Alfabeto do Amor – início

Em maio de 2012 aconteceu em Milão – Itália o Encontro Mundial das Famílias, este evento iniciado sobre o pontificado do Beato João Paulo II ocorre de 3 em 3 anos e é uma oportunidade de integração e sintonia da Família com a Igreja. Ainda não tivemos a oportunidade de participar de um EMF mas já deixamos aqui registrado que o próximo ocorrerá entre os dias 22 e 27 de setembro de 2015 na Filadélfia – EUA (http://www.worldmeeting2015.org/?lang=es).
E por que começamos o nosso post de hoje falando sobre este evento? Porque no final de 2012 estivemos em Milão e adquirimos um livreto lançado no Encontro com o título: “L´Alfabeto dell´Amore per ‘scrivere’ la famiglia cristiana”. Trata-se de uma pequena cartilha contendo reflexões rápidas de A-Z (excetuando J, W e Y – que não fazem parte do alfabeto italiano) sobre o matrimônio e a relação familiar.


Gostaríamos de replicar aqui essas reflexões quinzenalmente com adaptações do texto original e exemplos que nos ajudem a fortalecer e enriquecer a nossa vocação matrimonial.
Então, vamos começar?!

A – de Abertura, Acolhimento

“Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória de Deus.” Rm 15, 7

Através do matrimônio, temos uma grande oportunidade de viver essas virtudes. Acolher é o primeiro passo para amar o outro. O acolhimento começa no compromisso matrimonial – o famoso SIM no altar – e deve perdurar por toda a vida em comum. Acolhe-se o cônjuge, a família do cônjuge, e ainda os filhos que Deus – com sua infinita bondade e providência – conceder.
Façamos uma reflexão sobre como tem sido a minha abertura ao meu cônjuge, aos meus sogros (tema delicado para muitos casais), cunhados, casais amigos que se aproximam, e com os meus filhos.
Mas vamos nos deter nesta reflexão, especialmente, em como tem sido o meu acolhimento ao meu cônjuge: aquele que escolhemos para seguir um caminho de santidade conosco.

Temos sabido acolher suas dúvidas, angustias e necessidades? Temos sabido ouvi-lo?
Quantas vezes queremos falar sem ouvir o que ele/ela tem a dizer integralmente antes de nos manifestarmos? Quantas vezes não refletimos demoradamente antes de proferir uma palavra que pode magoá-lo e feri-lo?
Quantas vezes não fomos sinceros com aquele que um dia desejamos que fosse a nossa metade, uma só carne conosco? Quantas vezes fomos intolerantes com os seus defeitos?
Quantas vezes não fomos pacientes e não tivemos vontade de ajudá-lo/a a superar seus defeitos?

A partir dessa reflexão, queremos viver esse acolhimento como forma de renovação do SIM que dissemos no nosso casamento.
Por isso, seguem alguns conselhos práticos para acolhermos melhor o nosso cônjuge:
– Escute com atenção o seu/sua companheiro/a e não responda sem que ele/a tenha terminado de falar.
– Reflita com calma antes de falar e ao falar busque passar tranquilidade – ainda que custe – para que o outro/a possa compreender o que quer dizer.
– Diga sempre a verdade, com amor.
– Não se feche, não se isole, mas seja sincero com seu cônjuge, explicando o que te aflige. (aqui fica a dica para as mulheres: o “NADA NÃO” não resolve. Quando seu marido lhe perguntar o que você tem, diga a verdade, nem que seja: “podemos conversar depois, não estou bem.” Mas depois essa conversa precisa acontecer, ok?)
– Tente não brigar, especialmente quando o outro possui opinião diferente de você em um tema que não é fundamental. (Vocês podem ter opiniões diferentes, afinal são seres complementares, mas possuem individualidades, o que é saudável.)
– Nunca responda com ira, sempre procure ser amável. (No dia a dia isso é uma luta constante, mas se colocamos amor e pedimos ajuda a Deus é possível)
– Saiba reconhecer os seus defeitos e peça perdão. (Fazendo propósitos de mudança para que seu pedido de desculpas não seja em vão)
– Pare de oprimir o seu cônjuge com lamentações ou provocações. Diminuí-lo, ofendendo-o com palavras, não contribui em nada para que ele/a mude. Ajude o outro a crescer – encorajando-o a novas metas – e os dois serão felizes.
– Evite criticá-lo/a para as demais pessoas.
– Esforça-se para compreender o outro, antes de querer ser compreendido.
– Seja tolerante e acolha em seu coração os interesses do seu cônjuge, buscando estar em sintonia com ele/ela.
Poderíamos lembrar de muitas situações em que é necessário exercitarmos o acolhimento, mas já temos bastante coisa pra pensar a partir dessas ideias iniciais.
Mas, vale lembrar que se temos consciência de que o sacramento matrimonial que recebemos nos ajuda a viver a vocação que acolhemos, é nosso dever querermos nos formar e crescer enquanto esposo/esposa em vista de viver melhor essa vocação, certos de uma coisa: Deus nos dá a graça.
Um fim de semana de acolhimento ao seu esposo/a, que pode começar com um abraço verdadeiro e um desejo sincero de recomeço.


Nos vemos na próxima!

1 comment for “Alfabeto do Amor – início

  1. 12 de Março de 2014 at 10:34

    Pri, muito bom texto! Serei “cliente” desses textos quinzenais! Cada o próximo??
    Beijos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *