Caso Pe. Emilson Soares

A imprensa amplamente noticiou a falta do Pe. Emilson Soares, que se relacionou sexualmente com uma jovem de sua paróquia. Segundo a jovem, o envolvimento do padre começou quando a vítima tinha 13 anos. Algumas informações, contudo,  não foram divulgadas tão claramente pela imprensa. É óbvio que o objetivo das informações veiculadas a seguir não é descaracterizar o pecado nem o mal que o padre realmente fez a essa menina, ainda que ela mesma não tenha ideia do tamanho do malefício espiritual, que é a vida sem Deus. Deseja-se, pelo contrário, dar publicidade a informações que permitam ver com mais claridade o perfil psicológico, social e ético dos personagens dessa trama.

1. Primeiramente, o Pe. Emilson Soares tem 27 anos de sacerdócio, sobre os quais não se têm notícia de ações desse tipo ou semelhantes. É um padre sem antecedentes de reprimendas criminais ou canônicas;

2. O Pe. Emilson Soares tomou a iniciativa de procurar no ano passado o senhor arcebispo, Dom José Francisco, para pedir ajuda por estar sendo chantageado;

3.  O Pe. Emilson Soares submeteu-se a ordem do senhor arcebispo, que na ocasião do conhecimento do ocorrido, indicou que o sacerdote procurasse o Ministério Público. Ele o fez, entregando-se à justiça em novembro de 2012.

4. O senhor arcebispo suspendeu o padre de ordens, sem que este retorquisse da decisão do seu superior;

5. A jovem que, repito, é vítima do pecado de um padre, é também conhecida por manter um relacionamento com um detento. A denúncia de que foi aliciada pelo padre aos 13 anos surgiu depois de iniciada a investigação pelo Ministério Público;

6. O pai da jovem é ex-detento e agora investiga-se se não foi o mandante da aproximação da menina junto ao padre. Foi dele a ordem de gravar carícias do padre com uma outra menina menor. Exigia dinheiro e uma casa para não denunciar o padre nos jornais;

7. A mãe da jovem confirmou em depoimento a chantagem que o pai faria ao sacerdote. Mas também ela exige dinheiro e uma casa para ficar calada sobre o erro do padre e da filha.

8. A denúncia de que o sacerdote investiu sobre uma criança de 7 anos é negada pelo sacerdote. Exames de corpo de delito comprovam que a menina não foi violentada e ainda tem sua pureza intacta. A origem dessa denúncia é a família da jovem e é negada pelo sacerdote.

Bem, não ficamos felizes com o pecado dos membros da Igreja. Nós mesmos, membros doentes, cometemos pecados que escandalizam e fazem o Corpo da Igreja, que é o Corpo de Cristo, sofrer. De outro lado, a verdade – sempre com caridade – merece ser defendida e esse caso não está sendo noticiado com o devido cuidado pelos meios de comunicação.

18 comments for “Caso Pe. Emilson Soares

  1. 11 de março de 2013 at 19:55

    Todos os críticos devem sempre lembrar que ,só pode atirar a primeira pedra aquele que nunca pecou,

  2. VÂNIA DE CARLINHOS
    11 de março de 2013 at 09:14

    Este fato me chocou profundamente, pois conheço o padre e há apenas um ano assisti uma excelente palestra dele sobre a família. Penso que é muito triste estarmos expostos a tantos fatos tão graves e, é claro, de maneira tão estrondosa. Nossos pecados atingem profundamente o Corpo de Cristo, que é a Igreja. Os pecados do sacerdote atingem de maneira ainda mais forte, principalmente com toda esta repercussão. Por isso, rezo todos os dias pelas Vocações Sacerdotais, Religiosas e Missionárias. Peço a Deus que não sejamos motivo de pecado para nossos sacerdotes e que eles também não sejam para nós. Quanto às atitudes dos membros de nossa Hierarquia, aprendi há muito tempo que às vezes, uma certa atitude tomada por ela, pode causar um escândalo maior ainda para nossa Igreja. Portanto, que o Espírito Santo inspire nossa Hierarquia para sempre tomarem a melhor decisão para O BEM DA IGREJA, que será também o nosso bem. Quanto ao novo Papa, desejo profundamente que ele tenha forças para se manter FIEL à Igreja fundada por Jesus, com tantos foram antes dele, e não caia nesta armadilha de “modernidade”, como estas de quem acha que o celibato tem que acabar. São João Maria Vianey, rogai por nós e protegei nossos sacerdotes da ignorância dos leigos. E protegei-nos de nós mesmos. Amém.

