Cáritas Brasileira – Para onde vai nosso dízimo

Diz o site oficial da Cáritas Brasileira que sua missão é:

Testemunhar e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, defendendo e promovendo a vida e participando da construção solidária de uma sociedade justa, igualitária e plural, junto com as pessoas em situação de exclusão social (link).

Não entendo muito bem de teologia, então não sei o que para a Cáritas Brasileira significa “testemunhar e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo”. No entanto, no que concerne à promessa de defesa e promoção da vida, de modo igual e plural, estou curioso. Será que financiar movimentos ligados ao MST, que é abortista, é defender a vida??? Será que dar preferência a instituições ligadas a políticas socialistas é ser igualitário e plural??? Pois a Cáritas Brasileira divulgou lista de entidades que receberão dinheiro da instituição, todas com o orçamento aprovado, mas que não se enquadram no que o senso comum e a ciência mais ordinária compreende por defesa da vida, pois estas instituições têm laços estreitos com movimentos como o MST e a Via Campesina, ambos defensores da luta armada, do aborto e da invasão de terras. Entre elas estão:

Associação das Mulheres em Ação – AMA                                        Fortaleza-CE                         9.976,00 (link)

Associação Nacional de Mulheres Camponesas – ANMC       Passo Fundo-RS                  50.000,00 (link)

Associação CORAJEM                                                                                     Irati – PR                                   10.000, 00 (link ou link)

Sem falar que a maior quantia cedida foi à própria Cáritas, R$ 200.000, oo reais, em junho desse ano. Como se pode ver, o perfil das entidades auxiliadas é específico, o que coloca em dúvida a isonomia das escolhas da Cáritas Brasileira. Sem falar que, em um passar de olhos sobre os beneficiados dos projetos, estão não poucos institutos sobre os quais pairaria a dificuldade de justificar como e porque tais apoios divulgariam o Evangelho e o Santo Nome do Senhor Jesus.

Alguém poderia perguntar: o que tenho a ver com isso? Com efeito, é de conhecimento comum que a Cáritas Brasileira utiliza parte da arrecadação do Óbulo de São Pedro para socorrer os irmãos em maiores riscos de indignidade, o que, em si mesmo, é uma vergonha aos cristãos, pois entre nós não deveriam existir miseráveis. Logo, o trabalho mesmo da Cáritas é honroso e causa orgulho a todos os cristãos católicos. No entanto, como o presidente da instituição sabe, pois é bispo de uma mui justa e mui piedosa cidade, Jales, seria importante que, aos que colaboram com esta arrecadação – eu e você, caro eleitor – houvesse uma clara e inequívoca apresentação das contas da instituição, inclusive com o CNPJ dos órgãos que receberam o apoio da Igreja, visto ser a Cáritas um órgão da Igreja de Roma. Nas palavras de D. Demétrio Valentini, a Igreja é o Povo de Deus. Se é assim como ele diz, ele precisa respeitar o Povo de Deus e prestar contas do que acontece na Cáritas Brasileira, para que a Missão da instituição seja fielmente cumprida e não se corra o risco de haver, com o dízimo dos fiéis, o financiamento da morte e não da vida. Sem falar no tal testemunho e anúncio do Evangelho de Nosso Senhor.

O link com as informações das somas dadas a estas instituições e a outras está aqui.

2 comments for “Cáritas Brasileira – Para onde vai nosso dízimo

  1. Robson Oliveira
    13 de junho de 2011 at 14:30

    Hoje, 13 de junho, o link com a prestação de contas da Cáritas Brasil está fora do ar.

  2. delnir
    26 de outubro de 2010 at 12:57

    É verdade! Nos idos de 2002 e 2003 trabalhei em uma empresa de auditoria externa que prestava serviços nos projetos da Cáritas e de outras entidades católicas como KZE, Misereor, dentre outras e grnade parte dos dirigentes das entidades beneficiadas tinham ideologia marxista, ou seja, na contramão do MAgistério da Igreja.
    No Concílio Vaticano II, os padres progressistas europeus conseguiram alianças com padres africanos graças a “gratidão” destes as polpudas somas de dinheiro enviadas pela Igreja da Alemanha às dioceses destes países miseráveis.

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