Leitura sugerida… meditação obrigatória

Reprodução

O arcebispo Gianpaolo Crepaldi apresenta um livro verdadeiramente oportuno para o cidadão cristão brasileiro, muito especialmente por causa das idiossincrasias da política nacional. O título do livro é O Católico na Política. A indicação de leitura do livro pelo nome da obra já obrigaria o fiel a ler e se dedicar em aprender os conteúdos propostos pelo arcebispo. No entanto, o subtítulo do livro indica uma tarefa ainda mais grave para os cristãos da política: manual para recuperação. De acordo com o arcebispo, urge recuperar o papel dos políticos cristãos nas sociedades, lugar que já foi ocupado recentemente por pessoas como pela família Maritain e Chesterton. O subtítulo da obra indica uma situação de decadência, portanto, no que concerne ao exercício dos leigos cristãos na vida pública. Quem apresenta a resenha da obra é o vaticanista Andrea Tornielli, que põe em relevo alguns pontos que, se não podem ser lidos ainda por causa do hiato entre as publicações de importância na área teológica e a indústria editorial no Brasil, podem provocar reflexões interessantes sobre o assunto.

O primeiro ponto é o papel irrenunciável que o político católico tem na defesa dos valores cristãos. Não é possível aceitar o múnus do serviço da pólis (cidade) sem admitir que há valores e princípios verdadeiramente inegociáveis:

O arcebispo disse que na ação política em que se enfrenta “uma escolha que envolve também ações moralmente inaceitáveis”, como “o reconhecimento do direito ao aborto, ou as leis que permitem o sacrifício de embriões humanos ou a legalização da eutanásia”, ou reconhecer os casais homossexuais, o católico “não pode dar o seu consentimento”.

Nada mais escrevesse o arcebispo, esse parágrafo já traria luz para os cristãos no que concerne ao trato do político cristão. No entanto, Tornielli indica um ensinamento importante do arcebispo, o qual aponta para uma questão grave do Brasil:

Os cidadãos não devem dar seus votos para os partidos que contemplam em seus programas (de governo) estes posicionamentos.

É como se D. Crepaldi estivesse tratando do caso brasileiro, onde alguns cristãos aceitam submeter convicções religiosas e princípios humanos a normas partidárias. A falta de verdadeiros valores fazem com que haja um abandono dos cristãos da vida pública, aumentando ainda mais os problemas. Segundo o Arcebispo, a diáspora dos cristãos desse ambiente revela que:

A doutrina da Igreja não está sendo devidamente promovida e implementada, que os pastores não vem abordado o tema adequadamente, que os teólogos não tem agido à luz da sua função eclesial, que as universidades católicas não tem produzido uma cultura católica coerente, que as livrarias católicas não estão fazendo seu dever de evangelizar.

Este parágrafo do livro de D. Crepaldi traduz muito bem os grandes problemas da Igreja do Brasil, todos relacionados, ao final, com as questões políticas e religiosas, que tomam os noticiários do país. No topo de todos os elementos, a tarefa de não inovar no conteúdo da doutrina, mas implementá-la e divulgá-la com coragem, oportuna e inoportunamente.

Quem sabe as livrarias católicas, incentivadas pelo dever de evangelizar, editem esta obra e ajudem a formar um cidadão e um fiel mais bem formado, para o Brasil.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *