Entrevista com o Card. Julián Herranz – Concílio Vaticano II

Comentário: Abaixo segue entrevista com o Cardeal Julián Herranz, realizada pelo sacerdote da Diocese de Petrópolis, Pe. Anderson Alves. Eles tratam do significado do Concílio Vaticano II para a Igreja e como o Cardeal assistiu de perto aos fatos que compuseram o este evento marcante da História da Igreja.


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ENTREVISTA COM O CARDEAL JULIÁN HERRANZ

SOBRE OS 50 ANOS DO CONCÍLIO VATICANO II

Don Julián Herranz

O Cardeal Julián Herranz, de 82 anos de idade, nasceu em Baena, Espanha.
Pediu a admissão no Opus Dei quando estudava Medicina. Atualmente, é Presidente Emérito do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos e Consultor de várias Congregações.
A sua vida mudou de rumo quando o Cardeal Pietro Ciriaci pediu ajuda ao Fundador do Opus Dei, São Josemaria Escrivá.

Card. Julián Herranz, 18 de janeiro de 2006

01:49 “Quando começou o Concílio Vaticano II, um Cardeal amigo de São Josemaria pediu-lhe um canonista para trabalhar em uma das Congregações das Cúria sobre as questões jurídicas da América Latina. Ele perguntou-me se eu estaria disposto a vir aqui. Naquela época, eu já era professor de Direito Canônico na Universidade de Navarra, e aceitei vir trabalhar aqui”.
Essa decisão fez dele uma testemunha privilegiada de um dos eventos mais importantes da história recente da Igreja, o Concílio Vaticano II.

Perguntas de Pe. Anderson Alves, diocese de Petrópolis – Brasil.

1. Eminência, qual foi, precisamente, o trabalho do senhor no Concílio Vaticano II? Quais são as principais recordações que o senhor tem sobre o desenvolvimento daquele extraordinário evento?

01:51 Eu era um jovem sacerdote de poucos anos, e fazia quatro que eu era professor de direito canônico. O meu trabalho foi em duas comissões. Na Comissão sobre a Disciplina do Clero que preparou o Decreto Presbyterorum Ordinis eu era Ajudante de Estudo do Secretário, isto é, o Subsecretário. O Secretário era o Servo de Deus Álvaro del Portillo, de quem já começou o processo de Canonização. Nomeou-me o Cardeal Presidente da Comissão, que era o Cardeal Ciriaci. Trabalhamos juntos os três anos do Concílio. A segunda tarefa que tive foi recolher documentos que pudessem ser úteis para a posterior reforma da legislação eclesiástica, em uma Comissão criada a tal efeito, que se chamava Para a Revisão do Código de Direito Canônico.

2. A ideia do Papa João XXIII era que o Concílio fosse breve. Quais foram as circunstâncias que fizeram com que o Concílio se prolongase mais do previsto? Poderia o senhor resumir como era o ambiente, as tendências e as discussões na aula Conciliar?

03:03 Acredito que no Concílio houve duas fases. Uma primeira fase, na primeira sessão conciliar, onde houve duas coisas que se alongaram muito, que era a falta de organização suficiente, porque era um Concílio com mais de 2500 Padres Conciliares vindos de todo o mundo; também não havia uma Sala de Imprensa, isto é, um escritório de informação para fornecer a informação necessária, e havia bastantes confusões no mundo dos meios de comunicação. Vieram mais de mil correspondentes de imprensa e de televisão. E depois, no interior do Concílio, havia como duas tendências doutrinais, opostas em alguns aspectos, que possibilitaram que alguns textos, que no início foram considerados como já bem elaborados, fossem submetidos a um estudo posterior, e portanto requeria mais tempo. A segunda fase, que foi já o resto dos anos sucessivos, foi muito produtiva graças à estupenda tarefa de mediador intelectual de Paulo VI, porque foram aprovados os documentos conciliares quase pela unanimidade dos mais de 2500 Padres Conciliares.

04:32 Falava-se muito de que havia uma luta entre progressistas e conservadores. É uma forma um pouco simplória de reduzir as coisas. Havia duas tendências, um tanto extremistas, mas depois conseguiu-se coordenar tudo naquilo que as duas tinham de bom. Uma delas, em um sentido de fidelidade à fé e que tinha também uma visão onicomprensiva da Tradição, e que excluía uma série de reformas necessárias em alguns aspectos, não já do conteúdo da fé, mas da forma de transmitir a fé.

05:06 A segunda tendência, que seria chamada de progressista, era uma visão progressista extrema; era uma visão de novas vias para o ecumenismo, novas vias para o diálogo com o mundo moderno, novas vias para a reforma litúrgica. Nessa procura de novas vias, o conteúdo da mensagem evangélica para transmitir ao mundo ficava bastante prejudicado. Essas duas tendências extremas, dialogando com serenidade, foram se adaptando aos poucos, tomando o que havia de justo em uma e em outra. No fim, os Documentos foram aprovados quase por unanimidade.

3. O Papa João XXIII tinha pensado o Concílio Vaticano II como um Concílio Pastoral? Ainda hoje, há quem faça uma forte distinção entre os anteriores Concílios doutrinários e o “Concílio meramente Pastoral Vaticano II?” Essa distinção é correta? Ou poderiamos dizer que todos os Concílios Ecumênicos da História da Igreja foram, ao mesmo tempo, dogmáticos e pastorais?

06:29 Todos eles não sei, seria preciso recordar um por um. Pode ser que algum deles fosse mais exclusivamente dogmático, mas é evidente que não são dois aspectos distintos: estão intimamente unidos. O dogma contém umas verdades, e essas verdades devem ser transmitidas às almas pastoralmente.

06:53 O Vaticano II tem conteúdos dogmáticos bastante claros, dogmáticos no sentido de que é doutrina; não enunciada novamente, mas novamente proposta. Basta pensar na Constituição Dogmática sobre a Igreja, Lumen gentium. E em outros pontos, também se recolhem adquisições dogmáticas de Concílios precedentes. Mas, depois, há uma dimensão pastoral, mediante a qual essas verdades enunciadas devem ser transmitidas em uma linguagem capaz de ser bem compreendida. Não somente a nível acadêmico ou de teses doutorais, mas ao nível do povo. E por isso, há uma dimensão pastoral muito grande. Mas eu acredito que o sentido, aquilo que mais intimamente une as duas vertentes, é o que, no meu modo de ver, é o coração do Vaticano II. Sobre isso você não me perguntou.

4. Os principais documentos do Concílio Vaticano II se chamam justamente Constituição Dogmática Lumen Gentium, Sacrosanctum Concilium e Dei Verbum. Quais seriam, a seu modo de ver, os principais ensinamentos doutrinais do Concílio Vaticano II?

08:01 Digo isso um pouco brincando, porque

08:05 sublinham-se por vezes aspectos do Vaticano II que, de fato, são doutrinais, importantes, mas muito parciais. A colegialidade episcopal não foi o mais importante do Vaticano II. O ecumenismo não foi o mais importante do Vaticano II. A teologia do estado de perfeição ou de consagração não foi o mais importante do Vaticano II. A reforma litúrgica não foi o mais importante do Vaticano II. O diálogo com o mundo moderno ou o diálogo inter-religioso não foi o mais importante do Vaticano II.

08:37 O mais importante do Vaticano II é uma coisa que está enunciada na Constituição Dogmática Lumen gentium, no capítulo quarto; num Decreto chamado Apostolicam actuositatem sobre o apostolado dos leigos, e depois contido em quase todos os restantes Documentos, que não podiam ignorar aquilo porque era o centro do Vaticano II.

08:59 O que é? A chamada universal à santidade e ao apostolado. O termo universal deve ser bem entendido: chamada batismal à santidade e ao apostolado. Isto é, o direito de compreender que todos os batizados devemos ser santos, adaptar a nossa vida às exigências do evangelho, da mensagem de Cristo

09:23 e de ser apóstolos, de difundir no mundo a mensagem de salvação que um Deus encarnado, Cristo, trouxe para nós. Isso é o mais importante.

09:39 Se você me pergunta como está se notando isso na realidade da Igreja, diria que está notando-se pouco a nível real, ao nível dos leigos na sua vida ordinária, e nenhum leigo vai sentir-se ofendido por isso. Ao nível de grupos muito seletos nota-se sim, são minorias. As minorias são também as que fecundam, mas eu espero que, com a passagem do tempo, essa minoria passe a ser maioria, como aconteceu em muitos Concílios.

10:13 Da teoria à prática deve passar tempo, e o Senhor ocupa-se em suscitar santos e instituições que tornem uma realidade, na vida da Igreja, aquilo que antes era só teoria para ser explicada em aulas de teologia dos seminários e das universidades, ou para teses doutorais.

10:32 Isso está acontecendo com a chamada universal à santidade e ao apostolado. Fizeram-se muitas teses doutorais, fala-se muito, houve chamadas muito genéricas, mas o fato de que um cristão tome consciência do que é ser cristão não é coisa de simples nome ou de tradição familiar, ou de pensar como posso ser eu torcedor de um time de futebol ou de outro.

10:55 É uma configuração ontológica, que transforma a pessoa que está longe do divino, embora tenha sido criada, e com o batismo adquire a condição de filho de Deus, herdeiro do Reino dos Céus,

11:11 Capaz de participar, pela ação do Espírito Santo, da própria vida divina. E nasce para ele o direito de ver, de receber essa mensagem divina, torná-la própria a difundi-la. Isso é que os primeiros cristãos fizeram. Por isso mudaram a sociedade e o mundo
11:31 Precisamos ser de novo como os primeiros cristãos, porque a sociedade que temos é em grande parte pagã e materialista, como era a do Império Romano.

