Pérolas de Sakamoto I, o Belo – Parte III

Sakamoto I, o Belo, tem ideias lindas, pena que são imbecisEle acha que o planeta está aquecendo, apesar do que dizem os fatos e a ciência; ele garante que tetraplégicos saltarão das macas, cegos voltarão a ver, surdos a ouvir, tomando uma pílula de célula-tronco embrionária, produto dos excelentes resultados alcançados por essa pesquisa. Apesar disso tudo, não tem problema, porque ele é Sakamoto e é belo.

Sakamoto é gênio e garante que Deus não existe, mas ele não para e tem outras opiniões. Ele também acha que o uso de maconha não faz mal algum. Ele afirma que cerveja e calabresa trazem tanto ou mais malefícios que a maconhaele defende a Marcha da Maconha; mas ele não é macho o suficiente para dizer com clareza se aperta um baseado ou não. Mas vamos aos argumentos.

1. Sakamoto, o belo, diz que legalizar as drogas resolveria o problema do tráfico e da violência. Bela ideia, a do Sakamoto, só tem de combinar com o mundo. Pelo contrário, a experiência demonstra que fiscalizar o comércio de um produto não impede que o mesmo produto seja comercializado informalmente e à margem da lei. Afinal, é proibido vender cigarros ilegalmente importados no Brasil, mas não se vê esse comércio em toda grande cidade brasileira? E assim com cd’s, dvd’s, bebidas, armas e munição. Só Sakamoto, o belo, realmente pensa que o traficante que vive das drogas vai disputar uma vaga no McDonald’s se as drogas forem legalizadas.

2. Sakamoto, o belo, acha que a questão das drogas é meramente legal. Não haveria problema algum se a lei permitisse o uso para os viciados. Sakamoto acha que ceder ao vício das drogas é um passo para a humanização. Ele vai dizer que não, mas é o mesmo que pensava o escravocrata do século XIX. Humanização não se limita a uma questão legal. Não é porque o código penal de um país absolve uma ação que esta ação torna sua prática humanizadora.

Diferente de Sakamoto, o belo, as pesquisas médicas não acham que torresmo faz mais mal à saúde que a maconha. Diversos estudiosos dizem que a maconha interfere na memória próxima, na contagem de espermatozóides, na saúde mental, é porta para outras drogas (ver aqui e aqui). Estudos recentes garantem que cigarros (de nicotica ou de maconha) causam doenças mentais.

Se batata frita e maconha tem o mesmo poder destrutivo, por que as pessoas não apresentam as mudanças na aparência que essas aí:

 

As fotos acima foram divulgadas pela polícia americana e demonstra a transformação sofrida por aquele que se envolve com drogas lícitas e ilícitas. Alguém já viu um viciado em sal ficar assim depois de uma vida de esbórnia? Ou um viciado em chocolate? Para Sakamoto, que tem belas ideias, mas estúpidas, é a mesma coisa um viciado em maconha e em açúcar.

Sakamoto é belo e sabe que Deus não há. Ele sabe de coisas altas e difíceis sobre a Divindade, mas não consegue comparar a malícia existente num prato de mocotó e num baseado. Outra coisa: também acho que Sakamoto I, o belo, não é assim, como diria, convincente. Ele nunca diz com todas as letras: sim, eu sei que Deus não existe; sim, sou a favor da descriminalização do uso irrestrito da maconha. Ele não tem aquilo roxo! Ele tergiversa, ironiza, satiriza a opinião contrária, mas não é categórico; é belo, mas não é corajoso.

E volta a pergunta: apesar da beleza de Sakamoto, ele não sabe nada de clima, nem de embrião, nem de maconha, nem de calabresa. O que o qualifica para saber de coisas mais difíceis e complexas, como Deus? Bem, não importa, pois ele é belo, apesar das ideias contraditórias, desumanas e idealistas.

Robson Oliveira

1 comment for “Pérolas de Sakamoto I, o Belo – Parte III

  1. Nadia Gomes
    29 de novembro de 2016 at 13:56

    Post interessante, Cada historia…..

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