Sobre a fecundidade dos amigos

Comentário: Segue uma humilde poesia, feita em homenagem aos casais amigos do Grupo Famílias em Cristo que hoje gozam da felicidade de estarem grávidos. A todos, um grande abraço e felicidades!

P.S: Aproveito o ensejo para lembrar das maravilhosas palavras de São Josemaria Escrivá:

O matrimónio – não me cansarei nunca de o repetir – é um caminho divino, grande e maravilhoso e, como tudo o que é divino em nós, tem manifestações concretas de correspondência à graça, de generosidade, de entrega, de serviço. O egoísmo, em qualquer das suas formas, opõe-se a esse amor de Deus que deve imperar na nossa vida. Este é um ponto fundamental que é preciso ter muito presente a propósito do matrimónio e do número de filhos. […]O número não é por si só decisivo. Ter muitos ou poucos filhos não é suficiente para que uma família seja mais ou menos cristã. O que importa é a rectidão com que se vive a vida matrimonial. […] Os casados estão chamados a santificar o seu matrimónio e a santificar-se nessa união: cometeriam, por isso, um grave erro se edificassem a sua vida espiritual à margem do lar. […] Mas não esqueçam que o segredo da felicidade conjugal está no quotidiano, não em sonhos. [Temas actuais do Cristianismo]  Ao pensar nos lares cristãos, gosto de imaginá-los luminosos e alegres, como foi o da Sagrada Família. [Cristo que passa, 22]

EL NACIMIENTO DE CRISTO PINTURA DE CARAVAGGIO

EL NACIMIENTO DE CRISTO PINTURA DE CARAVAGGIO

——————————————————————–

Viver entre amigos,
Amigos Verdadeiros,
É receber como que migalhas divinas,
Um misto de gozo e bençãos diárias,
Manifestadas diversamente,
Em cacos “ágapes” doados prodigamente.

Um grupo fecundo, de manancial cristalino.
Fiel aprendiz no ensinamento divino,
Que rendido ao mistério celestial,
Exala aromas com essência fraternal,
Inebria as almas dos passantes,
Preenche as lacunas dos presentes.

Somos um grupo irmão,
Que busca partilhar o pão,
A cada dia se consome pela fé,
Permanece firme e de pé,
Nas adversidades do mundo, amálgamas,
Neste conturbado e desumano vale de lágrimas.

As boas novas que se originam,
Das famílias desta grande família,
São alento e força, no amor consumado,
São graça e dom, no íntimo forjado,
Nos fazem crentes no céu, santa felicidade,
Apontado pela nossa bela fecundidade.

A alegria do Senhor é nossa força,
Bem sabemos, por isso somos corça,
A procura da alegria divina que o céu fende,
E configura para nós um oceano, que rescende,
Os mais belos prodígios, revelados em nossa fronte,
Somos um barco avançando em via caudalosa, fitos no horizonte.

Nossa fecundidade ilumina, são luzes em série,
É o farol que nos afasta da intempérie,
Ela penetra em nossa alma como uma lança,
Transpassa nosso coração com a esperança,
Canal que deixa fluir o Santo Espírito em nós infundido,
Pelo óleo do crisma, no sacramento do batismo.

Nesta busca santa, não somos heróis,
Faz-se mister, que nunca estejamos sós,
Sabemos que há as tentações, é guerra espiritual,
Pedimos constantemente a Deus, que nos livre do mal,
Pois a confiança que somos herdeiros da promessa,
Nos levam além das nossas forças, é algo sobrenatural.

Nossa fecundidade se exprime em formas diversas,
São pérolas que nos cercam, as lindas crianças,
É a santa amizade, que nos une,
É o apostolado diverso, que nos nutre,
É a luta cristã nos estudos e nossos trabalhos, executados diariamente,
Oblação humilde entregue nas mãos do Pai, voluntariamente.

Sancte Michael Archangele, defende nos in prælio. Amen.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *