Respostas as críticas ao Estatuto do Nascituro – O estranho mundo de Clarinha (Por Felipe Melo)

Comentário: Confesso que me assustou, ver na linha do tempo do meu Facebook amigos compartilhando e curtindo um aberrante e bisonho, pra não dizer desinformativo e mal-intencionado, artigo da “escritora” Clara Averbuck. O artigo simplesmente distorce o que diz o Estatuto do Nascituro, mas diz o que o Establishment do politicamente correto e da moral sexual brasileira gosta de ler e escutar, a começar pelo título: “Estatuto do Nascituro: a mulher que se foda” (sic!). Talvez por isso, diferentemente de outros ótimos escritores, ela já faça tanto sucesso no meio midiático. Sabendo da Perspicaz e inteligente mente do Felipe Melo, corri para ler seu blog e encontrei felizmente uma ótima postagem sobre o assunto. Espero que da mesma forma, esta fantástica postagem seja compartilhada, curtida e difundida nas redes sociais, afinal tanto o Felipe, como nós não temos apoio da famigerada elite do “Politicamente Correto”, pois somos a favor da vida, família tradicional e liberdade de imprensa.

Nota: Tirando algumas pequenas divergências, outra boa postagem sobre o assunto pode ser lido em: Os tarados pela morte inventaram que “Estatuto do Nascituro” é “Bolsa Estupro”. É uma mentira asquerosa criada pelos exterminadores de fetos. Por Reinaldo Azevedo

O estranho mundo de Clarinha

Gilbert Keith Chesterton – velho Ches para os íntimos –, grande pensador inglês do começo do século XX, disse: “O mundo moderno está mais louco do que qualquer sátira que dele se faça.” Isso pode ser prontamente reconhecido quando se realiza, por exemplo, uma comparação entre os filmes hollywoodianos mais imbecis e algumas notícias que vez ou outra saltam aos olhos em jornais e revistas. O uso da razão, o raciocínio bem estruturado e, acima de tudo, o bom senso são coisas tidas como um conjunto démodé de hábitos e inclinações do homem. O que importa mesmo é vencer e convencer.

Um exemplo bastante ilustrativo disso é o exercício de ius sperneandi da escritora Clara Averbuck em seu blog a respeito da aprovação do Estatuto do Nascituro pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Efetivamente, não existe problema nenhum em que qualquer pessoa exerça seu direito de achar ruim alguma decisão política – eu faço isso todos os dias –, mas considero essencial fazer de maneira honesta e bem embasada. E disso, efetivamente, Clara Averbuck passa longe.

Vejamos alguns exemplos:

Nunca ouviu falar do Estatuto do Nascituro? Basicamente é o seguinte: um ÓVULO FECUNDADO vai ter os mesmos direitos que eu, que a sua mãe, que a sua irmã e que a minha filha e todas as outras mulheres do Brasil.

Mentira. Um embrião – ao qual a escritora se refere meramente como “óvulo fecundado” – não terá exatamente os mesmos direitos que uma pessoa já nascida. Estabelece o artigo 3º do Estatuto do Nascituro que, apesar de ter reconhecida sua natureza humana desde a concepção, o “nascituro adquire personalidade jurídica ao nascer com vida”. Para o olho destreinado (ou pouco afeito à verdade), isso pode parecer um mero detalhe, mas não é. O objetivo do Estatuto do Nascituro é protegê-lode qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão” (art. 5º) ao reconhecer que sua natureza humana advém da concepção e que, portanto, um embrião já é um ser humano.

Se a mãe correr risco de vida e precisar de um tratamento que coloque em perigo a vida do feto, ela será proibida de se tratar.

Mentira. Não há nenhum dispositivo no Estatuto do Nascituro que disponha sobre isso. O estatuto prevê a possibilidade de se processar alguém pela morte culposa do nascituro, algo que deverá ser avaliado cuidadosamente no caso concreto. Não existe qualquer dispositivo vinculante que estabeleça proibição a tratamentos médicos para a mãe que possam colocar a vida do nascituro em risco.

