Deus não existe – Dawkins e Matematização da Natureza

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O escritor Richard Dawkins tem feito fama e vendido muito livro criticando os crentes e negando a existência de Deus. Ele tem utilizado a Teoria da Evolução de Darwin para afirmar que a natureza como conhecemos decorre do acaso e do desenvolvimento irracional da matéria. Para quem conhece um pouco de história das religiões ou teodiceia, nada de novo. Outros pensadores durante os séculos já defenderam e argumentaram mais e melhor sobre o tema. A diferença atual é o barulho que uma mídia mundial e (quase) instantânea é capaz de fazer. Ademais, acerca das “convicções” do autor, dado curioso é a recente admissão do Design Inteligente, uma teoria compatível entre ciência e fé no que concerne à origem da natureza (veja como ele fica desconfortável diante de um repórter de profissão). O objetivo deste post, no entanto, é esclarecer sobre uma das premissas utilizadas por Dawkins et caterva no debate em questão.

Uma premissa utilizada neste debate pelos que desejam negar a existência de Deus é a afirmação quase dogmática (sic!) de que todo conhecimento verdadeiro deve ser, necessariamente, formalizável. Tudo o que é verdade deve ser matematizável, pois este recurso torna os conhecimentos imparciais e afasta o relativismo que há em toda linguagem natural. Eis como pensam ordinariamente os defensores deste critério.

O Sofisma da Matematização

Argumento em favor da Matematização da Natureza: a sociedade hodierna reconhece que entre a opinião e a ciência há uma diferença enorme. É incontestável que o ocidente alcançou grande parte de seu crescimento e desenvolvimento a partir da preponderância da ciência sobre as opiniões, pessoais e sociais. A ciência seria a melhor intermediária entre o homem e a natureza, melhor que as opiniões e muito melhor que as religiões, e o cientista seria o responsável de, atento à natureza, traduzir a natureza em língua humana. Ora, parece que o princípio que melhor ouve a língua da natureza e que a descreve de modo mais exato é a formalização do conhecimento, de outro modo: a matemática. Com efeito, ou fundamenta-se a ciência sustentando-a sobre aquilo que é em si mesmo contingente, imperfeito, impreciso e particular, enfim, no que é material e, então, se terá como critério de verificabilidade a experiência; ou pode se ter como “pedra de toque” o que é necessário, universal, preciso, perfeito, enfim formal. Eis o critério lógico-matemático! Ora, fazer ciência do que é, mas poderia não ser (definição de contingência) é subverter o sentido mesmo da ciência, que deve ser válida sempre e para todos. Assim, parece que o princípio de verificabilidade dos conhecimentos científicos mais confiável é a redução a princípios matemáticos. Aliás, é o que nos aconselha Descartes:

Considerando que, entre todos os que precedentemente buscaram a verdade nas ciências, só as matemáticas puderam encontrar algumas demonstrações, isto é, algumas razões certas e evidentes, não duvidei de modo algum que não fosse pelas mesmas que eles examinaram[1].

De fato, uma das posturas mais utilizadas ultimamente na ciência é verificar a coerência interna das novas hipóteses concomitantemente a sua “boa convivência” com teorias maiores ou mais abrangentes – denominadas meta teorias. Assim, muitos cientistas ao lerem um artigo sobre física, antes de qualquer coisa, examinam a coerência interna do texto e depois “esfregam” a nova hipótese na Teoria da Relatividade Restrita, por exemplo, para garantirem que não há incongruências entre as hipóteses. Caso haja incompatibilidades, a nova teoria é previamente descartada, pois a Relatividade Restrita é uma meta teoria cujas outras devem estar a ela submetidas. Como não sentir a influência de Thomas Kuhn no que concerne ao papel da comunidade científica?

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Perceba-se que nesta perspectiva epistemológica não se convoca a realidade para ser árbitro da disputa. É uma tensão entre hipóteses. Interessa apenas que as inferências lógicas a partir de certa premissa estejam corretas e que a nova teoria científica se adeque às teorias majoritárias. Além de ser caracterizado pela utilização de previsões totalmente desvinculadas da experiência, pois seus objetos não são perceptíveis[2], este princípio de verificabilidade possui outras notas distintivas: primeiramente, dá caráter de realidade a resultados matemáticos desde que se adequem ao “mainstream” científico – é o que ocorre com a Teoria do Big Bang e o Efeito Doppler. Em segundo lugar, admite como razoável as teorias que possam ser mensuráveis ou descritas de modo matemático, como ocorre com a Teoria da Radiação Residual Cósmica, aceita previamente porquanto ratificava a meta teoria do Big Bang e confirmada anos depois por Penzias e Wilson. Uma vantagem deste critério de verdade tem ainda duas vantagens muito grandes em relação a outros: 1) a matemática não possui ambiguidades conceituais como as línguas ordinárias, o que torna a compreensão do conteúdo transmitido mais seguro e unívoco; 2) por causa disto, a formalização da linguagem científica torna mais fácil a reprodução das experiências com segurança e fidedignidade.

