Beijo gay e machismo: tudo a ver!

Como meus amigos sabem, não vejo novela. E o motivo é político e espiritual: tenho mais o que fazer na minha vida civil e muitos defeitos contra os quais lutar para dedicar, sei lá, 5 horas por dia para algo que não tem nada – absolutamente nada – a me dar, nada que não pudesse encontrar em um romance de Sartre ou Chesterton; Lewis ou Leopardi. Se um dia as novelas brasileiras derem aos espectadores mais que pílulas ideológicas datadas, talvez mude minha opinião. Por enquanto, não, obrigado! Mas o texto do Reinaldo Azevedo sobre o famoso beijo gay (leia a íntegra aqui) põe em relevo uma reflexão que já persigo faz tempo: as duplas homossexuais masculinas – e a imprensa que trata deles – é de um machismo vergonhoso!

Escrevi em março/2012:

Nunca na história da humanidade o machismo chegou tão longe: quando os homens não só desprezam as mulheres e seus direitos, mas pretendem mesmo substitui-las. É preciso que se diga em alto e bom tom: as mulheres são indispensáveis! (Leia a íntegra aqui).

A cena que foi ao ar sei lá quando só põe em relevo, penso, essa característica dos homossexuais homens: eles querem o monopólio da felicidade e da alegria. Mesmo contra homossexuais mulheres, pretende-se meio ilogicamente que só há luz, transcendência, pensamente, virtudes, se uma bichinha está presente, com seus trejeitos e tons uma oitava acima. Se há apenas lésbicas no ambiente, o coeficiente de felicidade homossexual ainda não alcançou o mínimo necessário, não é descolado o suficiente.

Afinal, quando houve o beijo lésbico na Record, sei lá quando, não aconteceu esse bafafá, não é? E por que? Por que para a mídia atual beijo de homossexual mulher não é transgressor o bastante! E a chave hermenêutica é essa: gays não se interessam por beijos entre mulheres. Gay gosta mesmo é de homem. Por isso, para ser marcante, para ser revolucionário, para ser importante e merecer reportagem do Fantástico, o beijo tem de ser de homens, homossexuais mas homens! Ora, sou só eu ou isso não é machismo o mais descarado? A perspectiva machista não é aquela que afirma que as mudanças importantes da humanidade foram realizadas pelos homens? Não é machista dizer que a beleza, a verdade, o transformador, o que importa é realizado pelos homens? Pois é! Em razão disso tudo é que tenho certeza que a moda homossexual é só um outro modo de apresentação do machismo, que se ocupa apenas com o que interessa aos homens. Não mais aos homens heterossexuais, mas aos homossexuais que forem homens.

Luz

1 comment for “Beijo gay e machismo: tudo a ver!

  1. David Gravatá
    29 de julho de 2014 at 20:59

    Ao que nos parece há uma revolução comportamental em curso, não somente me nossa geração, mas mais evidente nesta geração. Sabemos que a imoralidade está presente na história humana desde a antiguidade. Os valores morais construídos ao longo dos milênios estão sendo constantemente abalados em nosso tempo. É de ficarmos surpresos e boquiabertos com a intensa campanha a favor do sexo livre, da bissexualidade e homossexualidade nos meios de comunicação e (pasmem) na educação escolar. Há uma doutrinação massiva a favor desta dita liberdade (entenda-se: libertinagem). Os objetivos são cruéis, vão além da compreensão de uma sociedade alicerçada nos bons costumes, ideais como família, fidelidade, e honestidade estão em risco. As novelas fazem campanha de uma minoria gayzista a favor de liberdades, que querem “quebrar paradigmas” conceituais de uma sociedade cristã, para que se sirvam com naturalidade de seus desejos hoje ainda proibidos, que tomamos por tabus. Cada vez mais artistas de TV saem do armário, escritores com desvio de sexualidade escrevem e dão destaque demasiado a papeis inusitados a favor desta campanha. Aonde aquele que confesso é sempre o “bonzinho” mesmo que seja um vilão (exemplo do personagem Félix), que o amor entre lésbicas é sempre superior a um Matrimônio e a uma família constituída.
    Isso sem falar das ações feministas radicais com seus argumentos que buscam sempre falsear a verdade (pois sempre parecem cada vez mais patrocinarem uma guerra dos sexos, aonde as mulheres tem de fazerem as atividades dos homens, e os homens tem de fazer as atividades das mulheres, invertendo seus papeis) com seus argumentos a favor da igualdade, porém com propósitos contrários (a favor do diferente).

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