Machismo disfarçado

Nunca na história da humanidade o machismo chegou tão longe: quando os homens não só desprezam as mulheres, mas pretendem mesmo substitui-las. 

Estudos acadêmicos e reportagens jornalísticas não cansam de divulgar os benefícios físicos que a amamentação traz para os recém-nascidos: resistência a doenças, alimentação balanceada, nutrição suficiente, estímulo maxilo-bucal, elementos essenciais para o desenvolvimento cerebral e a lista não para. E ainda nem se tocaram  em conhecidíssimos benefícios psicológicos, oriundos do contato tátil da mamãe com seu pequeno rebento:

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O  odor do leite materno, o aconchego do colo que lhe gerou, o compasso grave do bater do coração nos ouvidos da criança, o contato do lábio com o seio trazem para o bebê sentimentos de segurança, confiança, carinho, sensação de cuidado que são insubstituíveis e que marcarão a memória afetiva dos bebês indelevelmente. Com efeito, é sabido que a cultura atual valoriza os genéricos e as simplificações. Mas quem poderia dizer seriamente que esse encontro espetacular entre a mãe e seu filho pode ser suprimido ou mesmo substituído por um outro contato humano semelhante?

Na última semana um bebê, gerado in vitro, foi tomado para adoção por dois homens em Pernambuco. Não se pretende discutir a prerrogativa legal da dupla. Afinal, os magistrados daquele estado entenderam que desejos pessoais estão acima da Carta Magna, que consigna adoção apenas para famílias, e a dupla só pode configurar família caso se torça a letra da Constituição Federal. O mais importante e sobre o quê se deseja meditar é o direito da criança de ter uma mãe. Sim, pois nesse caso não se ouviu a opinião do bebê, que não terá objetivamente nenhum dos benefícios psicológicos e biológicos que a amamentação e o contato cotidiano com sua genitora propicia. Esse bebê não será protegido com anticorpos, não ouvirá a pulsação da mamãe ao amamentar, não sentirá a respiração ofegante por causa do momento tão importante, não experimentará a segurança que o colo materno pode emprestar. Enfim, os bebês assim expostos são alienados do direito de escolher se querem ou não querem a experiência de ter uma mãe a educá-los. Por mais que as duplas que se apresentam para cuidar dessas e de outras crianças recém-nascidas desejem dar-lhes o melhor de si, boa-vontade não é suficiente. Falta-lhes algo fundamental: a genética apropriada.

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E aqui fica claro um aspecto curioso deste episódio, que é o aspecto machista da contemporaneidade.  A despeito da propalada “tolerância” da sociedade atual, velhos problemas continuam incomodando e teimando em revelar-se em seus aspectos mais cruéis e desalmados. Mandando às favas o “politicamente correto”, como não perceber o machismo mau disfarçado nesse caso. O episódio põe às claras o quanto a sociedade contemporânea é machista. Um machismo travestido, é verdade; um machismo maquiado, por certo; um machismo com luvas de pelica, mas ainda um machismo. E por ser assim tão dissimulado, este tipo de machismo é ainda mais cruel e injusto. Afinal, o evento machista ensina que não se pretende apenas suprimir benefícios das mulheres, mas pretende-se fazer desaparecer sua necessidade, na medida em que elas deixam de ser indispensáveis à sociedade. Nunca na história da humanidade o machismo chegou tão longe: quando os homens não só desprezam as mulheres e seus direitos, mas pretendem mesmo substitui-las. É preciso que se diga em alto e bom tom: as mulheres são indispensáveis! Nenhum homem, por mais bem preparado que esteja ou por mais que a boa vontade lhe abunde, poderá fazer as vezes de qualquer mulher, nas funções que lhes são próprias. Afinal, homem e mulher são diferentes no seu gênero, o que é uma riqueza incomensurável. Imaginar que um homem, com maior ou menor esforço, possa passar-se por mulher e realizar suas atividades próprias de modo absoluto, em alguns casos até melhor que as mulheres, é ou não é machismo em sua pureza química? O suprassumo do machismo não ocorre quando as mulheres são alijadas de seus direitos políticos, culturais ou civis, mas quando se lhes negam o direito à especificidade de sua existência. Ora, negar o que é próprio da existência de um indivíduo é negar seu elemento mais fundamental, como aconteceu quando negaram aos índios sua humanidade, ou aos presos de guerra sua dignidade humana.

Por debaixo deste evento, comemorado pela comunidade homoafetiva como uma vitória, esconde-se ainda um brucutu, com tacape às costas, massacrando as mulheres. Afinal, se se imagina que não há nada que uma mulher faça que um homem não possa fazer melhor, que nome dar a isso senão machismo, puro e simples? Como são machistas esses homossexuais…

Robson Oliveira

38 comments for “Machismo disfarçado

  1. Bruna
    30 de maio de 2012 at 15:53

    Obrigada pela resposta Eduardo.

    Quanto à questão do dilema, acredito ter tido essa impressão, pois quando um casal homossexual está envolvido no assunto, ele parece ser mais alardeado, vide casos de pedofilia e abuso.

    Se a preocupação existe em proteger as crianças de pais que possam não ser bons pais, sejam eles adotivos ou biológicos, então estamos de acordo e eu tive a impressão errada e por isso peço desculpas.

    Quanto ao uso da palavra casal, meu dicionário o aceita para qualquer dupla que tenha relação amorosa, por isso o utilizo desta forma. Se o autor do dicionário era gay ou não, eu sinceramente não sei dizer.

    • 30 de maio de 2012 at 16:14

      Acho que a intenção do Eduardo era dar ênfase ao que a Constituição afirma, que “família” constituída por homem e mulher. A mudança nos sentidos das palavras é só mais uma forma de mudar a compreensão das coisas.

      Abraço!

  2. Eduardo Araújo
    30 de maio de 2012 at 14:48

    Bruna, é, até, compreensível sua preocupação, mas o que deve ficar bem claro é que inexiste o dilema que se atribui à postagem e à nossa posição católica pela vida e pela família cristã. Falso dilema, que poderia ser formulado nesses termos: “OU se admite má influência em crianças adotadas por duplas gays OU se admite má influência em crianças adotadas por alguns casais”.

    Por que é um falso dilema? Porque não é verdade que desconhecemos problemas que podem existir em adoções por eventuais casais (o acréscimo do qualificativo ‘heterossexual’, aqui, é pleonástico. Casal é, SEMPRE, formado por homem e mulher, por mais que os gayzistas queiram redefinir o termo).

  3. Bruna
    28 de maio de 2012 at 16:54

    Então uma mãe adotiva não é mãe porque PRIVA o beb~e da amamentação?

    Estamos querendo erradicar a adoção aqui?

    Afinal, a maioria das adoções ainda acontecem com pais heterossexuais, mas que não vão amamentar a criança, visto que não participaram de sua concepção.

    • 28 de maio de 2012 at 18:18

      Absolutamente. A adoção é querida e até deseja por nós. Mas por casais que possam oferecer aos bebês traços psicológicos complementares. Não apenas o aspecto material, mas principalmente o afetivo. Afinal, homens e mulheres são diferentes. Se os casais heterossexuais também não podem oferecer esse contato fundamental na primeira infância do bebé, por serem inférteis, sempre poderão acrescentar ao seu filho adotivo as perspectivas masculina e feminina, que se complementam. Uma dupla homossexual jamais conseguirá fazer isso, a não ser que se diga, de modo machista, que um homem pode fazer o mesmo que o uma mulher, inclusive nesse aspecto particular.

      Deve-se dizer que os avanços na psicomotricidade e na psicologia infantil não apontam para isso, como foi dito e provado no texto acima. Mas como se sabe, o homem é livre para não ver o que está na sua frente, com provas e argumentos irrefutáveis.

      • Bruna
        29 de maio de 2012 at 09:54

        Entendo.

        Claro que o ideal sempre será pelo menos uma boa influência de ambos os sexos na vida da criança.

        Porém, essa influência pode não estar presente também em lares heterossexuais em que só um dos pais pariticpa da criação dos filhos, por diversos motivos.

        O que acho interessante é a parcialidade da preocupação.

        Se for um simples caso de desinformação minha, peço desculpas, pois ainda não tive tempo de ler todo o blog, pois o conheci recentemente.

        • 29 de maio de 2012 at 13:02

          Não sei se é só desinformação. Mas você acertou em uma coisa: somos parciais, sim. Somos sempre a favor do humano. Mas será que isso invalida nossos argumentos? Por exemplo, somos contra a escravidão. Uma das razões é que Deus fez todos livres, logo não é lícito que exista servos e escravos. Contudo, também pode-se defender a liberdade dos homens pela natureza do próprio homem: todos fazemos parte da mesma natureza humana, o que torna a escravidão um absurdo. Ora, é razoável negar a validade deste último argumento contra a escravidão alegando que os cristãos na verdade negam-na por causa do primeiro? Seria um absurdo, não? Pois bem, somos parciais, mas quem não é?

          A ciência contemporânea tem mostrado inúmeros casos em que a pseudo-imparcialidade científica agiu (veja os links aqui, aqui, aqui e aqui). Em nome de interesses escusos se deram testemunhos em Supremos Tribunais, se falsificaram dados climáticos, tudo acusando os outros de parcialidade, para santificar sua própria pseudo-imparcialidade. Nós, pelo menos, não tememos a fraqueza. Somos parciais, sim, mas cumprimos as leis justas. Pior é achar que não se é parcial e utilizar a lei para cometer crimes “imparciais”, como neste caso aqui.

          Seja bem-vinda, para dialogar sempre!

          • Bruna
            30 de maio de 2012 at 09:36

            Obrigada pelas boas vindas e quero dizer que achei ótimos os textos que já tive a oportunidade de ler.

            Quando me referi a parcialidade, não entrei no mérito da escolha de lado em um assunto, mas em como se está preocupado com apenas um tipo de falta d einfluência de um determinado sexo na vida da criança.

            O que me preocupa é que se foque apenas em situações em que homossexuais estejam envolvidos e que se esqueça que heterossexuais podem também criar situações desfavoráveis para o convívio de uma criança.

            Situações em que um dos pais não se faz presente, por exemplo. Situações de abuso, para os quais heterossexuais ainda são maioria.

            • 30 de maio de 2012 at 15:48

              Bruna, nenhum de nós acha que os casais heterossexuais são casais perfeitos. Sabemos que pode haver abusos e desmandos em casas tradicionais. Mas vou lhe dizer – e provar – que é erro dizer que abusos a crianças acontecem, em sua maioria, com heterossexuais.

              Dê uma olhada aqui.

              http://humanitatis.net/?p=4133

              • Bruna
                30 de maio de 2012 at 16:05

                Obrigada pela indicação de leitura, Robson.

                Entretanto, a estatística se refere apenas a padres, se meu inglês me permitiu entender bem.

                A minha afirmação dizia respeito ao abuso de uma forma mais geral.

                Trabalhei por dois anos no setor de estatísticas do meu estudo e tive a missão de trabalhar na apuração de dados de abuso sexual de crianças.

                A maioria esmagadora dos casos era de meninas e seus algozes eram todos homens.

                Claro que qualquer estatística está sujeita a falha, pois muitos casos não são denunciados. principalmente quando envolvem ataques por pessoas de mesmo sexo, devido a preconceitos e ignorãncias por parte da comunidade.

                Obrigada pela rápida resposta e por continuar e pelo ótimo material.

              • 30 de maio de 2012 at 16:19

                Bruna, me ajudaria muito ter estudos sobre o assunto. Vocè pode postar alguns links com esses estudos?

                Bem, quanto a serem os heterossexuais causa dos abusos, não sei. O que sei e há provas é que os lobbys homossexuais é que mais trabalham para aprovar a pedofilia e a efebofilia.

                Link aqui: http://humanitatis.net/?p=4291

                E veja o vídeo do senhor Luiz Mott, o maior apologeta da pedofilia no Brasil, gay assumido.

  4. Vânia de Carlinhos
    26 de maio de 2012 at 20:05

    O meu filho costuma dizer que todos saíram do armário, ou melhor, é capaz de nem existir mais armário. Tempos tenebrosos se avizinham para a idade adulta de minha neta. Nossa tarefa é enorme: defender a vida, enquanto ela existe, desde a concepção até a morte natural.
    Aliás, quem defende o aborto é porque não foi abortado e os “pares” que existem por aí, podem até pensar que sim, mas jamais serão COMPLEMENTARES.
    Saudades, Robson.

  5. Rafaela
    14 de abril de 2012 at 03:21

    Sou feminista, e nunca li um texto tão preconceituoso e MACHISTA! Um casal de homens (ou mulheres) ao adotar um bebe não PRIVA a criança de coisa nenhuma, minha mãe quando engravidou não pode amamentar por conta de problemas de saúde, isso em maneira nenhuma afetou a ligação que eu e ela partilhamos, não é a amamentação que criará um vinculo familiar.
    Casais gays masculinos não são machistas por não se relacionarem com mulheres, eu gostaria de entender de que lógica isso surgiu.