5. Há historiadores da Igreja que dizem que todos os Concílios começaram a ser aplicados pelo menos 50 anos depois da conclusão dos mesmos Concílios. É assim no caso do Concílio Vaticano II? O senhor acha que há algum ensinamento do Concílio Vaticano que ficou esquecido e que nós, membros do jovem clero da Igreja, deve descobrir, aprofundar e transmitir às novas gerações?

12:12 Nesse sentido o Concílio Vaticano começou a ser aplicado antes que o Concílio fosse uma realidade. Por que? Porque o Senhor tinha suscitado, antes do Concílio Vaticano II, uma instituição que difundia o chamado universal à santidade e ao apostolado.

12:27 Dou-lhe um nome: o Opus Dei; e falo de uma pessoa: o Fundador do Opus Dei, São Josemaria Escrivá der Balaguer, que já foi declarado santo.

12:38 Mas, depois do Concílio vieram outras instituições que poderíamos enumerar, como as Comunidades Neocatecumenais, Comunhão e Libertação, Focolares…

12:55 Uma série de novas realidades que chamam, que se inspiram nos ensinamentos do Concílio Vaticano II sobre esse chamado universal à santidade e ao apostolado para colocar os leigos católicos em pé de guerra, por assim dizer, para que tomem consciência do dever de dar testemunho de santidade no mundo, e de difundir a mensagem de Cristo nesse mundo que tende a se afastar de Deus.

13:24 Repare como o Papa fala tanto desse mundo, daqueles que querem viver como se Deus não existisse, quando o Vaticano II nos ensina a descobrir essa coisa divina, o quid divino, dizia São Josemaria Escrivá, que há em todas as realidades humanas:

13:43 no trabalho, na família, no esporte, na arte, nas atividades sociais, na natureza, em tudo. Deus, porque tudo foi criado pelo Senhor, deixou a sua marca divina, que é preciso fazer descobrir às pessoas para que cumpram a vontade de Deus na sua vida pessoal, profissional, familiar, social.

6. Como foi a redação do decreto sobre a formação dos presbíteros. Quais foram as principais discussões e ensinamentos do concílio vaticano II sobre os sacerdotes?

14:39 O fato de ter trabalhado nessa Comissão fez-me admirar muito, como pessoa, a santidade pessoal do Secretário, Mons. Álvaro del Portillo. Agora começou o seu processo de canonização.

14:54 Porque ele amava muito os sacerdotes, e quando foi decidido, na Comissão de Coordenação do Concílio, que o Decreto que estava sendo preparado fosse reduzido a dez proposições, e que não foram aprovadas na Aula conciliar, ele sofreu. Sofreu porque eram momentos nos quais a teologia do presbiterato estava em crise. Falava-se muito da teologia do episcopado, da teologia do laicato, mas para os sacerdotes, que são os cooperadores necessários do Bispo e os que transmitem Cristo mais diretamente aos fiéis, ao povo,

15:31 queriam dar apenas dez proposições um pouco genéricas. Então ele movimentou-se muito, por esse amor que tinha pelos sacerdotes, e falou com o Presidente da Comissão, o Cardeal, e com o Relator na Aula de São Pedro e com o arcebispo de Reims, Mons. Marti, depois Arcebispo de Paris e Presidente da Conferência

15:54 Episcopal francesa; fez uma Exposição na qual dizia, sinteticamente – caso contrário vamos muito longe, e isto não é uma aula de teologia –, que era necessário precisar bem a identidade sacerdotal, porque havia teorias contrapostas que estavam atomizando

16:11 uma coisa tão clara como é a configuração ontológica do sacerdote com Cristo, único e supremo Sacerdote. Quais eram essas teorias?

16:22 Resumidamente, seriam estas: contrapor o assim chamado sacerdote hierarca com o sacerdote ministro, servidor. Contrapor o sacerdócio cultual ou tridentino, baseado exclusivamente na Eucaristia e na Confissão, no sacramento da Reconciliação, com o sacerdócio missionário fundamentado no evangelho e no compromisso social do sacerdote.

16:52 Eram duas tendências; uma era chamada de tridentinos, conservadores, havia muitas formas de chamar; e a outra, progressista, sacerdócio social, abertura, etc. Então, perante essa teologia elaborada, conseguiu-se fazer o Decreto depois dessa Exposição, porque os Diretores do Concílio disseram: bem, façam então um Decreto, e foi feito um Decreto no qual se demonstra (seria preciso voltar a lê-lo, porque é muito importante). Tem uma primeira parte sobre teologia do presbiterato, e depois ascética, sobre como o sacerdote deve cuidar da sua vida espiritual para responder a esse chamado divino,

17:37 e depois disciplinar, com sugestões muito concretas também de assistência social, etc. Alguns dizem que foi o Decreto mais belo do Concílio; eu não quero dizer isso porque pareceria vaidade; eu trabalhei muito pouquinho. Ajudei um pouquinho. Teve um êxito enorme, porque votaram 2394 Padres, lembro-me do número, e aprovaram-no 2390. Só 4 disseram não; foi um dos Decretos aprovados com maior número.

18:25 Aí consta como é sagrada a dupla dimensão do sacerdócio. Sagrado é o aspecto cultual da administração dos Sacramentos, sagrado é o aspecto ministerial de levar a Palavra de Deus às almas. Não havia contraposição; havia que integrar tudo em uma única visão sacerdotal, que agora está muito mais clara: a identidade do sacerdote.

18:50 Alonguei-me explicando isso, mas o tema era…

7. Entramos aqui no tema da interpretação do Concílio e gostaria de lhe fazer uma pergunta que jamais encontrei uma resposta satisfatória nos livros. Nós hoje lemos que muitos dos que participaram naquele evento tiveram a sensação de que o Concílio foi uma “grande Pentecostes”. Mas logo depois do Concílio houve um momento de grande confusão doutrinal e pastoral. Se diz que o grande problema da Igreja naqueles anos não foi o Concílio, mas a interpretação e a aplicação do Concílio nas diversas circunstâncias concretas. Mas eu e os padres da minha geração nos perguntamos: como é possível que isso tenha ocorrido? Os que tinham que aplicar os ensinamentos do Concílio não eram os mesmos bispos que redigiram ou votaram nos textos conciliares? Será que os bispos não entenderam os textos que eles mesmos escreveram? Por que eles se sentiram sós e desorientados logo depois daquela “grande Pentecostes”? Eles não souberam interpretar o Concílio ou foram outros fatores externos à Igreja que causaram a confusão daquela época? Como podemos entender e viver a “hermenêutica da continuidade”, pedida pelo Papa Bento XVI?

20:10 Na realidade, a interpretação do Concílio foi feita pela Santa Sé com uma série de Documentos posteriores, alguns de caráter jurídico, como o Motu Proprio Ecclesiae Sanctae; outros de caráter mais doutrinal. Houve uma interpretação como deve ser feita.

20:30 Como jurista, eu vejo que o legislador é quem tem o direito de interpretar a lei que ele mesmo fez. A Santa Sé, a autoridade suprema da Igreja, interpreta e interpretou todos os Decretos e Constituições do Vaticano II.

20:50 Acontece que, por vezes, houve uma espécie de hierarquia paralela (coloquemos entre aspas “hierarquia”), constituída por um grupo de teólogos, ou alguns teólogos, mais ou menos isolados ou unidos a outros. E por outras pessoas… intelectuais ou não intelectuais… que se movimentavam nos ambientes durante o Concílio, com o desejo de impor idéias que não foram acolhidas pelo Concílio.

21:21 Então, ficavam na sombra, como se quisessem preparar um Vaticano III… que também se fala. Isto é: eram as tendências de ruptura que interpretavam o Concílio Vaticano II como se a Igreja tivesse sido refundada então, e começava-se de novo, ignorando tudo o anterior.

21:43 Essa é a interpretação que Bento XVI chama de “ruptura com o passado”. Isso, não. Não existe uma Igreja pré-conciliar e outra pós-conciliar. A Igreja é pós-conciliar desde o Concílio de Jerusalém. E deve haver sempre uma continuidade.

22:03 A interpretação justa, que é a hermenêutica da reforma na continuidade, é aquela que, aos poucos, foi-se impondo. Infelizmente, essas tendências de alguns grupos anárquicos de orientação teológica, de orientação sociológica ou política (muitas vezes, puramente política) fizeram muito mal,

22:29 porque houve uma crise pós-conciliar, perderam-se vocações, foi prejudicada a fidelidade, que é uma virtude fundamental: ser fiéis à fé, ser fiéis à hierarquia, ao Papa, aos bispos, ser fiéis à própria vocação.

22:44 Houve uma hemorragia de vocações, seminários que secaram. Felizmente, isso já está passando, digo-o. No seminário da minha diocese de origem, Córdoba, para falar da Espanha, houve um seminário que foi fechado. Agora há dois seminários: um, que tem mais de 100 alunos, o seminário maior; e outro, missionário, para mandar gente para outros países. Mudou em 25 anos, também pelo impulso de João Paulo II, de transmitir, como sacerdote, uma imagem belíssima do que é o sacerdote.

23:22 Mas não vamos nos escandalizar. Isso aconteceu na história da Igreja. Depois do Concílio de Trento houve também uma crise semelhante. Depois vem o Espírito Santo e atua, e as coisas se endireitam e se faz uma justa interpretação.

