resistem a uma das tentações mais difíceis: a do poder. Parabéns, Valerinha, estou acompanhando sempre.

Cito também a candidata Andréa Machado, a quem conheci recentemente, não só a ela mas a toda família. Ela é candidata a vereadora em São Gonçalo-RJ e também resiste bravamente às abordagens da classe política daquele município, conhecida por sua violência e armações políticas. Ela tenta o cargo eletivo pela terceira vez e continua sendo honesta com seus eleitores, que a escolheram não esperando em troca benefícios pessoais, mas porque acreditam que defenderá as ideias do povo cristão católico da cidade.

A história mostra que tentaram “obrigar” outras pessoas a defenderem o que eles não acreditavam. Tentaram “obrigar” o advogado São Thomas More a negar sua fé, mas ele não foi infiel. O resultado da sua fidelidade à Igreja e à sua consciência foi o martírio. Esperamos que as candidatas Valerinha e Andréa Machado tenham sempre diante dos olhos o exemplo desse santo inglês, padroeiro dos políticos. Não façam como Heloisa, não cedam à má-fé.

Nota: Para finalizar, sei que há alguns outros candidatos bons nas cidades citadas. Quem tiver mais indicações, mande nos comentários para pesquisarmos.

Robson Oliveira

13 comments for “PSOL “obrigou” Heloisa Helena a defender o aborto

  1. 19 de setembro de 2012 at 17:30

    Será que nos abrigarão a abortar nossos filhos,ou continuaremos a lutar pelos nossos ideais, pela nossa família e sobretudo pela NOSSA FÉ !!!qUEM GERA A VIDA SÃO AQUELAS QUE A DEFENDERÃO.

  2. Amaro Helio
    18 de setembro de 2012 at 15:00

    Digo, nao consigo deixar de analisar o texto sem a janela da FÉ………

  3. Amaro Helio
    18 de setembro de 2012 at 14:36

    Nao conigo analisar esse testo pela janela da fé. Entendo que pertencer a algum partido nao quer dizer que vou aceitar tudo que querem, tenho meus ideais, minha responsabilidade e piincipalmene a minha fé.

    Bom o que devemos fazer e repudir sempre quem assuntos que defendem o aborto.

  4. 11 de setembro de 2012 at 19:31

    Faltou dizer:
    Este caso da Heloísa Helena é o perfeito exemplo do que o Pe. Paulo Ricardo alertou no seu curso de marxismo cultural: para os esquerdistas, não existe Verdade (com V maiúsculo). Para eles, só existe a “verdade” do momento.

    É por essas e outras que eu não compro a imagem do queridinho da esquerda carioca, Marcelo Freixo.

    • 11 de setembro de 2012 at 19:40

      Aliás, Bruno, queridinho do PSOL, que se diz independente no partido. Ora, se nem a fundadora – considerando que tenha dito a verdade – conseguiu pôr limites à barbárie, que se dirá do Freixo…

      Definitivamente, Freixo não dá!

  5. william
    11 de setembro de 2012 at 13:42

    Gostaria de fazer algumas ponderações, primeiro lugar quem disse que o PSOL obrigou-a defender o aborto não foi Marina Silva que nunca foi filiada ao PSOL, e sim Heloisa Helena que declarou que irá deixar o partido, portanto quando fores fazer declarações as faça com veracidade, com relação a sua preocupação com vereadores de partidos que “defendem” o aborto, vejo que você não conhece política o suficiente para saber que a legalização do aborto não passa nem perto do âmbito municipal, pois debater sobre a descriminalização do aborto e até aprovar, é competência somente do congresso nacional, portanto não jogues palavras ao vento tentando eleger candidatos a vereador em cima da simplicidade daqueles que não entendem de política, se sua preocupação é o aborto ou a tão declamada “defesa da vida” fique tranquilo, no mínimo ocorrerá um plebiscito nacional antes que ele venha a ser legalizado, portanto o povo brasileiro decidirá, agora dedique seu tempo em defesa da vida, da vidas de milhões de brasileiros que estão na miséria, da vida de crianças que já nasceram e estão pelas ruas de nosso Brasil mendigando um prato de comida, pela vida de tantos que sucumbem diante de um sistema que só visa o lucro dos grandes em detrimento da miséria dos pequenos!! boa reflexão!

    • 11 de setembro de 2012 at 13:53

      É verdade, William. Divulguei o nome errado da candidata.

      Quanto à preocupação com o aborto, não dá pra ficar tranquilo, não. Pois não há plebiscito algum. Há é a máquina do PT no executivo em todos os níveis, inclusive municipal, agindo por debaixo dos panos, pressionando professores e diretores em escolas, em postos de saúde, em todo lugar. Agindo no judiciário e no legislativo. O apoio a esses candidatos no município fortalece-os para voos mais altos e dá respaldo para as pretensões nacionais no legislativo e no executivo.

      Está na hora de fazermos oposição ferrenha na raiz: no município!

      Não votamos, eu, minha família e amigos, em candidatos que apoiam membros de partido comunista.