Ao longo de seus comentários a alguns artigos pinçados do Estatuto do Nascituro, o comentário mais recorrente da escritora é: “a mãe que se foda” [sic]. É como se o estatuto procurasse simplesmente proteger o nascituro sem se importar com as condições concretas em que isso se daria. Isso é uma impressão completamente equivocada. Em casos de gravidez advinda de estupro, por exemplo, o estatuto estabelece “direito prioritário à assistência pré-natal, com acompanhamento psicológico da gestante” (art. 13, I) e “direito prioritário à adoção, caso a mãe não queira assumir a criança após o nascimento” (art. 13, III). Pode-se perfeitamente argumentar que a realidade para a efetivação desses direitos seria bastante difícil, como a própria Clara Averbuck eventualmente faz, mas não se pode daí depreender que a lei deixa a mãe desassistida. Afinal, a própria lei lhe concede atendimento prioritário.

Além disso tudo, a afirmação da escritora sobre a motivação do estatuto é completamente deturpada:

E isso é baseado em que, mesmo?

Crenças. Crenças de que DEUS mandou essa vida. Gente, olha só, eu sou atéia, eu não tenho DEUS ALGUM. Se você tem um deus e ele não quer que você aborte, apenas NÃO ABORTE. Mas tire as suas idéias, as suas crenças e essa violência toda do corpo das outras mulheres. Das mulheres. De todas as mulheres.

Mentira, mais uma vez. A concretude da natureza humana do nascituro não se infere exclusivamente de uma concepção religiosa – mais especificamente cristã – do homem, mas do uso da mera razão humana. Não fosse assim, o aborto não seria visto com maus olhos desde a Grécia antiga, como podemos supor a partir do Juramento de Hipócrates (“… não darei a nenhuma mulher substância abortiva”). Além disso, uma grande quantidade de cientistas, anônimos ou renomados (como o geneticista francês Jérôme Lejeune, que descobriu na trissomia do cromossomo 21 a causa da Síndrome de Down), defende que a vida humana começa a partir da concepção.

Mas qual é mesmo, no fundo, a razão da revolta com as iniciativas para restringir o aborto? Em que se baseia essa defesa tão grave, tão zelosa dos “direitos reprodutivos” da mulher à revelia do destino da criança por nascer? Clara Averbuck deixa entrever o grave motivo (grifos meus):

Se a mãe correr risco de vida e precisar de um tratamento que coloque em perigo a vida do feto, ela será proibida de se tratar. Afinal, a vida de um amontoado de células que ainda não nasceu, não tem personalidade, não tem consciência, é evidentemente mais importante do que a de uma mulher formada.

O que há aqui é uma profunda e desumana incapacidade de enxergar num ser humano em desenvolvimento a sua natureza humana em virtude de sua parecença com o que é tido como um ser humano pleno. E o que define um ser humano pleno? Nascer, ter personalidade e ter consciência. Como falta ao nascituro as três coisas, ele não pode ser considerado um ser humano. No entanto, seguindo esse mesmo raciocínio de maneira coerente, podemos igualmente alegar que uma pessoa em estado vegetativo também não é um ser humano – afinal, faltam-lhe a consciência e a personalidade –, ou uma pessoa em estágio avançado de mal de Alzheimer, ou uma criança que sofra de anencefalia. Aliás, neste caso, a pesquisadora Débora Diniz, uma das mais intrépidas amazonas pelo “direito” de abortar, esmiúça melhor o raciocínio que motiva o aborto ao escrever (grifos meus):

A ausência dos hemisférios cerebrais, ou no linguajar comum ‘a ausência de cérebro’, torna o feto anencéfalo a representação do subumano por excelência. Os subumanos são aqueles que, segundo o sentido dicionarizado do termo, se encontram aquém do nível do humano. Ou, como prefere Jacquard (6), aqueles não aptos a compartilharem da ‘humanitude’, a cultura dos seres humanos. Os fetos anencéfalos são, assim, alguns dentre os subumanos – os que não atingiram o patamar mínimo de desenvolvimento biológico exigido para a entrada na humanitude – aos quais a discussão da ISG [interrupção seletiva de gravidez] vem ao encontro.

Um exemplo histórico pode ser posto em paralelo a esse sentimento de “humanitude”: o programa Aktion T4. Em setembro de 1939, o Dr. Karl Brandt, médico pessoal do então chanceler alemão, Adolf Hitler, implementou, com entusiástico apoio do Führer, um programa que visava à eliminação daqueles que, em virtude de sua condição física ou psíquica – idosos, doentes graves, deficientes físicos e mentais –, eram considerados socialmente inaptos a viver e, portanto, subumanos. Até o ano de 1941, mais de 70 mil pessoas foram executadas através do programa Aktion T4. Em agosto daquele ano, o programa foi publicamente denunciado pelo então bispo de Münster, Clemens August von Galen. Apesar de publicamente desativado, o programa continuou ativo secretamente. Estima-se que 245 mil pessoas tenham sido mortas em virtude do programa Aktion T4.