Esta postura científica, muito comum e até hegemônica no início do século XX, foi denominada Matematização, pois se caracteriza por adotar como princípio de verificabilidade dos conhecimentos científicos, isto é como princípio de boa tradução, a possibilidade de serem formalizados seja por mensuração, seja por adequação ou coerência a teorias maiores. Para esta reflexão, a redução do verdadeiro ao que é internamente lógico e coerente e ao que é matematizável se denominará Matematização.

Não obstante, visto que acima identificamos duas notas distintivas no conceito que agora denominamos de Matematização, cabe aqui um esclarecimento. A primeira nota diz respeito ao princípio enquanto é coerente e se harmoniza às teorias estabelecidas e faz referência ao Logicismo ou Coerentismo; a segunda trata do princípio enquanto passível de mensuração e quer referir ao Matematismo. Por este motivo, sob o conceito de Matematização, o qual diz respeito ao princípio de tradução da natureza que reduz o cognoscível ao que é formalizável, serão subsumidos os conceitos de Matematismo, que reduz o cognoscível ao que é formalizável por mensuração, e Logicismo, que reduz o cognoscível que é formalizável por coerência ou por não-contraditoriedade[3].

Crítica à Matematização Científica: Embora pareça bastante bem montada argumentação, rapidamente se vê que há uma erro crasso, um ponto fraco que derruba toda a estrutura montada. Como o demolidor que, ao destruir o prédio não derruba andar por andar, mas destruindo o primeiro traz consigo a cobertura, também não vamos discutir ponto por ponto da tese, mas apontaremos apenas para o maior equívoco da tese.

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Bem, a premissa forte da Matematização é a redução de toda natureza a equações matemáticas. Ora, a expectativa que o real fale matemática não é sustentável. A matematização não pode ser critério para verificabilidade do valor de verdade das teorias científicas, pois possui como axioma fundamental que “todo saber verdadeiro deve ser matematizado”. Ora, e este saber axiomático? Que régua pode medir seu valor de verdade? De qual fórmula matemática se deduz tal premissa? Ora, não há qualquer modo de deduzir o critério de verdade da matemática de uma equação matemática. Logo, a matematização da natureza não pode servir como critério nas realidades físicas, muito menos para análise da natureza. Ou será possível medir a beleza de uma tela renascentista? Ou mensurar o nível cultural de uma nação? Ou a verdade de uma expressão? Se a pergunta sobre a verdade pode soar estranha ou sem sentido para o matemático ou para o físico, é porque a verdade é antes de tudo um problema humano[4]. E porque os matemáticos e físicos têm de abstrair o homem em sua pesquisa, não se colocam o problema da verdade. Ao homem, porém, a pergunta do problema humano e metafísico precede a pergunta do problema matemático[5]. Mas Dawkins não pode saber disso, pois sua formação humana é claudicante.

 


[1] DESCARTES, Renée. Discurso do Método. Os Pensadores. Ed. Abril. São Paulo. 1973. p. 47.

[2] Movimento retilíneo uniforme, Onda monocromática, Planos perfeitos são abstrações e não realidades. Diz Meyerson: “A prata pura é, como a alavanca matemática, o gás ideal ou o cristal perfeito… uma abstração”. Identité et Réalité. P. 17. Daujat, Op. Cit. p. 20.

[3] Cabe alertar que se pode ser um Matematista ainda que se professe um empirismo ferrenho. É que o matematismo pode não se manifestar na gênese do conhecimento, todavia pode servir como critério: Tudo o que é verdadeiro deve ser passível de matematização. Eis o Matematismo num empirista ingênuo.

[4] PHILIPPE, Marie-Dominique. Vérité de la connaissance scientifique – Cahiers de l’Université Libre des Sciences de l’Homme. Mathematiques et Sciences de la Nature. Janvier, 1990, Bulletin Periodique nº 4. pág. 5.

[5] MORFIN, Bruno. Idem. Editorial. pág. 3: “Ainsi donc, mieux connaître la spécificité e la portée propre de la pensée scientifique ne peut que contribuer à mieux comprendre l’originalité du mode de penser philosofique, menacé à tout moment par la tentation positiviste si prompte à attribuer à la science un monopole de rationalité et à la détourner de sa  véritable vocation”.

Robson Oliveira

17 comments for “Deus não existe – Dawkins e Matematização da Natureza

  1. Elmiro Gomes
    31 de agosto de 2011 at 07:06

    Olá senhores!
    Pax bonumque!!

    Não quero parecer impertinente, muito menos “cri cri”, no entanto, salvos os elegantes e bem cuidados argumentos, não vejo incompatibilidade entre a Pessoa Divina de Cristo Jesus, Nosso Senhor, e o fato de Ele ter exercido o ministério profético. Tanto não é incompatível que a Igreja, Mãe e Mestra, nos ensina que todo batizado exerce o triplice “munus Christi”, a saber: profético, sacerdotal e régio.

    Ora, se nós, pelo batismo nos tornamos profetas porque somos incorporados ao Corpo Místico de Cristo (somos então filhos no Filho), cuja cabeça é o próprio Senhor, como não seria profeta Aquele que é a fonte de tal ministério?

    Se é possível tal argumentação, entendo que ontologicamente Jesus é Deus. Mas é também profeta “ex officio”(“por dever de ofício”).

    Antes de despedir-me gostaria apenas de dizer que o fato de Ele não ter dito ser profeta não significa que não tenha sido. Ele também não disse explicitamente ser Deus, mas sabemos que o é. Ele também não disse ser sacerdote, mas sabemos que o é. Portanto, deve-se observar os dados revelados que nos são transmitidos pelas Sagradas Escrituras e pela Sagrada Tradição da Igreja, que o reconhece como profeta.

    Grande abraço a todos!
    Deus vos dê a alegria do encontro!

    • Robson Oliveira
      31 de agosto de 2011 at 07:43

      Senhor cri-cri (rsrsrs), a discussão correu neste sentido porque um visitante, e alguns ligados à maçonaria, dizem que o Senhor (Kyrios) Jesus não é Deus, mas um profeta, um ser de luz, um espírito evoluído, etc. Neste sentido, Ele não pode ser apenas nada disso. Pois quando perguntado sobre se era Deus, Ele respondeu afirmativamente. Assim, os que pretendem reduzir o Senhor a um homem como nós, ainda que especial, não contemplam nem o dado da Escritura, muito menos da Tradição. Foi com esse intuito que afirmei que o Senhor não pode ser apenas um profeta. Ele tem de ser Deus, e como tal, a profecia lhe é conatural.

      Espero ter explicado.

      Abraço e volte sempre!!!

  2. Robson Oliveira
    24 de agosto de 2011 at 12:21

    Só tem aparecido peso pesado por aqui. Estou até constrangido…

  3. David Gravatá
    23 de agosto de 2011 at 14:11

    Perdão, no final de meu texto eu quis escrever:
    “É melhor decidir logo no que acreditar ser verdade ou…mentira. Isso em nossa vida mesmo.”

  4. David Gravatá
    23 de agosto de 2011 at 13:52

    Verdades e Mentiras

    Em verdade Jesus não é um mentiroso por uma ótica de fé. “Jesus é o Caminho a Verdade e a Vida” uma afirmação defendida pelos cristãos.
    Ora, de acordo com esse debate, vamos ao silogismo, de acordo com a informaçõe repisada por Robson dos argumentos judaizantes.

    Jesus era profeta.
    Ora, um profeta não mente
    Logo, Jesus não é um profeta.

