Fecundidade Matrimonial – por Pe. Matheus Pigozzo

O Site Humanitatis tem desenvolvido muitas reflexões sobre o matrimônio. De fato, a vocação matrimonial é o chamado à santidade mais comum. Os leigos precisam cuidar com mais zelo da sua própria formação para esse serviço eclesial. Afinal, é esse um sacramento de serviço. Por isso, divulgamos o texto de um defensor da família, alguém que não se intimida diante dos falsos valores divulgados em periódicos e novelas do país.

Defendamos a família!


Geralmente quando falamos de vocação logo pensamos em sacerdócio, vida religiosa ou alguma outra consagração específica, mas qual será o motivo por não falarmos do matrimônio? Será que os esposos não receberam um chamado de Deus para se unirem? Será que não devem desempenhar uma missão na Igreja e na sociedade? Será que o matrimônio está somente num plano natural, como se fosse o estado de vida oficial dos não chamados? Pois bem, acho que o problema está no pouco conhecimento que se tem, em geral, sobre a vocação matrimonial. O matrimônio é uma vocação, é um chamado de Deus a algumas pessoas, e por ser um chamado tem sua finalidade, tem seus objetivos e seu papel.

Família, Dom de Deus

Família, Dom de Deus

Deus ao criar o homem e a mulher deu-lhes uma ordem: “crescei e multiplicai-vos” (Cf. Gn 1,28) e colocou na natureza humana o dom da sexualidade. Este dom, como naturalmente constatamos, por ser unitivo (doação mútua e unidade do casal) e procriativo (aberto à geração da vida) reclama, exige a estabilidade dos dois, a constituição de um lar, de uma família, que poderá assim sustentar a consequência natural inerente ao ato conjugal. Cristo Jesus elevou esta instituição, naturalmente constituída, ao grau de sacramento. Para guardar o precioso dom de serem cooperadores de Deus na geração da vida, o Pai estabeleceu a família e o Filho a sacramentalizou fazendo esta união indissolúvel. Por isso, o sexo fora da família, esta que para os católicos se inaugura na recepção do sacramento do matrimônio, foge da ordem estabelecida por Deus na natureza do homem e pela revelação.
A Igreja, analisando a ordem natural e guardando a revelação de Deus, aponta quais são os fins do matrimônio, indica a missão do casal, ensina para que foram chamados à vivência desta vocação. O matrimônio tem dois principais fins: a ajuda mútua que os dois devem se prestar e a procriação e educação da prole. O Beato João Paulo II na Familiaris Consortio recorda que para este último deve se orientar o amor esponsal – “… o próprio matrimônio e o amor conjugal se ordenam à procriação e educação da prole…”(n.14); e por fim o matrimônio é também remédio contra a concupiscência.
Agora pensemos com maturidade e sinceridade: Será que nós, filhos da Igreja, nos demos conta desta importante missão conjugal? Será que os casais param para pensar que, mais que serem excelentes profissionais, mais que terem uma vida cômoda e tranquila, ou ainda, mais que serem exímios agentes de pastorais, eles foram colocados no mundo com a grande missão de, com responsabilidade, cooperarem com o Criador gerando vidas e educando-as na fé? Pois bem, um casal que tomou consciência da missão que recebera diante do altar de Deus, vai, como que um exército, orientar suas atividades e pensar em estratégias, para cumprir com empenho seu objetivo. Aí os valores são colocados nos seus devidos lugares: para quê, como e com qual intensidade trabalhar? Para quê e com quê medida se divertir? O quê e quanto possuir? A resposta última sempre será a família, o bem dela e a finalidade do chamado recebido.
Neste momento de nossa reflexão poderia surgir um questionamento: Então um casal deve ter filhos sempre, sem medir as consequências e sem planejamento? Não! A Encíclica Humanae Vitae do Papa Paulo VI comenta que pode haver “motivos sérios” para o espaçamento da gravidez – “que derivem ou das condições físicas ou psicológicas dos cônjuges, ou de circunstâncias exteriores…”(n.16); é sabido que o mesmo documento magisterial adverte que o único modo de fazer isso licitamente, sem atentar contra a lei moral estabelecida por Deus na natureza humana, é o recurso aos períodos infecundos do ciclo feminino, sendo portanto, um grave pecado a utilização de qualquer anticonceptivo visando eliminar um dos aspectos intrínsecos da verdade do ato conjugal, o aspecto procriativo. O que parece claro na doutrina é que o matrimônio é um chamado, uma vocação; sua missão se ordena para a geração e a educação dos filhos e que, só não é negligente evitar a geração por “motivos sérios”. Neste último ponto que gostaria de refletir um pouco mais.
FAMÍLIA AOS PÉS DA CRUZÉ comum, ao perguntar aos casais de noivos sobre os futuros filhos, recebermos a quantidade exata que pensam, geralmente: dois, três, no máximo… Porque a resposta não é: quantos pudermos ter? Parece assustador dizer isso, parece loucura! Hoje a sociedade doutrinou as consciências com a mentalidade anticonceptiva, a ideia de uma mulher que tem muitos filhos, que os educa e zela por sua casa é tida como uma ofensa a sua dignidade, soa como uma concepção machista e medieval. Atualmente a quantidade de filhos que tem um casal não se baseia na missão que receberam de Deus, mas sim no egoísmo; o filho é a realização individual, o herdeiro de um nome, de umas posses, de um estilo ou, até mesmo, o suplemento de uma carência pessoal. É certo que só o casal pode dizer se é ou não o momento de ter filhos, no entanto, este discernimento deve ser purificado de todo egoísmo, para que os “motivos sérios” alegados não sejam apenas motivos fúteis provindos do amor próprio e egocêntrico.
Todo casal católico deve pedir a luz divina para analisar se estão ou não vivendo autenticamente sua vocação, para ver se a quantidade de sua prole está sendo orientada pelo desejo de cumprir sua missão diante do chamado de Deus, ou ditada pela busca vaidosa de comodismos exagerados como: carros novos, aparelhos de última geração; ou por empreendedorismos profissionais desnecessários: possibilidade de mais horas de trabalho para receber cargos importantes sem necessidade, valorização do status profissional; ou ainda, por desejar evitar desgastes querendo a tranquilidade preguiçosa e a vazia despreocupação. Nesta análise o casal deve estar atento, pois muitas desculpas podem aparecer para o fechamento à vida, às vezes até com uma roupagem bem lógica e razoável, mas que no fundo só esconde o avassalador egoísmo: “não conseguiremos pagar a melhor escola da cidade para eles…”; “já temos mais de 35 anos, não temos mais paciência”; “não teremos condição de dar-lhes um carro quando fizerem 18 anos…”; “não poderemos pagar uma viagem para todos aos EUA em nossas férias…”.
Toda atividade do casal deve estar voltada para melhor desempenhar sua missão, que tem como orientação a geração de filhos e educação dos mesmos. A busca de crescimento profissional, a ascensão do salário deve dispor as condições materiais para desempenhar a missão familiar. O lazer e descanso devem ter como objetivo a convivência e o equilíbrio psíquico para a missão. A posse de bens precisa visar a qualidade de vida dos membros sem que a procura da aquisição do supérfluo feche a família à geração de novas vidas. Tais meios, por mais lícitos que sejam, não podem ser o fim da família, eles não podem fazer com que os casais negligenciem o chamado que receberam. Gerar os filhos que puderem, não significa ter filhos sem responsabilidade, o casal deve averiguar se tem condições para desempenhar o seu papel de pais, mas o fato de no momento não reunir os quesitos necessários não permite uma inércia, o casal deve travar uma luta para alcançar o patamar que precisa para realizar o que lhe foi confiado.
“A vocação universal à santidade é dirigida também aos cônjuges…”(Familiaris Consortio n.56), nos lembra João Paulo II, e essa meta, a santidade, eles alcançam por meio da vivência autêntica de sua vocação. Por isso, se torna urgente o aprofundamento do conhecimento sobre a vocação matrimonial: o tema da fecundidade, do correto procedimento da sexualidade e as finalidades do matrimônio e, ao mesmo tempo, a motivação de se abrirem à conversão sem medo de deixarem para trás concepções que vão contra a doutrina da Igreja. Os cônjuges precisam suplicar a coragem de se lançarem nos planos de Deus, tendo confiança de que Ele só pede o que seus filhos podem dar, contando sempre com sua ajuda. Que a Virgem Maria, Mãe e Mestra, ajude-nos a vencermos o egoísmo e com amor obedecer sempre a Deus, cumprindo com atenção a missão que Ele dá a cada um dos seus.

Pe. Matheus de Barros Pigozzo
Arquidiocese de Niterói

Robson Oliveira

20 comments for “Fecundidade Matrimonial – por Pe. Matheus Pigozzo

  1. Gina Lucia
    3 de dezembro de 2013 at 22:04

    Caro amigo Matheus,seu texto é de inspiração divina. Este tema é mesmo de difícil compreensão, é preciso se livrar da “dureza de coração” a que se referiu São paulo para entender. Concordo com suas palavras e acrescentaria que, hoje em dia, muitos casais ao optarem por um único filho renegam o privilégio e o prazer quase que insubstituível do seu filho de se ter um irmão, e quem sabe até, de vir a ter um sobrinho. Com os irmãos aprendemos a dividir, a amar sem escolhas, a perdoar… Realmente, crianças dão muito trabalho. Mas é preciso pensar que esse exausto trabalho que se tem nessa primeira fase é muito curto frente à vida inteira de alegria, de amor e de recompensa que se tem pela frente. Acho que ter um irmão é um direito e que só deveria ser negado, como você falou, se fosse “por motivos muito sérios”. Um grande abraço.

    • Matheus
      15 de dezembro de 2013 at 15:15

      Grato pelas palavras! Deus abençoe nossas famílias!

  2. Marta Borges
    9 de agosto de 2013 at 13:10

    Obrigada, Matheus por tudo o que ressalta sobre vocação, matrimônio, paternidade. Que vc seja muito feliz no caminho que faz em resposta ao chamado de Deus.

    • Matheus
      15 de dezembro de 2013 at 15:13

      Obrigado! Deus nos guie!

  3. Ueslei Silva
    30 de julho de 2013 at 09:37

    Parabéns Matheus! Belo Texto.

  4. Morena Flor
    7 de julho de 2013 at 17:36

    E como fica um casal pobre, que quer limitar o número de filhos por conta da falta de condições de dar-lhes uma vida decente, digna, dar ESCOLA BOA, moradia digna, saúde, segurança financeira(poupança) etc? Já ouvi falar dos métodos “naturais”, mas, lendo bem, eles servem mais para espaçar as gestações, o que não é muito interessante aos olhos de muitos casais. Como fica então? Pq parece que estes casais ficarão sem saída e vão acabar tendo de sustentar uma prole numerosa sem um pingo de condições para isso. Creio que as pessoas que querem limitar o número de gestações o fazem por vários motivos, reduzí-los a “egoísmo” é um erro. Existem pessoas que querem ter menos filhos porque não têm condições de sustentar mais, porque muitos não se sentem capazes de criarem 5,6,10 filhos… E mesmo que seja porque querem viajar… Não nos cabe julgar os motivos de NINGUÉM(Cristo disse: Não julgueis para não seres julgados), porque cada um sabe aonde seu calo aperta. Entendo que a Igreja pense que o matrimonio deve estar aberto à vida. Mas estes outros pormenores também existem e também são importantes – e cruciais.

    • 7 de julho de 2013 at 18:32

      Tenho 2 filhos e uso métodos naturais.

      Vivemos um tempo egoísta, sim.

