Metafísica das Paixões

Reprodução: Todos temos paixões, desde sempre

Este sábado, 04 de fevereiro, aconteceu na Paróquia de Nossa Senhora das Dores, no Ingá (Niterói/RJ), palestra sobre a Metafísica das Paixões, em Santo Tomás de Aquino. A palestra teve a duração de 3 horas e tratou de uma introdução geral às paixões que habitam a alma humana, sua caracterização, seus tipos e os remédios utilizados para alguns casos específicos. O princípio que moveu a meditação foi a universalidade das paixões, que tocam a todos os homens. Ao lado do erro materialista, que sustenta a imanência humana, que não deixa espaço para o espírito, caminha o erro espiritualista, que nega as paixões ligadas ao corpo, transformando o homem em um anjo encarnado, um ente espiritual que não pode sujar-se com coisas miúdas, como prazer e desprazer, amor ou ódio.

No curso, que foi um sucesso em todos os sentidos, foi dedicado mais tempo à tristeza e à ira. A meditação sobre os tipos de tristeza e os tipos de ira, suas classificações e remédios tiveram ampla recepção pelos participantes. Questões sobre a aplicação destes conteúdos na vida matrimonial, na vida profissional e social surgiram, demonstrando que os ensinamentos de Santo Tomás de Aquino sobre Metafísica e Ética ainda inspiram os homens de todos os tempos.

A experiência até sugeriu que se fizessem esses dias mais vezes no ano. Quem sabe?

26 comments for “Metafísica das Paixões

  1. David Gravatá (estudante)
    16 de setembro de 2012 at 19:55

    Olá Alan, o curso de referência, é ministrado no Seminário São José.
    Necessário Ensino Médio completo, pertencer a fé católica, e preencher uma ficha, e obter a assinatura de seu pároco.
    Maiores informações, acesse este link: “Curso de Teologia para leigos – Niterói – RJ” http://humanitatis.net/?p=2706&fb
    Este site não pertence a Igreja Católica (arquidiocese, instituição religiosa, etc.), nem a qualquer organização. Apesar de indepedente, seus articulistas tem compromisso com a Verdade (com o “V” maiúsculo). Apesar de ter frequencia de professores e alunos do IFEE, e outras instituições. Aqui são postados artigos escrito por pessoas confiadas ao site, alguns post são temas de discussão de sala de aula, outros sobre atualidade, comportamento, religião e filosofia. Os comentarios são democráticos e ao mesmo tempo um exercício ao embate de idéias, resolução de dúvidas, etc.
    O tema sobre a Metafísica das Paixões é o resultado de uma aula de caráter extraordinário de um curso de férias realizado pelo professor Robson, que eu tive a felicidade de estar presente. Há outros artigos sobre o tema “Metafísica” no site, basta procurar na nuvem ao lado.
    É importante continuar frequentando o site, e se possível participando, contribuindo, e dirimindo suas dúvidas.
    Abraços.

  2. alan
    15 de setembro de 2012 at 17:33

    queria saber como faço para fazer os cursos de vcs}?
    desde ja obrigado

  3. alan
    13 de setembro de 2012 at 14:02

    queria saber como faço para me inteirar na metafisica
    se possivel um curso
    desde ja obrigado

    • 13 de setembro de 2012 at 15:57

      Olá, Alan Em sua cidade deve haver algum curso de filosofia. Neles há a disciplina metafísica.

      Até mais!

  4. Elio José Pacheco
    25 de agosto de 2012 at 15:02

    Interessante o estudo da Metafísica. Do texto lido, entendi que a metafísica trata-se de um estudo indispensável ao estudo religioso. Estuda-se aquilo que exite. Elio José Pacheco. Maricá, 25.08.12.

  5. Eliane Régis
    16 de agosto de 2012 at 14:16

    Estou chegando agora no estudo da metafísica e considerei que não iria gostar, porém(surpresa!),estou bem interessada. Sobre a metafísica das paixões (eu não fui á palestra)entendi que as emoções humanas são tão individualmentge complexas, que ciência alguma consegue explicar.Mas, se continuarmos á estudá-las, quem sabe compreenderemos pelo menos o que sentimos agora. Um forte abraço…

  6. David Gravatá (estudante)
    12 de Fevereiro de 2012 at 01:31

    Ainda discutindo a temática da Metafísica das Paixões, nesta semana tive a oportunidade de assistir o esquisito films “Onde vive os monstros” (where the wild things) produzido pela Warnner Bros em 2009. Apesar do longa metragem parecer ser para público infantil, percebe-se ao decorrer do filme, que não. O filme é chato, deprimente do começo ao fim, há algumas cenas mais agitadas envolvendo as personagens. O filme passa a ser interessante quando se assiste sob o olhar da Metafísica das Paixões, onde fica tão claro, em umv filme tão esquisito a trama em si. O protagonista (Max) é uma criança mimada e rebelde, que quando repreendido pela mãe, cria um mundo fictício onde vive os montrros, cada monstro meio que personifica uma paixão facilmente idenificável, mas todos eles sofrem de tristeza. As paixões são do protagonista. Neste mundo imaginário ele é rei. Percebe a tristeza e se esforça em remediar, mas as paixões nos monstros meio que se descontrolam (baixo-astral, ira, tristeza), afetando o “reinado” a tal ponto, que força o protagonista a retornar ao mundo real. Destaca-se o montro Carol, mais próximo de Max, é o mais confuso de todos, modifica seus pensamentos, e como exprime suas emoções e razão como a alma humana, mutável. Entre os diálogos entre Max e Carol, discutisse sobre a morte do sol, pois se o sol um dia irá se consumir por completo, é um sinal claro que toda vida pode-se acabar a qualquer momento, daí a razão de tanta depressão. A primeiro momento, o montro Carol nunca havia se preucupado com isso, afirmava então que eramb maiores que isso, mas, mais adiante, se pega preucupado com o sol. O filme é meio louco, tem a assinatura de Tom Hanks, e discute (meio que involuntariamente) a Metafísica das Paixões. Ao fim do filme continuamos com a impressão incômoda de um filme tão esquisito e deprimente, francamente, não aconselharia crianças assistirem, mas sim acadêmicos e professores da área de Pscologia e Filosofia. Assiste quem quiser, mas não reclame comigo. Abraços.

  7. Herbert Burns
    10 de Fevereiro de 2012 at 13:22

    Caro Marcelo, as aulas de Robson tem um valor incomensurável, além do mais é essencial para o seu curso, e, indiretamente pra sua vida! Voce não vai me convencer que as coisas necessárias pra sua vida não tem valor, vai?
    Qual o valor dessas gravações? Qual o valor dessas aulas? Ora eu posso ser silvícula mas não sou vinícula. Diz voce: quanto vale uma coisa essencial na sua vida?!! Estou sempre aberto aos negocios, bate um tambor pra mim e conversaremos, ou pode usar fumaça de preferencia de churrasco!!! rsrsrs

    • 10 de Fevereiro de 2012 at 20:38

      Qual paixão está movendo o Herbert agora? eheheheh… Paixão pelo dindin… Mas se tiver churrasco me chama, tá?

  8. Marcelo de Jesus
    10 de Fevereiro de 2012 at 00:43

    Estou nessa. Pode computar mais um adepto.
    Claro, depois que o Herbert conceder-me o audio da aulo, pois sei que ele dará de graça o que de graça recebeste.

  9. Herbert Burns
    9 de Fevereiro de 2012 at 21:50

    Apesar de estar sem óculos, o que me dificulta bastante, meu mouse esta levantado e acredto que os demais tambem concordam em se ter um canal via internet em que possamos colocar nossas duvidas e questoes que nem sempre se faz possivel nos dias de sabado. Muito boa ideia. E como sugestao, fazendo coro com David fica o tema de como parece ser paradoxal os santos catolicos, um tema de G K Chesterton. Quando recuperar meus oculos estarei de volta,
    qualquer comunicado é só bater o tambor. Rau, Abracos!

  10. Priscila
    7 de Fevereiro de 2012 at 23:38

    Que tal refazer esse curso no twittercam? Quem quer levanta o mouse? Mouse levantado, um voto!

    • 8 de Fevereiro de 2012 at 15:13

      Sozinha, sozinha… rsrsrsrsrs…

      • Priscila
        8 de Fevereiro de 2012 at 18:58

        Tenho fé de que teremos adesões…David, herbert e demais admiradores do trabalho do excelente escritor do Non Nise Te manifestem-se!

        • David (estudante)
          9 de Fevereiro de 2012 at 19:44

          Bom, eis-me aqui.
          Concordo, obviamente haverá um alcance maior.
          Estive presente no “aulao” do professor Robson. Sou seu aluno no IFEE.
          Minha sugestão seria dessa vez abordar o tema “Morte”, como visão filosófica fazendo uso da Metafísica. Parece-me interessante.
          Fica a sugestão.

  11. David (estudante)
    7 de Fevereiro de 2012 at 19:55

    Interessante a pergunta do Hebert.
    Não estou a altura em responder com segurança, cabe ao professor Robson esclarecer.
    Mas… arrisco-me. Minha resposta hoje seria sim. Sim. O homem é um animal dotado de emoção e razão. O homem é um ser que sabe, e sabe que sabe. É isso que diferencia dos demais animais. A razão do homem deveria “controlar” a paixão humana. Mas o homem é um ser animal, cheio de intintos. Tanto a emoção como a razão influenciam o carater humano. Ora, pessoas tem comportamentos diferentes. E as vezes indivíduos confusos com suas paixões antagônicas descontroladas causam verdadeiros transtornos, com problemas de deixarem pscólogos a debaterem exaustivamente. Exemplo: o assassinato do cantor e compositor inglês, Jonh Lennon. O assassino amava e odiava intensamente o Jonh, sofria gravemente da paixão Angústia. Amava tanto o Jonh, que sofria. Para aplacar teu sofrimento, teve de matar o Jonh.
    Como podemos perceber, a paixão surgiu no amor, mas devido ao “descontrole” das emoçoes, surgiram outras paixões, não novas e/ou substitutas, mas simultâneas. Apesar do ódio de surgido do amor, o amox continuou existindo, se deixasse de ter amor, não alimentaria o ódio.
    Confuso? Paixão é assim mesmo, como se tudo em todos causasse curto-circuito cerebral.
    Um sábio no Oriente pregou tanto o amor, que o mataram tão jovem…

    • 7 de Fevereiro de 2012 at 20:56

      Boa, David! Acho que o caminho é esse mesmo. Os psicólogos não cristãos ignoram, mas os homens não têm e não terão o equilíbrio emocional completamente restaurado nessa vida. Somos marcados pelo Pecado Original e raramente conseguimos ver o que deve ser feito com clareza. E quando vemos, muitas vezes não conseguimos realizá-lo. Assim, as paixões, que deveriam estar sob o comando da razão, não raro estão dominando a parte racional da alma humana. Quem é o homem que pode dizer que nunca foi tomado por alguma paixão? Dá curto-circuito nas emoções… rsrsrsrs… Mas há remédio, como vimos no curso.

      Valeu pela colaboração!

  12. Herbert Burns
    7 de Fevereiro de 2012 at 14:44

    Robson, voce provavelmente conhece a “Campaínha de Pavlov” ou sua experiencia. Gostaria de saber se no ser humano pode haver conflitos de paixões, de tal maneira que subsista na pessoa diversos tipos de paixões, mesmo que
    aparentemente antagonicas, exemplo, o amor e a ira despertado pelo mesmo objeto, levando o individuo a uma confusão de sentimentos, e a uma verdadeira neurose? Se é possível isso, qual seria o remédio? abçs

    • 7 de Fevereiro de 2012 at 20:51

      Excelente pergunta, Herbert!

      Claro que conheço, Herbert. O objetivo do experimento era demonstrar que algumas ações animais (inclusive do animal humano) não são naturais, mas produzidas pelo ambiente. No caso do experimento em questão, Pavlov demonstrou que alguns instintos podem ser provocados. Ele demonstrou que o instinto de conservação induz a ação de modo determinado, quando provocado por elemento externo. Por exemplo, se alguém tocar uma campainha toda vez que der comida ao bichinho, o bichinho responderá involuntariamente desejando comida toda vez que ouvir barulho semelhante. Mais campainha, mais comida; mais campainha, mais comida. Até que o animal prepara-se para comida salivando ao ouvir o som, mesmo que não venha comida. Com isso se tentou provar que os animais (inclusive o homem) não têm expressões realmente espirituais, mas apenas reflexos provocados por elementos externos.
      Perceba, Herbert, que isso é fato. Ao pensar no chocolate a boca saliva; ao ver alguém bocejando, a gente boceja também. Mas atenção: tratam-se de momentos onde estão em jogo tendências bem determinadas. Alimentação, sono, hidratação, enfim, funções ligadas a elementos necessários para a manutenção da vida. A isso se chama instinto, não paixões. As paixões não podem se domesticadas assim. Elas podem ser criadas. Ninguém tem um jeito de deixar alguém sempre alegre ou triste. Esperançoso ou desesperado. E o motivo é que os objetos externos são percebidos diversamente pelas pessoas. A mesma situação a uns deprime e a outros inspira. O mesmo câncer abate um homem gigantesco, fazendo-o chorar copiosamente, enquanto fortalece uma criança recém saída da puberdade. Ora, alegria de viver não é como alimentação: ao tocar sininhos não desligamos e salivamos ira ou angústia.
      Por outro lado, é possível, sim, ter paixões contraditórias. Uma mesma situação pode gerar paixões contrárias. Por exemplo, uma mesma doença pode gerar tristeza e esperança; uma mesma prova pode gerar alegria e audácia. Mas não no mesmo sentido. A tristeza dirá respeito a um elemento, no caso a presença da doença, enquanto a esperança fundar-se-á na certeza de que ela é curável. O mesmo com o outro exemplo.
      Quanto à neurose, permito-me não utilizar o termo no mesmo sentido que usam os psicólogos ou psiquiatras. Entendendo o termo como ideia fixa, ela pode ter, sim, início nas paixões e até pode tornar-se uma patologia. O caso do chocólatra parece exemplificar bem. Ele sente um prazer enorme na posse do bem desejado (Desejo e Alegria), todas paixões ligadas à sensibilidade. Mas seria equivocado dizer que a alegria está no chocolate ou, mais propriamente, no comer (como diria Pavlov). A alegria do chocólatra (de qualquer dependente) está na posse daquilo que ele elegeu como o fim absoluto da sua vida. Esta é a verdadeira causa do prazer na posse desse bem e esse é o caminho para a cura dessas patologias, ainda que o uso de medicamentos e acompanhamento médico seja necessário em alguns casos.

      Se não fui claro, recoloque a questão, amigo silvícola!

  13. Herbert Burns
    7 de Fevereiro de 2012 at 13:06

    sou discípulo do Juruna!!! lembram-se?! rsrs

  14. Marcelo de Jesus
    6 de Fevereiro de 2012 at 18:50

    Robson,

    Não pude ir a Paletra por bons motivos familiares. Caso você ou alguem que você saiba ter gravado poderia me passar o audio, por gentileza.
    Fico no aguardo, pois gostaria muito de poder estar participando desta Palestra, mesmo que indiretamente.

    Marcelo de Jesus

    • 6 de Fevereiro de 2012 at 21:13

      O Herbert gravou. Ele está fazendo um dossiê do que eu falo para entregar para os “camaradas” do PT.

  15. Márcia Denise
    5 de Fevereiro de 2012 at 14:32

    Prof. Robson,

    A palestra de ontem foi realmente esclarecedora.Aprendemos que as paixões são movimentos da alma humana e que com o uso da razão,podemos ter domínio sobre elas( antes que virem doença).E que em si as paixões são neutras.São boas se contribuirem para uma ação boa e má se a ação for má. Como isso nos liberta!
    Gostaria de saber mais sobre a esperança, que ao meu ver não é otimismo.
    Se estiver errada por favor me corrija.

    • 6 de Fevereiro de 2012 at 07:50

      A esperança é uma paixão importantíssima, pois pode gerar filhas muito distintas, como a vingança ou a audácia. Em si mesma, a esperança tende a um bem futuro difícil, mas possível de se possuir. O otimismo, pelo contrário, não diz respeito a um bem futuro possível, mas a uma postura intelectual genérica, que tende a ver bem em toda situação, ainda que não haja bem futuro concreto. Um otimista inveterado pode sofrer do vício da imprudência, que nada tem a ver com esperança.

      Espero ter ajudado, Márcia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *