Pérolas dos “especialistas” em Catolicismo – I

Site Humanitatis, Non Nise Te!

Pérolas engraçadinhas…

Já se sabe há algum tempo que a editoria de religião dos grandes jornais do Brasil é risível. Contudo, a cobertura das últimas 24 horas da Globo News está humilhando a concorrência. Separamos algumas das maiores pérolas dos comentaristas especializados para que os leitores do blog Non Nise Te! entendam porque acompanhar notícias religiosas por meio de blogs como Salvem a Liturgia, Deus lo Vult!, Católico Porque…O Possível e o Extraordinário, Fratres in Unum, Presbíteros, Oblatvs (para ficar nos nacionais) é muito mais seguro que informar-se por telejornais e publicações brasileiras.

Professor Francisco Carlos Teixeira da Silva (foto do Currículo Lattes)

1. O pesquisador (sic!) Francisco Carlos Teixeira da Silva diz, sem tremer a voz, que houve Papas (dá a entender que foram muitos) que renunciaram por causa de guerras contra reis europeus. A afirmação veio assim como escrevo, sem nenhuma prova, sem nomes para que o espectador pudesse confirmar a informação, sem bibliografia que o adjudicasse. O motivo dessa escassez de informação é simples: não há Papas assim que tenham renunciado por medo de guerras. Até hoje houve, segundo Os Papas, de Richard McBrien, 6 papas que renunciaram ao posto,além de Bento XVI: Ponciano (235); Silvério (537); João XVIII (1009); Bento IX (1045); Celestino V (1234) ; Gregório XII (1415). Primeiro, as datas não indicam que  houvesse assim uma debandada amarelona de Papas por pressão política. Mas ainda que não se descartem pressões políticas na base de uma renúncia – Ponciano, por exemplo, estava preso e exilado, longe do Vaticano – o objetivo era muito mais preservar o Governo da Igreja por um Papa livre que propriamente medo. Afinal, os Papas sabem – e a história confirma – que o martírio não é algo distante dessa função.

2. O pesquisador (sic! sic!) Francisco Carlos Teixeira da Silva continua, sem dar sinal de vergonha, que a renúncia de Bento XVI  por razões de saúde é inédita. Nisso ele concorda com McBrien. Contudo, nem todos concordamos. Celestino V renunciou, segundo a história nos conta, por razões de ordem física e espiritual. Para o bem da Igreja, que ele tanto amava. Os registros vaticanos não camuflam as questões políticas envolvidas, mas não podem perscrutar as intenções dos homens, para além de suas próprias palavras.

3. O pesquisador (sic! sic! sic!) Francisco Carlos Teixeira da Silva teimosamente afirma, sem sinal algum de vergonha por suas palavras sem sentido, que a renúncia de Bento XVI “cria uma situação difícil para um dos principias dogmas da Igreja Católica: a infalibilidade papal”.  Caramba! Que relação há entre a renúncia e a Infalibilidade que, qualquer criança sabe, trata apenas de assuntos de fé e moral? O Papa Bento XVI, como ele mesmo diz, afasta-se também por falta de “vigor físico”. Ora, sua decisão nada tem a ver com o dogma da Infalibilidade. De que adianta um Papa que é assistido pelo Espírito Santo, mas não consegue expressar sua vontade, atendendo os mais de 5.000 bispos do mundo? Sem poder escrever ou pregar? Sem defender e contestar? E se é para relacionaar Infalibidade e todos os aspectos da vida do Pontífice (o que não se faz, mas aqui faremos apenas por digressão ad hominem), então deve-se concluir que ele foi assistido pelo Espírito Santo e, nesse caso, é assistido na sua decisão infalível de renunciar. Concluir a correção e infalibilidade da renúncia está muito mais próxima da confirmação da Infalibidade do que de sua negação. Mas o pesquisador não quer perceber isso.

4. O pesquisador (sic! sic! sic! sic!) Francisco Carlos Teixeira da Silva não para e, sem suspeitar da bobagem que diz, afirma que a Igreja Católica é a única Monarquia Absoluta Eletiva no mundo. Aí ele vai explicar: “O Papa é o único monarca absoluto no mundo eletivo. Eletivo pela congregação, tá,  dos bispos e cardeais”. Pois é! Esse é o naipe dos comentaristas de religião da Globo News. Quem elege o Papa, segundo as atuais normas do Código de Direito Canônico, são só os cardeias, não os bispos. O que provoca indignação é que esse conhecimento é tão básico, é tão fundamental, que nem precisa ser doutorado em História da Igreja para saber isso. O Wikipedia dá essa informação de bandeja, para quem se interessa pela coisa. Se alguém quer mais, pode ir no Católicos porque… e certamente terá mais informações seguras.

