Lixo moral na educação e na televisão, mas na minha família não!

A cada dia que passa, mais asco me dá ler noticiários, ver programas na tv etc.. O Establishment do Politicamente Correto no Brasil cerceia nossa voz, nossa vida, nossas escolas, nossos lares, nossa saúde, e não se cansam. A meta é alcançar a Igreja, e sabem que na verdade para chegar lá precisam quebrar a Família, e tomar nossa juventude.

pais filhosA cada dia que passa, mais me convenço de que a salvação de nossa humanidade passa fundamentalmente pelo que nossos filhos encontram em casa, pela amizade e união entre pais e filhos, um diálogo franco, uma educação para virtude firme, piedosa e transparente. Explico-me.

Há casos conhecidos de pessoas de comportamento nobre que venceram na vida, digo, tornaram-se adultos dignos e virtuosos, sem o amparo de uma família. Casos de exceção.

Gustavo Corção, um dos maiores pensadores brasileiros do século XX, extirpado do meio acadêmico e intelectual pelo mesmo Establishment citado acima, escreveu uma vez que:

“De onde vem esse extravio moral. Em cada indivíduo a moléstia procede de pequenas e primárias opções subversivas em que, por uma antiga dolência, essa alma volta sua preferência para as coisas exteriores e inferiores; e, deixando-se dominar, torna-se depressa escravo delas. A conquista das coisas inferiores nos afaga ao mesmo tempo o orgulho e a concupiscência, ao contrário do alcance das coisas do alto que nos aprimoram a humanidade e o gosto da sabedoria. O praticante da moral do prazer se torna grosseiro, embotado, às vezes enganosamente aprimorado na conquista de tais bens, e inevitavelmente, como já vimos, se torna exigente de doses maiores, de prazeres mais violentos.”

A minha preocupação está aí, este é o ponto, o “Extravio Moral”, e com o tempo o “enganoso aprimoramento” na sua conquista, sua dependência, e a farta publicidade a favor dele. A única voz contrária, a Igreja.

Mas se tomarem as famílias? A Igreja só terá o discurso, faltarão os “ouvintes/praticantes”. E parece que a cada geração o extravio moral aumenta na medida que aumenta a aversão ao que diz o Sagrado Magistério, principalmente no campo da moral.

Parece que para contornar em parte este “probleminha”, surgiu um novo conceito de qualificação de fiéis dentro da Igreja Católica Apostólica Romana, aqueles que são os católicos-praticantes, e os chamados católicos-não-praticantes. Sendo mais claro, há aqueles que escutam e mesmo errando buscam uma vida virtuosa, e há os errantes que fingem escutar, se acomodam e vivem uma vida viciosa.

Que felicidade para os não católicos! Afinal, há católicos que ouvem, no estilo do “entra por um ouvido e sai pelo outro”, mas não praticam o que ensina o Magistério e sua doutrina. Prova de que o ensino da Igreja está ultrapassado, será?

Pelos motivos apontados acima, somando as inúmeras estórias da “carochinha”, quando contrariados pela Igreja ou pelos seus “ouvintes/praticantes”, os pseudo-arautos da moral humana partem para as estorinhas de sempre: a Igreja Católica sempre perseguiu, matou, que os padres são pedófilos etc.

Menosprezando os mais de dois milênios da Igreja (a luta incansável de seus mártires e doutores, homens e mulheres que permearam o mundo de uma cultura humanizante, elevando a dignidade da mulher, da criança, dos idosos, dos pobres, dos doentes, dos marginais etc.) tentam ensiná-la a como seguir o Evangelho, atacando-a de retrógrada e exigindo um progressismo doutrinal para adequar-se às novas realidades humanas. Fato é que, estas novas realidades retrocedem a visão humanística à niveis comparados aos relatados no início da era cristã.

Alguns bispos para não serem indelicados, evitam o embate, e as ovelhas desorientadas, ou melhor, “as não praticantes”, passam a escutar mais os leões forasteiros (há os que são assumidamente anti-católicos facilmente identificados, e há os  lobos vestidos em pele de cordeiro que se encontram nos movimentos e pastorais dentro das igrejas)  que gritam mais alto e impõe medo no rebanho. Como alertou Oséias: “Meu povo perece por falta de conhecimento”.

O conhecimento está no Magistério. Não há dúvida neste ponto. O evangelho é claro. A ovelha conhece a voz de seu pastor. Não há dúvida neste ponto também. Mas o pastor tem de falar! O Padre deve ser firme no que ensina, o Bispo deve ser firme no que designa, e os Pais corajosos o suficiente para educar os filhos no radicalismo evangélico. Firmeza não tem nada haver com indelicadeza, ao contrário, firmeza neste caso assemelhasse mais à caridade, amor em apontar os erros e ensinar a Verdade. Retomo então outro alerta de Gustavo Corção:

Temos a firme convicção de que só haverá lucro real para a Igreja se em tais eventualidades, os católicos souberem repelir os critérios progressistas, cientificistas, historicistas, seculares, com a mesma energia que Jesus repeliu a secularização esboçada por Pedro: “retro Satana!”

Reacionários? Obscurentistas? Não! Livres, sobretudo, livres.

Somos livres para escolher nossa fé, e educar nossos filhos da maneira que consideramos correta. O problema é a forma como o mundo avança e encobre nossos lares com sua sombra de pensamentos não condizentes com nossa fé, e o temor dos pais diante dos desafios a que são submetidos.