23:41 Atualmente é preciso, e volto ao que dizia antes, atualizar o chamado universal à santidade e ao apostolado, isto é, formar os cristãos no seu direito de serem santos, de configurar a própria vida com as virtudes evangélicas e serem apóstolos, de levar ao mundo sem complexos, indo contra a corrente num mundo que tende a paganizar-se, de levar a Deus, para que não seja colocado nas margens da sociedade. Isso está por fazer, em parte.

8. Como foi tratado o tema do celibato sacerdotal no Vaticano II? Poderia explicar o motivo da carta do Papa Paulo VI lida na aula conciliar no dia 11 de outubro de 1965?

47:55 Já estava previsto falar do celibato sacerdotal no número 16 do Decreto Presbyterorum ordinis. Mas, como havia algumas tendências a favor da abolição do celibato, não dentro da Aula, porque não foi debatido, mas do lado de fora havia pressões, o Papa quis que o tema fosse mais desenvolvido, e assim foi feito. Nesse número 16, fala-se de três dimensões do celibato sacerdotal: a cristológica, porque o Senhor viveu o celibato; a eclesiológica, que dá a vida por amor, Cristo dá a vida pela sua Igreja; o sacerdote entrega essa doação própria, também da própria corporeidade, à esposa de Cristo, à Igreja; e a escatológica, que dá um testemunho da vida eterna ali onde não existe essa continuidade necessária, que é necessária para a continuidade da espécie na vida temporal.

49:18 Essas três dimensões são tratadas nesse número. Devo dizer que, embora esse tema não se tenha tratado especificamente, foram tratados todos os temas de todo tipo de gente, e houve quem disse coisas e se contestaram. Mas, já antes de levar esse texto ao Concílio, foi submetido duas vezes à consulta de todo o episcopado.

49:47 Quando o Decreto foi apresentado na Aula, todos os pontos, todos podiam dizer o que quisessem. Ou seja, que foi aprovado pelo Concílio Vaticano II. E é uma definição; mais que definição, eu diria uma descrição das razões de conveniência. Porque a coisa está clara, não é? Não é exigência intrínseca do sacerdócio, porque há sacerdotes (sem celibato) na Igreja Oriental, embora já desde o princípio da Igreja primitiva houve sacerdotes que viviam a sua virgindade ou não exercitavam o matrimônio.

50:27 Mas há, sim, uma série de razões de conveniência, de unir o sacerdócio ministerial com o celibato sacerdotal, e o que esse número faz é desenvolve-las mais: de tipo cristológico, de tipo eclesiológico e de tipo escatológico.

50:45 De fato, ajuda muito os fiéis pensar e crer na vida eterna quando observam, bem assumido, esse homem que fez um ato de amor da sua total doação a Deus. Porque é assim mesmo. Não são viúvos, não são gente frustrada, não. É gente que diz sim, mas um sim com maiúscula, e que estão enamorados do Amor com maiúscula, e que sabem que o cristão não morre fundamentalmente por uma coisa: porque na verdade, a morte não existe; passa-se da vida temporal à vida eterna, isto é, da vida com minúscula à vida com maiúscula; e do amor com minúscula nobre, santo e bom, como é o amor humano, ao amor com maiúscula, que é infinitamente maior, mais nobre e mais verdadeiramente para sempre.

9. Na América Latina, as ideias gerais que o povo católico tem do Concílio são que o Concílio foi excelente porque serviu para abolir o Latim, o canto gregoriano e para mudar a posição dos altares nas nossas Igrejas. Entretanto, nos textos de Sacrosanctum Concilium não diz nada disso, diz inclusive o contrário disso. Como foram realmente os debates sobre a reforma litúrgica no Concílio? Qual era a intenção dos Padres ao pedir a revisão das normas e dos textos litúrgicos? Como o senhor valora a evolução litúrgica posterior?

25:04 O Concílio quis, com a reforma litúrgica, que o povo participasse mais nas cerimônias litúrgicas. Não é apenas uma presença. Antigamente dizia-se “ouvir a Santa Missa”. Não se trata de escutar, trata-se de participar na Santa Missa. E não só participar no diálogo com o sacerdote
que preside – quem preside é Cristo, que está celebrando a Santa Missa –, mas também levar ao altar a própria vida.

25:36 Quer dizer pôr no cálice e na patena todas as coisas que estão na alma do fiel. Deve sentir que acode ali para unir a própria vida com o sacrifício de Cristo, e que isso seja oferecido ao Senhor, para que o Senhor escute, nessa oração oficial da Igreja, as necessidades, as esperanças, as preocupações do seu povo, do povo de Deus. Essa é a preocupação do Concílio.

26:03 Para conseguir isso, tomaram-se algumas disposições que é preciso interpretar equilibradamente; o uso da língua vernácula, para que também as leituras pudessem ser bem compreendidas; não eliminou o gregoriano de forma alguma, mas, talvez, abriu mais a possibilidade de que fossem introduzidos outros instrumentos, como poderiam ser os violões, as maracas, dentro da celebração litúrgica, para que a alegria do povo e do folclore popular não fossem vistos como algo oposto ao culto divino. Ali há também um quid divino, não é?

26:40 uma coisa divina que, se tiver beleza, pode ser incorporada, não fazendo coisas ordinárias, porque isso tira peso à seriedade litúrgica, mas sim de forma que possa contribuir com a alegria.

26:58 O culto a Deus está o mais longe possível de qualquer coisa triste, seca ou fria. Não. Tem que ter o calor do filho que dá glória ao seu pai, que canta para o seu pai e a sua mãe porque vê que estão cheios de beleza e de bondade, fontes de luz.

27:15 Isso foi o que se pretendeu. Mas, sempre acontece: os extremistas, um dos problemas aos quais sempre devemos estar atentos; então, todos para a encenação como se a Missa fosse um lanche de amigos… Não. Há encenação, mas também é sacrifício, não é? Deve ficar muito claro que aquilo é Cristo, Sacerdote e Vítima. O sacerdote está no lugar de Cristo, não é um ator. Isso é o que… também está se corrigindo, também em outras coisas, mas aos poucos.

27:54 Fizeram-se coisas com o nome falso da reforma litúrgica. De fato, algumas coisas foram sendo corrigidas. E assim, agora, ir-se-á corrigindo sobretudo em um aspecto que é o mais importante: o culto à Eucaristia, em todos os aspectos, no aspecto de adoração que tem o culto divino. Especialmente, é claro, nas funções eucarísticas, e esse respeito maior para com a presença real do Senhor na Eucaristia.

28:33 Tudo isso, que confere tanta dignidade sagrada ao culto.

10. O Santo Padre Bento XVI na sua recente carta aos seminaristas disse que eles devem aprender a “amar o Direito Canônico”. Que influência tiveram as disposições do Concílio na legislação eclesiástica, especialmente no novo Código de Direito Canônico? Qual foi seu trabalho na comissão para a redação do novo Código?

29:00 Permita-me dizer primeiro uma coisa. Aquilo que Bento XVI repete mais aos seminaristas é que devem amar unicamente uma coisa: sobretudo, a Cristo. Têm que enamorar-se de Cristo como Ele o está; com todo o fervor e o ardor do coração humano, elevado à máxima potência. Está se amando esse Amor, com o a maiúsculo, que não tem limites de tempo nem de intensidade, nem de fidelidade, nem de capacidade de vir procurar-nos.

30:11 Que se sintam mimados por um amor divino que supõe uma escolha impressionante entre as centenas e milhares de milhões de seres no mundo: ser chamado para ser ministro de Cristo, alter Christus, isto é, para identificar-se com Cristo. Falar em seu nome, batizar em seu nome, amar em seu nome, reconciliar em seu nome. Isso é uma coisa maravilhosa.

30:24 A pergunta mais concreta é quais conseqüências trouxe o Vaticano II para a legislação eclesiástica. Muitas. De fato, refizemos toda a legislação eclesiástica. Não, logicamente, com uma ruptura a respeito do que não se pode romper, porque são leis que positivizam disposições de direito divino. Baseia-se nos sacramentos, e as leis não mudam os sacramentos; organizam-se para defende-los e celebrá-los.

30:57 Mas eu falaria em dois pontos para não me alongar. Esses pontos são, e retorno ao anterior, o chamado universal à santidade e ao apostolado. No novo Código, você encontrará muitos estatutos das diferentes classes de Christifideles. O novo Direito da Igreja tem uma figura central, que é o Christifidelis. O que quer dizer? É o cristão, o cristão que, pelo fato de sê-lo tem uma dignidade extraordinária de filho de Deus e herdeiro do Reino dos Céus; e, portanto, uma série de direitos e deveres. Alguns são básicos, e a eles podem se acrescentar, por causa de outras vocações posteriores, direitos e deveres que nascem de ser sacerdote, ou de ser religioso, ou de contrair matrimônio.

31:40 Mas, antes, está a base. Então, no novo Direito estão positivizados todos esses direitos e deveres que nascem dos sacramentos que se recebem. Em primeiro lugar, o batismo, que prepara para os demais sacramentos. Essa é, a meu modo de ver, a reforma mais importante. Depois, há reformas de tipo estrutural, por exemplo: as Conferências Episcopais não constavam no Direito anterior. Depois, há organismos de ajuda ao governo diocesano: o Conselho Episcopal, o Conselho Pastoral, Conselho Econômico. E umas estruturas novas que surgiram, como podem ser os Ordinariatos militares ou as Prelazias pessoais.

32:24 Até mesmo depois do Concílio, e por aplicação das mesmas leis conciliares das estruturas eclesiásticas, há administrações apostólicas pessoais: há uma no Brasil.

