CPMF, não!

Se a CPMF é importante assim, por que dar dinheiro à Palestina?

A presidenta Dilma levanta o balão de ensaio: volta da CPMF (link). E coloca na conta dos governadores, que são maioria no seu governo, tentando livrar-se do peso político da volta do imposto. Se isso acontecer, será mais uma promessa de campanha desavergonhadamente ignorada e contraditada antes de completar o primeiro mês da sua vitória nas urnas. O argumento é que a saúde precisa de dinheiro e que, portanto, compor o orçamento da União com a volta do imposto sobre o cheque é necessário. Vejamos:

Reprodução - Praia da Pelestina

Em 2007, o imposto sobre movimentações financeiras arrecadou algo perto de 24 bilhões (link). O governo diz, e não vale a pena negar aqui, que esse dinheiro faz falta ao atendimento dos cidadãos nas cidades brasileiras, impactando no melhor interesse do contribuinte. Ora, se é assim, cabe perguntar-se: se a saúde exige mais investimento, por que, em julho deste ano, o governo do presidente molusco, que ainda está acabando, deu – isso mesmo, deu – 25 milhões de reais ao governo da Palestina? Duvida? A lei 12.292 ainda pode ser lida no site do governo (link), quase testemunhando o escárnio do presidente e sua quadrilha com o povo.

Além disso, o governo se gaba de ter pago a dívida com o FMI (embora esconda que ainda possui dívida com outras instituições internacionais). Ora, o montante dessa dívida foi de 5 bilhões, como informa o Banco Central  (link).

Somando dádivas tupiniquins a governos terroristas e arrocho salarial para pagar pelegamente o  FMI, há uma sobra de 5 bilhões no orçamento anual da União. Se o governo cuidasse bem de sua casa, como toda dona de casa trabalhadora do país, sem falar na prometida reforma tributária, no combate à corrupção e práticas de barragem do escoamento do dinheiro público, todas atitudes que a atual presidenta prometeu realizar e que podem retornar em excelentes hospitais e centros de saúde comunitária, não é necessário taxar ainda mais os trabalhadores brasileiros como o retorno do injusto CPMF.

Reprodução - Montanhas da Palestina

A oposição precisa enfrentar o governo desde agora, opondo-se forte e claramente contra a volta deste imposto. Se não o fizer em claro e bom tom, corre o risco de ver repetir-se o jargão dos últimos 8 anos do governo molusco: o governo toma uma atitude “impopular” por causa da oposição, fica com os louros da arrecadação e usa esta “obrigação” na próxima eleição contra a própria oposição. Se não falar aos eleitores e cidadãos brasileiros, a oposição verá uma prática nefanda cair no seu colo e, com certeza, ser usada contra si mesma daqui 4 anos.

CPMF, não! Saúde, Sim!

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