    Não me recordo no evangelhos canonicos onde Jesus Cristo afirma “Em verdade e vos digo
    : sou o profeta”, não existe tal afirmação. Logo Jesus não é um profeta, então não é um mentiroso. O que ele diz ser é que é a própria Verdade, por indução como na passagem Joanina ” …O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosses eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. Então lhe disse Pilatos: Logo tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade? tendo disto isto, voltou aos judeus e lhes disse: Eu não acho nele crime algum.” (Jo 18,36-38) Essa passagem supõe mundos diferentes , onde Jesus é rei, e onde ele nasceu para ser rei. No mundo onde Jesus é rei, é um outro mundo existente, a qual nós viventes como Pilatos, em seu tempo não vive, mas há a promesa de que lá viveremos.
    Em resposta ao Pedro Cabral. “Sois deuses”.
    Ora isso são agumentos bíblicos, de que existe um outro mundo, sustentado pela fé. o interessante na Verdade em Jesus Cristo é esse Reino dos Céus, onde se vive em infinitamente junto ao Pai, que não interessa-nos voltar este mundo a qual vivemos. É confuso explicar isso por que nunca morremos, se morremos, deveríamnos estar nesse céu, por que se Deus nos ama, nos quer neste reino. junto ao Pai sem os olhos vendados, mas a enxergar a tudo em tudo.
    Mas vamos fazer um paralelo com um exemplo de minha herança da adolecencia quando colecionava revistas de super-heróis.
    Nas Histórias em quadrinhos, parece-nos que os personagens, sendo eles heróis ou vilões parece que nunca morrem, uns morrem, outros ressuscitam, tornam a morrer de novo e ressuscitam de novo, como se os personagens se encarnassem sucessivamente, sem argumentos lógicos aparentes, a não ser por impulso de seus fãs que querem ver seus heróis de novo. Superman, jean Grey morreream e retornaram a vida dos viventes. O Thor, deus dos nórdicos, morreu e retornou. O Universo das Histórias em quadrinhos são sem nexo,port que são fantasiosos, embora inspirados na reallidade o titã Thanos já destrui o universo várias vezes, rsrs. E Deus? Há algumas histórias (vide Quaterto Fantástico), que o “deus verdeiro” é o escritor das histórias (mostrando um deus que atende o telefone, e o Tocha humana ainda não perde a piada, dizendo que se deus tem um telefone, qual seria o seu número? O 1?).
    É nessa brincadeira que entra a matematização. O que é o número senão o que o ser o define?
    Pra que fazer sentido numa sucessão de encarnação para evolução, mas sem o recurso da memória de vidas passadas. Não faz sentido. Como o Universo Marvel, onde Thanos ao se apossar das Jóias do Infinito, “comandava” todas as leis do universo, pecebeu em um determinado momento que o poder era efêmero, difícil de obter, fácil de perder, achava que compreendia, viu que era uma ingenuidade, ao passar então o “poder infinito” e toda a responsabilidade para outro e preferiu, ele que dedicou toda a vida a essa conquista do tudo, a arar o solo como fazendeiro, muita ironia, mas mesmo assim, por mais estranho que parecesse, não invejava o seu sucessor, por que de uma forma no fundo soube que a vitória coube ao próprio Thanos de Titã. Em outra circusntâncias, Thanos retorna a conquistar o poder supremo no universo, onde coincidentemente, tinha a mesma visão do texto de obscuridade de energia, defendido pelo Pedro Cabral. Só que ao assumir esse poder, ele se torno tudo o que havia, e escravo de ninguém, era tudo ligado à omni-relidade. Estava presente em um asteroide vagando pelo vazio logo após o Big bang, era uma planta exótica num distante mundo pré-histórico, uma catarata num planeta inabitado, uma fera espreitando sua presa, o espaço entre os tiques de um segundo, uma espécie rara de peixe nas profundezas de um oceanos, ele era o homem-aranha balançando entre os prédios, era uma supernova, terminando sua existência em um espetáculo cósmico, era uma história na mente de um escritor, era o último suspiro de uma mulher morrendo,o sonho de uma criança, era tudo. Quase se perdendo na contemplação do que ele era, a sua conciência continuava a se expandir para além do material e do abstrato, para reinos que nunca suspeitou existirem. Descobriu os padrões vibratórios universais, o DNA da realidade. Desenhos brilhantes muito além da radiação infravermelha e ultravioleta. Eram a corrente efêmera de que é feita a realidade, que a mantêm coesa e consistente, leis celestiais escritas no Éter. Somente então Thanos percebeu que todas as suas lutas e sacrifícios tinham sido em vão. Seus sonhos eram apenas uma piada cósmica sombria. Ele com todo o seu poder de infinitude, percebeu os propósitos e a importância daquele padrão. Aquelas ondas luminosas que percebia, eram a ordem que afastava o caos e o vazio, e com mais atenção percebeu que nem tudo estava certo no universo. Parte dessa intricada rede estavam distorcidas e pervertidas. Sua simetria tinha sido contaminada por aberrações internas. Reconheceu imediatamente o motivo do cancer astral. O advento do apocalipse. O começo do fim de tudo. Ele como ser, não poderia permitir isso. Mas, por mais que ele tentasse, a doença não podia ser curada. Nenhum truque de viagem do tempo ou dispêndio maciço de poder divino iria consertar o desequilíbrio. Na verdade, cada esforço dele apenas piorava a situação. A negação desesperada eventualmente se tornou aceitação sinistra. O universo estava condenado e ele não podia salvar.Com o horror, ele viu que a própria morte cairia vítima do fim, pois, na ausência de vida, não pode haver morte. Thanos se tornou tudo apenas para ser confrontado com o inevitável julgamento final. Esse delírio do autor da história em quadrinho se deu devido a um problema: nasceu do fato de todo o elemento da realidade se equilibrar a balança com um aspecto oposto, mantendo desse modo um fluxo astral, quando os heróis e vilões voltavam a vida. Ao nivelar esta balança do bem contra o mal, o equilíbrio mais central entre a vida e a morte foi destruído. E, como dominós caindo, a contaminação se espalhou através dos padrões vibratórios até que a reversão dos danos se tornou impossível, Impossível até para aquele a quem nada deveria ser impossível. (se lembra dos autores?) Essas preucupações o fez pensar que o todo-poderoso anterior a Thanos era apenas uma energia sem mente. Mas agora, ele (Thanos), via claramente a natureza oblíqua da armadilha em que estava preso. Que a melhor maneira de lidar com esse dilema cósmico era a de passar a responsabilidade para um tolo. a única esperança de salvação para a realidade era o de começar de novo, do zero, e Thanos era o candidato perfeito segundo sua personalidade, para destruir o universo, tinha dedicado a sua vida inteira para a destruição do tudo, inclusive a si mesmo. Mas, e a reconstrução posteior? Se ele sobrevivesse como seria? John Milton escreveu que seria “melhor reinar no inferno que servir no paraíso”, mas o que Milton pensaria sobre governar o nada absoluto? Com certeza seria um império tranquilo, mas que valor teria? Cairia em si no esquecimento, no silêncio do nada, até que a loucura o atingisse. A segurança do vazio não é estilo de ninguém. Por isso a morte deveria ser também no Universo Marvel permanente, sem truques, quando uns caem outros tomam o seus lugares, e por isso se deve viver a vida bem vivida. Até o fim do universo.
    Bom isso é uma observação sobre a grande saga da Marvel das histórias publicadas na década de 90 do século passado (Desafio Infinito, Guerra Infinita, e Cruzada Infinita), mais a saga publicada aqui no Brasil em 2004 chamada “O fim do universo”, cujo protagonista é o próprio Thanos de Titã. História fantasiosa de ficção absurda, mas que nos leva a pensar se fôssemos mesmo deuses, o que seria? criaríamos e destruiriamos nossos universos como brincadeira? Não. não somos. Não faria sentido então os argumentos de Jesus sobre a verdade. Não faria sentido a valorização da vida, se admitirmos muitas outras, para que leis de ordem então?
    Pela fé faz sentido. Que Deus existe,e é conciente, e tem seus planos, e nos confia na participação nesses planos, construindo uma História de Salvação, onde a vida verdadeira está no Reino dos céus, acredite quem acreditar. É óbvio que o homem tem a sua liberdade de pensamento e escolher o que achar que Deus não existe, ou existe, mas de uma forma ou de outra, iremos descobrir a verdade. Quando? Não sei. Talvez após a morte. Ou antes. quem sabe?
    Assim as pesquisas sobre a existência de Deus e seus fundamentos e de sua causa, possa parecer inócua, mas importa afirmar que este objeto é denso e tem implicações na vida do homem. Não é indiferente viver sabendo que o homem é um fruto do acaso cego ou que ele é um ser criado livre e amorosamente por um Deus, não é o mesmo saber que tudo, incuindo o homem, se dissolve em uma matéria amorfa de energia cósmica ou que há uma alma que sobrevive ao composto humano e que permanece individual após a sua dissolução do composto humano. Thanos não se importava com a criatura, mas de manter o poder em si, como criador, não importava os seres viventes, diferentemente das palavras de Jesus, cheias de esperança, e de promessas.
    No que devemos acreditar?
    Certamente nas provas concretas, dos milagras dos exemplos, no amor. Sem isso, é uma vida vazia que o Thanos alcançou, a espera da loucura em seu esquecimento, no cancer astral, até perceber que é uma piada sombria no universo.
    É melhor decidir logo no que acredita ser verdade o… mentira

