Imagine um mundo sem religião!

Corre na internet uma tirinha engraçadinha, dando traços pictóricos à música – que aliás, não gosto – de John Lennon. A ideia de base é que a religião, a propriedade, a configuração política, tudo isso é fonte de guerras e males. Nada historicamente mais falso! Mas vejam, volto depois:

Imagine... - John Lennon

 

Como sempre, a propaganda é melhor que a realidade. Já tentaram pôr em prática o ideal de John Lennon. Roma é o que temos de mais distante, sobre como viver em uma sociedade sem religião, ou que a religião é a própria sociedade. O César autoproclamava-se deus ou filho de deus. E esse paraíso, que dominou o mundo da Inglaterra até os limites da China, era escravocrata, zoófilo, reinava a corrupção, traições políticas e civis. Será que há exemplos mais recentes? Não é que há! Vamos lembrar como a URSS, que proibiu a religião e matou religiosos, e o nazismo, que instrumentalizou a religião, matando quem não concordava com seus métodos, tornaram seus países um lugar melhor.

Dor e Sofrimento

México anticlerical e antirreligioso. O “paraíso” na terra!

Holocausto

Gulags, o paraíso sem religião da URSS

 

Auschwitz

Crianças no paraíso polonês de Auschwitz, providenciado pelo nazismo

O que foi dito de Roma, da URSS e da Alemanha, pode ser dito da China, da Coreia do Norte, de algumas nações da África. Pois é, desconfio que um mundo sem religião não seria lá tudo isso!

Robson Oliveira

6 comments for “Imagine um mundo sem religião!

  1. David Gravatá (estudante)
    24 de fevereiro de 2015 at 22:53

    Ora, então, a música está sendo utilizada em prol de uma sociedade mais laica??
    A Religião é um sistema de crenças, doutrinas e rituais que são próprios de um grupo social.
    Segundo dados do Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP), o planeta alcançou 7,2 bilhões de habitantes em 2014, e segundo dados da Word Cristian Database, temos a quantidade de pessoas adeptas que confessam-se como :

    Cristãos: 2.419,2 milhões (católicos romanos, ortodoxos, protestantes anglicanos e cristãos independentes)
    Mulçumanos: 1.703,1 milhões
    Hindus: 984,5 milhões
    Religiosos populares da China: 453,8 milhões
    Budistas: 520,0 milhões
    Animistas e Xamanistas: 260,2 milhões
    Novos religiosos orientais: 65,0 milhões
    Siquistas: 25,2 milhões
    Judeus: 14,2 milhões
    Crentes espíritas: 14,3 milhões
    Bahaístas: 7,9 milhões
    Confucionistas: 8,4 milhões
    Jainistas: 5,6 milhões
    Xintoístas: 2,8 milhões
    Taoista: 8,6 milhões
    Zoroaístas:0,19 milhões

    (Verificar fonte no Almanaque Abril 2015, página 142, box)

    Como vemos, é muita gente com fé…
    Ah…
    Ateus são cerca de 136,4 milhões; e a religião da moda universitária, o Agnosticismo já tem cerca de 694,8 milhões de adeptos.
    As vezes quando assisto Guerra dos Tronos na HBO, vejo como seria o mundo sem a noção do cristianismo.
    Abraços.

  2. Roberta Valle
    21 de fevereiro de 2014 at 16:16

    Boa reflexão sobre a música da qual, aliás, também nunca gostei! E nunca entendi porque a perspectiva de um mundo sem religião seria boa. Afinal, onde aprendemos valores como amor ao próximo, caridade, pacificidade etc.?

    • 21 de fevereiro de 2014 at 16:33

      Eles diriam: nas ciências, na arte e na filosofia. E aí, tia Roberta, qual seria sua resposta?

      • Lucas
        22 de fevereiro de 2015 at 18:21

        Ciência que as vezes não mede esforços e ultrapassa a ética pra atingir seus objetivos? Como em testes do MK Ultra feito pela CIA, ou ainda Chernobyl?
        Filosofia que sempre terá pessoas com pensamentos contrários e ocorreram brigas por conta disso? Sei lá. Prefiro imaginar um mundo sem os humanos, só os animais e a cadeia alimentar funcionando. Nesse mundo eu serio um cão =D

  3. Eduardo Araújo
    15 de fevereiro de 2014 at 04:14

    Merecia era uma tirinha rebatendo, que poderia se intitular “Imagine um mundo … sem hipocrisia”.

    Aí, era só mostrar quem foi John Lennon, em vida: um nababo, dono de ricas propriedades, anticristão (portanto, com uma postura RELIGIOSA). A “paz” lennoniana, como se denota da música e de suas opiniões, fundava-se em sumo desrespeito à religião alheia, cristã, mormente, e às convicções políticas diferentes das suas (um socialismo chinfrim, regado a LSD e hedonismo).

    Sobre o nazismo, meu caro, lembremos, sempre, que o regime detestava o Cristianismo, religião que consideravam de gente fraca e obscurantista. Os ateus militantes hodiernos tentam a todo custo impor a farsa de “Hitler cristão”, de “Igreja e nazismo, tudo a ver”. Eram tão cristãos, que uma das medidas executadas na tomada da Polônia foi o assassinato sumário de padres e outros clérigos, tidos como ameaças à dominação nazi. Ou seja: pode-se, até, retrucar a alegação do nazismo ser um regime ateísta (não o foi. Imaginavam (olha aí, Lennon) uma futura igreja positivista ariana), mas com toda a certeza pode-se afirmar que o regime era fundamentalmente anticristão. Claro, os ateístas militantes, na sua truculência e desamor à verdade, sempre insistirão com essa baboseira, ironicamente imitando Joseph Goebells, ministro da propaganda nazista, que dizia “uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”.

    • 15 de fevereiro de 2014 at 06:55

      Concordamos, Eduardo. Fiz uma ironia da tirinha com a realidade.

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