32:36 Essas reformas jurídicas são importantes, de estruturas, porque dão uma mobilidade grande à pastoral da Igreja. Hoje em dia, tudo é movimento. Há um aspecto global, que não é apenas de tipo financeiro, de transmitir notícias ou dinheiro de um lugar a outro, mas também a evangelização, porque as pessoas dormem em um lugar e trabalham em outro, e é preciso ir aonde estão as pessoas que devemos evangelizar.

33:11 Essa estrutura pastoral da organização eclesiástica dinamiza muito a evangelização. No caso das Prelazias pessoais, podem-se fazer, por exemplo, estruturas jurisdicionais que não são igrejas particulares. Não são Dioceses, mas tampouco são simples associações, porque a Santa Sé confere, ao Prelado ou ao Superior, uma jurisdição que permita realizar especiais obras pastorais que requerem um clero que forme bem os leigos, etc. Esse é outro aspecto da reforma canônica, como o das Conferências Episcopais, mas não vamos analisar isso porque é muito mais conhecido.

11. O senhor viveu muitos anos ao lado de São Josemaria Escrivá e do beato João Paulo II. Quais seriam os principais ensinamentos desses dois grandes homens de Igreja e que se encontram presentes nos textos do Concílio? Há algum ensinamento desses que precisa ser ainda descoberto ou redescoberto na Igreja atualmente?

34:35 Eu tenho visto bastantes pontos de contato. Estender-me-ia muito se enumerasse todos eles. Há uma coisa, da primeira vez que eu tive uma conversa longa com João Paulo II. Eu trabalhava já na Santa Sé, ele quis ter essa conversa – eu era um sacerdote – sobre o laicato. Eu estava falando de uns retiros espirituais, e ele me perguntou para quem eu ia dá-los. Eram retiros espirituais que eu ia dar ao clero, alunos das faculdades universitárias daqui. E eu lhe disse: “Santo Padre, rezo por eles porque na semana próxima começam uma série de retiros espirituais”. Ele me disse: “Para leigos?” Porque ele sabia que eu era um sacerdote da Prelazia do Opus Dei. E eu disse: “não, estes não, são sacerdotes. Mas tenho no programa também outros”. E ele me disse: “Isso é que é preciso fazer”.

35:40 Então estava dizendo… eu conheci Cristo na Universidade. Estava bastante longe dEle. E foi um leigo, um colega de estudos, que começou a me falar. Abriu-me um panorama que eu não conhecia, fazendo esse apostolado que devem fazer todos os cristãos. Não estava fazendo nada de extraordinário. E assim fui me aproximando do Opus Dei. Foi por esse apostolado laical.

36:07 A mesma coisa fazia João Paulo II quando… é outro detalhe… quando foi feito o primeiro encontro com jovens, aqui em Roma, o que agora se chama Encontro Internacional de Estudantes do UNIV. Um dia, João Paulo II me disse: “isso é ótimo. Então, isso é o que fazem agora vocês, da Prelazia do Opus Dei?” E eu disse: “agora não, Santo Padre, isto é algo que começou a ser feito na década de sessenta – não lembro exatamente o ano -, porque São Josemaria, isto é, Mons. Escrivá (ainda não era santo), quis fazê-lo com estudantes que vinham de algumas universidades européias e depois estendeu-se ao resto do mundo”. “Ah, ótimo!” disse o Papa.

36:57 É a mesma coisa que se fez com as Jornadas Mundiais da Juventude. Por que? Porque os dois tinham no sangue esse chamado divino de pôr de novo a Igreja toda em atitude de evangelização, fazendo ganhar, a todos os membros da Igreja, a consciência, direito e dever de serem santos a apóstolos. Esse é o maior ponto de contato.

37:25 Depois, haveria outros. Eram pessoas com enorme senso do humor, os dois gostavam de cantar. Muitas vezes, eu cantei com São Josemaria, ou ele me fez cantar, e mexia comigo. E com João Paulo II cantamos tantas vezes, porque quando se é santo tem-se a alma cheia de paz e de alegria, e é preciso comunicá-la.

37:52 Os dois repetiam frases que, mais ou menos, se reduziam a isto: semeadores de paz e de alegria no mundo. Isso é ser cristão. Isso eram os dois. Santos exemplares em tudo, para que nós vejamos que esta nova evangelização que o Senhor está querendo fazer, Ele suscitou-os precisamente para isso. Da mesma forma que, para aplicar as decisões do Concílio de Trento, suscitou uma série de instituições e de santos: Santa Teresa, São João da Cruz, São Carlos Borromeu, os jesuítas… uma séria de novas instituições novas que surgiram, que são os instrumentos com os quais o Senhor quis encarnar a realidade da Igreja, porque, caso contrário, ficaria só nos Documentos do Magistério.

12. No próximo ano teremos a JMJ no brasil. Quais pontos em comum o senhor vê na atividade pastoral de João Paulo II e de São Josemaria com os jovens?

39:05 São Josemaria tinha um afeto enorme pelo Brasil. Com certeza você já sabe disso. Porque é um grande país, e dizia: “é como uma mãe grande que abre os braços e recebe gente de todas as raças, de todas as culturas, de todos os idiomas, e além disso, imediatamente todos se sentem brasileiros”. Porque há um grande clima de carinho, de simplicidade, de alegria, que conquista os corações.

39:33 Isso percebeu também João Paulo II na primeira vez que foi ao Brasil. Por isso, de fato, vocês vão ter dois grandes santos que vão interceder do Céu para que Jornada Mundial da Juventude corra muito bem. Mas vocês estão exagerando, porque conseguiram a Jornada Mundial da Juventude, que é o mais importante, mas depois estão também as Olimpíadas e a Copa do Mundo de Futebol. O que mais vocês querem?

13. Maria é o centro da identidade dos povos latino-americanos. Ela nos escolheu, apareceu muitas vezes aos nossos povos, sempre como Imaculada Conceição (que era uma afirmação implícita do Concílio de Trento). Pode-se dizer que a devoção mariana dos nossos povos é uma forma de preparação para receber o autêntico ensinamento do Concílio Vaticano II, especialmente sua doutrina mariana e eclesiológica?

40:47 Sim. Também eu o diria para a nova evangelização que é preciso fazer, também na América. A Virgem é portadora de Jesus. A evangelização da América foi feita pela Virgem Maria. Por isso, a Virgem de Guadalupe é a Imperatriz de toda a América.

41:08 Mas acontece que, em todas as nações, Ela é Padroeira de todos os lugares, como em Aparecida. Porque a Virgem trouxe o Verbo de Deus Encarnado, a Luz do mundo. Ela é, como diziam também os primeiros poetas, a aurora na escuridão de uma humanidade na qual vivemos de costas para Deus, depois de tê-lo negado pela soberba. Vai se fazendo dia quando a Virgem disse sim, e o Senhor tomou-a como Mãe de Deus. E a luz entra e nasce o sol. Ela é a Mãe do Sol, o Oriente. Os altares, sempre que se pode, são construídos de tal modo que olhem para o oriente, porque dali sai o sol, dali sai Jesus e está Maria. Nasce o dia e nasce o sol. E ela trouxe Jesus ao mundo, e, portanto, esse amor é um amor muito agradecido. Foi recebida como Mãe nossa na Cruz, Jesus deu-nos o tesouro maior que tinha, o pouco que tinha era tão grande: a sua Mãe.

42:40 Então, cuida de nós como Mãe, e é muito bom que esse amor que sentimos não tenha apenas o sentido, a profundidade filial, mas o sentido de que devemos pensar que não podemos prescindir da proteção da mãe, ou da luz da mãe, as explicações que dá a mãe sobre o mundo, tratando Nossa Senhora como a criança que abre os olhos para a realidade do mundo através daquilo que a mãe lhe explica; como se compreende o que é perigoso, o que pode fazer mal, o que é bom, o que se pode comer e o que não se pode comer, como se atravessa a rua agarradinho à sua mão.

43:17 Os homens mais fortes, como João Paulo II era, dizem, o Papa mais forte que tivemos como esportista… era, ao mesmo tempo, o mais tenro, quem mais viveu agarradinho à mão da sua Mãe: eu sou todo teu. Então, foi por isso que teve toda a força que as mães sabem transmitir a seus filhos.

43:40 Mais não posso dizer, porque vocês amam a Virgem Maria mais do que os europeus.

AGRADECIMENTO E UM APONTAMENTO

44:10 Agradecer ao Senhor que nos tenha presenteado com o Concílio Vaticano II, com instituições e pessoas que nos iluminam. Esquecemos uma coisa e aproveito para dizê-la: rezai muito pelo Santo Padre. É um dever, estamos falando de amor filial a Nossa Senhora, e também ao Papa. Não sei se reparamos nisso, mas falava antes e o confirmo agora:

44:33 está dando três dons à Igreja: um deles, foi o Concílio Vaticano II, que é o acontecimento mais importante do século passado, do século XX, e que fornece todos os Documentos para a nova evangelização. Depois, deu-nos uma série de Papas santos. De quatro deles começou já o processo de beatificação, dois são já beatos. Um deles, João XXIII, teve o impulso profético e a coragem e a valentia de convocar um Concílio Ecumênico. Depois, Paulo VI, com equilíbrio intelectual, harmonizar todas as tendências e conseguir a aprovação unânime dos Documentos do Concílio.

45:25 Depois, pessoas como João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI, para a justa aplicação e interpretação do Concílio. São Papas santos.

45:37 O Papa atual não podemos santificá-lo, iniciar o processo em vida, mas eu garanto a você que seguramente o Senhor me chamará antes que a ele, mas haverá outros que pedirão que se inicie o seu processo. Isso é um dom imponente. Nunca houve, na história da Igreja, tanta continuidade carismática de Papas como está havendo agora.

