Boko Haram na Nigéria

A África sangra. Há mais de uma década os cidadãos do continente mais sofrido do mundo morrem como moscas, sob o silêncio cúmplice da ONU e dos países do ocidente. Foi assim em Angola, na África do Sul, no Kwait e em outros países do continente. Agora é a vez da Nigéria, que sofre em um conflito sem fim. O recente alerta do arcebispo de Jos, Ignatius Kaigama, é um apelo ao mundo, para que tratem as mortes das pessoas sem distinção de nacionalidade: “Não se esqueçam de nós”, conclama arcebispo diante dos massacres acontecidos na Nigéria.

Os cristãos nigerianos não são menos humanos que os cartunistas franceses. Não se entende o silêncio da mídia diante da morte de centenas por extremistas islâmicos enquanto a mesma mídia faz um escarcéu pela morte de uma dúzia por extremistas islâmicos. As mães nigerianas são menos mães que as mães francesas? Ou será que o problema é que os cartunistas estão mais próximos da agenda de certa política ocidental, enquanto os cristãos nigerianos não estão e, por isso, não merecem ter suas mortes choradas?

Acho que os que deveriam analisar os acontecimentos de nossos tempos não estão interpretando os fatos com as cores corretas.

Boko Haram Nigéria

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