    Abarços a todos.

    David Gravatá não é filósofo, e não é teólogo, mas é um ser humano que acredita em Deus, por razões de fé.

    • Robson Oliveira
      23 de agosto de 2011 at 15:23

      Que saudade dos X-Men!!!

  5. Elmiro
    22 de agosto de 2011 at 23:46

    Desculpa-me Robson, mas não entendi teu argumento sobre Jesus ser ou não profeta, ou mentiroso.
    Não sei onde está a mentira na afirmação de Jesus e não sei porque não seria profeta.

    Pode esclarecer?

    • Robson Oliveira
      22 de agosto de 2011 at 23:56

      Amigo, desculpe minha obscuridade quase heraclítica… rsrsrs… Penso assim: se Jesus fosse, de fato, um profeta, jamais poderia ter mentido. Ora, em seu julgamento perguntam a Jesus se Ele era o Filho de Deus, a que respondeu: sim, sou o Filho de Deus. Ora, se ele era um profeta, mentiu nesse momento. Mas um bom profeta não mente. Logo, ou Ele falou a verdade (É o que diz ser) ou é o maior mentiroso de todos os tempos. Mas profeta Ele não pode ser.

      Será que melhorou… Nem eu estou me entendendo mais, amigo.

      • Vanessa
        19 de Março de 2015 at 19:00

        Eu entendi, e é simples.
        Jesus só falava a verdade. Ele falou: Sou o caminho, a verdade e a vida. Então é essa a verdade.
        Profetas também não mentem.
        Então ao afirmarem que Jesus era um profeta, estão, na verdade, se contradizendo. Porque se um profeta não mente, e Jesus disse que era “O messias, Filho do Deus vivo”, essa é a verdade, de fato.
        O que faz de Jesus não um mero profeta, mas sim exatamente o que ele disse que é:
        O Caminho, a Verdade, a Vida e o Messias, filho do Deus vivo.
        Não um mero profeta.

  6. Pedro Cabral Cavalcanti
    22 de agosto de 2011 at 13:18

    O problema não está na crença da existência ou não de Deus, pois se existimos é porque algo nos criou. O problema está na NATUREZA do criador. O Universo é INFINITO, portanto, nada pode criar o Infinito, uma vez que nada pode ser maior que ele. Então só nos resta uma alternativa: O próprio Universo é o Criador. Mas para isso ele deve ser um CAMPO INFINITO DE ENERGIA e os cientistas já chegaram a conclusão que o Universo é permeado por uma ENERGIA ESCURA (nome dado porque eles não a veem). É uma ENERGIA INTELIGENTE, pois é regida por uma LINGUAGEM MATEMÁTICA. Entretanto não Consciente, pois não faz sentido a existência de um ser que não conhece sua própria dimensão, já que é infinito (pelo menos, segundo Huberto Rohden esta forma de consciência que conhecemos). Para quem quer se aprofundar neste assunto escrevi o livro O MITO DO DEUS PAI publicado pela Editora Biblioteca 24X7 que discute o Universo Inteligente, senhor de sua própria criação. Entretanto, este não é um livro materialista, pois mostra que somos quantidades ínfimas de energia gerada pela vibração da Inteligência Infinita até adquirimos consciência através das sucessivas reencarnações em corpos materiais até evoluirmos para Seres Superiores (Espíritos de Luz).

    Recebi um E-mail que trazia uma lenda cherokee da iniciação de um jovem ao estado adulto. Nela ele ficava de olhos vendados a noite toda a mercê de toda sorte de perigos, mas ao acordar e tirar a venda dos olhos viu que seu pai estava ao lado dele o tempo todo. Comparava a mensagem a Deus nos protegendo. Respondi então: Se Deus está ao nosso lado, por que então ele não protege seus “filhos” como o pai do índio e evita tanta desgraça, tanto assassinato no meio do mundo? Tudo isso é porque nos confundimos com nossos corpos que se vão e assim achamos que precisamos de uma proteção. É o medo da dor, do sofrimento. Porém, se entendermos que somos espíritos (energia) que apenas ocupamos corpos materiais veremos que o Grande Mestre Jesus tinha razão quando disse: Vós sois deuses!!!

    Infelizmente, este é um assunto sobre o qual as pessoas se recusam a falar e até a pensar. Elas têm medo, horror mesmo do desconhecido e isso leva ao comodismo de aceitar as explicações burlescas dos religiosos inclusive de que quando se sofre é por que o deus pai gosta muito de nós e está nos pondo a prova para ver nossa o grau de nossa fé. Esta é a desculpa que os religiosos têm par justificar a miséria humana. Como psicanalista em formação posso assegurar que esta é uma atitude de transferência dos nossos pais biológicos que nos protege quando criança para um pai mais poderoso que nos protegerá quando adultos. Esta é a razão pela qual nossos antepassados tomaram os extraterrestres que assomaram em nosso céus como deus e sua comitiva de anjos que vieram trazer justiça à Terra, fazendo prosperar os bons e aniquilando os maus, imagem esta bem retratada nos textos bíblicos e que perdura até hoje, mas o Infinito não pode se reduzir ao finito (aspecto humano). Assemelho esta condição a de um personagem de nossa história (não sei se verdadeira) chamado Diogo Álvares que preso pelos índios inflamou um pouco de aguardente e apontou para o rio. Resultado: o mesmo que os nossos antepassados e ele acabou casando com a filha do cacique.

    Pedro Cabral Cavalcanti – pcabralcavalcanti@gmail.com

    • Robson Oliveira
      22 de agosto de 2011 at 14:51

      Olá, Pedro.

      Seu texto é bastante interessante e toca em assuntos importantes, mesmo que de modo equivocado. E os erros são de diferentes naturezas. No campo científico, por exemplo, você confunde o conceito de infinito. Nenhum cosmólogo que aceite o Big Bang (e ainda mais o Big Crash!) admite um universo infinito. Se o universo está se expandindo (como decorre do Big Bang) ele tem que ter limite, ainda que seja impossível ao homem conhecê-lo. Outro erro é saber que tipo de infinito você diz que é impossível de se criar. Pois os números, por exemplo, são infinitos e foram os homens quem os criaram. Os infinitos possíveis – os números – são criáveis, sim. A noção de criação que você usa também é equívoca. Criar é tirar do nada. Ora, se o universo é deus ele não foi criado, ele sempre esteve aí. Mas e o Big Bang? Você acha que essa hipótese é falsa? Outro equívoco, Pedro, é achar que sua posição não é materialista, pois ela é. Não basta dizer que não é materialista para não sê-lo. Ao afirmar que deus é energia escura, que permeia o universo (opa, mas o universo não era infinito???), você diz que deus está dentro do universo e dele faz parte. Logo, deus é material! Bem, para ficar no campo científico, tudo que você disse precisa é ser provado (que reencarnamos, que deus é energia, que somos nós mesmo energia, etc.). Não nenhuma prova científica de tudo isso que você diz. Mas o pior está no campo filosófico.

      Ainda que se prove que em tudo o que há existe uma certa energia (o que não está, é bom que se diga), disto não se deduz que Deus mesmo seja essa energia. Como você disse muito bem, o infinito não é gerado pela união do finito. Não é somando as “energias” dispersas no universo que se consegue o todo da Energia Total (que seria Deus). Do mesmo modo que juntando “partes” do homem (cabeça de um, membros de outro, órgãos de um terceiro…) não se consegue “um” homem, pois a unidade não decorre da justaposição das partes. Pedro, este é um erro crasso em filosofia! Outra coisa: conheço o pensamento de Huberto Rohden e, por ser seu inspirador, sei de que filosofia neo-platônica está eivado. Por isso, seu livro não nos interessa. E um dos motivos é o aspecto gnóstico da doutrina que vocês compartilham. A teodiceia que vocês defendem é só um exemplo disso. Afirmar que deus é o universo é não compreender que o universo – como um todo – é passível de mudança. Ora, se o universo é deus, teríamos que defender que deus muda e que, portanto, é imperfeito. Quem defenderia isso, senão um gnóstico ainda filosoficamente insipiente? O universo não é infinito, Pedro, como você mesmo deu a entender acima. Mas também Deus não é infinito, pois o infinito não tem fim, mas tem início. Deus, para ser Deus, não pode ter início. Deus é Eterno! E o universo não é Eterno, ele teve um início (o Big Bang é a hipótese mais aceita).

      Vou ficar por aqui, por que as questões são muitas. Obrigado pela colaboração e volte para debatermos mais.

      Abraço cordial!

      Non Nise Te!

    • Leandro Lopes
      22 de agosto de 2011 at 17:33

      Eu ainda ia falar sobre essa exegese feita sobre a citação de Jesus “Vós sois Deuses” – que na verdade é ele citando um Salmo que agora não lembro de cor – mas o Robson já deixou questões bastantes para o debate. Depois a gente retoma.

    • Robson Oliveira
      22 de agosto de 2011 at 19:01

      Bem, já que o Leandro lembrou de outros probleminhas, vamos lá. Incomoda-me muito a repisada tese de que o Senhor Jesus era um profeta. Alguns dizem, para ficar melhor ao paladar cristão, que Ele era o maior dos profetas. Bobagem! Ele não era um profeta e isso se sabe com certeza. E como saber disso? Simples. O que é um profeta na mentalidade judaica? É um homem cujas ações são irrepreensíveis, cuja vida é critério para os outros. Neste sentido, é impossível admitir um profeta mentiroso. Ora, se é assim, ou Jesus é Deus, como Ele disse, ou é um grandissíssimo mentiroso. Com efeito, quando perguntaram-Lhe se era Filho de Deus a resposta do Senhor foi: sim, sou o Filho de Deus (cf. Mt 26, 63-64). Logo, se Ele era profeta mentiu e, portanto, não pode ser profeta.

      Daí que Jesus ou é Filho de Deus, como diz, ou então é o maior mentiroso da história da humanidade. Outros fatos, no entanto, argumentam em favor da primeira opção.

    • Ana Cristina
      24 de agosto de 2011 at 12:04

      Oi Pedro! Sobre as questões da “infinitude” do Universo e sobre sermos gerados por ele acredito que o Robson já respondeu bastante bem e não gostaria de ser redundante retomando a questão.
      Mas gostaria de retomar a afirmação, também já comentada, sobre Jesus Cristo. Bem, vc comentou que Jesus estava certo quando afirmava “vós sois deuses” (Jo 10, 34) querendo fundamentar suas teorias de que somos espíritos e, portanto, não precisamos de proteção de um Pai (Deus).
      Meu caro, o texto não deveria ser tomado fora de seu contexto. Se vc conferir o capítulo 10 de São João verá que Jesus dá uma resposta àqueles que o acusavam de se considerar o Messias, o “Filho” de Deus enviado ao mundo e, ainda mais, de natureza divina, capaz de trazer a salvação às ovelhas, pq afirma “eu e o Pai somos um”. Mais adiante, encontraremos a continuação das palavras de Jesus nos versículos que se seguem: “Se a lei chama deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (ora, a Escritura não pode ser desprezada),como acusais de blasfemo aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Sou o Filho de Deus?” (Jo 10, 35-36). Aqui fica claro que Jesus não quer sustentar que somos “espíritos de luz”, que não precisamos de proteção, mas que somos chamados filhos de Deus pq recebemos a sua Palavra. Deus mesmo se dirigiu à humanidade através de seus profetas e, enfim, de seu Filho. Ele estava se referindo à Revelação de Deus à humanidade, que culmina com o envio do Filho, que é o próprio Jesus. Ora, se é necessário que Deus se dirija à humanidade, fica bem evidente que a humanidade precisa sim de salvação, ou melhor de “proteção”, como vc mesmo disse.
      Assim, meu caro, se nos fundamentarmos nos ensinamentos de Jesus, como vc fez acima, toda sua teoria cai por terra, uma vez que a Revelação divina (confirmada por Cristo quando diz acima que “a Escritura não pode ser desprezada”) nos afirma que somos criados, inclusive o Universo “infinito” ao qual vc se refere, porque o Criador, transcende o universo.
      Mais adiante vc diz que os religiosos não gostam de tocar nesse assunto, porque preferem afirmar que o sofrimento humano é sinal do amor de um Deus que está provando a nossa fé. Penso que vc conhece pouco a religião, ao menos a católica, porque, considerar que em 2 mil anos de história só se daria essa resposta para as inquietações do homem sobre o problema do mal é no mínimo ignorar muito do que se construiu de conhecimento durante séculos. Há mais respostas para esse problema do que uma simples provação à fé. Antes disso, devemos considerar a liberdade humana e seu caráter social. Ora, aquele que é livre pode deliberar sobre suas ações e optar sobre ações boas ou más. Se analisarmos os sofrimentos com mais atenção, verificaremos que boa parte deles decorrem das escolhas feitas pelo homem (senão de nós mesmos, das escolhas de outros que recaem sobre nós), afinal, como ser social, as atitudes de um geram danos para todos. Cito aqui como exemplo a fome, uma vez que os alimentos desperdiçados no Brasil, se reaproveitados poderiam alimentar 1/3 da população. Também a violência, é fruto do mau uso da liberdade e se Deus “resolvesse” impedir essas ações no mundo, estaria contradizendo sua própria criação, já que ele mesmo cria o homem livre. “Protegendo” o homem e não impedindo suas ações, Deus respeita a sua liberdade. Enfim, podemos também lembrar que se Deus é eterno, perfeito… sua criação não pode ser perfeita e eterna, senão, haveriam outros “Deuses” o que inviabilizaria o próprio conceito de Deus. Logo, se a criação é imperfeita, daí decorre também a existência de sofrimentos, mortes… da própria limitação do homem e da natureza.
      Desse modo, a existência de um Deus salvador é bastante coerente, pois nos garantiria a justiça e a libertação dos males, não para esta vida, mas para a vida eterna à qual aspiramos, já que nos parece bem evidente que o homem não é capaz de salvar-se a si mesmo.

      Um abraço.
      Ana

  7. 1 de Abril de 2011 at 17:24

    Bem, eu li vários capítulos do livro de Dawkins. O camarada é um sofista requintado, o argumento dele se equipara ao argumento puro da fé. Ele desconsidera o argumento de fé que não tem base empirista alguma, mas afirmação na não-existência também não se constitui com base empírica. Depois que ele vê que já não dá pé para uma sofisticação científica de seus argumentos de grande relevância a ponto de ser convicente, mais a frente, nos últimos capítulos ele apela ao culturalismo. E fica mais falacioso ainda, nauseante. Chega ao ponto de evocar o movimento ateu a tomar a mesma atitude dos movimentos glbt, dizendo que só uma questão de tempo para a religião e a idéia de Deus serem relegadas das sociedades contemporâneas. Por favor, aperte a campanhia vermelha, porque acho que ele está muito errado, a movimentos dentro da sociedade que tendem ao contrário, que nem quem trabalha com atividades religiosas consegue entender muitas das novas e emergentes expressões religiosas.

    • Robson Oliveira
      1 de Abril de 2011 at 20:02

      Duas são as característica dos textos do Dawkins, Antonio, que muito me incomodam. Uma é a absoluta falta de conhecimento histórico da questão. Ele ignora – ou pelo menos finge bem – os autores e os argumentos mais importantes sobre o assunto. A segunda deriva daqui: para ignorar ou descaracterizar a força dos argumentos destes autores, ele os simplifica ou reduz o seu conteúdo. É isso, por exemplo, o que ele faz com a Via de Santo Tomá sobre a beleza. Ignorando ou simplificando absurdamente o argumento, ele o descaracteriza e o faz perder força. No entanto, isso não é argumentar, mas sofismar, como o senhor Antonio disse muito bem.

      Abração, amigo, e volte sempre!

  8. Herbert Burns
    15 de dezembro de 2010 at 15:28

    Interessante é a Lei, um desejo, que nos rege e nos impele ao Criador, seja ateu ou religioso. O problema do ateu é que ele sempre assume uma personalidade como deus, e aceita seus conceitos como dogmas de fé. Exemplo, apesar de nosso conhecimento, poucos, hoje, são capazes de provar que a Terra gira em torno do Sol, isto é sem citar livros, apenas mostrando cientificamente, pois o que nos parece é exatamente o contrário, eles que duvidam de tudo, no entanto aceitam esta verdade sem conhecer. Gostaria que se provasse cientificamente a verdade, o amor.
    O debate-diálogo com pessoas que se dizem convictas do ateísmo é muito difícil, pois ao ver a fragilidade de seus dogmas, transformam-se imediatamente em idólatras.

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