5. O pesquisador (sic! sic! sic! sic! sic!) Francisco Carlos Teixeira da Silva não desiste e, causando vergonha em todos os que o ouvem, faz afirmações de caráter jurídico. Ele defende, contra a lógica natural e o bom senso, que um Papa que renuncia ainda é Papa com todos os direitos e que conflitaria com o novo Papa eleito em Conclave: “O que vai acontecer com a existência de dois Papas?”. Ora, senhor pesquisador, o mesmo que acontece em uma democracia com a existência de dois presidentes: um eleito e o outro aposentado: nada. Na verdade, não há dois presidentes, apenas um. O mais recentemente eleito. Logo, não haverá dois papas, mas um só: o eleito mais recentemente.

6. O pesquisador (sic! sic! sic! sic! sic! sic!) Francisco Carlos Teixeira da Silva é incansável na procura de pelo em ovo e, rachando a cara dos historiadores da religião católica do Brasil, sustenta que a existência de um Papa eleito e um outro aposentado é inédita. De novo, vai estudar pesquisador! Foi isso que aconteceu com Celestino V (já dei os links, não vou postar de novo. Afinal, ele é pesquisador).

Professor Edgard Leite Ferreira Neto, foto do Currículo Lattes

7. (Leia-se antes o comentário abaixo) O professor Edgar Leite é mais original e, como “especialista”, apela ao senso comum. Diz ele que, no Conclave, “a voz do povo não é a voz de Deus”, querendo fazer valer a democracia dentro dos muros da Igreja. Pois é, professor Edgar, a voz do povo é a voz do povo e a voz de Deus é a voz de Deus, simples assim. Na democracia, a voz do povo é importante porque, deve ser assim nas democracias, todo poder emana no povo. Contudo, nem todas as camadas sociais obedecem esse ditado: na família, a voz do povo não é a voz da família; no clube de futebol, a voz do povo não é a voz do clube de futebol; num hospital, a voz dos doentes não é a voz dos médicos. Fazer o quê? Os ditados populares não são critério para julgamento de Pontificados. Por muitas razões, mas principalmente, por que há outros ditados populares que, geralmente, relativizam sua importância. Como aquela que diz: “O homem põe, e Deus dispõe”.

8. O professor Edgar Leite continua apelando ao senso comum. Argumentando em favor de um Papa do continente africano, afirma: “Por exemplo, a África é onde a Igreja mais cresce. Então seria razoável pensar que o novo Papa deveria vir de lá”. Hmmm… Entendi… Como o continente africano é o que mais cresce em números, de lá deveria vir o próximo Papa… Lógica interessante… Aplicando em outras áreas, como seria? O MMA é o esporte que mais cresce no Brasil. Logo, deve ser o esporte oficial do país. Ou essa: o estado brasileiro que mais cresce no registro de títulos de eleitor é São Paulo. Portanto, o próximo presidente deve ser daquela cidade. Duvido que o professor concordaria com essa argumentação.

Por enquanto é só. Voltaremos num outro momento com mais pérolas dos “especialistas”.  Enquanto isso, fico me perguntando uma coisa: Globo News, isso é o que de melhor vocês possuem na editoria religiosa???

 


 PS. O professor Edgard Leite entrou em contato (como se pode ver nos comentários) e garantiu que de modo algum desqualificou ou desejou desqualificar a fé dos cristãos nem o cristianismo. O professor reiteradamente argumenta que sua entrevista foi editada pelo jornal em questão, modificando o conteúdo e dando esse tom simplista sobre o assunto. Mantivemos os comentários como antes, porém, em razão da realidade da entrevista, que ainda pode ser lida no link citado no artigo acima. Ao professor Edgard, conhecido por sua seriedade, porém, nenhuma acusação é feita contra seu trabalho atual ou pregresso, nenhuma crítica a seus livros antigos ou novos. 

Robson Oliveira

34 comments for “Pérolas dos “especialistas” em Catolicismo – I

  1. Orlandilson
    22 de fevereiro de 2015 at 14:03

    Caro Robson, há duas coisas que gostaria de acrescentar: nem nas democracias a vontade da maioria pode ser absoluta, senão seria legitimo o confisco, a escravidão ou o extermínio de uma minoria se a maioria assim o quiser.
    O segundo ponto é que já tivemos três papas africanos: Papa Vítor I (189 a 199), Papa Melquíades (310/311 a 314) e Papa Gelásio I (492 a 496).