O mesmo raciocínio que subsidiou esse bem-sucedido programa de assassinato de incapazes na Alemanha subjaz no raciocínio apresentado pela escritora Clara Averbuck – desta vez, não como programa discricionário de um governo totalitário, mas travestido de opção individual plenamente legítima que deve contar com permissão e suporte do Estado. A incapacidade de enxergar a natureza humana de um embrião é essencialmente igual à incapacidade de enxergar a natureza humana em uma pessoa em estado vegetativo. Apesar de se saber que o nascituro possui uma formação genética distinta da mãe e que a continuidade da gestação gera um ser vivo com funções e formas humanas, ele pode ser abortado porque é tão-somente um “amontoado de células” que não nasceu. Na melhor das hipóteses, isso faz dele um parasita que pode ser eliminado sem maior peso na consciência.

Diante da realidade nua e crua, todos os subterfúgios possíveis e imagináveis podem ser criados. No entanto, ao fim e ao cabo, continuam ecoando aquelas sábias palavras do velho Ches que usei no começo do texto. Quando um ser humano incapaz de se defender a si próprio, com um universo de possibilidades e potencialidades diante de si, é tratado como algo eliminável, chega-se à conclusão que, de fato, o mundo moderno está mais louco do que qualquer sátira que dele se faça.

 Por Felipe Melo em http://unbconservadora.blogspot.com.br/.

20 comments for “Respostas as críticas ao Estatuto do Nascituro – O estranho mundo de Clarinha (Por Felipe Melo)

  1. 5 de setembro de 2013 at 15:01

    trago uma notícia que saiu hoje na ACI digital:

    “O aborto é hoje a primeira causa de morte no mundo”, denuncia perito

    SANTIAGO, 04 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Ao oferecer a conferência “A Pobreza do Aborto” no Chile, o doutor em Filosofia e acadêmico da Faculdade de Comunicações da Universidade de Navarra, Alejandro Navas, denunciou que “o aborto é hoje a primeira causa de morte no mundo”.

    O evento se celebrou em 22 de agosto no auditório da Galeria de Patricia Ready em Santiago do Chile e foi organizado pela instituição Foro Republicano.

    Entre os participantes, estiveram diversas personalidades e acadêmicos.

    Em sua conferência, Navas desenvolveu o conceito do aborto como a principal manifestação de pobreza da sociedade atual, principalmente na realidade europeia.

    “A pobreza é carência, privação, escassez do desejado, necessário e imprescindível. Do que o aborto nos priva? Em primeiro lugar nos priva da vida humana. O aborto é hoje a primeira causa de morte no mundo. É por isso que hoje se fala do chamado inverno demográfico na Europa”, afirmou.

    “Além disso, o aborto empobrece o estado de direito, quer dizer, da segurança e da paz, que o Estado se compromete a resguardar. O aborto equivale ao falecimento do estado de direito, já que impõe a violência e o homicídio, determinando que a criança no ventre, o ser mais débil da sociedade, seja eliminada”, assegurou Navas.

    O acadêmico, autor do livro “O aborto nos meios de comunicação”, explicou que os atuais grupos abortistas procuram fazer uma reengenharia da sociedade; tanto no âmbito antropológico e jurídico, como no biológico, onde se utilizam jogos verbais ou eufemismos. “O aborto não passa sem sequelas, deixa indeléveis feridas na sociedade”, comentou.

    Finalmente, assinalou que não basta somente procurar evitar o aborto, mas como sociedade, temos a tarefa de prestar ajuda e segurança aos pais que respeitaram o direito à vida de seus filhos e que hoje em dia se veem angustiados pela falta de recursos materiais, mas, sobretudo, de recursos espirituais.

    “Não é conveniente ter uma postura simplesmente reativa ante o tema; é importante ajudar às mulheres, e pessoas que optaram pela vida para logo comunicar essas histórias e testemunhos de vida. Isto é muito mais eficaz para mudar o clima de opinião sobre o aborto na sociedade”, concluiu.