Não estou afirmando que no mundo há só o mal. Há certamente coisas boas e ruins no mundo, e por isso devemos fazer um esforço, estudarmos o suficiente para fazermos uma filtragem do que entra em nossos lares.

Se não houver uma barreira resistente o suficiente para conter o avanço desse tsunami midiático, nos encontraremos inundados de imundícies, e nossos lares corrompidos e aprisionados em suas armadilhas maléficas. Precisamos nos esforçar, espantar o forte nevoeiro e olharmos além da nuvem de malefícios carregada para dentro dos lares.

Quando levamos nossos jovens, e satisfeitos constatamos que conseguiram escutar as coisas do céu lá na Igreja, voltamos para nossas casas, baixamos a guarda, e em pouco tempo nossos jovens voltam a escutar, ver e ler a mesma bossalidade de sempre na tv, rádio, tablets etc. Onde está a Igreja Doméstica? A evangelização não está somente na Igreja, mas fundamentalmente nos lares. Onde estão os pais, os “sacerdotes” desses lares?

Convenci-me amigos. Não adianta amarrar nossos jovens e arrastá-los para a missa, catequese, catecumenato, ou prendê-los ao pé da mesa para que comam conosco no almoço de família de domingo (isso se ainda houver almoço de família nas nossas casas, não é?).

Os pais diante da influência tecnológica e midiática se rendem e tendem a transformar a convivência familiar em puras diversões tecnológicas (tablets, smartphones, playstations etc) sem filtros educacionais ou morais. Censura? Longe disso. Clausura? Muito menos. Nas nossas casas entra o que acreditamos ser o melhor para a cultura da nossa família.

Despreparados os pais entregam seus filhos para o Grande Estado, o Grande Responsável em educá-los. E o Estado agnóstico e laicista toma seus corações, fornece os livros e manuais para cada área de formação, e os pais não questionam, acatam. No final, os mesmos pais sentem que se deixaram usurpar pelo estado, no direito de educar seus filhos, mas este sentimento pode vir tarde demais.

Há sucessivos erros que necessitam de ações corretivas urgentes. Se faz mister uma forte dedicação para as virtudes e para uma cultura tradicional que consolidou a Família como a principal instituição e base da sociedade através dos séculos.

A educação para a virtude e o belo é cansativo, e de longo prazo, porém quando bem feito, torna-se duradouro e constante, e este é o alvo, a meta educacional. Caso contrário, teremos zumbis indo à missa e comendo na mesa do jantar em nossas casas. Nossos filhos podem até, no fim das contas, passar no vestibular, possuir um diploma e tudo mais, mas e seus corações? Ou, “pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”.

Educar para as virtudes ou para belo não se limita aos momentos de oração em família (que são fundamentais), mas também aos momentos de lazer em família, com leituras de livros seculares adequados para formar o caráter dos nossos jovens, filmes nobres, jogos de tabuleiro onde instruiremos e motivaremos as virtudes do respeito, da honestidade, ou até mesmo, do saber perder e ganhar, músicas belas cantadas por todos, e acima de tudo, diálogo a mesa ou na sala de estar. Um olhar no olho, um afago demorado e quente. Um relacionamento forte entre pais e filhos, que toma o tempo presente, que marca o passado e ganha o futuro.

Cabe aos pais esta responsabilidade. São estes os mártires do lar. São os que renunciam a tudo, carregam as dores dos filhos, a quem tudo perdoam e dão a vida se preciso. A presença real de Cristo nos lares só se fará verdadeiramente, quando os pais acreditarem que a sua missão é serem verdadeiros Cristos nos seus lares. A Igreja sobrevive do sangue dos mártires, o primeiro e o maior Cristo, outros muitos passaram, e agora é a nossa vez.

Parece desesperador, e é mesmo para aqueles que não crêem. Todavia aos que crêem é pura motivação, porque como disse São Paulo aos Filipenses, “para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”.

A Paz!

Sancte Michael Archangele, defende nos in prælio. Amen.

 

5 comments for “Lixo moral na educação e na televisão, mas na minha família não!

  1. Carlos Pedro
    31 de janeiro de 2014 at 23:41

    Parabéns pelo belo texto!

  2. AMARO HELIO
    18 de julho de 2013 at 15:24

    Concordo, mas como resolver isso. Se hoje estamos vivendo em um mundo que se diz informatizado em tudo.

    • 23 de julho de 2013 at 14:53

      Aqui em casa a gente tenta pôr limites na tv e na internet. Premiados a leitura de livros e a redação também. Acho que estamos conseguindo algo.

  3. Eliane Régis
    14 de julho de 2013 at 16:20

    Estou de acordo com tudo o que foi dito; sim,precisamos de pais,tios,tias,avós;avôs,madrinhas e padrinhops que se comprometam em educar para a fé. Sem este esforço diario,”filtrando” o que a mídia “empurra”sobre nossos pequenos e jovens,não teremos um povo cristão de verdade. Portanto, coragem,pois o Senhor Jesus venceu o mundo,e seus sequazes.

  4. 10 de julho de 2013 at 19:00

    Compartilho todas essas inquietações, caro amigo! E sinto-me igualmente instado a encontrar saídas para as difíceis questões cotidianas.

    Que o Senhor Deus nos ajude nessa batalha contra o príncipe desse mundo!

    São Miguel, rogai por nós!

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