Canção Nova retira Chalita e Edinho Silva do ar!

A última semana foi agitada pelos lados de Cachoeira Paulista. A decisão da direção da emissora de televisão católica de retirar do ar todos os programas que fossem apresentados por pessoas ligadas diretamente à política foi a resposta prática da emissora às diversas manifestações de descontentamento de seus colaboradores e simpatizantes pela introdução, na grade de programação da Canção Nova,  de um político claramente cristofóbico e eclesiofóbico. A Folha de São Paulo dá a seguinte notícia:

Rede Canção Nova tira do ar programas de Chalita e Edinho Silva

DE SÃO PAULO

A rede Canção Nova, emissora de rádio e TV ligada ao movimento católico Renovação Carismática, resolveu tirar do ar os programas comandados pelos deputados federais Gabriel Chalita (PMDB-SP) e Eros Biondini (PTB-MG), pelos estaduais Edinho Silva (PT-SP), Paulo Barbosa (PSDB-SP) e Myriam Rios (PDT-RJ), e pela primeira-dama paulista, Lu Alckmin, informa o “Painel”, editado por Renata Lo Prete e publicado na Folha desta segunda-feira.

Embora a decisão tenha sido tomada no atacado, o elemento precipitador foram as reações negativas de fiéis e lideranças da igreja à recente incorporação de Edinho, presidente do diretório estadual petista, ao quadro de apresentadores da Canção Nova.

Conexões “Justiça e Paz”, o programa de Edinho, estreou em 3 de novembro tendo como convidado Gilberto Carvalho. Principal mentor político do deputado petista, o secretário-geral da Presidência foi também articulador da aproximação entre a campanha de Dilma Rousseff e a Canção Nova no segundo turno da eleição presidencial. Até então, a candidata vinha sendo duramente combatida por religiosos da Renovação Carismática.

Soubemos que o programa do presidente do PT de São Paulo sairia do ar no meio da semana passada e esperamos ansiosos pela confirmação da informação. No entanto, foi uma surpresa saber que os detalhes da notícia incluíam o cancelamento de todos os programas apresentados por políticos ou candidatos na Canção Nova. Na nossa perspectiva, esta decisão representa um ato de fidelidade da emissora católica ao Evangelho, mesmo que imperfeito. Sim, imperfeito porque não motivado pelos legítimos motivos, a saber: a defesa do cristianismo contra os ataques que brotam de dentro da instituição e também de fora. A ordem de cancelar os programas não nasceu da cúpula diretora da Canção Nova, após uma reflexão sobre os caminhos e escolhas que tomaram recentemente; a decisão de cancelar estes programas veio de instância superior e distinto da administração deste meio de comunicação. Além disso, este evento revela ainda uma fraqueza: a Canção Nova não aprendeu a defender-se da instrumentalização que as forças políticas sempre fazem dos meios de comunicação. Por isso, por que não tiveram coragem de pôr para fora de seus estúdios o senhor Edinho Silva, infelizmente também cancelaram os programas de outras lideranças políticas, que têm defendido a doutrina da Igreja e o cidadão brasileiro com fidelidade,  – como a deputada Myriam Rios.

Espero que os católicos brasileiros – que são os mantenedores daquele veículo de televisão – fiquem atentos às escolhas que a direção da emissora tem feito. E rezemos para que este instrumento continue servindo à evangelização do povo brasileiro.

9 comments for “Canção Nova retira Chalita e Edinho Silva do ar!

  1. Sueli silva
    23 de novembro de 2011 at 10:44

    Precisamos entender que esta obra foi sonhada por Deus, mas, quem a dirige são seres humanos, sujeitos a qualquer fragilidade humana. Então acredito que se revoltar contra a emissora é um ato de insegurança. A contribuição que dedicamos a ela não nos dá o direito de ditar regras. Que tal se sugeríssemos ao invés de ameaçar cancelar a contribuição. De onde veio a resposta não nos importa,mas o que realmente acredito que Deus sabe e aje em qualquer situação.
    Paz e bem.

  2. celestino
    22 de novembro de 2011 at 15:22

    concordo plenamente com a atitude da cançao nova, é verdade que a igreja tem que orientar seus fieis a votar;agora fazer da cancáo nova um trampulim politico, isto nao vale e tem gente se aproveitando disto.

  3. Priscila
    21 de novembro de 2011 at 20:28

    Se partirmos do pressuposto que uma emissora tem que abrir as portas para múltiplas correntes a CN deveria dar espaço a políticos de outras linhas. Enquanto meio de evangelização a CN deve esclarecer o cristão sobre a política, como pro exemplo tendo programas que falem sobre a moral defendida pela Igreja, sem dar espaço a nenhum político. Quanto aos candidatos católicos, eles terão outros meios de mostrar seu trabalho e suas convicções…e nós, interessados primeiros, temos o dever cívico de buscar essas informações e escolher bem os nossos representantes.

  4. Priscila
    21 de novembro de 2011 at 15:30

    ótimo informe, Robson. De nossa parte, continuaremos vigilantes.

    Sobre a retirada de todos os programas, penso que, ainda que a Deputada Myrian Rios esteja fazendo um bom trabalho, é prudente mesmo que a Canção Nova, enquanto meio de comunicação e de evangelizaçao, se desvincule da política como um todo.

    • 21 de novembro de 2011 at 18:56

      Discordo. Como cristãos temos de ser políticos no sentido mais antigo do termo. Nos separar da política é uma forma de dividir o âmbito político e social do religioso o que é indissociável no cristianismo. Vivemos no mundo para evangelizar o mundo. E precisamos de católicos que tenham a coragem de entrar na política para defender nossos valores. Uma emissora católica tem de ter o dever de transmitir programas desse viés. É uma pena.

      • 21 de novembro de 2011 at 19:22

        Eu concordo com a Letícia. A democracia deveria permitir que, sem que vire propaganda eleitoral fora de época, as múltiplas correntes políticas de cada país divulgassem os trabalhos e atuações de cada linha.

        Continuo achando que a Canção Nova acertou, mas poderia ter tomado posição mais clara.

        Mas como diz o ditado: o ótimo é inimigo do bom. Fiquemos com o bom, portanto.

        • Fábio Prates
          25 de novembro de 2011 at 12:47

          Gostamos da Myrian Rios, mas, quais os critérios para discernirmos sobre quem merece e quem não merece uma chance na grade de programação da CN, enquanto político? (…) Se eles (pessoas que trabalham na CN) não foram capazes de entender os malefícios do Chalita e agora por último, do Edinho-do-PT, quem nos garante que o problema não vai acontecer novamente? Então, por precaução, a decisão de nenhum político ter programas na TV CN, foi muito boa. Esta é a minha opinião.

          • 25 de novembro de 2011 at 14:23

            Fábio, respeito sua opinião, mas a Myrian foi a única dos citados que defendeu aberta e claramente a vida desde o ventre materno. Todos os outros – que eu saiba – ficaram no discurso. Esse é um critério válido. Que acha?

            Abraço!

            • Fábio Prates
              18 de dezembro de 2011 at 18:27

              Robson, acho válido. Mas, não se esqueça que o demônio é o pai da mentira. Ou seja, é muito fácil alguém falar uma coisa e fazer outra, vide a nossa presidenta… Em outras palavras, sempre que não se sabe o que fazer, opta-se pelo mal menor. E desta vez quem pagou o pato foi a Myrian.

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