Elas não me representam!

Que os movimentos feministas estão totalmente comprometidos com a legalização do aborto e com a agenda gay não há dúvidas, mas que esses mesmos movimentos não representam a maior parte da população feminina brasileira talvez pouco se fale…

Reprodução

Ao ler uma notícia sobre as manifestações de um grupo de mulheres hoje, em ocasião da Conferência Rio + 20, que está ocorrendo no Rio de Janeiro, fiquei extremamente incomodada. Não que não me incomodasse antes e sempre com essas atitudes ideológicas, mas é que, em matéria de articulação, as mulheres brasileiras vão de mal a pior…. Como nós temos múltiplas jornadas e muitas coisas a fazer no dia a dia, não sobra muito tempo para a mulher de verdade, com M maiúsculo, estar em plena segunda-feira fazendo passeata e mostrando o corpo sob a bandeira de exigir dignidade e igualdade perante os homens. Além do que, Ong’s internacionais não estão interessadas em financiar mulheres que trabalham e têm filhos, né?

Reprodução: homens simulando mulheres... se isso não é machismo...

Na verdade, chego a me sentir ofendida ao ver as mulheres mostrarem os seios e quererem comparar os homens sem camisa com elas. Pra começo de conversa, pelo desenho lindo que o Criador fez de nós, temos uma anatomia, digamos, mais interessante que a dos homens e, por isso, os seios também fazem parte da genitalidade feminina. Logo, não faz sentido que estejam a mostra. É falso o argumento de que a “tirada” da blusa nos torna igual aos homens, pois, anatomicamente é impossível obtermos tal igualdade. Sem falar que o desejo incontido de “nos tornar igual aos homens” é de um machismo indisfarçável... Aliás, há algo mais machista que mulheres querendo se igualar a homens? Talvez, só homens maquiando-se, vestindo-se, mudando a voz para serem mais belas e graciosas que mulheres de verdade. 

Somos diferentes dos homens e ponto: belas, sensíveis e ao mesmo tempo fortes e determinadas. Se o mote da defesa dos direitos das mulheres é as desigualdades de tratamento do mercado de trabalho, por exemplo, temos argumentos melhores para exigirmos condições de trabalho decente e igualdade salarial: competência e habilidade, que vêm sendo comprovadas. Aliás, o percentual de mulheres que atingem seu espaço e obtém reconhecimento vêm crescendo largamente como apontado nesta reportagem.
Recordei-me, então, de uma mulher corajosa – Renata Gusson – que disse à Subcomissão permanente em defesa da Mulher no Senado, no dia 08 de março de 2012, exatamente o que eu gostaria de repetir hoje aos meios de comunicação que veiculam essas notícias sobre os movimentos feministas: Essas mulheres NÃO ME REPRESENTAM e NÃO REPRESENTAM A MULHER BRASILEIRA! A esse respeito, vejam o vídeo:

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Priscila Fernandes

3 comments for “Elas não me representam!

  1. Luciana Hilario
    20 de junho de 2012 at 22:35

    Pri, concordo com seu texto e mais uma vez assino embaixo! Gostei muito do vídeo e dessa moça! Essa honra os seios que Deus lhe deu!

    • 20 de junho de 2012 at 22:38

      Seria bom que existissem mais dessas, corajosas e destemidas, e que vivessem em Brasília… rsrsrs…

  2. herbert burns
    20 de junho de 2012 at 13:42

    Me parece que o mercado de trabalho cedeu a força da mulher competente, nada melhor que juntar beleza com competencia, elegancia com capacidade. E neste ponto a mulher tem enorme vantangem sobre os homens. Ela que traz em si o zelo por tudo aquilo que faz como mulher, vai se destacar também nos outros ofícios exatamente porque não perdeu sua capacidade de mulher. Mulher a única e grande complementação do homem. E nesta jornada ficou pra traz aquelas que não se identificaram com a natureza de ser mulher, com sua dignidade, sentadas à beira do caminho, só lhes restaram a gritaria. São poucas mas são muito barulhentas. Enganam-se em pensar que o homem vai desviar sua atenção, trocar seu ideal de mulher, por projeto de mulher que sempre se mostrou fracassado, ou por algum duble de mulher. Se temos o original pra que se iludir com cópias mal feitas.

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