Mais mentiras sobre Anencefalia: Repúdio a uma jornalista “desinformada” de Época

Os bebês anencéfalos são tão humanos quanto eu ou você. Ou o fato de sabermos que temos pouco tempo de vida autoriza nossos familiares a assassinar-nos?

Felizmente, foi-se o tempo em que os cidadãos ficavam reféns ou do governo, que dita o que as pessoas podem ler e aprender nas escolas; ou dos meios de comunicação em massa, que se movem sobre interesses escusos, algumas vezes distorcendo fatos, outras simplesmente mentindo descaradamente. A ofensiva em favor da ignorância e da desinformação desta semana vem de uma repórter de Época, Eliana Brum.

Em um episódio único de parcialidade e ocultamento dos fatos, sem que sua pena torça de vergonha nem para a direita nem para a esquerda, a repórter da revista semanal, no texto denominado “Chega de torturar mulheres”, veicula informações falsas sobre anencefalia sem o menor pudor. Já no primeiro parágrafo do texto da dona, ela chuta para longe a imparcialidade e a ciência, demonstrando claramente a quem serve. O negrito é só para destacar o absurdo:

Depois de quase oito anos, o Supremo Tribunal Federal deverá votar nesta quarta-feira (11) uma ação que decidirá se as mulheres grávidas de um feto anencéfalo (malformação incompatível com a vida) poderão interromper a gestação sem necessidade de autorização judicial.

A dona repórter, que no texto afirma estudar casos de anencefalia há anos, afirma que esta doença é incompatível com a vida. Mas ela não diz de onde ela tira essa informação: nem informações da ciência, nem fatos que comprovem essa afirmação tão descabida. Será que ela quer que confiemos na sua sinceridade de repórter? Mas tal confiança não é possível, já que os fatos negam a informação que ela veicula. É fartamente sabido que há diversos graus de anencefalia e em todos os casos em que a gravidez chegou até o parto do bebê foram verificados sobrevida não de minutos, mas até de anos! Logo, o primeiro parágrafo do texto da senhora repórter deixa claro o seu objetivo programático: a todo custo defender o aborto dos bebês anencéfalos (chamados de “feto” para disfarçar seu caráter humano).

A dona repórter, resistindo ao seu suposto faro de repórter, evita chamar um especialista sobre a natureza do bebê anencéfalo. Em nenhum momento do texto um médico neonatalista, pediatra, clínico geral, ou de qualquer especialidade foi chamado para dizer se o anencéfalo é ou não é humano. Ora, é óbvio que o bebê anencefálico é humano. Os dados científicos são incontestáveis: os bebês anencéfalos são tão humanos quanto os bebês com síndrome de down, com aids, com qualquer outra doença e sem qualquer uma delas. Os bebês anencéfalos são tão humanos quanto eu ou você. Ou o fato de sabermos que temos pouco tempo de vida autoriza nossos familiares a assassinar-nos? Mas a repórter recusa o clichê jornalístico de chamar a ciência para endossar sua opinião. Será que o motivo foi a dificuldade de encontrar médicos que digam que o bebê anencéfalo não é humano?

Na falta da ciência, o que sobra? Sentimentalismo. E para levar a cabo a tarefa de convencer os leitores da revista de que o aborto do fraco e indefeso é bom, vem o apelo a dor de uma mulher pobre, dona Severina. Lamento muito a dor de dona Severina, muito mesmo. Sei de experiência que não é fácil enterrar um filho. Mas antes de lamentar pelo fato de dona Severina não poder assassinar seu filho quando queira, lamento mais a saúde pública que temos no Brasil, incapaz de evitar doenças anencefálicas por puro e simples descaso para com as pobres mães, que  não são informadas de ações simples como o uso de ácido fólico da maneira correta.

E também na escolha dos casos de gravidezes de anencéfalos fica evidente a meta da jornalista: enganar o público e espalhar desinformação. Sim, enganar e desinformar porque em qualquer computador do mundo, em dois minutos, é possível descobrir dezenas, sim, dezenas de gravidezes que se desdobraram sem qualquer risco para as mães ou para os bebês anencéfalos. Alguns casos podem ser lidos aqui mesmo, mas os exemplos são tantos e tão evidentes que o seu desconhecimento só pode ser intencional. Utilizar a dor de uma mãe (sem foto e sem endereço, fique claro) só para justificar suas escolhas é desleal com o leitor. De outro lado, temos casos tão reais como o de dona Severina (talvez até mais, pois damos rostos e endereços aos exemplos).

A última etapa de convencimento do povo é aprovar apenas comentários a favor da articulista na reportagem em questão. Ora, é sabido que o povo brasileiro é majoritariamente favorável à vida e contra o aborto. Mais de 70% da população abomina e repudia a morte do inocente e do fraco. Mas nos comentários de Época, contradizendo as pesquisas de opinião e a experiência cotidiana, a maioria dos comentadores é pró-aborto. O que já coloca em suspeição a credibilidade dos que avaliam e publicam os comentários nesta revista.

Como dizia, a internet tem mudado o jogo de forças na informação. Felizmente… mas é preciso fazer mais. Importa agir no mundo. Amanhã é dia importantíssimo para a vida de bebês em todo o Brasil e para a democracia (em breve escreveremos sobre o assunto). Faça alguma coisa para que o bem  prevaleça no nosso país:

1. Mobilização
Os cristãos do Brasil inteiro estão se mobilizando. Mobilize-se também amanhã, faça mais que o possível neste momento importante do país.

2. Manifestação em frente ao STF –
 A partir desta terça, haverá uma “Vigília de Oração Ecumênica” em frente ao prédio do Supremo, em Brasília, convocada por setores da Igreja Católica. Eles convidam também ateus e agnósticos defensores da vida, que se opõem ao aborto — e os há; é mentira que essa seja apenas uma pauta religiosa.

3. Vigília das dioceses – todas as dioceses, convocadas diretamente pela CNBB, estarão em “Vigília de Oração” em defesa da vida nesse período.

Twitter – Os grupos em favor da vida convocam a o “twitaço vigília”: #abortonuncamais

E-mails aos ministros – Os que se opõem ao aborto devem enviar mensagens respeitosas aos ministros do Supremo, expondo o seu ponto de vista. Seguem os respectivos endereços eletrônicos (não consegui saber o da nova ministra, Rosa Weber):

Celso de Mello – mcelso@stf.gov.br
Marco Aurélio de Mello – marcoaurelio@stf.gov.br
Gilmar Mendes – mgilmar@stf.gov.br
Cezar Peluso – carlak@stf.gov.br
Carlos Britto – gcarlosbritto@stf.gov.br
Joaquim Barbosa – gabminjoaquim@stf.gov.br
Ricardo Lewandowski – gabinete-lewandowski@stf.gov.br
Carmen Lúcia – anavt@stf.gov.br
Dias Toffoli – gabmtoffoli@stf.jus.br
Luiz Fux – gabineteluizfux@stf.jus.br

Essas são outras histórias, tão duras quanto a de dona Severina, mas que não foram contadas pela dona repórter de Época:

Amanda Marie

Anouk
Annalise
Giovanna
Vitória de Cristo
Malachi Samuel
Marcela
Robson Oliveira

19 comments for “Mais mentiras sobre Anencefalia: Repúdio a uma jornalista “desinformada” de Época

  1. Patricia Rodrigues
    19 de setembro de 2012 at 10:18

    Sinto-me na obrigação de informa-los que a anencefalia é de fato uma doença classificada anatomicamente como deformidade profunda incompatível com a vida, pois o bebe anencefálico morre nos primeiros momentos de vida por não ter CAPACIDADE de realizar respiração após se desligar da placenta da mãe.

    • 19 de setembro de 2012 at 10:56

      Prezada,
      Também sinto-me na obrigação de informá-la que faltou vc ler o outro post, onde se encontram alguns destes bebês: http://humanitatis.net/?p=5834.
      Não foram natimortos! Pergunte aos pais dele(a)s!

  2. herbert burns
    11 de junho de 2012 at 18:54

    Nesta de informação ainda sou sócio-atleta, mestre! Mas sei que o Senhor é nossa força! abçs

  3. herbert burns
    10 de junho de 2012 at 13:54

    Numa entrevista de Dom Hélder Camara ele citou o especialista como a pessoa que entende muito, mas de pouco. Os abortistas hoje são meros torcedores, que se aprofundam no tema como o especialista, não conseguem nunca ver a pessoa humana como um todo, se prendem a visões localizadas. Torcem simplesmente por causa dessas suas limitações, o aborto lhes fogem da dimensão humana e passam para opções partidárias, sem causas nem razões eles torcem. Torcem pelo aborto, porque veem artistas famosos também torcerem. É moda! Eles não resistem ao menor uso da razão. Um pouco de instrução e acaba qualquer idéia abortista. Por isso eu sou a favor: ” Educação neles!”. Educação à toda a população brasileira, em primeiro lugar. Nem que seja de péssima qualidade. Mas que haja uma educação. Que lhes seja permitido o uso da razão. Na razão não há lugar para este tipo de mediocridade. Ao menos este.

    • 10 de junho de 2012 at 16:19

      Mas se educarem o povo, eles vão perder o domínio sobre os eleitores. Você acha que eles vão deixar isso acontecer? Novamente, como em tudo, a mudança passa por nós: nossa própria formação e melhor informação, e nosso trabalho de transmitir aos outros o que aprendemos.