  2. kivia
    5 de setembro de 2013 at 10:26

    Tao simples oferecer tratamento psicologico a mulher violentada, ou “permitir” que entregue à adoção ne? primeiro, nao há tratamento psicologico no mundo que amenize a dor de uma mulher violentada ter que carregar no ventre a materialização da violencia que sofreu; segundo, adoçao no Brasil é uma das coisas mais difíceis que existe, os abrigos de crianças abandonadas não são lares perfeitos com crianças felizes a espera de seus papais para adota-los; o numero de crianças a serem adotadas é bem maior do que o numero de pessoas dispostas a adotar, ou seja, trazer discursozinho religioso é simples, lindo na teoria, mas na prática não funciona, mais facil ainda é falar quando nunca aconteceu com voce, sua irma, mãe, ou outras mulheres proximas.

    • 5 de setembro de 2013 at 12:08

      Cara Kivia,

      Simples então é deixar a pobre mulher abortar a pobre criança, não é? Assim não precisamos sair do nosso comodismo ou sermos generosos a ponto de acolher um ser humano indefeso, ou dar alento e paz aquela mulher que tanto precisa.

      A Igreja Católica não é acomodada no que se refere aos cuidados com estas mulheres, e nem com aquelas crianças nos seus ventres. Certamente não sabe disso não é?
      A Igreja não faz proselitismo como certos grupos, acolhe a qualquer um, de qualquer raça, cor, religião. Não faz propaganda dos seus atos humanos, simplesmente age, e se você estivesse conosco Kivia, veria os olhos de uma uma mulher violentada, a acolheria e daria a ela a possibilidade de amar aquele bebê, que antes de ser um estorvo, é um ser que também não pediu para ser violentado.
      Os grupos que conhecemos que trabalham com esta realidade relatam que quando bem acolhida e amparada, a mulher violentada não aborta, antes ama.

      Providencial seu comentário neste dia. Não deve saber, mas hoje é o dia da Madre Teresa (ver aqui), um exemplo, dentre vários que dedicam a vida a defender “TODAS” as vidas.
      Encerrando como disse Madre Teresa: “Se ouvirdes que alguma mulher não deseja ter o seu menino e pretende abortar, procurai convencê-la a trazer-mo. Eu amá-lo-ei, vendo nele o sinal do amor de Deus”.

    • Robson Hilario
      5 de setembro de 2013 at 12:53

      Prezada Kivia,
      gostaria de esclarecer uns pontos sobre a adoção porque sobre o aborto eu descordo de você em TODOS os aspectos:

      1 – Há hoje no Brasil muitos abrigos que dão carinho e amor às crianças que lá estão. Na sua maioria são abrigos religiosos (das mais diversas) que passam valores verdadeiros para as crianças que muitos adultos hoje não têm (e, talvez por isso, defendam a morte de seres humanos indefesos durante seus estágios embrionários!). Meus filhos viveram em um abrigo durante um ano e tenho a certeza de que foram educados e muito amados por todos lá!
      2 – Nunca divulgue coisas que você não têm documentos para comprovar. Existe pesquisa no Brasil hoje, através do cadastro nacional de adoção ficou mais fácil ainda obter tais números, que registram mais casais habilitados para a adoção do que crianças a serem adotadas no país! A grande questão é que a maioria desses pais possuem perfil de adoção para bebes de até um ano, de preferência menina. As crianças maiores vão crescendo nos abrigos porque não há um trabalho para que esses pais mudem seus perfis e adotem crianças mais velhas.

      Com isso eu te pergunto: Será mesmo que uma criança recém nascida doada pela mãe no momento do parto para adoção, ou seja, abrindo mão do pátrio poder (retirando da justiça todo o tempo necessário para se buscar um outro parente vivo que queira criar a criança), ficará muitos dias no abrigo? É claro que não!!!

      Aconselho você buscar conhecimento sobre todo o processo de adoção no Brasil antes de criticá-lo e falar que é ineficiente! Digo isto porque fiquei mais de três anos para me habilitar e aguardando conhecer meus filhos e NÃO TENHO CORAGEM de criticar a justiça e, muito menos, as instituições de abrigamento porque conheço a realidade nos abrigos e a necessidade de todo o processo judicial.

      Abortar é o mais fácil!!!

      Difícil é a sociedade ajudar os abrigos, entender que a adoção não é caridade mas uma decisão de amar alguém que sempre foi nosso mas nem sempre esteve conosco e trabalhar com as mulheres vítimas de uma violência grandiosa que não será matando o ser humano que ela está gerando que irá desfazer o ato de violência sofrido! No caso do aborto a mãe biológica nunca mais esquecerá o ato de violência sofrido e o agora praticado!