  3. AMARO HELIO
    9 de março de 2013 at 21:31

    Olhando pelo olhar da Fé, entendo o porque temos que rezar pelo padre e tudo mais, tambem acho que os pais da menina envolvida cometeu erro grave. Entretanto pelo olhar de ser humano que sou, nao consigo aceitar esses erros que alguns padre comete falo pela minha Igreja que amo, sem mencionar os “Pastores” que também usa a fé para cometer habitos parecido como o Padre Emilson.

    Eu que estou engadinhando na caminha como Católico Apostolico Romano, aprendi que aquele que peca sabendo da Lei de Deus esta fadado a não salvação.

    Que Deus me perdoa se estou errado.. mas é o que m eu coração senti nesse momento.

  4. olivia
    7 de março de 2013 at 12:11

    Cada vez mais entendemos a necessidade de rezarmos pelos nossos queridos padres, eles são os mais atacados espiritualmente. O inimigo não dá tregua para nossa Santa Igreja, temos que estar em posição de batalha dia e noite. Não podemos cessar ao orações irmãos, não desanimemos nunca!

  5. Renato Madureira
    7 de março de 2013 at 08:43

    Prezado Robson. Caso a sua intenção seja realmente traçar um perfil psicológico, social e ético dos personagens tenho alguns pontos a acrescentar aos tópicos que você criou:

    1. Primeiramente, o Pe. Emilson Soares tem 27 anos de sacerdócio, sobre os quais não se têm notícia de ações desse tipo ou semelhantes. É um padre sem antecedentes de reprimendas criminais ou canônicas;
    Resposta: Prezado Robson, perdoe-me a franqueza, mas como dizia Rui Barbosa, “não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem”. Desconte-se deste tempo os cinco anos de relação com a menina e chegaremos a 22 anos de sacerdócio sem qualquer denúncia de fatos deste tipo. O fato de não se ter notícia de ações desse não significa necessariamente que elas não existiram. Também não significa que existiram outros casos. Ou seja, esse dado é irrelevante para uma análise psicológica do padre, ainda mais considerando o argumento que usarei no próximo tópico.

    2. O Pe. Emilson Soares tomou a iniciativa de procurar no ano passado o senhor arcebispo, Dom José Francisco, para pedir ajuda por estar sendo chantageado;
    Resposta: Agora sim, temos uma informação relevante. O Padre procurou o bispo POR ESTAR SENDO CHANTAGEADO, e não por qualquer peso na consciência. Afinal, ele já mantinha relacionamento com a menina HÁ VÁRIOS ANOS. Se ele tivesse procurado o bispo ainda no início do relacionamento, isso deporia a favor do caráter dele, mas não! Só quando se viu encurralado foi tentar buscar ajuda. E mesmo assim, depois de ser chantageado e dar presentes, como moto, carro, reforma na casa. E esse é outro ponto! Como ele pagou por tudo isso? Com o dinheiro do meu dízimo, é claro! Desviou verbas que deveriam ser destinadas às obras sociais para bancar suas promiscuidades e abafar a repercussão do caso. A Igreja se propôs a apurar a origem desse dinheiro? NÃO, pelo menos até agora!

    3.  O Pe. Emilson Soares submeteu-se a ordem do senhor arcebispo, que na ocasião do conhecimento do ocorrido, indicou que o sacerdote procurasse o Ministério Público. Ele o fez, entregando-se à justiça em novembro de 2012.
    Resposta: Ora, senhores, como dizem os policiais quando fazem alguma apreensão, “a casa caiu”. Só quando não havia mais qualquer possibilidade de esconder o fato, antes que a família da menina o denunciasse é que ele foi ao Ministério Público. E estava bem orientado, pois sabia que não existia crime em manter relacionamento com a menina, que já tinha mais de 13 anos. E o que dizer do Bispo, se este mantivesse todos os direitos do Padre? Não fez nada mais do que a sua obrigação, caso não quisesse ser conivente com a promiscuidade do padre. E com a repercussão que o caso tomaria, claro que nem ele, nem ninguém iria se expor, deixando a sua reputação em jogo, não é mais do que evidente isso?

    4. O senhor arcebispo suspendeu o padre de ordens, sem que este retorquisse da decisão do seu superior;
    Resposta: Retorquir o que, meu amigo? Ele não abaixou a cabeça de forma cordata (como um cordeirinho). Ele o fez porque perdeu toda a credibilidade. Se ele voltasse para a comunidade, não haveria um único católico na missa. Quem, em sã consciência, acreditaria na pureza desse homem para atuar na consagração das hóstias? E quem haveria de acordar a celebração de um casamento, ou pior, de um batismo com essa criatura? A vida sacerdotal desse indivíduo acabou!!

    5. A jovem que, repito, é vítima do pecado de um padre, é também conhecida por manter um relacionamento com um detento. A denúncia de que foi aliciada pelo padre aos 13 anos surgiu depois de iniciada a investigação pelo Ministério Público;
    Resposta: Perdoe-me, mas você está sendo preconceituoso. O cristão, de qualquer denominação, tem de acreditar na possibilidade de regeneração do ser humano. O fato de um indivíduo ser detento não significa que ele está em desgraça para sempre. Caso você desconheça, a própria Igreja católica atua nos presídios com a Pastoral Carcerária. Você devia visitar um presídio algum dia. Ajudaria você a rever alguns conceitos. Quanto à idade com que a menina começou a se relacionar com esse padre (com o “p” minúsculo mesmo, ele não merece mais do que isso), isso só será relevante para a ação penal. No âmbito moral, o que importa é que ele estava nessa situação HÁ VÁRIOS ANOS, caladinho enquanto lhe convinha, desviando dinheiro do meu dízimo para suatentar as suas lascívias.

    6. O pai da jovem é ex-detento e agora investiga-se se não foi o mandante da aproximação da menina junto ao padre. Foi dele a ordem de gravar carícias do padre com uma outra menina menor. Exigia dinheiro e uma casa para não denunciar o padre nos jornais;
    Resposta: Mais uma prova de preconceito. O pai da menina não estava chantageando o padre por ser ex-detento, mas por ser um canalha, como o próprio ex-sacerdote. Conheço inúmeros ex-detentos que hoje atuam de forma digna na sociedade. O fato de uma pessoa ter sido presa não faz com que ela tenha de carregar para sempre na testa um carimbo escrito “bandido”, à semelhança das estrelas de davi que deveriam ser usadas pelos judeus na segunda guerra mundial, por absurda imposição dos nazistas. O sacerdote não era, ao que eu saiba, ex-detento, e cometeu erros tão ou mais graves que aqueles praticados pelo pai da jovem.

    7. A mãe da jovem confirmou em depoimento a chantagem que o pai faria ao sacerdote. Mas também ela exige dinheiro e uma casa para ficar calada sobre o erro do padre e da filha.
    Resposta: Reforçando os meus argumentos anteriores, ao que me consta, a mãe da menina também não é ex-detenta, mas comporta-se como uma rufiã da pior espécie, comercializando o corpo da própria filha. Canalhas existem em todas as classes sociais e profissões, independentemente de terem sido ou não condenados à penas privativas de liberdade.