  2. herbert burns
    15 de março de 2013 at 13:13

    Na transmissão da eleição do papa pela Globonews, apareceu um vaticanista, com forte sutaque portenho. Como eu só queria conhecer o papa eleito não dei ouvidos aos comentários. Mas este sr causou uma enorme preocupação ao meu vizinho que me veio com a seguinte indagação: Como pode haver uma disputa voto à voto se para ser eleito o candidato tem que obter 2/3 dos votos? Ou seja exatamente o dobro do outro candidato, e isto se ele recebeu todos os votos restantes.Em outras palavras o vencedor leva 2/3 e o outro candidato 1/3, na melhor das hipóteses.É que este especialista afirmou que o papa Francisco quase foi eleito no conclave anterior, porque tinha disputado com Bento XVI voto a voto e perdeu por pouco. Tudo bem que os números 2 e 3 trazem muito desconforto e confusão à torcida flamenguista agora pela tradição brasileira os jornalistas não precisam conhcer o assunto que dirá aritmética. Ainda mais fração! Eu vi a reportagem mais não prestei atençao aos comentários. Mas acredito piamente na ignorancia matemático-teológica do especialista.

  3. Edgard Leite
    14 de março de 2013 at 11:51

    Querido Robson, agradeceria muito mesmo se os comentários pouco lisongeiros à minha integridade profissional fossem retirados, por favor. Não se pode julgar uma pessoa por ouvir dizer. A entrevista em questão foi mexida e seu sentido original foi alterado. Não posso ser profissionalmente atingido por culpa de terceiros. Se quiser conhecer minha obra de apoio à Igreja e à Fé, peça que eu encaminharei. Inclusive minha entrevista quando da morte do saudoso Papa João Paulo II. Atenciosamente, Edgard Leite

    • 14 de março de 2013 at 16:38

      Professor, vou acrescentar um comentário atualizando às informações segundo seu pedido.

      • Edgard Leite
        15 de março de 2013 at 07:13

        Obrigado Robson, você é uma pessoa correta. Não é agradável que, por casusa de uma reportagem truncada, seja atribuído a mim um perfil que não é o meu. Sou respeitador e admirador da Igreja e entendo que a Fé é tudo. Grande abraço.

    • Edgard Leite
      22 de março de 2013 at 13:52

      Prezado Robson,
      quando trabalhamos, tentamos fazer o máximo que podemos e o trabalho alheio deve ser respeitado. Solicito encarecidamente a retirada das referências desabonadoras ao meu trabalho. Você pode não concordar com o que digo, mas não tem o direito de me desqualificar, o que equivale a uma difamação. Grande abraço, Edgard Leite

      • 22 de março de 2013 at 14:34

        Professor Edgard, acrescentei um dado que pode contemplar o que me comprometi a fazer. Afirmo, contudo, que não desqualifiquei nem quis desqualificar o professor. O que discordo e continuo discordando é do conteúdo da matéria, que ainda está no ar. Contra a pessoa do professor e seu trabalho sobre religião em geral, não tenho nada a dizer nem disse nada no artigo.

        Estou sempre à disposição, professor.

  4. Edgard Leite
    14 de março de 2013 at 06:39

    na verdade li agora que “não dá para saber tudo” realmente, só falo do que eu sei. E sobre jesuítas eu realmente conheço. Foram dez anos de pesquisas. O que não podemos fazer é controlar o que dizem que dizemos. Isso, infelizmente, não dá, nunca deu na vida, em qualquer vida. Mas fica aqui meu respeito a você e a todos os leitores desse blog, e peço desculpas se o Globo passou a impressão de que estava ofendendo alguém.

  5. Edgard Leite
    14 de março de 2013 at 06:36

    Mas eu concordo com você que a mídia não tem, diante da renúncia do Papa uma abordagem muito coerente, principalmente porque ela não está muito interessada numa abordagem objetiva. No entanto ontem, na Globonews, eles só chamaram religiosos, e todos foram muito claros e esclarecidos.

  6. Edgard Leite
    14 de março de 2013 at 06:33

    Aliás como historiador dos jesuítas, que sou também, recomendo a leitura do meu livro, publicado na Espanha em 2001, segunda edicão em 2005, que está online:

    http://pt.scribd.com/doc/76783326/Edgard-Leite-Notorios-Rebeldes-A-Expulsao-da-Companhia-de-Jesus-da-America-Portuguesa

  7. Edgard Leite
    13 de março de 2013 at 20:41

    Também gostaria de agradecer as críticas, porque de fato o senso comum não é um bom argumento.

