Carta aberta a Ali Kamel

Carta aberta a Ali Kamel

Ou por que o Grupo Globo tem recebido o epíteto “Fake News”

Caro senhor, meu nome é Robson e não sou ninguém. Sou só um professor. Sim, um professor. Um membro do grupo mais elogiado e, paradoxalmente, menos valorizado pelos governos e pelos meios de comunicação desse país. O senhor não me conhece, mas certamente já cruzou comigo infinitas vezes por aí: eu estou sempre ombreado consigo, no metrô. Divido com o senhor as ruas da cidade. Nos shoppings, estou a sua frente e atrás do senhor, na fila do cinema. Sou um homem comum. E tenho o hábito incomum e incômodo de fazer perguntas. Quero começar minha carta aberta pelo artigo que o senhor escreveu recentemente para a Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/05/1887165-vamos-falar-de-coelho.shtml).

Gostei da parte que o senhor cita os erros da Globo. Humildade é uma virtude de ouro! Só não entendi porque não citou o saudoso senhor Icushiro Shimada. Como responsável pelo jornalismo do grupo, certamente o senhor deve lembrar desse senhor. A querela ficou conhecida como o Caso “Escola Base” (http://humanitatis.net/clipping/para-registro-2). O seu grupo de comunicação acabou com os negócios e a vida do senhor Shimada e sua esposa, além do senhor Maurício Monteiro. O grupo que o senhor representa reconheceu o erro que cometeu contra esses cidadãos e que os fez sofrerem acusações de morte anônimas à época. O grupo de comunicação que o senhor representa perdeu o caso na justiça, mas mesmo assim recorreu da decisão para não pagar a indenização devida a esses cidadãos, que os senhores destruíram as vidas e as reputações. O resultado é que o casal Shimada faleceu (Icushiro morreu por último, em 2014) sem ter sua honra restabelecida e sem receber os devidos reaveres de seus bens, destruídos pelo seu jornalismo. Senhor Ali Kamel, sabe aquela ética que o senhor disse para a FSP que possui e vê encarnada em seus editoriais? Pois é, nós – homens comuns – não acreditamos nela!

E aqui eu quero introduzir o assunto dessa carta aberta. Nós, que não temos parentes em altos cargos do judiciário, nem amigos influentes nas grandes mídias; nós, que não temos muito menos rabo preso com Organismos Internacionais, nem contatos no Planalto; nós, que andamos com a cabeça erguida e que somos relativamente bem informados – e perguntadores! – temos apelidado o Grupo Globo de Fake News. Sabe o porquê? Por causa da prática reiterada de, em todos os meios de comunicação do seu grupo, notícias francamente falsas serem divulgadas como verdadeiras. Um caso cômico foi o senhor Guga Chacra, que disse ao vivo, a respeito da eleição de Donald Trump, que seus analistas não erraram as previsões da vitória da concorrente, foram os eleitores americanos que não souberam votar (sic!). Nesse caso específico, quem seguiu canais independentes de comunicação, como o Terça Livre (https://www.facebook.com/tercalivre), por exemplo, encontrou a informação honesta da eleição americana, sem os filtros dos jornalistas do seu grupo, que não deixaram a audiência ver a realidade tal qual se apresentava. Pois é, o mesmo ocorre com o tema do momento, o Aquecimento Global, que as pautas de todos os jornais do grupo têm ordinariamente defendido sem corar as fauces. O que os senhores acham que somos? Idiotas?

Senhor Ali Kamel, o que leva o Grupo Globo a divulgar uma hipótese científica tão fraca quanto o Aquecimento Global? Qualquer adolescente que tenha um pouco de curiosidade vai conseguir ler sobre o Climategate e o senhor Michael Mann, o escândalo acadêmico em que pesquisadores americanos falsificaram dados científicos que não coadunavam com a hipótese do Aquecimento Global para o IPCC usar em favor do engodo aquecimentista. Por que continuam a vender-nos essa farsa? Diga-me: como confiar até mesmo a respeito da previsão de chuva que o jornalismo do Fake News propaga, depois de assistir um desfile de mentiras de conhecimento público sobre Aquecimento Global e suas consequências apocalípticas em seus telejornais? E não venha falar que é tema discutível, pois veja:

  1. Experimentos em cilindros de gelo, tirados da Groenlândia e da Antártida, ensinam que há 400 mil, 300 mil e 200 mil anos atrás a concentração de CO2 na atmosfera era igual ou até maior a que temos hoje. Diga-me, por favor, o homem queimava combustível fóssil em tamanha quantidade para elevar assim a concentração do gás na atmosfera? É claro que não! Logo, o controlador do CO2 na atmosfera não pode ser o homem (http://joannenova.com.au/global-warming-2/ice-core-graph/). E essa não é notícia nova…
  2. Desde o século 18 sabe-se que o Sol passa por ciclos de 9, 11 e 13 anos. Estamos ao final do Ciclo Solar 24 e com baixíssima atividade em nossa estrela, o que sempre é sinal de baixas temperaturas (http://www.swpc.noaa.gov/products/solar-cycle-progression). O início do milênio foi marcado por grande atividade solar, que foi seguida por temperaturas altas em todos os quadrantes do planeta. Portanto, nada disso teve a ver com o aquecimento global por causas antropogêncas.
  3. Os próprios repórteres e cientistas aquecimentistas têm produzido expedições para comprovar com experimentos o aquecimento global e estão sendo surpreendidos com o gelo demais nos polos (http://www.dailymail.co.uk/news/article-2531159/Antarctic-crew-build-ice-helipad-help-rescuers.html).

Perceba, senhor Kamel, que não dá para levar a sério seu noticiário. Se com respeito a assuntos tão claros e estabelecidos como estes seus repórteres desconsideram religiosamente toda informação contrária aos aquecimentistas, isso só se explica como decisão editorial maximamente ideológica e, portanto, como tentativa de não informar, mas de orientar as consciências. Senhor Kamel, quando seus jornalistas divulgam o Aquecimento Global eles estão prestando um desserviço à nação brasileira. E estão atacando principalmente o brasileiro mais simples, mais pobre, aquele que não tem acesso à informação, e que ainda confia nas notícias enviesadas da mídia oficial.

Ocorre, senhor Kamel, que estamos nos multiplicando. Nós, homens comuns, somos muitos. E cada vez mais. Toda vez que essas estórias encomendadas começam a ser desenhadas por seus jornalistas nos seus programas matinais ou vespertinos, lembramo-nos de que não podemos confiar em vocês. E cada vez se confirma com força, e com força, e com força, a hipótese do Fake News.

Bem, senhor Kamel, não me leve à mal. Não escrevo com rancor. É só um desabafo de alguém que não entende porque um brasileiro rifa tão facilmente um país e seus concidadãos, principalmente em se tratando de assuntos tão incontroversos. Sinceramente, acho que o grupo precisa de alguém como eu nas suas redações. Alguém com um olhar menos técnico e mais universal. Alguém que faça boas perguntas. Meu telefone é… kkkkkkkk

Robson Oliveira

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