Papa: não a “influências poderosas” contra direito à vida

Fonte: Zenit

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 20 de dezembro de 2010 – No discurso ao novo embaixador de Zâmbia na Santa Sé, Royson Mabuku Mukwena, Bento XVI se congratulou com este país por sua defesa do direito à vida nascente.

“É um motivo de particular satisfação que as leis de Zâmbia continuem respeitando e defendendo a dignidade de toda vida humana desde a concepção”, afirmou o Papa, ao receber as credenciais do diplomata, na quinta-feira.

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Poderosas influências, muitas de longe da África – afirmou –, tentam impor limitações ao direito à vida, vendo-o como algo que restringe a liberdade dos demais. No entanto, por sua parte, a Igreja afirma que o direito à vida do inocente é inviolável, e deve ter prioridade”.

Com isso, a Igreja “dirige a atenção para um princípio moral objetivo, baseado na lei natural, cujo conteúdo é acessível à reta razão e não depende de decisões políticas ou do consenso social”.

O Papa desejou que Zâmbia “continue fomentando o devido respeito pelos direitos de todo ser humano sem exceção, em harmonia com o dever de proteger a vida desde a concepção até a morte natural, como corresponde a um país verdadeiramente cristão”.

Igreja

O Papa quis recordar também como a Igreja contribuiu para a construção do país. “Com a colaboração de homens e mulheres de boa vontade em toda África, a Igreja trabalha pela promoção de um equilíbrio moral, jurídico e social entre os membros da família humana. Através de suas diversas obras sociais, de desenvolvimento e caritativas, fomenta a obtenção equilibrada dos direitos e deveres dos indivíduos e da sociedade em seu conjunto”.

A Igreja em Zâmbia – afirmou o Papa –, “tem contribuído positivamente nos âmbitos da educação, do desenvolvimento e do cuidado da saúde, especialmente na luta contra a malária e o HIV/SIDA, e “continuará participando ativamente na promoção da saúde da população com uma forte ênfase na prevenção mediante a educação”.

“As melhorias na saúde em longo prazo se alcançam mediante a formação na responsabilidade moral e na solidariedade, e em particular através da fidelidade no matrimônio. Dessa maneira, a Igreja trabalha para fomentar um maior sentido de integridade pela parte das pessoas, e pela construção de uma sociedade que realmente valorize a vida, a família e a comunidade em geral.”

Já em seu discurso a Bento XVI, o novo embaixador de Zâmbia afirmou que seu país e a Santa Sé “compartilham uma posição comum em várias questões, inclusive as ligadas à moralidade, à conquista de um desenvolvimento sustentável, à erradicação da pobreza, aos direitos humanos e a manutenção da paz no mundo”.

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