Sim à vida no Dia Internacional da Mulher!

Em razão do Dia internacional da Mulher, recebi um panfleto hoje no Centro do Rio de Janeiro subscrito por um Deputado Estadual alertando sobre a existência de um disque-denúncia nacional (180) para agressões contra a Mulher.

Além disso, o político também elencou os 12 direitos da Mulher (não sei de onde ele tirou que seriam 12, mas acredito que tenham sido escolhidos a dedo por este senhor). Dos 12, 10 estão presentes na Constituição da República e são garantias de todos os indivíduos independentemente de sexo, cor, idade, raça. São eles: direito à vida, à igualdade, à segurança, à liberdade de pensamento, à informação e educação, à privacidade, à saúde, a reunir-se e a não sofrer tortura.Outros dois são questionáveis e me chamaram a atenção: “Direito de decidir ter ou não filhos e quando tê-los” e “Direito aos benefícios do progresso científico”.

O interessante é que eles vieram exatamente nessa ordem. Seria essa uma forma mascarada de disseminação do aborto? Afinal, primeiro se afirma à mulher que ela deve decidir se quer ou não ter filhos e quando. Depois que ela pode se utilizar do progresso científico…Para quê? Para ter os filhoss? Para não tê-los? Para extirpá-los quando não forem queridos?

Essa leitura não é um exagero de minha parte quando vemos a cada dia mais propagandas e mais estímulos para que a mulher veja o filho como um inconveniente.

Inclusive, vem se tornando cada vez mais frequente o discurso de que a mulher é dona do seu corpo e por isso poderia decidir sobre qualquer “coisa” que o envolvesse. Infelizmente, muitas vezes o tom dado ao problema pelas próprias mulheres é também de neutralidade… “Eu não faria, mas não é possível impedir ninguém de fazer”.

Ao contrário, penso que, por sermos mulheres , deveríamos sair na defesa da maternidade e de direitos que nos auxiliem a vivê-la com maior plenitude (horários flexíveis de trabalho, licenças-maternidade com prazos mais extensos), reafirmando a nós mesmas que é um dom especial podermos participar tão intrinsecamente na geração de novas vidas.

Quanto ao progresso científico devemos utilizá-lo sempre para salvar vidas e não para colocá-las em risco ou exterminá-las. Afinal, não seria um contrasenso defendermos o nosso direito à vida e ao mesmo tempo não concedermos esse mesmo direito aos nossos filhos?

Por isso, neste dia especial, agradeço a você, mulher, que diz sim à VIDA e vai contra esta maré de cultura da morte por qual estamos sendo engolidos e teremos oportunidade de conversar em família em outras ocasiões.

Reprodução

Priscila Fernandes

3 comments for “Sim à vida no Dia Internacional da Mulher!

  1. olivia
    15 de Março de 2013 at 11:50

    Só peço a Nossa Senhora que sempre nos dê sabedoria e autoridade (como mãe e esposa) para sermos mulheres coerentes com a fé que pregamos e com a Igreja que seguimos.

  2. 14 de Março de 2013 at 09:53

    É verdade… Por detrás de um “ingênuo” panfleto falando sobre os direitos das mulheres se populariza a cultura da morte…
    Falando sério, nada há de ingênuo neste panfleto! Querem, estes políticos e simpatizantes, dar a mulher um direito que não é dela, um direito sobre a vida de outro ser. Ser, este, que é humano como ela (como nós) e por ser humano tem seus direitos que devem ser garantidos pelo Estado; mas ela, por ignorância, por maldade, por desespero, ou por qualquer outra razão não racional, pensa ter poder de Juíza Suprema: Você morre ou você vive?
    Eu parabenizo as Mulheres de verdade, aquelas que vêem como dom esta dádiva tão bela de ser mãe, de ser mulher… Que Deus Abençoe todas as mulheres!

  3. AMARO HELIO
    9 de Março de 2013 at 21:14

    Que felicidade de texto. Nao precisa nem comentar nada sobre esse texto inteligente. Apoiado.

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