    8. A denúncia de que o sacerdote investiu sobre uma criança de 7 anos é negada pelo sacerdote. Exames de corpo de delito comprovam que a menina não foi violentada e ainda tem sua pureza intacta. A origem dessa denúncia é a família da jovem e é negada pelo sacerdote.
    Resposta: O argumento da família é de que o padre teria tocado as partes íntimas da criança sem relacionar-se sexualmente com ela. Considerando que nem a família da jovem nem o padre gozam de qualquer credibilidade, essa é uma questão que permanecerá como uma incógnita, até que a perícia forense, através dos seus psicólogos, analisem a menina e extraiam dela a verdade dos fatos. Existem meios lúdicos para isso.

    Bem, não ficamos felizes com o pecado dos membros da Igreja. Nós mesmos, membros doentes, cometemos pecados que escandalizam e fazem o Corpo da Igreja, que é o Corpo de Cristo, sofrer. De outro lado, a verdade – sempre com caridade – merece ser defendida e esse caso não está sendo noticiado com o devido cuidado pelos meios de comunicação.
    Resposta: Enfim, concordamos em algum ponto. Não cabe aos meios de comunicação fazer qualquer juízo de valor sobre os fatos, apenas retratá-los de forma imparcial. Quanto à caridade, esta tem de ser oferecida principalmente para a principal vítima da situação – a jovem, cuja vida foi desgraçada por uma família que a criou privada de qualquer senso ético e moral, e cuja Igreja, na pessoa doentia do padre, maculou-a de forma indelével, fazendo com que os seus valores fossem corrompidos, talvez para sempre. Oremos por ela.
    A Paz de Jesus e o Amor de Maria.

    Renato Madureira.

    • 8 de março de 2013 at 23:17

      Bem, vamos lá, senhor Renato:

      1) Prezado Robson. Caso a sua intenção seja realmente traçar um perfil psicológico, social e ético dos personagens tenho alguns pontos a acrescentar aos tópicos que você criou:

      Por que a dúvida sobre as minhas intenções? De onde o senhor tirou que o texto não tem esse objetivo? Não está claro que sou a favor da punição do sacerdote? Não está claro que não sou a favor de abusos de qualquer tipo? Se o senhor tem alguma evidência do contrário, por favor não deixe de postar aqui. Em frente.

      2) Resposta: Prezado Robson, perdoe-me a franqueza, mas como dizia Rui Barbosa, “não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem”. Desconte-se deste tempo os cinco anos de relação com a menina e chegaremos a 22 anos de sacerdócio sem qualquer denúncia de fatos deste tipo. O fato de não se ter notícia de ações desse não significa necessariamente que elas não existiram. Também não significa que existiram outros casos. Ou seja, esse dado é irrelevante para uma análise psicológica do padre, ainda mais considerando o argumento que usarei no próximo tópico.

      Perdoado, senhor Renato, mas não pela franqueza. De fato, velhice não é prova de inocência, mas uma vida honesta é. E nesse caso, caro senhor Renato, o senhor não tem as informações que possuo. O padre é respeitado por todos do clero e das igrejas por onde passou. Esses últimos anos foram sombrios e estão sendo punidos, mas não parecem ser a tônica de sua vida. Sua suspeita em tese tem sentido, mas no caso concreto, não parece ser verdade.

      3) Resposta: Agora sim, temos uma informação relevante. O Padre procurou o bispo POR ESTAR SENDO CHANTAGEADO, e não por qualquer peso na consciência. Afinal, ele já mantinha relacionamento com a menina HÁ VÁRIOS ANOS. Se ele tivesse procurado o bispo ainda no início do relacionamento, isso deporia a favor do caráter dele, mas não! Só quando se viu encurralado foi tentar buscar ajuda. E mesmo assim, depois de ser chantageado e dar presentes, como moto, carro, reforma na casa. E esse é outro ponto! Como ele pagou por tudo isso? Com o dinheiro do meu dízimo, é claro! Desviou verbas que deveriam ser destinadas às obras sociais para bancar suas promiscuidades e abafar a repercussão do caso. A Igreja se propôs a apurar a origem desse dinheiro? NÃO, pelo menos até agora!