Transcrição da Entrevista em Espanhol

COMO FUE TRABAJO CONCILIO VATICAN II. SUS RECUERDOS

01:51 Yo era un joven sacerdote de pocos anos y de cuatro era profesor de derecho canónico. Mi trabajo fue en dos comisiones. En la comisión sobre la disciplina del clero que preparo el decreto Presbiteriano Ordinis yo era ayudante de estudio del secretario es decir ser subsecretario. El secretario era el siervo de Dios Álvaro del Portillo, del que se ha empezado el proceso de canonización. Me nombro el cardenal presidente de la comisión que era el cardenal Ciliaci. Estuvimos trabajando los tres anos del concilio juntos. La segunda tarea que tuve era ir recogiendo documentos que pudieran servir para la reforma posterior de la legislación eclesiástica en una comisión que se creo que se llamaba Para la revisión del Código de Derecho Canónico.

CIRCUNSTANCIAS POR LAS QUE EL CONCILIO SE PROLONGO MAS DE LO PREVISTO

03:03 Yo creo que en el concilio hubo dos fases. Una primera fase en que la primera sesión conciliar allí había como dos cosas que alargaron mucho que era la falta de organización suficiente porque era el concilio con mas de 2500 padres conciliares venidos de todo el mundo. No había tampoco una sala de prensa, es decir, una oficina de información que diera la información necesaria y había bastante confusiones entre el mundo de los medios. Vinieron mas de mil corresponsales de prensa y televisión. Y luego en el interior del concilio había como dos tendencias doctrinales en algunos aspectos contrapuestas que hicieron posible que algunos textos que al principio se consideraban como ya casi muy elaborados fueran sometidos a un estudio posterior y por tanto que requería mas tiempo. La segunda fase que fue ya el resto los dos anos sucesivos pues fueron gracias a la tarea estupenda de mediador intelectual que hizo Pablo VI muy productivas porque se fueron proclamando aprobadas a la casi unanimidad de los padres conciliares que eran mas de 2.500 de casi todos los documentos conciliares.

04:32 Se hablaba mucho de que había una lucha entre progresistas y conservadores. Es una forma un poco simple de reducir las cosas. Había dos tendencias, un poco extremistas pero que después se consiguieron coordinar en todo aquello que de bueno que las dos tenían. Una en un sentido de fidelidad a la fe y que tenia también una visión omnicomprensiva de la tradición y que excluía una serie de reformas necesarias en algunos aspectos no del contenido de la fe sino de la forma de transmitir la fe.

05:06 La segunda tendencia que se llamaría la progresista era una visión progresista extrema era una visión de nuevas vías para el ecumenismo, nuevas vías para el dialogo con el mundo moderno, nuevas vías para la reforma litúrgica. En ese buscar nuevas vías se danaba bastante el contenido del mensaje evangélico para transmitir al mundo. Esas dos tendencias extremas pues dialogando con serenidad, eso llevaba mas tiempo, pues se fueron poco a poco acomodando, tomando de una y de otra lo que de justo había. Al final los documentos fueron aprobados a la casi unanimidad.

DIFERENCIA CONCILIOS DOCTRINALES Y CONCILIOS, COMO EL VAT II, PASTORAL

06:29 Todos no lo se, habría que recordar uno por uno. Alguno puede ser que fuese mas exclusivamente dogmático pero lo que es evidente es que no son dos aspectos distintos, están íntimamente unidos. El dogma contiene unas verdades y esas verdades hay que, pastoralmente, saber transmitirlas a las almas.

06:53 el Vaticano II tiene unos contenidos dogmáticos bastante claros, dogmáticos en el sentido de que es doctrina. No nuevamente enunciada sino nuevamente propuesta. Basta pensar en la constitución dogmática sobre la Iglesia, lumen genti. Y en otros puntos también se recogen ya adquisiciones dogmáticas de concilios precedentes. Pero luego hay una dimensión pastoral, que todas esas verdades enunciadas tienen que ser transmitidas con un lenguaje capaz de ser bien entendido. No solamente a nivel académico o de tesis doctorales sino a nivel del pueblo. Y por eso hay una dimensión pastoral muy grande. Pero yo creo que el sentido, lo que mas íntimamente unen las dos vertientes es lo que a mi modo de ver es corazón del Vaticano II. Sobre eso usted no me ha preguntado.

LOS PRINCIPALES FUNDAMENTOS DOCTRINALES DEL VATICANO II

08:01 es que digo esto un poco bromeando porque 08:05 se subrayan a veces aspectos que si son doctrinales, importantes, pero muy parciales del Vaticano II. La colegialidad episcopal no fue lo mas importante del Vaticano II, el ecumenismo, no fue lo mas importante del Vaticano II. La teología del estado de perfección o de consagración tampoco fue lo mas importante del Vaticano II. La reforma litúrgica no fue lo mas importante del Vaticano II. El dialogo con el mundo moderno o el dialogo interreligioso no fue lo mas importante del Vaticano II. 08:37 lo mas importante del Vaticano II es una cosa que esta enunciada en la constitución dogmática del Lumen ?…? en el capitulo cuarto en un decreto todo dedicado a eso que se llama Apostolicam Mat?..? sobre el apostolado de los laicos y luego contenido en casi todos los demás documentos que no podían ignorar aquello porque era el centro del Vaticano II. 08:59 Que es? La llamada universal a la santidad y al apostolado. Universal hay que entenderlo, llamada bautismal a la santidad y al apostolado. Es decir, el derecho de ver que todos los bautizados tenemos de ser santos. Es decir, acomodar nuestra vida a las exigencias del Evangelio, del mensaje de Cristo 09:23 y de ser apóstoles, de difundir en el mundo el mensaje de salvación que Dios encarnado, Jesucristo, ha traído. Eso es lo mas importante.

09:39 Si me pregunta como se esta notando esto en la realidad de la Iglesia, le diría que se esta notando poco a nivel real. A nivel de los laicos en las vidas ordinarias y ningún laico se va a ofender por eso porque en grupos muy selectos si, minorías. Son las minorías también generalmente fecundan pero yo espero con el tiempo esa minoría pase a mayoría. Como ha pasado con muchos Concilios. 10:13 De la teoría a la práctica debe pasar tiempo y el Señor se preocupa de suscitar santos e instituciones que hagan realidad de la vida de la Iglesia lo que antes era solo teoria para ser explicada en las clases de teologia de los seminarios y de las universidades o para tesis doctorales.

10:32 Eso esta pasando con la llamada universal a la santidad y el apostolado. Se han hecho muchas tesis doctorales, se habla mucho, se hacen también llamadas muy genéricas pero el que el cristiano tome conciencia de que un cristiano no es cosa de anagrafe o de tradición familiar o de decir pues esto como yo puedo ser partidario de un equipo de fútbol o del otro.

10:55 Es una configuración ontológica y que transforma de la persona que esta lejos de lo divina, aunque ha sido creada, con el bautismo adquiere la condición de hijo de Dios, heredero del Reino de los cielos.

11:11 Capaz de participar por la acción del espíritu santo en la misma vida divina. Y le nace el derecho de ver, de recibir ese mensaje divino hacerlo carne propia y difundirlo. Eso es lo que hicieron los primeros cristianos. Por eso cambiaron la sociedad y el mundo

11:31 Hay que volver a ser primeros cristianos porque la sociedad que tenemos en gran parte pagana y materialista como era la del imperio romano.

50 ANOS DEL CONCILIO, CUAL SERIA EL MENSAJE PRINCIPAL EN LA LLAMADA A LA SANTIDAD

12:12 En ese sentido el Concilio Vaticano II se empezó ha aplicar antes de que el Concilio fuera una realidad. Porque? Por que el Señor había suscitado alguna institución antes del Concilio Vaticano II que vaya difundiendo la llamada universal a la Santidad y al apostolado. 12:27 Le digo un nombre: el Opus Dei; y le digo una persona: el fundador del Opus Dei, San Josemaria Escrivá de Balaguer que ha sido ya declarado santo.

12:38 Pero después del Concilio ha venido también otras instituciones que podríamos numerar: pues los Neocatecumenales, Comunión y Liberación, Focolares… 12:55 Una serie de nuevas realidades que llaman, que se inspiran, en las enseñanzas del Concilio Vaticano II sobre esa llamada universal a la Santidad y al apostolado para poner el laicado católico en pie de guerra, digamos, para que tome conciencia del deber de dar testimonio de santidad en el mundo y de difundir el mensaje de Cristo en ese mundo que tiene a alejarse de Dios 13.24 Fíjese como el Papa habla tanto de este, del quienes quieren vivir como si Dios no existiera. Cuando el Concilio Vaticano II lo que nos enseña es a descubrir esa cosa divina, el quid divino decía San Josemaria Escrivá, que hay en todas las realidades humanas 13:43 :en el trabajo, en la familia, en el deporte, en el arte, en las actividades sociales, en la naturaleza, en todo. Dios, porque ha sido todo creado por el Senior, ha dejado su huella divina. Es la que hay que hacer descubrir a la gente para que cumplan la voluntad de Dios en su vida personal, profesional, familiar, social.

REDACCION DE DECRETO SOBRE LA FORMACION DE PRESBITEROS: DISCUSIONES Y ENSENAZAS DEL CONCILIO VATICANO II PARA SACERDOTES

14:39 Como persona el haber trabajado en ese comisión conciliar me hizo admirar mucho la santidad personal del secretario, de Monseñor ÁlvaroAlvaro del Portillo. Se ha empezado también el proceso de canonización ahora.

14:54 Porque el ama mucho a los sacerdotes y cuando se decidió la comisión de coordinación del Concilio que el decreto que se estaba preparando se redujese a diez proposiciones, pues no fueron aprobadas en aula, el sufrió. Sufrió porque eran momentos en los que la teología del presbiterado estaba en crisis. Se estada hablando mucho de la teología del episcopado, de la misma teología del laicado pero de los sacerdotes que son los cooperadores necesarios del obispo y los que transmiten mas directamente a Cristo a los fieles, al pueblo

15:31 se les quería dar simplemente diez proposiciones un poco genéricas. Entonces se movió mucho, por ese amor que tenia a los sacerdotes, y hablando con el presidente de la comisión, el cardenal , y con el relator en el aula de San Pedro y el arzobispo de Reim, Monseñor Martí, después fue arzobispo de París y presidente de la Conferencia

15:54 Episcopal francesa; se hizo un expuesto en el que se decía sintéticamente -sino nos alargamos, esto no es una clase de teología- que era necesario precisar bien la identidad sacerdotal porque había teorías contrapuestas que estaban atomizando

16:11 una cosa tan clara como es esa configuracion ontológica del sacerdote a Cristo, único y supremo sacerdote. Cuales eran esas dos teorías?

16:22 Sinceramente serian estas, contraponer -lo llamaban- el sacerdote jerarca al sacerdote ministro, servidor. El sacerdocio cultual o tridentino basado exclusivamente en la Eucaristía y en la Confesión, en el sacramento de la Reconciliación; contraponerlo al sacerdocio misionario que se ha fundado en el Evangelio y en el compromiso social del sacerdote.

16:52 Eran dos tendencias, una se llamaban tridentinos, conservadores, había muchas formas de llamar; y la otra, progresista, sacerdocio social, apertura, etc. Entonces la teología que fue elaborada, porque se consiguió hacer el decreto, después de este expuesto los directores del Concilio dijeron: bien, pues hagan ustedes un decreto, y se hizo un decreto en el cual se demuestra (habría que volverlo a leer porque es muy importante). Tiene una primera parte de teología sobre la teología del presbiterado, después ascética sobre como tiene que cuidar su vida espiritual el sacerdote para responder a esa llamada divina.

17:37 Y luego disciplinar con primas muy concretas de asistencia social, etc. Fue, algunos dicen que era el decreto mas bonito del Concilio, yo no quiero decir eso que parecería vanidad, yo trabaje muy poquito. Ayude muy poquito. Tuvo un éxito enorme porque de 2394 padres que votaron, me acuerdo del numero, y de estos 2390 aprobaron si. Solo cuatro dijeron que no, fue uno de los decretos que se aprobaron con mayor.

18:25 Ahí esta como es sacra la doble dimensión del sacerdocio. Es sacro es aspecto cultual de la administración de los sacramentos, es sacro el aspecto ministerial de llevar la palabra de Dios a las almas. No había contraposición, había que integrar en una única visión sacerdotal que ahora está mucho más clara la entidad del sacerdote.

18:50 Me he alargado explicando esto pero es que el tema era…

HISTORIA DEL CONCILIO: CONFUSION EN LA aplicación DEL CONCILIO, DIFICULTADES

20:10 En realidad, la interpretación del Concilio para la aplicación del Concilio, la hizo la Santa Sede con una serie de documentos posteriores. Algunos de carácter jurídico: Motu Propio Ecclesie Sante. Otro de carácter más doctrinal. Hubo una interpretación como tiene que hacerse.

20:30 Como jurista veo que el legislador es que el tiene el derecho de interpretar la ley que él ha hecho. La Santa Sede, la autoridad suprema de la Iglesia, interpreta y ha interpretado todos los decretos y constituciones del Vaticano II.

20:50 Pero es que a veces ha habido una especie jerarquía paralela (Pongamos entre comillas jerarquía) constituida por algún grupo de teólogos o algunos teólogos más o menos aislados o unidos con otros. Y por otras personas… intelectuales o no intelectuales… que se movían en ambientes durante el Concilio con deseo de imponer ideas que no fueron acogidas por el Concilio.

21:21 Entonces, le ponía detrás una especie, como si quisieran preparar un Vaticano III… que también se habla. Es decir, eran las tendencias de ruptura que interpretaban el Concilio Vaticano II como si la Iglesia hubiera sido refundada entonces. Y se comenzaba de nuevo ignorando todo lo anterior.

21:43 Esa interpretación que llama Benedicto XVI “de ruptura con el pasado”. Esto no. No hay una iglesia pre-conciliar y post-conciliar. La Iglesia es post-conciliar desde el Concilio de Jerusalén. Y tiene que haber siempre una continuidad.

22:03 La interpretación justa que es la hermenéutica de la reforma en la continuidad es la que poco a poco se ha ido imponiendo. Por desgracia, esas tendencias algunos grupos anárquicos de orientación teológica, de orientación sociológica o política (muchas veces puramente política) han hecho mucho daño.

22:29 Porque ha habido una crisis post-conciliar se han perdido vocaciones, han dañado la fidelidad que es una virtud fundamental. Ser fieles a la fe, ser fieles a la jerarquía, al Papa, a los obispos, ser fieles a la propia vocación.

22:44 Duran una hemorragias de vocaciones, seminarios que se secaban. Afortunadamente eso ya esta pasando, lo digo. En el seminario de mi diócesis de origen, Córdoba, por decir de España, había un seminario que se tuvo que cerrar. Ahora hay dos seminarios: uno que tiene más de 100 , el seminario mayor; y luego otro misionero para mandar gentes. Em 25 años ha cambiado.
También por el impulso de Juan Pablo II en poner como sacerdote una imagen estupenda de lo que el sacerdocio es.

23:22 Tampoco nos podemos escandalizar. En la historia de la Iglesia ha pasado. Después del Concilio de Trento ha pasado una cosa semejante también de crisis. Luego viene el Espíritu Santo y actúa; y las cosas se enderezan y se hace una justa interpretación.

23:41 Lo que hace falta ahora es, y vuelvo a lo de antes, que la llamada universal a la santidad y al apostolado. Es decir, formar a los cristianos en el derecho que tienen de ser santos. Es decir, configurar la propia vida en virtudes evangélicas y de ser apóstoles. Es decir, de llevar al mundo sin complejos, andando contracorriente a un mundo tiende a paganizarse, llevar a Dios para que no lo coloquen en los márgenes de la sociedad. Eso está por hacer en parte.

REFORMA LITÚRGICA: SE PIENSA QUE ABOLIÓ LATÍN, CANTO GREGORIANO Y MODIFICÓ LA POSICIÓN DEL ALTAR PERO ESO NO DICE EL CONCILIO. CUÁL FUE LA INTENCIÓN DEL CONCILIO AL REFORMAR LA LITURGIA.

25:04 El Concilio, la reforma litúrgica, lo que ha querido es hacer participar más el pueblo en las ceremonias litúrgicas. No es una sola presencia. Antes se decía: “escuchar la Santa Misa”. No se trata de escuchar, se trata de participar en la Santa Misa. Y no sólo participar en el diálogo con el sacerdote que preside -el que preside es Cristo que está celebrando la Santa Misa- sino también llevar la propia vida al altar.

25:36 Quiere decir poner en el cáliz y en la patena todas las cosas que están en el alma del fiel. Que sienta que a lo que se va allí es a unir la propia vida al sacrificio de Cristo. Y eso venga ofrecido al Señor para que el Señor escuche en esa oración oficial de la Iglesia lo que son las necesidades, las esperanzas, preocupaciones de su pueblo, del pueblo de Dios. Esa es la preocupación del Concilio.

26:03 Para eso se toman una serie de disposiciones que hay que interpretar equilibradamente. El uso de la lengua vernácula para que también las lecturas pudieran ser bien entendidas. No eliminó el gregoriano de ninguna manera pero quizá abrió más a la posibilidad de que se introdujesen otros instrumentos como podrían ser las guitarras, las maracas dentro de la celebración litúrgica para que la alegría del pueblo y el folklore popular no se vieran como una cosa opuesta al culto divino. Allí hay también un quid divino, ¿no?

26:40 Una cosa divina que se puede si hay belleza incorporar. No haciendo cosas chabacanas porque eso quita peso a la seriedad litúrgica pero sí que pueda contribuir a la alegría.

26:58 El culto a Dios es una cosa todo lo más lejano de una cosa triste, seca o fría. No. Tiene que tener el calor del hijo que da gloria a su padre, que canta a su padre y a su madre porque los ve llenos de belleza y de bondad, fuente de luz.

27:15 Eso es lo que se ha pretendido. Siempre pasa, los extremistas, uno de los problemas de los que hay que estar siempre atentos. Entonces, sea la conversión, todos a escena como la merienda de amigos la misa. No. Hay escena pero es sacrificio también ¿no? Tiene que quedar muy claro que aquello es Cristo, sacerdote y víctima. El sacerdote está en lugar de Cristo, no es un actor. Esto es lo que… también se está corrigiendo también como en otras cosas poco a poco.

27:54 Se han hecho cosas en nombre falso de la reforma litúrgica. De hecho, algunas cosas pues ya se han ido corrigiendo. De modo que ahora, se ha ido corrigiendo sobre todo en un aspecto que es el más importante: el culto a la Eucaristía. En todos los aspectos, aspecto de adoración que tiene el culto divino. Especialmente, claro, en las funciones eucarísticas. Y ese mayor respeto a la presencial real del Señor en la Eucaristía.

28:33 Todo eso que tanta dignidad sacra al culto.

CARTA DEL PAPA A SEMINARISTAS: AMAR EL DERECHO CANÓNICA. EFECTOS DEL CONCILIO VATICANO II EN LA NORMA CANÓNICA.