      Fique com Deus!

    • Iza
      5 de setembro de 2013 at 14:45

      A vida é para ser vivida. Vivam e deixem viver. O aborto é um assassinato com requintes de crueldade. Se vcs querem perder tempo criticando quem defende a vida, façam conscientes de que é perda de tempo.Defendemos a vida desde a concepção até a sua morte natural, estamos abertos ao diálogo,mas não abrimos mão do respeito e da cordialidade. Estude mais antes de criticar, se quiser há outras postagens que podem te ajudar neste site.

      Bjs

      • marcelo martins
        17 de setembro de 2013 at 08:51

        o que nenhum “defensor” da vida rresponde é:
        1- O ESTUPRADOR agora ganha status de PAI?
        2- O ESTUPRADOR não será mais preso? Se ele tem que pagar pensão, não pode ser mais preso… então, ESTUPRADOR não vai mais pra cadeia enquanto PAIS DE FAMILIA vão todos os dias…
        3- O ESTUPRADOR vai ter direito de visitas? Vai poder criar o filho?
        4- Se a criança for pra adoção “defensores da vida”, bom vocês já viveram em algum ORFNATO DO GOVERNO pra saber se é bom pra uma criança filha de estupro viver lá? Imagina “sou filho de estupro e como todo mundo aqui, fui dado pra adoção”
        Religião é uma b**ta mesmo.

        • 17 de setembro de 2013 at 15:37

          O que nenhum defensor da morte responde é:

          1. Por que um BEBÊ inocente tem de morrer por causa de um criminoso?

          2. Que argumento torna um BEBÊ menos pessoa que você, senhor Marcelo?

          3. O BEBÊ não tem direitos humanos?

          4. Matando o próprio FILHO a vítima de estupro torna-se mais feliz?

          5. O senhor nunca foi a um orfanato, né? Tudo o que a CRIANÇA crer é ter uma família.

          O ateísmo é muito legal, né? Muito humano… Cristãos mortos pelo governo ateu mexicano

          • Priscila
            17 de setembro de 2013 at 16:03

            Por que levar pra ótica do estuprador e não da criança que merece viver, já que não escolheu ser gerada? E quanto às condições dos orfanatos públicos…nós é que temos que cobrar do Poder Público que os deixe em estado digno. E não matar as crianças inocentes porque a gente nao dá conta de cuidar delas.
            Nesse ponto, há de concordar que a Religião faz um bem imenso à humanidade já que os melhores abrigos são religiosos, seja católico, evangélico, espírita….afinal todo mundo entendeu o primeiro e o segundo mandamento de Jesus Cristo: Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo.

            • Izabela
              17 de setembro de 2013 at 16:37

              Prezados,

              o estupro é crime pelo nosso código penal(art. 213) apenado da seguinte forma: – de 6 a 10 anos de reclusão para o criminoso, aumentando para 8-12 anos se há lesão corporal da vítima ou se a vítima possui entre 14 a 18 anos de idade, e para 12 a 30 anos, se a conduta resulta em morte.

              Se nem o estuprador é apenado com a pena de morte porque tentar aplicar ao bebê a pena de morte?

              Falem do jeito que quiserem: “direito de escolha da mulher”, “IVG – interrupção voluntária da gravidez”, “aborto terapêutico”, tudo isso ao final vai resultar num só objetivo: tirar a vida do bebê, matar um ser humano em formação no ventre materno.

              Ah, vale ressaltar que nós defendemos a vida da mulher estuprada também, porque aquelas que infelizmente cometeram o aborto e foram capazes de pedir ajuda, amargam a dor e o arrependimento de terem tirado a vida de seu filho e até hoje vivem momentos de depressão fortíssimos. Tive contato com várias delas e posso falar porque elas mesmo testemunharam tal situação para mim.

              Tente conhecer mais a realidade que circunda a situação antes de escolher a forma aparentemente mais “fácil”.

              Um abraço a todos,

              Izabela

        • Eduardo Araújo
          25 de setembro de 2013 at 22:40

          Abortismo associado a ateísmo cheio de ranço antirreligioso só pode resultar num baldão de b**sta mesmo. Mesmo porque cada um em separado já é lixo puro.

          Quem disse que obrigação de pagar pensão isenta um criminoso de ser punido? Então, tá. Quer dizer que os alimentandos agora podem pintar e bordar, visto terem imunidade “alimentícia”.