      Não, senhor Renato. O senhor é quem está enganado. Há casos em que, mesmo achacado, os violentadores não procuram ajuda, pois preferem dissimular seus erros. De acordo com as reportagens, o sacerdote realmente acredita em uma relação afetiva com a menina. Talvez explique a demora em procurar ajuda. Além do mais, sua argumentação é falha, pois nada impede que ele tenha procurado o superior por causa da chantagem e por causa da consciência pesada. Ou não é possível esse conjunto de atitudes, senhor Renato? Sobre o pagamento dos presentes, novamente o senhor está sendo rápido. Pois, afinal, o padre recebe salário. Nada permite que o senhor avance a tese – talvez difamatória – de que o padre também é ladrão. Se o senhor tiver a prova de suas acusações, leve ao arcebispo; se não, cuidado com o que escreve.

      4) Resposta: Ora, senhores, como dizem os policiais quando fazem alguma apreensão, “a casa caiu”. Só quando não havia mais qualquer possibilidade de esconder o fato, antes que a família da menina o denunciasse é que ele foi ao Ministério Público. E estava bem orientado, pois sabia que não existia crime em manter relacionamento com a menina, que já tinha mais de 13 anos. E o que dizer do Bispo, se este mantivesse todos os direitos do Padre? Não fez nada mais do que a sua obrigação, caso não quisesse ser conivente com a promiscuidade do padre. E com a repercussão que o caso tomaria, claro que nem ele, nem ninguém iria se expor, deixando a sua reputação em jogo, não é mais do que evidente isso?

      Novamente, muito rápido! Sempre é possível negar um fato. Ou o senhor não tem lido jornais. Pergunte ao José Dirceu se houve mensalão. Pergunte ao Delúbio se ele estava envolvido com o roubo de milhões do erário público. O sacerdote poderia ter negado até o fim, como negaram as pessoas citadas, apesar das provas. Mas ele não fez isso. Ele poderia ter viajado e saído da mira das lentes dos jornais, mas não. Novamente o senhor está desconsiderando o ato de honestidade do padre.

      5) Resposta: Retorquir o que, meu amigo? Ele não abaixou a cabeça de forma cordata (como um cordeirinho). Ele o fez porque perdeu toda a credibilidade. Se ele voltasse para a comunidade, não haveria um único católico na missa. Quem, em sã consciência, acreditaria na pureza desse homem para atuar na consagração das hóstias? E quem haveria de acordar a celebração de um casamento, ou pior, de um batismo com essa criatura? A vida sacerdotal desse indivíduo acabou!!

      Vê-se que o senhor conhece muito pouco da Igreja Católica, meu caro. Embora deseja simular algum catolicismo, é rasa a formação e a conceituação imprecisa. Qualquer criança de catequese sabe que o padre não tem de ser puro para Consagrar o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor. Todos sabem que o padre diz a missa, faz batizados, assiste casamentos por misericórdia de Deus, não por méritos próprios. Logo, sua argumentação é falha nesse ponto.

      6) Resposta: Perdoe-me, mas você está sendo preconceituoso. O cristão, de qualquer denominação, tem de acreditar na possibilidade de regeneração do ser humano. O fato de um indivíduo ser detento não significa que ele está em desgraça para sempre. Caso você desconheça, a própria Igreja católica atua nos presídios com a Pastoral Carcerária. Você devia visitar um presídio algum dia. Ajudaria você a rever alguns conceitos. Quanto à idade com que a menina começou a se relacionar com esse padre (com o “p” minúsculo mesmo, ele não merece mais do que isso), isso só será relevante para a ação penal. No âmbito moral, o que importa é que ele estava nessa situação HÁ VÁRIOS ANOS, caladinho enquanto lhe convinha, desviando dinheiro do meu dízimo para suatentar as suas lascívias.

