Igreja e os Mass Media

O jornal oficial da Igreja Católica, o Observatório Romano, deu provas incontestáveis de como uma notícia mal apresentada (de propósito ou não, é irrelevante) pode causar enorme confusão. É comum em nossos tempos valorizar os meios e não os fins da comunicação. Em entrevista ao site do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, D. Peter Erdo lembra-nos que há um ethos, uma norma para a prática da produção comunicativa, especialmente para o jornalismo. Provocado pelo repórter, que pergunta sobre as normas que a Igreja deve seguir para pregar o Evangelho ao homem hodierno, ele responde:

A Igreja, como sempre, deve falar contemporaneamente diferentes línguas, mas deve conservar também a cultura da palavra, da escritura, da argumentação lógica. A Igreja deve, de fato, aprofundar e desenvolver estas formas – como tem feito sempre na sua história –  usando com plena convicção e força, também as novas possibilidades. Mas precisa sempre ter presente, contudo, os limites associados com a natureza deste tipo de comunicação.

Os novos meios de comunicação, os Mass Media, podem e devem ser utilizados como instrumentos para levar até os confins do mundo a Palavra da Salvação. Mas não se pode perder de vista que a Palavra Eterna tem, por natureza, certa incompatibilidade com a palavra que passa, com a palavra dos meios reais de comunicação. Não se abandone o Eterno em nome do passageiro. Que a Canção Nova, que neste fim de semana realiza seu Encontro de Jornalismo, ouça as palavras de D. Peter Erdo, já que as vozes dos seus colaboradores brasileiros não valem tanto.

Leia toda entrevista aqui.

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