          Quanto a crianças em orfanatos, pergunte-se a qualquer uma delas se preferiria ter morrido a estar ali! Por isso duvido da sinceridade dos imbecis antirreligiosos que usam esse pseudo argumento emocional, como se conhecessem a vida em lugares como orfanatos. Quais??? Um dos milhares mantidos pela Igreja Católica??? Um dos, senão mantidos, visitados e zelados por religiosos ou leigos religiosos??

    • 5 de setembro de 2013 at 17:22

      Uai, mas a mulher continuará violentada, se levar a gravidez até o fim. A senhora acha melhor acrescentar ao trauma do estupro o da gravidez? Matar uma pessoa seria a solução para a dor da mulher estuprada?? Muito humanitário da senhora, hein?

      Seu discurso de violência não cola aqui. Somos da paz e do perdão, minha cara. Não venha dizer que matar é o dever moral de quem é violentada. Se você acha isso, não queria ser seu parente.

  3. Amaro Helio
    27 de junho de 2013 at 10:48

    A mulher tem o direito de escolha, caso a continuação da gravidez chegar a um patamar dela ter que decidir entre sua vida ou a vida do nascituro, nesse caso tem o direito de escolha. Pelo menos foi o que eu aprendi. Agora dizer que feto não é um ser….. isso é… melhor nao falar… Que Deus nos proteja.

  4. Rolando Reid
    19 de junho de 2013 at 15:11

    Mentira. Um embrião – ao qual a escritora se refere meramente como “óvulo fecundado” – não terá exatamente os mesmos direitos que uma pessoa já nascida. Estabelece o artigo 3º do Estatuto do Nascituro que, apesar de ter reconhecida sua natureza humana desde a concepção, o “nascituro adquire personalidade jurídica ao nascer com vida”. Para o olho destreinado (ou pouco afeito à verdade), isso pode parecer um mero detalhe, mas não é. O objetivo do Estatuto do Nascituro é protegê-lo “de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão” (art. 5º) ao reconhecer que sua natureza humana advém da concepção e que, portanto, um embrião já é um ser humano.

  5. Fiel
    8 de junho de 2013 at 18:35

    Que lixo de artigo. Tentaram desqualificar a citada, ao invés de apresentarem argumentos sólidos.
    É normal isso… a igreja vem fazendo isso há milênios!
    Bando de hipócritas!! Quero ver quem vai ser o primeiro caridoso a adotar a criança após o parto…

    • 11 de junho de 2013 at 14:09

      Caro(a) “Fiel”,

      Acredito que foi apenas descuidado(a) e agiu sem razão, não foi?
      Basta ler o texto com calma, para notar que o articulista fundamentou suas posições na própria legislação, e na comparação histórica, não há nada pessoal.
      O Felipe ainda se dirige de forma branda e eloquente, com palavras educadas e de vocabulário arguto, diferentemente da dita escritora, que se utiliza de palavras chulas dignas de programas como BBB ou SuperPop.
      Exatamente por se tratar de um tema vital, o plano deve ser elevado, e não alinhado em pequenezas, ou seja, ofensas pessoais e chingamentos pobres.

      Com opiniões do tipo: “Lixo de artigo” e “Bando de hipócritas”, infelizmente vc se reduz a este pensamento mesquinho de ataque pessoal.
      Me atreveria até a não aprovar seu comentário, pq não contribui em nada no debate.
      Seu comentário é típico dos “Sentinelas do Politicamente Correto” existentes na internet do Brasil.

      Gostaria de FATOS, só isso.
      Vc nos conhece? Afirmar que eu, os outros articulistas, ou o próprio Felipe Melo, somos hipócritas é um julgamento sem provas, ofensa de mal gosto.
      Agora, se tiver FATOS, então realmente me rendo, pq FATO é FATO.
      Vc já nos viu, ou leu algum artigo nosso, rejeitando uma criança ou uma mulher estuprada para poder nos julgar assim?
      Ao contrário da sua posição, o Felipe se baseou puramente nos fatos. É Fato.

      Respeito a pessoa da Clara se pensa ao contrário de nós, respeito a sua pessoa também “Fiel”, e não te rotulo, mas não posso me calar, se alguém vem a público dizer mentiras.
      As mentiras devem ser banidas e desmacaradas, mas isso não me dá (nem te dá) o direito de ultrapassar os fatos e rotular alguém a partir de opiniões particulares.