    • Matheus Pigozzo
      8 de julho de 2013 at 21:01

      Estimada Leitora “Morena”, como disse no artigo: “Gerar os filhos que puderem, não significa ter filhos sem responsabilidade…”, e também quase que respondendo sua questão falo: “Então um casal deve ter filhos sempre, sem medir as consequências e sem planejamento? Não! A Encíclica Humanae Vitae do Papa Paulo VI comenta que pode haver “motivos sérios” para o espaçamento da gravidez – “que derivem ou das condições físicas ou psicológicas dos cônjuges, ou de circunstâncias exteriores…”(n.16).”
      A principal missão do casal é gerar e educar na fé os filhos, só é lícito espaçar a gravidez, como diz o documento da Igreja, por motivos sérios. Parece-me sérios alguns dos motivos que vc alegou: “falta de condições de dar-lhes uma vida decente (…) moradia digna, saúde…” Tendo motivos sérios, sem serem ditados por egoísmo, o casal deve recorrer aos períodos infecundos da mulher. O método natural faz com que a mulher descubra seu período infértil, para que tenham as relações nestes períodos. Agindo assim, sem separar as duas dimensões naturais do ato sexual, eles não manipulam o dom recebido de Deus, eles administram-o.
      Sobre o julgar as pessoas, não é minha intenção, aqui, tendo por base que o ser humano é ferido pelo pecado original, quero levar a reflexão os casais, para que avaliem se seus motivos sérios são de fato sérios, mas como diz o artigo “É certo que só o casal pode dizer se é ou não o momento de ter filhos, no entanto, este discernimento deve ser purificado de todo egoísmo”
      Espero poder ter esclarecido.
      Deus dê coragem aos casais para viverem com propriedade e fortaleza sua vocação!! Amém!

      • Dani Medina
        4 de Fevereiro de 2014 at 18:47

        Caríssimo Matheus Pigozzo,

        Essa tal de Morena Flor é defensora do controle de natalidade e do aborto. Ela adora trollar (provocar) em comunidades que defendem a vida.

        Cuidado com ela!

        • 5 de Fevereiro de 2014 at 07:44

          Não tememos trolls, Dani. Ela que tente argumentar, vamos ver o que ela consegue.

          Abraço!

        • Matheus
          7 de Fevereiro de 2014 at 14:22

          Deus tenha misericórdia! E façamos nosso apostolado! Deus é mais! Abraço!

    • 10 de julho de 2013 at 17:17

      Prezada amiga, se tiver paciência peço que leia, com carinho.

      No fundo sofremos uma grave falência do sentimento de “generosidade”. Para que a generosidade exista, é preciso vencer o egoísmo, é preciso ter uma visão humilde e abertura à providência. Para isso também é preciso conhecer o que está falando.

      Reflitamos alguns pontos sobre os métodos naturais:
      1) O método Bilings por exemplo. É científico, com precisão de cerca de 97% pela OMS, é natural, não causa nenhum problema à mulher, pode ser usado para evitar ou engravidar, e em qualquer ciclo, além de por sua natureza exigir o comprometimento do casal, do respeito entre os parceiros nos períodos onde evitam-se as relações sexuais, etc. O método em si, engradece o relacionamento, e antes de pensar que são restritivos ao ato sexual, é totalmente ao contrário, caso seja utilizado para evitar a gravidez, tem-se períodos infecundos superiores aos fecundos, permitindo assim a união dos esposos na sua maior parte, além de estimular uma convivência diferenciada nos períodos de abstinência.
      2) “Risco de engravidar”. Vc não disse, mas implicitamente é isto que vejo no seu relato, um receio. Não aceito este termo risco de engravidar, mas é comum ouvi-lo. O filho se vier nunca pode ser tratado como acidente, mas tentemos pensar nisso então. Nos falam muito desse chamado “risco” de engravidar, principalmente quando o casal é “pobre”. Analisando este caso, pergunto: dirigir é seguro? É arriscado, no que se refere à morte, e continuamos comprando carros, tirando carteiras e dirigindo. A questão é a cultura geral no trânsito, nossa e dos outros motoristas, mas mesmo respeitando todos os limites ocorrem acidentes. Podemos evitar trafegar em estradas sinuosas, andar a noite ou com chuva, para diminuir o risco de acidentes e até tendê-lo a zero, mas o risco sempre existe. No método, há abertura a vida, mesmo seguindo-o com perícia pode-se engravidar, mas a gravidez chega como fato excepcional, não como acidente. E a Igreja luta por uma cultura familiar harmônica, onde os casos serão de exceção, mínimos. Há diversos casais, inclusive eu e minha esposa, que usamos o método sem problemas. A única desvantagem do método segundo o OMS é: não protege contra DSTs (sic!). Para uma vivência séria e responsável em um casal não é problema, visto que ambos deverão vivenciar o sexo dentro da moral católica. Outra, nunca ouviu falar de casais engravidarem enquanto usavam métodos contraceptivos?
      3) Métodos contraceptivos hormonais: Leia a bula de um destes medicamentos, eles dizem tudo. Não tenho coragem de jogar este fardo para as mulheres, e manter os homens felizes se aproveitando de seus corpos, mesmo que estes corpos sofram.
      4) Métodos contraceptivos definitivos: intrinsecamente injustos. Jogar este peso no colo de um casal em um período difícil da vida é desumano. Se eles não querem ter filhos e não ligam para a moral católica, deixe eles assumirem. Mas estimular jovens, pobres muitas das vezes, a utilizar-se de intervenções que os esterilizam defitivamente é algo que caminha para a eugenia. Conheço casais que influenciados por médicos, parentes e amigos tomaram tal decisão e se arrependeram. Queriam ter mais filhos, pois passou a má fase, mas e agora José?
      5) Métodos contraceptivos de bloqueio: os casos mais complicados para a moral católica, pois em si não causam mal à saúde da mulher ou do homem, nem são definitivos, mas com o tempo não estimulam a abstinência e nem o respeito entre o casal, além de incorrerem ao “ato positivo” da contracepção, que fere uma das finalidades do ato conjugal. Estimula o sexo fácil a qualquer momento, além de não cumprirem o que prometem, pois não são 100% seguros. Se querem usar, deixe-os assumir, mas o alerta da Igreja e sua liberdade em anunciar a verdade deve persistir.

      Não sei se consegui convencer, mas tenho que falar.
      Fico com os métodos naturais, e não é a simples tabelinha que tanto falam. Mas o bilings, temperatua basal, cristalização da saliva e outros, que tem alta eficácia, não agridem a mulher, além de estimular o conhecimento mais profundo da sexualidade feminina, do seu ciclo reprodutor, e exercitar no homem o auto-controle, o respeito, e a rendição a esta magnífica obra de Deus, o corpo feminino. Outra coisa importante, por serem naturais, não são comercializáveis, isso não lhe sugere nada? Tente investigar mais um pouco sobre o lobby da indústria farmacêutica.

      A Igreja antes de ser insensata, é sábia. O homem que o é, na sua insensatez perde tempo em métodos que são comerciais e ferem a dignidade feminina. Se o método fosse terrivelmente falho como diz, Madre Teresa não o teria utilizado tão eficazmente, num país tão aflingido pelos males da pobreza, a Índia.

      Nosso egoísmo em pensar o que será dos pobres, como o Estado vai arcar com isso tudo, é simplesmente a falência da generosidade. A mentalidade contraceptiva é intrinsecamente má, pois retira do ato conjugal uma finalidade que é natural, gerar vida e educá-la. A sabedoria de mais de dois milênios dá a Igreja autoridade para falar deste assunto, principalmente por nunca negar a natureza humana. E nisso a postagem acima é acertada.

      Certo então! Para finalizar.
      O pobre não pode ter uma família numerosa, afinal como seus filhos poderão estudar numa ESCOLA BOA? Como se isso fosse a garantia de uma boa educação. O que significa BOA EDUCAÇÃO? Não entendi realmente usar este termo em maiúsculo, como se essa fosse a solução de todos os problemas. Certamente escreveu este termo em maiúsculo porque não acredita que uma família humilde eduque bem seus filhos, ou acha que ter um diploma de médico ou advogado é garantia de que aquela pessoa é bem educada? Preconceito da sua parte? Torço que não.
      Certamente família numerosa requer renúncia, doação, esforço, partilha, laços profundos, amor incondicional, tempo integral, e quando amparada haverá naturalmente uma bela educação. A generosidade de casais que acolhem os filhos como dom, e não como fardo, semeia uma cultura de generosidade entre os familiares, vizinhos etc. Vc pode até me falar, eu não vejo isso naquela família. Ok! E quem garante que ter menos filhos fará aquela família mais feliz? Porque não ajudar aquela família a melhorar sua condição de vida (não gosto do termo deturpado “qualidade de vida”).