    “O suprassumo do machismo não ocorre quando as mulheres são alijadas de seus direitos políticos, culturais ou civis, mas quando se lhes negam o direito à especificidade de sua existência.”
    Como você pode se referir a qualquer coisa como machista, quando a sua propria visão de mulher é ‘ela serve para ter filhos’? Seria então uma mulher com problemas de fertilidade uma mulher sem proposito de existência? Seria então uma mulher que ESCOLHE não ter filhos, uma mulher sem proposito de existência?

    • 14 de abril de 2012 at 08:10

      Ah, tá, machismo é um texto que fala que as mulheres são indispensáveis e não uma cultura que diz que um homem pode fazer tudo o que uma melhor pode fazer melhor que ela.

      Sei.

    • 14 de abril de 2012 at 13:43

      Ah, e a ciência discorda da senhora, como foi provado no post. Os benefícios da amamentação vão do físico ao psicológico. Quer brigar? Fala com minha mão.

      Inté!

  6. Roberta
    6 de março de 2012 at 23:27

    Excelente, Robson. Vi a reportagem e fiquei perplexa. Como a Karina falou, a mãe biológica não tem cara, é só uma barriga de aluguel. E a reportagem lá, super positiva, louvando a “conquista” da dupla masculina. E não acho que esse primeiro caso vá ser o último…

    • 7 de março de 2012 at 07:23

      Obrigado pelo carinho de sempre, Roberta. Também achei as reflexões da Karina, nossa assídua colaboradora “internacional”, excelentes. E como você, tenho certeza que haverá outros casos pelo país. O que me causa estranheza profunda é que poucas pessoas atentam para o caráter preconceituoso em relação às mulheres que se esconde por detrás dessas notícias. Em nome de uma pretensa liberação feminina perpetram-se violências ainda maiores.

      Abração!

    • Karina
      7 de março de 2012 at 11:37

      Roberta, consegue ser pior: a criança, coitada, é um verdadeiro quebra cabeças, espermatozóide de um, no óvulo de outra, na barriga de uma terceira pessoa. E não, não será a última, ela já tem “irmãos” programados, com o espermatozóide do “outro” pai… Como já disse, um verdadeiro balaio de gato…

      • Eduardo Araújo
        7 de março de 2012 at 20:31

        De fato, Karina. Você atentou bem para a confusão inevitável que se avizinha. O seu exemplo acima de irmãos que não saberão que são irmãos dá uma idéia do problema criado pela “modernidade”. Um deles pode ser bastante sério e paradoxalmente reproduzirá algo típido na Antiguidade, de que são exemplos as famílias reais egípcias. Depois de tanto relacionamento intra-familiar, começam a aparecer mal-formações genéticas graves. Ah, mas isso a “modernidade” resolverá. Já tem gente defendendo a céu aberto o infanticídio! Eita, que beleza de sociedade vem por aí …

        • Karina
          8 de março de 2012 at 11:50

          Eu quero é ficar bem longe dessa “mudernidade” e continuar fazendo as coisas simples “do tempo da carroça”, ou seja, do jeito que Deus projetou…

  7. 6 de março de 2012 at 19:21

    Esse machismo disfarçado também acontece no caso dos homens que, com um falso auxílio às mulheres, apoiam o aborto e o feminismo.

    Ano passado participei de um “debate” sobre o aborto de cunho predominantemente feminista. Além das feministas, havia um advogado, que deveria falar da parte jurídica do assunto, mas acabou usando de sua autoridade para defender o aborto em uma atitude claramente machista, não percebida somente pelas tapadas feministas que ali se encontravam.

    Ele mesmo declarou que a decisão de fazer ou não um aborto deveria caber somente às mulheres, pois o corpo era delas, e nem dessa decisão eles (homens e pais da criança) precisam participar ou se quer saber do fato.

    Ora, é bem visível nessa opinião do advogado seu caráter extremamente machista. Se o aborto deve ser legalizado porque o “corpo” é da mulher e a decisão é dela… pronto!! Eis o caminho de felicidade dos homens sem caráter: Usar sexualmente das mulheres e depois largá-las porque eles nada tem a ver com o “corpo” (diga-se a, criança) delas.

    • David Gravatá (estudante)
      6 de março de 2012 at 23:55

      Estimada Karina,
      Compartilho muito do seu ângulo de visão. Percebemos que certos grupos minoritários com posturas radicais anti-católicas, além de confusos, querem confundir a sociedade.
      Sobre o “confuso” advogado que subiu no salto alto para dizer a estupidez de que a mulher tem o “direito de decidir” sobre seu corpo assim livre a cometer aborto. (ai-ai) Pior, que ninguém, como o pai, parentes saibam…
      Desculpa, mas se eles vivem num mundo fantasioso da falta da ética e da moral, devo contar historinhas também.
      Quando adolecente eu era fissurado na sétima arte das histórias em quadrinhos de super heróis, o universo Marvel. Os heróis com seus super poderes defendiam a ordem na sociedade. Aqueles que tb possuiam superpoderes mas eram contra a ordem, eram os confusos (os vilões). Dentre tantos, um me chamava a atenção: Dr. Destino. Era uma mistura de cientista+bruxo+monarca de um país europeu, ele achava que podia controlar o seu destino e dos outros. Ele inventou uma máquina do tempo, assim qdo perdia para os heróis, voltava no tempo para derrotá-los. Imaginemos se tivéssemos esta máquina do tempo, e de alguma forma coloquemos esse advogado de volta ao útero de sua progenitora a fim de que esta, tendo o “direito” sobre seu corpo, abortasse-o. Terrível pesadelo. Indefeso, seria assassinado pela pessoa que mais deveria conceder amor. Mas isso é fantasia. A verdade é que “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”. E tb é verdade que o mesmo não sofreria mais o aborto, pq já nasceu, estudou e se formou em uma carreira, ou seja vive. É um individualismo sem ética e moral.

      • David Gravatá (estudante)
        7 de março de 2012 at 00:00

        desculpa,
        estimada Leticia…

    • Karina
      7 de março de 2012 at 11:35

      Letícia, eu costumo dizer que o feminismo foi inventado por homens que queriam se livrar da responsabilidade sobre a família…

      • 7 de março de 2012 at 19:56

        Boa, Karina!!!

      • Eduardo Araújo
        7 de março de 2012 at 20:24

        “… o feminismo foi inventado por homens que queriam se livrar das responsabilidade sobre a família”

        (2)

        Uma vez – já faz um bom tempo – assisti a um debate na tv educativa aqui de Fortaleza (hoje Tv Ceará), no qual um sociólogo, bem longe do arquétipo marxista que costuma açodar esses acadêmicos, disse, após uma argumentação bem explanada, que não havia maior machismo que o feminismo! Isso, num debate. Pensem na enxurrada de críticas (nenhuma delas realmente contestando o sociólogo). Um dos argumentos dele – concordei com todos – foi justamente o ideal preconizado pelas faministas: serem iguais aos homens. Mas por quê, indagou o sociólogo? Ora, isto não torna o masculino o parâmetro de perfeição a ser perseguido? Além do mais, nessa busca o que as feministas conseguiram, a bem da verdade, foi imitar os homens sem caráter, naquilo que eles têm de pior.

        Esse ótimo texto do Robson e a frase eloquente da Karina vão na mesma linha, desnudando esse mundinho do politicamente correto, onde pululam alegremente um machismo travestido e uma tolerância falsa.

        • 7 de março de 2012 at 20:34

          Exatamente, Eduardo. E algumas pessoas contra-argumentam justamente dando o exemplo feminino. Mas é nesse caso que o escândalo se torna maior, pois para a dupla feminina é necessário que uma delas simule o masculino, para a união ser “perfeita”. Ora, como pode ser possível que, deixando de ser mulher e simulando o masculino, essas pessoas ajam em favor das mulheres? Pelo contrário, estão reiterando o padrão masculino de ação. Em outras palavras, estão sendo machistas!

          Também achei a frase da Karina muito interessante…

          Volte sempre, Eduardo!

        • maria
          9 de junho de 2013 at 13:20

          Bom,estava achando interessante até em esbarrar nas tradicionais distorções em relação ao feminismo.É um movimento para combater isso o que vocês estavam falando até gora: abusos masculinos.O tal “ser igual aos homens” é ter direitos,e não ser tratada como uma escrava.Nunca vi o feminismo propor para as mulheres fazerem operação de mudança de sexo.Em muitos aspectos,se assemelha aos ideais cristãos,apesar delas negarem até a morte: combate á exploração sexual da mulher,violência contra mulher,ser tratada com respeito e dignidade.

          Hoje muitos ideais foram distorcidos e perdidos e agora os propósitos são criar um paraiso na Terra para homens devassos.

          • 10 de junho de 2013 at 17:46

            Sua opinião é respeitada aqui, Maria. De modo alguém concordamos com exploração ou violência contra as mulheres. Antes, somos os mais ferrenhos defensores da excelência feminina.

            Abraço!

  8. Karina
    6 de março de 2012 at 18:05

    Ontem eu perdi o sono e acabei assistindo um episódio de Law and Order Special Victms Unit. Um epoisódio no qual uma garotinha, filha de um par de lésbicas, esfaqueia um menino rico de família católica, após esse fazer várias ameaças contra a menina, inclusive de estupro. Ambos estudavam… num colégio católico, claro.

    O seriado geralmente é bom, mas o de ontem, o que era aquilo? Uma tremenda forçação de barra homossexuais bonzinhos x católicos ignorantes opressores de mentes de criancinhas inocentes.
    A história deu cada volta que quase vomitei. No fim das contas, para telespectador viciado, ficou evidente de que a religião só serve pra confundir as crianças e incitar ódio no coração delas.

    Para mim, ficaram muito claras que algumas coisas seriam evitadas seguindo pistas dentro do próprio episódio:
    1)o detetive Stabler coloca a questão “se você é pacifista, você nunca deveria colocar seu filho numa escola militar”

    2) o advogado (que fica como vilão da história) leva a seguinte reflexão à namorada da mãe da menina: mesmo sabendo das ameaças que sua “filha” sofria, você a deixou matriculada no colégio para provar o que pra quem? foi para o bem da menina ou para satisfazer o próprio ego e, no fim das contas, processar a escola? Uma criança de 8 anos tem maturidade para levantar uma bandeira como essa?

    3) A avó verdadeira da menina diz bem claramente: minha filha era uma feliz esposa e dona de casa, até que apareceu essa moça e a induziu a achar que o estilo de vida dela era melhor.

    Foi um episódio de um seriado, mas a vida da menina se tornou um inferno por conta de que? De gente que acha que todos têm obrigação de aceitar tudo, exceto o que Deus preparou para nós.

    • 6 de março de 2012 at 18:09

      Muito legal, Karina! Até fiquei com vontade de procurar esse episódio.

      Abraço!

  9. 6 de março de 2012 at 12:26

    Muito bem exposto!
    E depois ainda acredita-se no senso comum de que gays são os melhores amigos das mulheres…

    É um perfeito exemplo do plano de destruição da sociedade empreendido pelos “patrões” das minorias rebeldes.

    • 6 de março de 2012 at 18:34

      E vamos combinar uma coisa: alguém pode sinceramente acreditar que passando um batom vermelho, enchendo a cara de base maquiadora, subindo em um salto 15 e jogando por cima de sua cabeça um vestido justo torna um marmanjo desajeito apto a realizar todas as proezas que as mulheres conseguem? Esses homossexuais são muito machistas!!!! rsrsrsrs…

    • maria
      9 de junho de 2013 at 13:25

      Bruno,recentemente tive mais uma prova nítida( contando com essa,já são quatro,e os indivíduos não se conhecem) que eles não são,mas sabem simular bem para nos dominar emocionalmente.Daí começam os mal-tratos,os “xiliques”,as dissimulações,se vc contestar,é homofóbia…é muito difícil lhe dar com estes sujeitos.Eles acham quer tudo podem….fora que já vi homossexual defender machismo.Não tem o menor respeito por mulher nenhuma e muitas ainda ficam tomando as dores deles!

  10. Karina
    6 de março de 2012 at 12:22

    Gente, a mãe biológica não é mãe, é apenas barriga biológica, a mãe é anônima, essa criança não sabe nem que carga genética ela tem, podendo no futuro vir a se relacionar com algum irmão sem saber… É modernidade demais pra minha cabeça…

  11. Karina
    6 de março de 2012 at 12:16

    Gente, eu sou mãe. Eu amamentei meu menino por 15 meses, e teria amamentado mais caso ele se mostrasse disposto. Ainda que se coloque na balança o cansaço, o sono, a interrupção do sono, a falta de rotina, o saldo é hiper positivo. Sem falar que meu menino é forte, saudável e alegre por demais da conta.

    Aí fico pensando numa situação dessas: a mãe biológica tem que tomar remédio para não produzir leite. O bebê vai ingerir leite artificial, ou então sobrecarregar os bancos de leite, que deveriam atender (e já não conseguem) aquelas crianças que REALMENTE precisam.

    Olha que balaio de gato, quanta desordem quando o homem insiste em se afastar da ordem natural que DEUS criou. As fábricas de bebês, as indústrias farmacêuticas e afins agradecem toda essa inversão da cadeia natural.

    Viver de acordo com o que Deus criou é muito mais simples e seguro. Para nós e, principalmente, para nossas crianças.

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