Nova Eugenia – Os inteligentes

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Nos últimos dias, o tema da eugenia tem voltado. Tudo começou com a publicação de um trabalho nos EUA, que resumia o amor a aspectos biológicos (ver aqui). Em consonância com o espírito deste trabalho acadêmico, um articulista britânico avançou a tese de que, se o amor pode ser mapeado no cérebro, outros sentimentos também seriam. Assim, a vilania, ou a maldade também poderiam ser encontradas nos cérebros. Estavam postas as bases para a punição “preventiva” dos criminosos. O articulista aventa a possibilidade de prever os criminosos futuros, através de pesquisas em cérebros de crianças (ver aqui).

Pois um novo trabalho apresentado em Oxford sugere que seja possível selecionar os bebês pela sua potencialidade cognitiva. O autor do trabalho chega a dizer que as vantagens econômicas e sociais da inteligência já seriam motivos suficientes para realizar uma “limpeza” genética que favorece os espertos:

“My own view is that the economic and social benefits of higher cognition are reasons in favour of selection, but secondary to the benefits to the individual. Cheaper, efficient whole genome analysis makes it a real possibility in the near future.”

“Minha opinião é que os benefícios econômicos e sociais da maior inteligência são já razões em favor da seleção, mas secundárias em relação aos benefícios para o indivíduo. Mais barato, a análise eficiente de todo genoma torna isso uma possibilidade real no futuro próximo”.

Não vale a pena discutir sobre a impossibilidade real de determinar se algum indivíduo será inteligente ou não por meio de análises bioquímicas. Também seria desnecessário provar que a inteligência nada tem a ver com moralidade. Há inúmeros casos de sociopatas até geniais. O que se deve discutir é: escolher ou programar filhos com mais inteligência que outros é moralmente aceitável? Que diferença há entre esse tipo de purificação e o nazismo?

Fonte: Seconhand Smoke

Robson Oliveira

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