      Prático é deixar e achar bonito a Angélica ter quantos filhos quiser, afinal, eu não me sinto constrangido, não preciso ajudar a família dela, eles já tem tudo. Mas o que é esse tudo? Material? E o espiritual? O humanístico?

      Outra coisa é me sentir constrangido ao ver uma família que precisa de algo material, e não sentir vontade de ajudar. Para ser prático também, poderíamos dizer que esta família por ser pobre, e não poder chegar ao potencial definido pela sociedade americanizada, não tenha mais filhos. Fácil assim, desta forma não preciso mexer o meu traseiro do sofá e ajudar. É justo? Ou será que a sua família numerosa não nos ajudaria a olhar o mundo de uma forma diferente, mais generosa, mais humana?

      Justo seria ver os filhinhos bem cuidados, com diploma de em medicina, de advogado, e outros exigindo o direito de se drogar, ou de matar crianças na barriga de suas namoradas, ou lutando pelo extermínio dos seus pais e avós velhinhos porque eles não servem mais para nada, ou até mesmo pedindo o direito de suicídio? Ou ainda mais justo, seria ver uma família de um filho só que vive num padrão americano, mas que mal se olham e se tocam?

      Fico com a Igreja, que olha além, porque olha pro ser humano. O Ministério da Saúde olha a massa e trata como caso de saúde pública. A Igreja olha o indivíduo e o trata como um caso particular, um ser que tem nome e que tem alma. Quem é a Igreja? Sou eu, é vc (quem sabe), é um corpo, uma família que tem dois milênios, e que aprendeu muito com o sofrimento de seus filhos.

      Há muito mais nessa mentalidade Contraceptiva, e pena que não tenho tempo para te explicar. Reflita mais um pouco, e se tiver coragem leia mais um pouco também. Aconselho o livro “A Guerra contra os fracos”, verá que seu discurso aparentemente altruísta (mesmo que puro) tá mais afinado com o discurso de grupos que lutam pela morte e não pela vida.

    • Rosi Lima
      29 de Janeiro de 2014 at 14:16

      Morena Flor, é bem interessante seu pensamento, mostra que não se preocupa com a salvação, para no tempo presente. Pois bem, quando um homem e uma mulher se conhece e começam um namoro e desejam chegar ao matrimônio devem sempre ter em mente a geração da prole, por isso a igreja nos apresenta a paternidade responsável, e essa paternidade responsável começa no namoro, começa no sentido de discutirem no desejo de contribuir com Deus na geração de filhos para o céu após o matrimônio, pois a carta encíclica Casti Connubii, nos apresenta os 3 bens do matrimônio cristão, e o primeiro deles é a geração dos filhos. Então se um casal coloca todas as dificuldades acima da fé, e da graça pecam, neste caso só estão buscando os prazeres da carne. Toda ação existe uma reação, e todo casal sabe que, se manter um ato conjugal poderá engravidar, e é por esta razão que a igreja convida os casais estarem abertos a vida com responsabilidade dentro daquilo que não venha ferir a dignidade humana. E engana-se em dizer que os método naturais só tem por finalidade a gravidez. Você diz que pesquisou, eu digo que pesquisei, pesquiso, e não só isso, estudo e continuo estudando. Se posso sugerir !!! faça o mesmo, principalmente sobre o que diz respeito ao céu.

      • Dani Medina
        31 de Janeiro de 2014 at 10:20

        Essa tal de Morena Flor é defensora do controle de natalidade e do aborto. Ela adora trollar (provocar) em comunidades que defendem a vida.

        Cuidado com ela!

    • Dani Medina
      6 de Fevereiro de 2014 at 18:49

      Prezada Morena Flor,

      Vou refutar cada um dos seus “argumentos” :

      “E como fica um casal pobre, que quer limitar o número de filhos por conta da falta de condições de dar-lhes uma vida decente, digna, dar ESCOLA BOA, moradia digna, saúde, segurança financeira(poupança) etc?”.

      Esta conversa de “vida decente” é muito conveniente para o egoísta que não quer abrir mão de sua vida regalada para ter mais filhos. Para o católico, a graça de uma família numerosa é muito mais importante do que a busca por melhores e moradia luxuosa. Egoísmo explica o seu pensamento.
      ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
      “Como fica então? Pq parece que estes casais ficarão sem saída e vão acabar tendo de sustentar uma prole numerosa sem um pingo de condições para isso”

      Bom, o egoísta sempre tem dinheiro para tudo (restaurantes, viagens etc) e sempre acha que não tem um pingo (sic) de condições de ter muitos filhos.
      ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
      “Creio que as pessoas que querem limitar o número de gestações o fazem por vários motivos, reduzí-los a “egoísmo” é um erro.”

      Todos os motivos que você citou são, sim, EGOÍSTAS.
      …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………
      “Existem pessoas que querem ter menos filhos porque não têm condições de sustentar mais, porque muitos não se sentem capazes de criarem 5,6,10 filhos… E mesmo que seja porque querem viajar…”

      Querer viajar em detrimento de ter mais filhos é, sim, a coisa mais EGOÍSTA (não custa repetir) que existe.
      …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………
      “Não nos cabe julgar os motivos de NINGUÉM(Cristo disse: Não julgueis para não seres julgados), porque cada um sabe aonde seu calo aperta”.

      Deslocar do contexto essa frase de Nosso Senhor Jesus Cristo é uma estratégia típica do católico morno, “de I.B.G.E.”, a fim de não ser criticado por seu… (adivinhou!) EGOÍSMO!
      ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………
      “Entendo que a Igreja pense que o matrimonio deve estar aberto à vida. Mas estes outros pormenores também existem e também são importantes – e cruciais.”

      Se você tivesse realmente entendido a posição da Igreja sobre a abertura à vida não teria escrito tudo o que escreveu linhas acima. Nenhum desses “pormenores” é relevante, apenas mostram o mais profundo EGOÍSMO.

      Paz e bem!

  5. Pedro Antônio Silva
    21 de junho de 2013 at 12:20

    “…façamos o homem nossa imagem e semelhança”… Gn 1, 26 – assim geramos nossos filhos nossa imagem e semelhança, somos coautores da obra de Deus recebemos essa Graça e damos continuidade, muitos não percebem isso e influenciados pelo modismo do mundo, divergem sobre a verdadeira missão do Matrimônio. Estou totalmente de acordo com você, fico feliz e agradecido a Deus por ter te chamado e a você por ter dado o seu sim, tornando um sacerdote, defensor da família, parabéns!!! que Deus lhe abençoe e lhe inspire muito mais.

    Att Pedro – 3º ano – Estrela Evangelização – Niterói – RJ

  6. Sheila
    17 de junho de 2013 at 20:57

    Quem conhece o seminarista Matheus sabe que ele é realmente um verdadeiro defensor da família e o quanto ele intercede por ela (a família). O seu texto é motivador para nós. Obrigada Matheus pelo carinho e orações!!!!!!!

    Um abraço!

    Sheila e Robson

  7. Ruth Abreu
    11 de junho de 2013 at 12:11

    Parabéns Matheus! Gostei muito do texto!

  8. André Moura de Almeida
    3 de junho de 2013 at 00:07

    Excelente texto, pois nos coloca para refletir e nos faz concluir que somos egoístas e não confiamos o bastante em Deus, como deveríamos confiar.

    Parabéns Matheus! Pedimos que você continue rezando por nós.

    Um forte abraço,

    André e Ana

  9. Maryah
    30 de Maio de 2013 at 18:59

    Texto muito bem elaborado. Assunto muito bem tratado. Parabéns!!!

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