      Perdoo sim, senhor Renato, embora diga que seu julgamento a meu respeito está equivocado. Além disso, novamente o senhor afirma que ele também roubava. Por favor, poste suas provas de que ele não pagava os presentes com suas próprias posses. Quanto à possibilidade de regeneração, é claro que acredito. Mas se é para fazer apostas futuras em um dos dois, prefiro apostar na regeneração do padre, e o senhor? Ou só há regeneração para ex-detentos?

      7) Resposta: Mais uma prova de preconceito. O pai da menina não estava chantageando o padre por ser ex-detento, mas por ser um canalha, como o próprio ex-sacerdote. Conheço inúmeros ex-detentos que hoje atuam de forma digna na sociedade. O fato de uma pessoa ter sido presa não faz com que ela tenha de carregar para sempre na testa um carimbo escrito “bandido”, à semelhança das estrelas de davi que deveriam ser usadas pelos judeus na segunda guerra mundial, por absurda imposição dos nazistas. O sacerdote não era, ao que eu saiba, ex-detento, e cometeu erros tão ou mais graves que aqueles praticados pelo pai da jovem.

      Concordamos, todos têm direito de ter uma segunda chance. Mas em minha defesa, lembro que o objetivo do texto era tentar determinar as ações já realizadas, não as futuras. Que o pai da menina pode regenerar-se, é claro; mas que essas ações reais acontecidas têm mandato dele têm. E quem diz isso não sou eu, é o inquérito policial.

      7) Resposta: Reforçando os meus argumentos anteriores, ao que me consta, a mãe da menina também não é ex-detenta, mas comporta-se como uma rufiã da pior espécie, comercializando o corpo da própria filha. Canalhas existem em todas as classes sociais e profissões, independentemente de terem sido ou não condenados à penas privativas de liberdade.

      Concordo e reafirmo que a argumentação sobre a detenção surgiu para reforçar a suspeita que a polícia aventou: chantagem e armação contra o sacerdote, talvez desde os 13 anos por insinuação do pai. Claro está que não se trata de “marca” por detenção.

      8) Resposta: O argumento da família é de que o padre teria tocado as partes íntimas da criança sem relacionar-se sexualmente com ela. Considerando que nem a família da jovem nem o padre gozam de qualquer credibilidade, essa é uma questão que permanecerá como uma incógnita, até que a perícia forense, através dos seus psicólogos, analisem a menina e extraiam dela a verdade dos fatos. Existem meios lúdicos para isso.

      A investigação dirá.

      9) Resposta: Enfim, concordamos em algum ponto. Não cabe aos meios de comunicação fazer qualquer juízo de valor sobre os fatos, apenas retratá-los de forma imparcial. Quanto à caridade, esta tem de ser oferecida principalmente para a principal vítima da situação – a jovem, cuja vida foi desgraçada por uma família que a criou privada de qualquer senso ético e moral, e cuja Igreja, na pessoa doentia do padre, maculou-a de forma indelével, fazendo com que os seus valores fossem corrompidos, talvez para sempre. Oremos por ela.

      Oremos por todos.

  6. Renato Madureira
    7 de março de 2013 at 01:12

    Consigo identificar claramente os desvios de conduta que levaram a essa situação. De um lado, um padre, que assumiu o compromisso com o celibato, se deixa levar pela tentação da carne. Do outro, uma família que se aproveita de uma situação que lhe é “propícia” e, mediante aliciamento da própria filha, tenta  (e aparentemente por algum tempo consegue) extorquir o padre. Ora, senhores, entre o Mar e o rochedo existia uma criança, que teve a sua vida desgraçada pelos demais atores envolvidos. Se hoje ela tem uma conduta reprovável, do ponto de vista moral, é porque foi vítima de todos esses abusos, dentro da sua família e o pior, dentro da sua Igreja.
    Por esse motivo vem a nossa Igreja Católica Apostólica Romana perdendo tantos fiéis. Ela não acompanha a realidade da Sociedade e mantém uma conduta sexista (contrária a tudo o que o próprio Cristo pregava) proibindo que mulheres celebrem missas. Entendem que as mãos das mulheres não são suficientemente “puras” para promover a consagração das hóstias? E as mãos desse padre monstruoso, o eram?
    Alem disso, insiste em manter a aberração que é a obrigatoriedade do celibato, enquanto o próprio Pedro, primeiro Papa, conduzido a esta posição por Nosso Senhor Jesus Cristo, era casado. Cristo, inclusive, curou a sua sogra, o que mostra a importância atribuída à família da esposa dos sacerdotes. Minimizaria-se, assim, as tentações da carne, mitigando as chances de que fatos desastrosos como esse se repetissem.
    Portanto, senhores, estou em oração para que o próximo Papa consiga promover profundas mudanças de base, tão essenciais para a sobrevivência da nossa Santa Igreja.

    A Paz de Jesus e o Amor de Maria.

    Renato Madureira.

    • 7 de março de 2013 at 15:16

      Senhor Renato, ninguém disse o contrário. A menina foi vítima, sim.

      Agora:

      1. Que a Igreja esteja perdendo fiéis, bem, isso precisa ser provado. No Brasil o crescimento e qualidade, pelo menos nos grandes centros, é evidente.

      2. Que Nosso Senhor quisesse que as mulheres celebrassem, também precisa ser provado, senhor Renato.

      3. Sobre a “pureza” das mulheres, por favor senhor Renato. A proibição do sacerdócio às mulheres – que é definitiva – nada tem a ver com virtudes. O sacramento não depende de quem celebra. Se o senhor estudasse mais a religião que diz professar saberia disso. Não há e não haverá mulher mais pura que a Virgem Santíssima mas nem por isso ela foi sacerdotisa. Todos os apóstolos sabiam da superioridade daquela mulher e, de fato, nenhum dos apóstolos superou-a em grandiosidade. Abaixo de Cristo não estão nenhum dos apóstolos, mas uma mulher, Aquela que acreditou. Então, antes de acusar levianamente a Igreja, estude um pouco. Ou então parecerá a todos que o objetivo é mais atacar que meditar sobre os fatos.

      4. Não, senhor Renato, não se minimizariam as tentações sobre os sacerdotes se eles fossem casados. Sabe o porquê, senhor Renato, porque algumas das ofertas recebidas pelos quais sacerdotes vêm de mulheres casadas, senhor Renato. Não fale do que não conhece, pois é capaz de passar vergonha. Na Igreja Católica Apostólica Romana de rito oriental, ligada ao Papa e em tudo ortodoxa, há a possibilidade de sacerdotes casados, mas mesmo assim não há uma primavera da Igreja Católica no oriente. E isso não é recente, não. O celibato é um dom de Deus para os sacerdotes, senhor Renato. Aliás, é o próprio São Paulo quem fala que é melhor que os homens não se casem, para conseguirem servir ao Senhor com todo empenho. Em quem acredito? Na Palavra de Deus pela boca de São Paulo, que era casto; em Nosso Senhor Jesus Cristo, que não casou; em São João, o mais jovem dos apóstolos, que morreu em idade avançada, sem esposa; em São Pedro, que era casado, mas provavelmente viúvo, e por isso pôde viajar e dedicar-se ao Evangelho; ou no senhor Renato que não conhece nada da fé que diz professar? Difícil…

      5. Reze, senhor Renato, reze. É já um começo.

      • Renato Madureira
        7 de março de 2013 at 17:24

        Por que você não aceita o contraditório, senhor Robson? Censurou o meu outro post?

        • 7 de março de 2013 at 22:18

          Não censurei, não, senhor Renato. Sendo respeitoso e educado, todo comentário vai pro ar. Estou respondendo-o, contudo. Trabalho e não fico 100% do tempo dedicado a responder comentários. Em breve vai para o ar.

      • Renato Madureira
        7 de março de 2013 at 18:23

        Obrigado pelas palavras, irmão. Também acredito na palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo. Orarei, com certeza. Fique na Paz.
        Renato Madureira.

    • herbert burns
      7 de março de 2013 at 22:29

      Quando o sr Renato fala em “nossa Igreja Católica…” , me parece que ele não percebe que só é católico aquele que é fiel a Igreja Católica Apostólica Romana. Que segue os seus mandamentos. Desejar a paz de Cristo e o amor de Maria não confere a ninguém a catolicidade, nem tampouco ouvir músicas de padre Marcelo. Estas teses “natimortas” , insustentáveis, só pode ser levantada por mentes desocupadas da realidade da Igreja. A participação em quaisquer serviços ou pastorais, nos coloca muito longe de tais pensamentos. Nos faz ver que o celibato não foi exigido por Cristo, mas foi exemplificado com Seu gesto. Aquela que viveu junto aos Apóstolos nunca foi “apóstola” mas sim Rainha dos Apóstolos. Então estas teses trazem em si mesmas caracteres demagógicos e/ou ignorantes. O que torna a solução simples: um pouco de estudo e o engajamento em uma pastoral. Simples assim.

  7. 5 de março de 2013 at 08:58

    o engraçado, lendo o extra de domingo era o jornal afirmar que a familia foi procurar a arquidiocese e esta não fez nada. Quando desde o primeiro dia foi dito que o Pe havia ido ao MP e estava suspenso das suas funções desde o ano passado.

    falam em extupro (pela idade da menina isso não estaria caracterizado). Tentaram colocar então a irmã dela e foi comprovado que era virgem.

    A delegada ja descartou a hipotese de estupro da primeira e vai investigar mas para saber se houve, pelo menos, cariciaias com a segunda.

    O compromisso com a verdade parece ser coisa que não existe mais. Coisa de careta, sabe.

    • 5 de março de 2013 at 11:33

      E mantemos a informação, Philipe: foi o padre quem procurou o MP e desde novembro de 2012 ele está suspenso pela arquidiocese por causa desse seu erro.

      • 5 de março de 2013 at 13:41

        Eu sei prof.
        li declarações dele e da arquidiocese,
        não sei se meu texto ficou claro, ams estava reclamando da porcaria de jornalismo que temos, principalmente quando é para tratar de algo que vá contra o “senso comum”.

        • 5 de março de 2013 at 15:58

          Sim, amigo, entendi. Só reafirmar para que nossos visitantes esporádicos saibam que as informações são dignas de crédito.

          Abração!

  8. 4 de março de 2013 at 18:09

    O sacerdote errou, disso não há dúvidas… porém, penso que foi algo arquitetado pela família da menina.
    O que se pode dizer de um pai que usa sua própria filha como um objeto? Por que, ao invés de denunciar, o pai tentou extorquir dinheiro do Padre? Está claro que o objetivo deste pai não era fazer justiça…

  9. Deolinda Pimentel dos Santos
    4 de março de 2013 at 17:43

    Não estou eximindo o sacerdote de suas culpas, mas acredito que ele foi também uma vítima de uma situação armada, arquitetada para extorquir dinheiro do Padre.
    Sei que a verdade virá a tona.
    Quanto ao pecado cometido pelo Padre contra a castidade, este é um assunto que será resolvido entre ele e o Arcebispo.
    Agora espero que a mesma imprensa que expôs, denegriu, falou do Padre tenha a gentileza de esclarecer a verdade, falar a verdade sobre a “inocente” jovem.

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