Mentiras sobre a vacinação contra HPV

Desperdício de dinheiro público e promessas vazias

Em outro post já se tratou do caráter imoral, que é uma vacinação forçada em crianças entre 10 e 11 anos, ação desejada pelo Ministério da Saúde. Depois do artigo citado, houve muitas reclamações de visitantes e amigos, argumentando que o governo não disse que a vacinação será compulsória. Em minha defesa afirmo que o governo também não disse que não será. Então, como não há afirmações nem contra nem a favor, deixaremos a discussão para depois. Contudo, deixo um dado curioso: não há campanha de vacinação mais ambiciosa no Brasil! Nem a vacinação contra a poliomelite, que tem eficácia comprovada, tem um projeto tão agressivo de disseminação. Se o ministério da saúde respeita, de fato, a liberdade dos pais sobre seus filhos, que não leve a vacinação às escolas. Os pais que desejarem a vacinação que levem seus filhos aos postos de saúde para receberem a vacina contra HPV. Mas cuidado com a vacina contra HPV, pois ela é muito estranha…

Para os que não sabem do estamos falando, aviso aos navegantes: não se enganem, não estamos falando de saúde; nem de bem-estar da população. Muito menos de aplicação do dinheiro público em saúde. Absolutamente, não se trata disso. Estamos falando do uso da ciência como propaganda, uso do discurso científico como manobra ideológica, como arma sociológica. Aos que desejarem saber mais sobre o assunto, sugiro o livro de Trevor Pinch e Harry Collins, The Golem: what you should know about science. Não se trata de ser contra ou a favor da saúde, ou do bem-estar humano. A discussão está muito aquém disso. Trata-se da tentativa, explícita em alguns discursos, de vender ilusões para os que não sabem como a ciência funciona no seu dia-a-dia. Trata-se de combater uma forma cada vez mais clara de manipulação, que é manipulação por meio do discurso científico ideologizado. Mas não confiem em mim (aliás, não confiem em ninguém), vamos às provas:

1. A divulgação publicitária da campanha de vacinação nos jornais do país não deixa claro se a vacina imunizará as crianças do vírus HPV, dando a falsa impressão de que estarão protegidas contra todos os vírus existentes e de forma definitiva. Alguns visitantes defensores do discurso “a ciência é boazinha” disseram literalmente no blog (procure lá nos comentários) que a tal vacina imuniza contra o vírus. É mentira! De fato, não existe qualquer vacina no mundo capaz de imunizar permanentemente qualquer indivíduo contra HPV. A vacina proposta pelo ministério da saúde, que é a Gardasil, tem validade entre 4 e 5 anos e protege, sendo otimista e no melhor dos mundos, apenas 70% dos casos de HPV existentes. Isso significa que uma criança que toma a vacina aos 11 anos estará vulnerável à doença quando tiver 16 anos; se tomar com 10, aos 15 estará sem efeito. Idade a partir da qual a vacinação não é tem qualquer eficácia.

2. Mas e se a vacina proposta pelo Governo Federal não for a Gardasil? Mas é. O professor Edison Fedrizzi foi o pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina responsável pela pesquisa avaliadora no Brasil. E a divulgação do produto foi feita pela Merck Sharp & Dohm, traz o nome Gardasil e o professor Edison está no conteúdo do texto.

3. Há informações que garantem que a vacina dispensará as pessoas do exame papanicolau. É mentira! Nas melhores expectativas da vacina da farmacêutica, o exame papanicolau não está dispensado. Pelo contrário, mesmo nos 70% dos casos em que a vacina se aplica, mesmo nos anos de vigência da vacina, mesmo assim, o exame papanicolau é necessário. Do mesmo modo que campanhas publicitárias como acima cometem erro gravíssimo ao divulgarem essa mentira, outras poderão ocorrer.

Outros pontos importantes precisam ser informados, de forma clara e fundamentada, para as famílias que pretendem dar a vacina a suas filhas, ou às jovens e adolescentes que ouçam a proposta nas salas de ginecologia do país:

1. A vacina produzida pelo Merck Sharp & Dohm produziu 32 relatórios de morte.

2. Os testes da vacina produziram aborto em uma grávida, 47 dias depois da primeira dose.

3. Mulheres que tomaram a fase 3 da vacina e estavam grávidas apresentaram defeitos congênitos em seus filhos.

4. Há relatos de profissionais de saúde que receberam até US$ 4.500,00 para receitar e divulgar o uso da vacina contra HPV.

Depois de tudo isso, alguém acha realmente que essa campanha nacional tem alguma coisa a ver com o bem da população ou com a saúde da mulher brasileira?

Senhores, eis a questão: a vacina custará aos cofres brasileiros 360 milhões, a primeira dose. São três doses, então o gasto beira 1 milhão de reais aos cofres públicos (se o Ministério da Saúde mantiver o projeto originalmente proposto aqui). E tudo isso sem qualquer benefício real aos vacinados, já que a proteção as crianças expirará 5 anos após a última dose, sem qualquer benefício ulterior, deixando essas crianças a mercê da contaminação. E pior: alguns, acreditando na imunização, se colocarão em situação de risco, não só quanto ao HPV, mas também em relação as outras DSTs.

Por essas razões é que a vacinação desejada pelo Ministério da Cultura é uma armadilha e um enorme  desperdício de dinheiro público. 

 

Links necessários para quem quer saber o que há por detrás da vacinação contra HPV:

http://truthaboutgardasil.org/

http://www.wddty.com/parents-want-hpv-vaccine-banned-after-it-wrecked-health-of-their-daughters.html

http://noticiasprofamilia.blogspot.com.br/#uds-search-results

http://juliosevero.blogspot.com.br/2011/11/parece-que-minha-cabeca-vai-explodir.html

 

Robson Oliveira

10 comments for “Mentiras sobre a vacinação contra HPV

  1. Julio
    1 de abril de 2015 at 18:19

    Tenho uma amiga que está atualmente com câncer de colo de útero causado por HPV. A tipagem genética identificou a cepa como uma das cobertas pela vacina.
    A vida dela estaria coberta pelos 70% de garantia de cinco anos dados pela vacina, tivesse sido ela vacinada no máximo 5 anos atrás.
    Não o foi.
    Devo aplaudir a ela e aos seus pais pelo fato de não a terem vacinado ou lamentar com Deus o fato de o mesmo ter criado o vírus do HPV como uma espécie de arapuca moral para pegar quem transa antes do casamento?

    • 2 de abril de 2015 at 11:49

      Lamento sua história.

      Não desejamos o mal pra ninguém. Mas o fato é que, com ou sem vacina, sua amiga estaria desprotegida contra HPV. Com ou sem vacina, ela deveria fazer o papa-nicolau anualmente como todas as mulheres, sem exceção. A vacina não cura HPV. Ela protege um pequeno grupo e por tempo limitado.

      Sobre a arapuca, essa pergunta é que é: HPV não se pega apenas por razões morais, como dissemos nos diversos textos sobre o assunto; nada garante que vacinada sua amiga não teria câncer; não coloque na conta dos pais ou de Deus o que é simplesmente efeito da natureza humana, mortal desde o início.

      Obrigado pela audiência!

  2. FAbiana Moura
    20 de março de 2014 at 15:15

    Olá, estou fazendo uma reportagem sobre as opiniões contra a campanha da vacinação contra o HPV, quer colaborar com uma entrevista on-line ou telefônica, caso more em São Paulo?

    • Edson
      8 de setembro de 2014 at 12:40

      Tenha uma filha de 13 anos, antes de ela tomar a vacina hpv, a mesma nunca teve problema com dores de cabeça, mas após ela tomar, vem apresetando constamente dores de cabeça. E que você me sugere, deixo ela tomar a 2ª doze ou não?

      • 8 de setembro de 2014 at 15:07

        Você é o pai, você decide. Minha filha não tomaria nem a primeira.

        Abraço!

  3. Alberto Chamovitz
    19 de março de 2014 at 18:22

    Vejam matéria no sitio :

    http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/312/muitas-incertezas

    O governo joga baixo (mais uma vez!!) ao propagar que a vacina protege contra o cancer e com isso cria panico nas familias que são praticamente coagidas a vacinas suas crianças.

  4. 24 de janeiro de 2014 at 09:04

    O assunto continua: http://humanitatis.net/?p=10694

  5. Johanna Rivas
    14 de julho de 2013 at 19:53

    A vacina tem efeito teratogênico? Passos: Até a presente data não existe qualquer relato sobre dano para o feto caso a mulher engravide durante esquema vacinal contra HPV, embora a experiência seja muito pequena para tirar conclusões com confiança. Somos da opinião de que uma mulher que queira engravidar em seguida à administração das doses de vacina contra HPV espere, pelo menos, um mês após a aplicação da terceira dose. Se houver gravidez entre os intervalos das doses, o médico deve ser avisado. Numa correlação com outra vacina fabricada a partir dos mesmos princípios e com a qual se tem uma vasta experiência, a vacina contra hepatite B, o esperado é que nada de mal ocorra para o bebê. Hoje, temos confiança em vacinar grávidas contra hepatite B. Todavia, como as infecções não são idênticas, o correto, para nós, é evitar vacinação contra HPV em gestantes, pelo menos até que tudo fique bem documentado, o que pode levar anos.

  6. Marcia Pereira da Silva
    9 de julho de 2013 at 16:43

    Mais uma vez as incertezas não estão sendo divulgadas, mas estão claramente disposta na bula da vacina e em pareceres divulgados pela Fiocruz.

    Acho que posso contribuir indicando um artigo divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA)
    em http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=2687.

    Dados divulgados pelo INCA concluem que:

    A- O câncer é um desfecho raro, mesmo na presença da infecção pelo HPV, já que a infecção pelo HPV é um fator necessário, mas não suficiente, para o desenvolvimento do câncer do colo do útero;

    B- A maioria das infecções por HPV em mulheres com menos de 30 anos regride espontaneamente;

    C-Estima-se que somente cerca de 5% das pessoas infectadas pelo HPV desenvolverá alguma forma de manifestação clínica;

    D-25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada pelo HPV. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, regredindo entre seis meses a dois anos após a exposição, principalmente entre as mulheres mais jovens.

    Ademais, conforme informação do INCA, além da possibilidade da vacina não induzir imunidade natural, não protege de ocorrer contato com outro tipo viral.

    Devemos atentar para o fato da escolha da idade para expor as meninas a esta vacina, já que não há estudos suficiente para comprovar que ela é segura para aquelas que ainda estão entrando na puberdade.

    Ainda, já que o governo acredita que crianças com menos de 10 anos estão iniciando sua vida sexual, podemos perguntar: o que tem sido feito para desestimular esta realidade igualmente devastadora, verdadeiro câncer social?

    Não faltam críticos contra as cotas universitárias, por exemplo, que aduzem ser um paliativo inútil tendo em vista a falta de investimento na educação como um todo. Contudo, no Rio de Janeiro, pessoas se manifestaram em defesa dessa vacinação descabida, sem fundamentação científica, geradora de uma expectativa irreal de solução do problema e claramente oportunista.

    Atenção: Milhares de mulheres deixarão sua rotina de realização do exame Papanicolaou e de diagnóstico de DST.

    Pergunto: os brasileiros estão esperando o que para exigir investigação rigorosa acerca das informações produzidas pelo Ministério da Saúde, que conduzem ao mau uso do dinheiro público?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *