Exame de Consciência das Famílias sobre Gratidão

Algumas reflexões sobre o matrimônio foram disponibilizadas no Site Humanitatis nos últimos meses: primeiramente, se viram algumas características da vocação matrimonial (unidade, fidelidade, estabilidade e fecundidade); depois,  refletiu-se sobre a vocação à família e a generosidade que isso implica e sobre o papel fundamental da prole no matrimônio cristão.

Outras reflexões sobre o matrimônio surgiram no blog Non Nise Te!, mas com objetivos diversos. Estes tentaram lançar luzes sobre algumas armadilhas comuns da vocação matrimonial, armadilhas muito comentadas, mas pouco práticas. Por isto, deu-se o nome de mitos a estes modos de ver o matrimônio: primeiro, foi o Mito do Príncipe Encantado; depois, o Mito da Alma Gêmea e, finalmente; o Mito da Branca de Neve. Todos procuram desmitificar aspectos românticos e falsos da vida conjugal.

Na lida pastoral, algumas questões têm surgido acerca da dificuldade de convivência entre os que desejam se dar em matrimônio. Muitas vezes tais problemas esbarram na falta de perspectiva histórica e no parco conhecimento de si mesmos que, irremediavelmente, todos possuímos. Reconhecer que precisamos de outros para viver ajuda a matizar as asperezas da vida comunitária e, principalmente, da correção fraterna. Por este motivo, propomos um exame de consciência, que tem como objetivo descobrir se cada um de nós é suficientemente grato aos outros pela inestimável tarefa de fazer-nos melhores com suas críticas. De fato, Vamos lá:

1. Tenho sido suficientemente grato a Deus pelos inúmeros benefícios concedidos todos os dias a nossas famílias?

2. Tenho clareza que muitos confortos em nossos lares devem-se a esforços de outras pessoas, muitas vezes a custo de suas próprias preferências e descanso?

3. Com qual frequência promovo atos de agradecimento em família?

4. Sou sinceramente agradecido pelos bens espirituais alcançados graças ao apoio do meu cônjuge, noivo (a) ou namorado (a), sem os quais jamais teria conseguido?

5. Tenho claro que a vocação matrimonial é um chamado para ser presente de Deus para meu  cônjuge, noivo (a) ou namorado (a)?

É preciso muita força espiritual e justiça para reconhecer o quanto se deve a outros todo santo dia. Reconhecer que este outro pode e geralmente é a pessoa mais próxima de nós também não é fácil. Mas é fundamental!

Robson Oliveira

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