    • Marcelo Colonna Rosman
      11 de setembro de 2012 at 16:49

      Já foram feitas diversas pesquisas sobre a posição dos brasileiros sobre o aborto:

      1) “No Brasil, 72,7% dos cidadãos se opõem à legalização do aborto, de acordo com uma pesquisa realizada pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso)”.

      Veja a íntegra da notícia no link:
      http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mais-de-70-dos-brasileiros-sao-contra-legalizacao-do-aborto-diz-pesquisa,575302,0.htm

      2) Em outubro de 2010, o Datafolha fez uma pesquisa para saber a opinião dos brasileiros sobre o aborto: 71% são contrários à legalização ou à ampliação das possibilidades de interrupção legal da gravidez.

      3) O resultado da pesquisa de opinião pública CNT/Sensus feita a pedido da Confederação Nacional do Transporte, na qual foram ouvidas 2 mil pessoas nas 5 regiões do país, no período de 25 a 29 de janeiro deste 2010., foi que:

      .73,5% dos brasileiros são contrários à legalização do aborto.

      .22,7% se declararam a favor do aborto.

      • 11 de setembro de 2012 at 17:03

        Exatamente, Marcelo. Por isso o tal plebiscito proclamado pelo senhor Will não virá. Eles estão impondo o aborto via judiciário, como uma autocracia, para arrepio da maioria da população brasileira. E ainda vem aqui esse senhor dizer que não sabemos nada de política. Como se eles seguissem as regras do jogo democrático…

        Sim à vida!!!

    • David Gravatá (estudante)
      11 de setembro de 2012 at 17:14

      O aborto não pode e não é, a solução para a miséria humana.
      Esses argumentos de criancinhas mendigando pelas ruas de nossso Brasil não é retrato de que a sociedade deva autorizar o assassinato dos pobres, ao contrário, que os pobres sejam acolhidos para uma justiça social verdadeira, sem populismo. O problema da pobreza no mundo se dá devido a outros parâmetros (corrupção, carência de ética e moral, má administração, interesses maldosos, etc).
      A vida humana é muito valiosa, não deve existir argumento que impeça o ser humano de viver. Todo o ser humano deve se preucupar com a defesa da vida, e deve orientar aos seus para tal. Infeliz quem pensa que está fazendo justiça social defendendo o massacre de SERES HUMANOS inocentes no ventre de sua mãe.
      O texto do professor Robson, aponta para a diretriz política de um partido de expressão nacional, que apesar de forte discurso (revolucionario?) em prol a justiça social, é a favor a legalização e liberalização do aborto, acreditando que é um bem para as feministas, o problema moral nesta ideologia, é de que tem vista apenas para um dos lados, e “fechando os olhos” para o direito de viver do “feto” (Ser humano vivo)que seria sacrificado pela decisão de outros. Contradiz com a postura de candidatos evangélicos, que em sua vida comunitária religiosa tem uma opinião, mas no meio político outro. Enfim, é necessário que o homem amadureça suas idéias e as defenda com consciência. Por que a Consciência pesa.
      Voto tem consequencia.

    • 11 de setembro de 2012 at 19:20

      William, você está errado com relação à questão do aborto em âmbito municipal.
      Conheça o caso do município de Anápolis: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2012/03/06/vereadores-de-anapolis-alteram-lei-municipal-e-proibem-qualquer-aborto-na-rede-publica.htm

      E você erra novamente, duplamente, ao sugerir que haveria um plebiscito para aferir a opinião pública a respeito do aborto:
      1) o atual governo federal não se importa tanto com a opinião pública, muito menos com plebiscitos. Vide o desrespeito praticado com a questão do desarmamento;
      2) como você pelo visto não se informa o bastante quanto ao aborto (embora dê pitaco na defesa da vida feita por outrem), ignora que a reforma do Código Penal traz como um dos principais objetivos a liberação do aborto (mais info aqui: http://t.co/SmtT0jZX) e que a análise do anteprojeto está sendo operada a toque de caixa, justamente para se esquivar das reivindicações populares. Aliás, William, de acordo com a redação final da proposta, vê-se claramente que a opinião pública (manifestada nas audiências realizadas ao redor do país) foi descaradamente ignorada.

      • 11 de setembro de 2012 at 19:38

        Bruno, é mais um membro da blogosfera comuna, que vigia sites conservadores. De nada adianta argumentos. Eles só desejam criticar e ir embora. Não têm argumentos, né?

        Em âmbito municipal se pode fazer muito em favor da vida. Ora, se pode A, pode B. O caso da menina de Alagoinha-PE é um exemplo de como um município empenhado em matar bebês pode agir contra a vida.

        Seu Will não quer entender a perspectiva cristã, muito menos está preocupado com o bem dos bebês. Ele quer usar da pobreza apenas enquanto ela é útil: enquanto ganha votos para ele e para seus asseclas.

        Os defensores da vida,pelo contrário, mantém a posição, mesmo perdendo eleições por serem radicais e mesmo com o custo de sua honra.

        Abração, Bruno.

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