      Nossa parte estamos fazendo, com muita alegria!

      Abração, caríssimo!

  4. LEILAH
    6 de junho de 2012 at 09:11

    QUESTÃO DE LIVRE ESCOLHA DA MÃE:

    SE A PESSOA HUMANA ESTIVER DO LADO DE CÁ DA PAREDE DE CARNE QUE A SEPARA DE NÓS, NÃO HÁ LIVRE ESCOLHA, É CRIME ELIMINAR SUA VIDA.
    MAS….SE ESSA MESMA PESSOA HUMANA FOR MENOR DE 4 MESES E ESTIVER DO LADO DE LÁ DA PAREDE DE CARNE, O CRIME É OPCIONAL. ??????!!!!!!!!!!! POR TUDO O QUE SE CHAMA RAZÃO HUMANA, NÃO CONSIGO PERCEBER A LÓGICA DESSE PSEUDO ARGUMENTO.

  5. Karina
    20 de abril de 2012 at 14:52

    É uma triste realidade. Nossa mídia é podre.

  6. Eduardo Araújo
    19 de abril de 2012 at 17:54

    Karina, a revista Época (deveria ser considerada um panfleto, não uma revista) é ativista do aborto assim como também o é do ateísmo. Não à toa, um dos colunistas internacionais reproduzidos durante muitas semanas até o fim da vida (dele) foi o ateu militante Christopher Hitchens. Não foi acidente também um artigo de uma de suas articulistas mais fanáticas reclamando de perseguição dos “pobres” ateus, coitadinhos, iguais a ela, tão perseguidos pelos religiosos malvados …

    Ademais, não só essa revista panfletária, como igualmente a IstoÉ, a cartcaPiTal e, mesmo, a “direitista” (sei, sei) Veja, são todas igual e fortemente opostas a tudo o que ensina a Igreja. São, em razão disso, virulentamente anticristãs.

  7. Karina
    17 de abril de 2012 at 10:38

    Professor Robson, não adianta, a Revista Época é abortista declarada, a começar pela editora chefe Ruth de Aquino.

    Outra pérola da revista: http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/cristiane-segatto/noticia/2012/04/o-stf-anencefalia-e-gravidez-de-alessandra.html

    Gente, será que não percebem o quão cruel é um médico dizer para uma família que o filho será um inútil?

    Será que é por acaso que eles enfatizam “primeiro filho saudável e feliz” e “o segundo bebê era um vegetal”?

    Será que é mais por acaso mesmo enfatizar que a mãe não queria “intromissão de grupos religiosos”?

    Ora, nem mesmo pequenas árvores podem ser dizimadas…

    Dá vontade de chorar diante de tanta “compaixão”.

  8. Antônio Carlos Costa Lima Vieira
    16 de abril de 2012 at 14:36

    Bastaria R$1,00 para se? prevenir a anencefalia, administrando-se ácido fólico à mulher grávida.? Ao invés disso, para usufuir de muito dinheiro da ONU, o governo petista, isto é, marxista dos mais corruptos, promete uma muito? mais dispendiosa assistencia? às aborteiras, além de lhes abalar muito mais trágicamente as almas.

  9. Phynphan
    12 de abril de 2012 at 20:18

    Olá. Muito interessante seu ponto de vista, mas preciso discordar. Primeiro por você dizer que a jornalista não deu nome e endereço da tal Severina… Ela disponibiliza, inclusive, o documentário que coproduziu para quem tenha interesse em ver. Caso não tenha visto, está nesse link: youtube.com/watch?v=EPDi0kie8Xs
    Outro depoimento que, no meu julgamento, é importante é esse: abortoemdebate.com.br/wordpress/?p=3572
    Também discordo porque, apesar de ser pessoalmente contra o aborto, por valores religiosos que me foram ensinados, sou a favor do direito de escolha de quem gera. Não apenas nesse caso, de bebês anencéfalos. Acho muito mais digno interromper uma gravidez do que abandonar uma criança. Não apenas recém-nascida, mas largá-la quando se trabalha demais, quando se cuida de menos. Acho muito menos digno quando não é ensinado a essa criança que as diferenças existem e que é preciso respeitá-las. Inclusive a diferença de opinião, tão comum e normal. O que acredito é no respeito. De opinião, inclusive. De direito de escolha. Se a Severina queria não passar pelo sofrimento – e era possível que não passasse – por que obrigá-la a isso? De qualquer forma, a leitura foi válida, obrigada por isso.

    • 13 de abril de 2012 at 00:01

      Senhor(a) anônimo(a),

      o tema é um só: a mentira da jornalista.

      1. Não é verdade que os anencéfalos são todos inviáveis;
      3. Não é verdade que os anencéfalos que o tema é religioso;
      3. Não é verdade que os anencéfalos não sãos humanos.

      Por causa disso:

      1. Afirmar que é contra o aborto pessoalmente mas permite-o para outros é o mesmo que dizer que é contra a escravidão na sua casa mas tolerante com a escravidão de outro (sic!);
      2. Afirmar que o tema do aborto é tema de religião é ignorar as bases da discussão;
      3. Por que são humanos, a vida dos anencéfalos não está na mão de quem quer que seja para dela dispor.

      Ninguém tem o direito de escolher quem vai viver e quanto. Só os que flertam com a ditadura e a opressão pensam assim. Os filhos da liberdade não impõem a morte a outro, muito menos ao fraco ou indefeso.

      • Phynphan
        13 de abril de 2012 at 18:51

        Ah, desculpe se o senhor não aceita a boa ideia da minha mãe ao me dar o nome, mas tem inclusive o meu e-mail, caso queira contatar-me. Não sou uma anônima. Quanto à minha resposta, de ter ‘fugido’ ao tema do seu texto, desculpe, mas ninguém consegue responder nada sem usar intertextos, que são o que temos de conhecimento agregado. Sobre os seus diversos links para aprender e decorar sobre anencefalia, você é tão bom assim que só basta citar a si mesmo? Claro, tenho muito o que aprender, não duvido. Assim como o senhor, a começar por tolerância. E, ao meu ver, é o que foi julgado – e ainda bem que aprovado – ontem.

        • 13 de abril de 2012 at 23:56

          E nada do principal, né? A mentira da repórter… Típico. E somos tolerantes, sim. Afinal, seus textos estão publicados, não estão. Muito melhor que os defensores do aborto, que são intolerantes com crianças deficientes e as matam.

    • Eduardo Araújo
      13 de abril de 2012 at 15:41

      Robson, de fato, os “argumentos” abortistas são um lixo só. Quando lemos peças como a desse comentarista, quase quedamos de tão risíveis, conquanto impliquem em situação por demais séria.

      Primeiramente, é risível a contradição quase inacreditável de quem numa mesma frase se diz contra o aborto mas a falvor do “direito de escolha” de quem gera. Ou seja, contra, porém A FAVOR!!!!

      Em segundo lugar, note o utilitarismo como uma verdadeira praga recorrente desses abortistas. Nos dizeres da comentarista, é mais digno assassinar um ser humano indefeso que abandonar uma criança. A propósito, abortar não é, lato sensu, um abandono de uma criança, hein?. Além disso, gostaria imensamente de saber se ela se acha uma profeta, para saber que uma criança no ventre materno será abandonada, logo justificar-se-ia, na sua opinião, abortá-la.

      Terceiro: esse “direito de escolha”, que os abortistas pretendem impor, juntamente com a falácia da “objeção de consciência” (muito bem desmascarada por você, Robson) deve ter sua verdadeira denominação bem exposta: IMPOSIÇÃO DE ESCOLHA LIXANDO-SE PARA QUEM TIVER OBJEÇÕES. OS abortistas são pródigos em forjar expressões eufemísticas para camuflar a estupidez do que defendem. É imposição, sim, como casos bem conhecidos o mostram (lembram-se da menina pernambucana de Lagoinha? Foi dada a ela – realmente – o direito de escolher ou foi imposta a ela a opção do aborto? E sobre respeito, houve esse respeito no tocante a um bispo da Igreja Católica e aos que discordaram do abortismo imposto àquela menina?).

  10. 10 de abril de 2012 at 17:24

    Parabéns amigo,

    pela prontidão em responder a tamanho desaforo!

    • 10 de abril de 2012 at 17:25

      Eita, que é uma honra receber um comentário do senhor, tão sumido… Abração!!!

  11. Bel
    10 de abril de 2012 at 17:15

    É isso aí. A internet vem para democratizar a informação. E mostrar a VERDADE tantas vezes censurada pelas outra mídias.

    Vale dizer que dita jornalista ao escrever tantas linhas recheadas de “achismo” utilizou-se mais do seu talento de romancista do que do seu compromisso com a verdade dos fatos.

    Leiam um ótimo artigo, este assinado por especialistas da área médica e jurídica, dá verdadeiro respaldo científico sobre o tema com referências bibliográficas, intitulado: ” Anencefalia: aliviar o sofrimento sim, matar o paciente não”.

    basta clicar no link a seguir:

    http://humanitatis.net/?p=5810#comment-6971

    “Como legalizar a morte quando todos queremos a vida!!” – Movimento Nacional de Cidadania pela vida Brasil sem aborto

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