29:00 Permítame decir primero una cosa. Lo que más repite para los seminaristas Benedicto XVI es que tienen que amar a una cosa sólo, sobre todo, a Cristo. Tienen que enamorarse de Cristo como lo está Él. Con todo el fervor y ardor del amor humano llevado a la máxima potencia. Que es que se está amando ese Amor con la ‘a’ mayúscula que no tiene límites ni de tiempo ni de intensidad, ni de fidelidad ni de capacidad de venir a buscarte.

29:40 Que se sientan mimados por un amor divino que supone una elección impresionante entre los centenar y miles de millones de seres en el mundo, ser llamado para ser ministro de Cristo. Alter Cristus, es decir, para identificarse con Cristo. Hablar en su nombre, bautizar en su nombre, amar en su nombre, reconciliar en su nombre. Eso es una cosa maravillosa.

30:11 Luego lo que más quieren es que el seminarista se enamore de Cristo. Después vendrá lo demás, entre eso lo que estime el derecho canónico como es debe estimar la teología, la exégesis, etc.

30:24 La pregunta más concreta era qué consecuencias del Vaticano II ha habido en la legislación eclesiástica. Muchas. De hecho, hemos rehecho toda la legislación eclesiástica. No, naturalmente, con la ruptura respecto a lo que no se puede romper porque son leyes que positivizan disposiciones de derecho divino. Se basa en los sacramentos, los sacramentos no los cambian las leyes. Se organizan para defender y para celebrarlos.

30:57 Pero yo diría en dos puntos para no extenderme. Estos puntos son, vuelvo, la llamada universal a la santidad y al apostolado en el nuevo código usted encontrará muchos estatutos jurídicos de las diferentes clases de ‘Christe fideles’. El nuevo derecho de la Iglesia tiene una figura central que es el ‘Christe fideles’. ¿Qué quiere decir? El cristiano, el cristiano, que por el hecho de serlo tiene una dignidad extraordinaria de hijo de Dios y heredero del Reino de los Cielos. Y, por lo tanto, una serie de derechos y deberes. Unos son básicos a los cuales se pueden añadir por otras vocaciones posteriores derechos y deberes que nacen de ser sacerdote o de ser religioso, o de contraer matrimonio.

31:40 Pero esta la base. Entonces, está positivizado en el nuevo derecho todas esos derechos y deberes que nacen de los sacramentos que se reciben. En primer lugar, el bautismo que prepara los demás sacramentos. Esa es la reforma más importante a mi modo de ver. Luego hay reformas de tipo estructural. Por ejemplo, las conferencias episcopales no figuraban en el derecho anterior. Luego hay unos organismos de ayuda al gobierno diocesano: el consejo episcopal, el consejo pastoral, consejo económico. Y unas estructuras nuevas que han surgido como pueden ser los ordinariatos militares o las prelaturas personales.

32:24 Incluso, después del Concilio, por aplicación de las mismas leyes conciliares de las estructura eclesiástica, hay administraciones apostólicas personales (hay una en Brasil).

32:36 Esas reformas jurídicas son importantes, de estructuras, porque dan una movilidad grande a la pastoral de la Iglesia. Hoy día es todo movimiento. Hay un aspecto global que no es sólo de tipo financiero de transmitir de un lugar a otro noticias o dinero. Sino también la evangelización porque la gente duerme en un sitio y trabajo en otro. Y hay que ir a donde están los seres a los que hay que evangelizar.

33:11 Esa estructura pastoral de la jurisdicción eclesiástica dinamiza mucho la evangelización. En caso de, lo hemos visto, las prelaturas personales, por ejemplo, se pueden hacer estructuras jurisdiccionales que no son iglesias particulares. No son diócesis pero tampoco son simples asociaciones porque la Santa Sede dota al Prelado o al Superior de una jurisdicción que permita realizar especiales obras pastorales que requieren un clero que forme bien a los laicos,etc. Este es el otro aspecto de la reforma canónica que me parece como las conferencias episcopales, que de eso no vamos a entrar a analizarlas porque es mucho más conocida.

SAN JOSE MARÍA ESCRIVÁ Y JUAN PABLO II. VALORACIÓN DE ESTOS SANTOS Y SU RELACIÓN

34:35 Bastantes puntos de contactos he visto. Me extendería mucho si los enumerase todos. Hay una cosa que, la primera vez que tuve una conversación larga con Juan Pablo II, yo trabajaba ya en la Santa Sede, él la quiso tener -y yo era un sacerdote- sobre el laicado. Me preguntó por, yo estaba hablando de unos retiros espirituales, precisamente yo no había dicho a quién se los iba a dar. Eran una serie de retiros espirituales que iba a dar al clero, alumnos de facultades universitarias aquí. Y yo le dije: Santo Padre, les encomiendo porque comienzan la semana que viene una serie de retiros espirituales. “¿A laicos?”, me dijo. Pues sabía que yo era un sacerdote de la Prelatura. Y dije: No estos no, estos son sacerdotes. Pero tengo también en el programa otros. “Eso es lo que hay que hacer”, me dijo.

35:40 Entonces me estaba diciendo… Yo conocí a Cristo en la universidad. Estaba bastante lejos de Él. Y fue por un laico, un compañero de estudios que me empezó a hablar. Me abrió un panorama que yo no conocía haciendo ese apostolado que tienen que hacer todos los cristianos. No estaba haciendo ninguna cosa extraordinaria. Y ahí me fui acercando al Opus Dei. Fue por ese apostolado laical.

36:07 Eso era lo mismo que hacía Juan Pablo II cuando, otro detalle, cuando se hizo el primer encuentro con jóvenes aquí en Roma. Lo que ahora se llama el Encuentro Internacional de Estudiantes del UNIV. Un día me dijo Juan Pablo II: “qué bonito esto. Entonces, esto es ahora que lo hacen ustedes de la Prelatura del Opus Dei?” Y yo: “ahora no Santo Padre, esto es una cosa que desde el año sesenta y tantos -no recuerdo exactamente- se empieza a hacer porque San Josemaría, es decir, Monseñor Escrivá. No era santo. Lo quiso hacer con estudiantes que venían de algunas universidades europeas y luego se ha extendido al resto del mundo”. “Ah, estupendo”.

36:57 Es la misma cosa que él hizo con las Jornadas Mundiales de la Juventud. ¿Por qué? Porque los dos tenían en la sangre esa llamada divina a poner de nuevo toda la Iglesia en plan de evangelización. Haciendo cobrar a todos los miembros de la Iglesia conciencia, derecho y deber de santos y apóstoles. Es es el mayor punto de contacto.

37:25 Luego había otros. Eran personas con un grandísimo sentido del humor. Que a los dos les gustaba cantar. Cuántas veces yo he cantado con San Josemaría o me ha hecho cantar; y se metía conmigo. Y hemos cantado con Juan Pablo II tantas veces. Porque cuando se es santo se tiene el alma llena de paz y de alegría, y hay que comunicarla.

37:52 Los dos repetían frases más o menos que se reducen a esto: sembradores de paz y de alegría en el mundo. Eso es ser cristiano. Esto eran los dos. Santos ejemplares de todo para que nosotros veamos que esta nueva evangelización que el Señor está queriendo hacer con personas e instituciones que Él ha suscitado precisamente para eso. Como para que se aplicasen las decisiones del Concilio de Trento suscitó una serie de instituciones y santos: Santa Teresa, San Juan de la Cruz, San Carlos Borromeo, los jesuitas… una serie de instituciones nuevas que surgieron. Que son los instrumentos por los cuales el Señor ha hecho encarnar en la realidad de la Iglesia lo que sino quedaría sólo en documentos del Magisterio.

JMJ BRASIL Y JUAN PABLO II Y SAN JOSEMARÍA

39: 05 San Josemaría tenía por el Brasil una simpatía enorme. Seguro que usted ya lo sabe. Porque era un gran país, decía, “es como una gran madre que abre los brazos y recibe gente de todas las razas, de todas las culturas, de todos los idiomas. Y además inmediatamente todos se sienten brasileños” . Porque hay un gran clima de cariño, de sencillez, de alegría que gana los corazones.

39:33 Eso lo pescó también Juan Pablo II la primera vez que fue al Brasil. Con lo cual, sí, vais a tener dos grandes santos que en cielo van a intervenir porque salgan muy bien la Jornada Mundial de la Juventud. Pero estáis exagerando porque habéis conseguido la Jornada Mundial de la Juventud que es lo más importante, pero luego también están también las Olimpiadas y está el Campeonato Mundial de Fútbol. ¿Qué queréis más?

LA VIRGEN MARÍA EN EL CONTINENTE LATINOAMERICANO. SU DEVOCACIÓN Y RELACIÓN CON LAS ENSEÑANZAS DE LOS CONCILIOS

40:47 Sí. También yo diría para la Nueva Evangelización que hay que hacer, en América también. La Virgen es portadora de Jesús. La Evangelización en América la ha hecho la Virgen María. Por eso la Virgen de Guadalupe es la emperadora de toda América.

41:08 Pero es que, hay en todas las naciones, la de Aparecida, la patrona de todos los sitios. Porque al mundo la Virgen trajo el verbo de Dios encarnado, la luz del mundo. Ella es, también los primeros poetas lo decían, es como la aurora en la oscuridad de una humanidad que vivimos de espaldas a Dios después de haberle negado, por la soberbia. Se va haciendo día cuando la Virgen dijo “sí”, y el Señor la tomó como madre de Dios. Y va la luz entrando y nace el sol. Ella es la madre del Sol, el oriente. En los altares, siempre que se puede, se construyen de tal modo que miren al oriente porque de allí sale el sol, de allí sale Jesús y está María. Nace el día y nace el sol. Y ella trajo a Jesús al mundo y por lo tanto ese amor que hay es un amor agradecido. La hemos recibido como madre nuestra en la Cruz, nos dio el tesoro mayor que tenía, lo poco que tenía que era tan grande: su madre.

42:40 Entonces, nos trata como madre y es muy bueno que ese amor que se tiene no sólo tenga el sentido, la profundidad filial, sino del sentido que tenemos de pensar que no podemos prescindir de la protección de la madre o de la luz de la madre. Las explicaciones que la madre da del mundo. Tratando a la Virgen como el niño que abre los ojos a la realidad del mundo a través de lo que la madre le explica. Cómo se ve lo que es peligroso, lo que puede hacer daño, lo que es bueno. Lo que se puede comer y lo que no se puede comer, por dónde hay que atravesar la calle bien cogidico de su mano.

43:17 Los hombres más fuertes como Juan Pablo II que era, dicen, que era el Papa más fuerte que hemos tenido como deportista… era al mismo tiempo el más tierno, el que más vivió agarradico de la mano de su madre. Yo soy todo tuyo. Entonces por eso tuvo toda la fuerza que las madres saben transmitir a sus hijos.

43:40 Más no te puedo decir porque queréis vosotros a la Virgen, más que los europeos.

AGRADECIMIENTO Y UN APUNTE

44:10 Agradecer al Señor que nos ha regalado el Concilio Vaticano II, instituciones y personas santas que nos iluminan. Nos hemos olvidado de una cosa y aprovecho para decirla. Rogad que recéis mucho por él, por el Santo Padre. Es un deber, estábamos hablando del amor filial, a la Virgen y también al Papa. Esto no sé si nos damos cuenta. Pero te lo decía y te lo confirmo ahora.

44:43 Está dando tres dones a la Iglesia: uno, fue el Concilio Vaticano II que es el acontecimiento más importante del siglo pasado, del siglo XX, y que da todos los documentos para la Nueva Evangelización. Después nos ha dado una serie de Papas santos. Los cuatro han empezado el proceso de beatificación, dos son ya beatos. Uno Juan XXIII, tuvo el impulso profético y el coraje y la valentía de convocar un Concilio ecuménico. Después, Pablo VI, con un equilibrio intelectual, armonizar todas las diversas tendencias y conseguir la aprobación unánime de los documentos del Concilio. 45:25 Luego personas como Juan Pablo I, Juan Pablo II y Benedicto XVI para la justa aplicación e interpretación del Concilio. Son Papas santos.

45:37 El actual reinante no lo podemos santificar, iniciar el proceso en vida, pero yo te aseguro que seguramente me va a llamar el Señor antes que a Él. Pero que habrá otros que querrán que también él, se inicie su proceso. Esto es un don imponente. No ha habido nunca en la historia de la Iglesia tanta continuidad carismática de Papas como la está habiendo ahora.

47:55 Estaba ya previsto hablar del celibato sacerdotal en el número 16 del Decreto presbiteral Honordidis. Pero como había algunas tendencias para la abolición del celibato, no dentro del aula porque no se había discutido, sin embargo fuera había presiones. El Papa quiso que se desarrollase más el tema y así se hizo. En ese número 16 se habla de las tres dimensiones del celibato sacerdotal: la cristológica, que también el Señor vivió en celibato; la eclesiológica, que es el que da la vida por el amor, Cristo da la vida por su Iglesia, el sacerdote entrega esa donación suya también de la propia corporeidad a la esposa de Cristo, a la Iglesia, y la escatológica, da un testimonio de la vida eterna donde allí no existe esa tendencia necesaria que para la continuidad de la especia sí existe en la vida temporal.

49:18 Esas tres dimensiones están tratadas en este número. Debo decir que aunque ese tema no se trató específicamente. Se trataron todos los temas de todos los tipos de gente. Y hubo quien dijo cosas y se contestaron. Pero ya antes de lleva al Concilio ese texto, fue sometido dos veces a la consulta de todo el episcopado.

49:47 En el aula cuando se presentó el decreto, todos los puntos, todos pudieron decir lo que quisieran. Osea que fue aprobado por el Concilio Vaticano II. Y es una definición, más que definición diría descripción, de las razones de conveniencia. Porque la cosa está clara, ¿no? No es exigencia intrínseca del sacerdocio porque hay sacerdotes en la Iglesia oriental. Aunque ya desde el principio de la Iglesia primitiva había sacerdotes que vivían su virginidad o no ejercitaban el matrimonio.

50:27 Pero sí hay una serie de razones teológicas de conveniencia. De unir al sacerdocio ministerial el celibato sacerdotal. Y lo que hace ese número es desarrollarlas más: de tipo cristológico, de tipo eclesiológico y de tipo escatológico.

50:45 De hecho, ayuda mucho a los fieles a pensar y a creer en la vida eterna cuando ven bien vivido ese hombre que ha hecho de su total donación a Dios un acto de amor. Porque es así. No son viudos, no son gente frustrada, no. Es gente que dice “sí”, pero un sí con mayúscula. Y que están enamorados del Amor con mayúscula. Y que saben que el cristiano no muere fundamentalmente por una cosa, porque no existe la muerte de verdad. Se pasa de la vida temporal a la vida eterna. Es decir, de la vida con minúscula a la vida con mayúscula. Y del amor con minúscula noble y santo y bueno como es el amor humano, al amor con mayúscula que es infinitamente más grande, más noble y más verdaderamente para siempre.

Robson Oliveira

4 comments for “Entrevista com o Card. Julián Herranz – Concílio Vaticano II

  1. Joselane Cruz
    26 de agosto de 2012 at 10:36

    Nossa, a entrevista foi muito boa! Acredito que todos os católicos deveriam assisti-la pois com certeza sairiam da superficialidade.

  2. Irmã Priscila
    24 de agosto de 2012 at 19:06

    A entrevista é esclarecedora. É de nosso conhecimento que o Concílio gerou crescimento para a Igreja do Mundo inteiro, mas, como diz na própria entrevista, aqui na América Latina, limitamos o concílio à Reforma Litúrgica. Penso que seria de grande valia que todos tivessem acesso a esta entrevista com o Cardeal Julián Herranz, pois ela sintetiza muito bem, em poucas palavras, o que, de fato, foi o Concílio, A ALMA DO CONCÍLIO. É impossível lê-la e não sentir vontade de se aprofundar, nossa Igreja é riquíssima.

  3. Olivia Ennes
    24 de agosto de 2012 at 11:50

    Bom dia
    Também fiquei encantada com a entrevista, uma explicação tão simples e tão pedagógica de tudo que representou e representa o Concílio Vaticano II.
    Pelo pouco que sei o Concilio Vaticano II teve como fim principal segundo o Papa João XXIIII, “que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma eficaz” ou seja que se transmita ao homem moderno a doutrina da fé “sem se apartar da fé de sempre”. Existiu para aflorar a nossa fé e ratificar a verdadeira importancia da tradição da Igreja Santa e indivisa.

  4. Enilde Camelo
    22 de agosto de 2012 at 14:04

    Nossa, belíssima entrevista e belíssimas palavras e explicações do Card. Julián Herranz sobre o Concílio Vaticano II! Muitas coisas me chamaram atenção, mas queria destacar 4:

    1- Quando ele fala sobre o papel do cristão: “O que é? … chamada batismal à santidade e ao apostolado. Isto é, o direito de compreender que todos os batizados devemos ser santos, adaptar a nossa vida às exigências do evangelho, da mensagem de Cristo”. Parece que um dos problemas dos “cristãos” de hoje é que não percebem que devem adaptar suas vidas à mensagem de Cristo, pelo contrário, querem que Cristo se adapte às suas vontades… é preciso que o “cristão tome consciência do que é ser cristão não é coisa de simples nome ou de tradição familiar, ou de pensar como posso ser eu torcedor de um time de futebol ou de outro. É uma configuração ontológica, que transforma a pessoa que está longe do divino, embora tenha sido criada, e com o batismo adquire a condição de filho de Deus, herdeiro do Reino dos Céus,capaz de participar, pela ação do Espírito Santo, da própria vida divina. E nasce para ele o direito de ver, de receber essa mensagem divina, torná-la própria a difundi-la”.

    2- Quando fala sobre o/ e a importância do/ sacerdócio: “Aí consta como é sagrada a dupla dimensão do sacerdócio. Sagrado é o aspecto cultual da administração dos Sacramentos, sagrado é o aspecto ministerial de levar a Palavra de Deus às almas. Não havia contraposição; havia que integrar tudo em uma única visão sacerdotal, que agora está muito mais clara: a identidade do sacerdote”.

    3- Fiquei encantada quando falou sobre a devoção à Virgem Maria: “Jesus deu-nos o tesouro maior que tinha, o pouco que tinha era tão grande: a sua Mãe”. E quando falou da devoção do Beato João Paulo II à Virgem Maria “…foi por isso que teve toda a força que as mães sabem transmitir a seus filhos”.

    4- E por último não posso deixar de dizer que me comoveu o pedido de oração pelo Santo Padre (que como ele disse, é nossa obrigação) e suas palavras sobre o mesmo: “O Papa atual não podemos santificá-lo, iniciar o processo em vida, mas eu garanto a você que seguramente o Senhor me chamará antes que a ele, mas haverá outros que pedirão que se inicie o seu processo. Isso é um dom imponente. Nunca houve, na história da Igreja, tanta continuidade carismática de Papas como está havendo agora”.

    Simplesmente demais ler e ouvir estas palavras! 🙂

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