  6. Herbert Burns
    7 de junho de 2013 at 15:23

    Interessante que essas pessoas se auto intitulam ateus, no caso atéia, mas segundo a definição ateu é a pessoa que não tem Deus, que não serve a deus nenhum, o que não é o caso. Esta pessoa como outras, substituíram o Deus verdadeiro, por um culto da sua própria personalidade, onde seus argumentos se baseiam em dogmas, de cunho pseudo-científico ateus. Não perdem a oportunidade de arrastar mais pessoas em seus erros, nem tão pouco de acusar Deus: hoje, ser ateu é carregar uma enorme preocupação com Deus. O que elas fariam sem Deus? Deus é o centro de suas atenções, mesmo tentando não acreditar, mesmo vivendo um conflito interno muito grande, que aflora em todas as suas manifestações, suas preocupações são as mesmas: Deus. Seus livros mais vendidos, é sempre um ataque à imagem de Deus. Mas, a imagem de Deus é o Homem.

    • Andrew
      14 de junho de 2013 at 11:07

      Blablablabla… …. blablabla….

      Engraçado, antes queimavam os cientistas por “bruxaria” e agora já sabem o que é uma celula, como se formam uma criança (agora já sabem que espirito santo não existe, ou ainda não sabem?) e criam leis?

      Deus não existe Vocês se drogam seja diretamente seja indiretamente (própria quimica do cerebro), essa é a real razão das suas alucinações.

      • 14 de junho de 2013 at 14:54

        1. Quantos cientistas (mais de um, né?) foram mortos pela Igreja por causa de suas ideias científicas?

        2. A Igreja nunca investiu em ciência? Dê-me as provas de sua tese. Mas já vou adiantando que Galileu, se pudesse, revirar-se-ia no túmulo, ele que foi financiado por cardeais e Papa.

        3. “Deus não existe”? Tem alguma prova empírica disso ou temos que ter fé (sic!) em você?? Nós, pelo contrário, temos uma ideia da fé que move os ateus.

        Tem cada um…

      • Leandro Lopes
        17 de setembro de 2013 at 17:32

        Incrível que quem melhor utiliza de argumentos científicos para balizar sua posição é a própria Igreja Católica.
        Toda a discussão começa pelo que chamamos de assassinato, o aborto. Assim chamamos simplesmente acreditamos que o zigoto é vida.
        1) Para os que discordam me digam quando é que eles acreditam que a vida se forma. Em que ponto do desenvolvimento desse embrião temos vida? Pois a partir daí acreditam que é um assassinato. Ou não?
        2) A Igreja é uma das maiores financiadoras de estudos sobre genética. Ninguém aqui se lembra do AA e aa, dos estudos com ervilhas de Mendel (Monge Agostiniano)? Os primórdios da genética tem seu fruto dentro da Igreja.
        Depois de anos estudando, descobrindo os cromossomos, o papel dos espermatozóides e do óvulo, descobrindo que depois da fecundação os cromossomos desse zigoto não são nem 100% do pai, nem 100% da mãe, mas uma combinação dos dois formando um novo material genético… aí a Igreja baseado num estudo que resultou até num Nobel definitivamente finca o pé “É VIDA”, a patuléia quer cair de pau e nos acusar de obscurantismo!!!!! Vocês só podem estar de sacanagem!!!!
        3) Levando em conta todo os anos de estudo a lei proteje muitos outros ovos. Tente você entrar numa praia, encontrar um nonho de ovos de tartaruga e pegar alguns para comer. É crime inafiançável!!!! Os nossos super cientistas que buscam VIDA em outros planetas vibram e tem orgasmos quando encontram indícios de uma colônia de bactérias fossilizadas numa pedra. Mas aqui alguns pseudointelectuais, esclarecidos, iluminados, nos chamam de retrógados quando chamamos o zigoto, o embrião ou até mesmo um feto de vida.

        Me desculpem, mas vocês não podem ser levados à sério.

  7. 7 de junho de 2013 at 14:33

    Artigo valiosíssimo!
    Deus abençoe todos os que trabalham pela justiça e pela verdade!

    Só tenho que agradecer o Felipe Melo pelo serviço de instrução e ao Humanitatis por dar-lhe voz.
    E, infelizmente, tenho também que lamentar que a escritora Clara Averbuck dificilmente tenha a coragem e honestidade de tentar responder à tão justa e objetiva crítica ao seu texto.

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