  8. Edgard Leite
    13 de março de 2013 at 19:26

    Prezado Robson, agradeço seus comentários, mas não me menospreze rsrs. Concordo com sua opinião, mas esclareço que minhas palavras foram tiradas do contexto. Não sei exatamente onde você as leu, mas de qualquer forma, obrigado por chamar-me a atenção. Abraço, Edgard Leite

    • 13 de março de 2013 at 20:14

      Prof. Edgard, nunca o menosprezaria. Fui seu aluno e sei que conhece de religiões orientais como poucos. Mas não dá para saber tudo, não é? E nessa entrevista – tal qual foi para o ar no O Globo, sinceramente não vi o professor brilhante, respeitoso e inteligente com quem tive aulas. Para conferir a matéria, veja lá no O Globo.

      Há algum tempo, professor, o cristianismo no Brasil é tratado como subcultura e subreligião; enquanto os cristãos são tratados como subcidadãos, com subdireitos em relação a outros grupos. Professor, o senhor deve ter visto os templos católicos invadidos, seus símbolos maculados ou ameaçados, para arrepio da Constituição Federal. A nós, cristãos, isso não está certo. De alguma forma, os comentários rasos e ideológicos que ouvimos todo o tempo desconsideram o cerne de nossa fé e não tínhamos condições de contestar. Com a internet, vamos expressar nossa indignação, enquanto a internet for livre no país.

      Por favor, acredite-me, não o menosprezo. Mas mantenho a percepção do texto, como está no ar ainda hoje.

      • Edgard Leite
        14 de março de 2013 at 06:30

        É, infelizmente, nem tudo que está escrito corresponde ao que foi dito. Não vi o texto, realmente. Mas ñao há muito o que fazer depois que vai ao ar. Ontem mesmo dei uma entrevista por telefone, que espero tenha sido transcrita corretamente. Meu entusiasmo com a eleição de um jesuíta foi absoluto. Mas, reitero a você, porque você e sua fé merecem respeito, que jamais acreditei que o papa teria que vir da Áfrca, porque a Igreja crsce lá (rsrs). E sobre o sistema eleitoral do Vaticano apenas disse que os cardeais votam pela inspiração de Deus, não pela vontade dos fiéis. Eu defendi a Igreja e não a ataquei. Saludos.

  9. Nubia
    20 de fevereiro de 2013 at 00:11

    A mídia vive de especulação, nós, cristãos católicos, vivemos da Fé!

  10. Fabiano Gomes
    19 de fevereiro de 2013 at 10:34

    Caro amigo Robson e demais participantes/ leitores, e o que vocês acham do Mario Sergio Cortella? Ele sempre aparece na Globo quando o assunto é esse. E me parece confiável pois responde com naturalidade, minimizando aquele espírito polêmico que repórteres gostam de dar para este assunto e evita dar pauladas na Igreja. Certo amigo ex-seminarista que possuo disse não gostar muito dele como teólogo, mas eu ainda não consegui antipatizar com ele.
    Paz e graça!!

    • 19 de fevereiro de 2013 at 10:46

      Estimadíssimo amigo!

      Não li nem ouvi nada do Cortella sobre o assunto. Se você tiver alguma notícia, por favor, envie-nos.

      Abração!

  11. gouvea
    14 de fevereiro de 2013 at 22:25

    O professor Robson poderiac colocar em sua lista de pérolas o professor e padre colaborador do site “Diversidade Católica”(site de católicos gays, como se isso fosse possível) Luiz Correa, professor da PUC Rio. O Padre era a “voz “da Igreja na GloboNews no dia 11 pela manhã. Despreparado e desorientado respondia as questões sem firmeza.

    • 15 de fevereiro de 2013 at 07:17

      Eu também vi, Gouvea. E o post já estava pronto antes de sua prestimosa ajuda. Só veio ao ar hoje de madrugada.

      Abraço e volte sempre!

  12. Amaro Helio Costa dos Santos
    14 de fevereiro de 2013 at 15:58

    Elio José, vc foi mto feliz em seus comentários, Infelizmente a Mídia que deveria ser um canal informativo correto, as vezes se deixa levar por abusar de suas opiniões sem fundamentos e de religiosidade hipócrita.

  13. herbert burns
    13 de fevereiro de 2013 at 20:29

    Dom Hélder Câmara disse uma vez numa entrevista que “especialista é aquele que entende muito, mas de pouco”. Nossos telejornais apresentam sempre especialistas, neste caso em especial, logo após o assunto Renúncia de Bento XVI, os especialistas da globo news, passearam do campo religioso ao cinematográfico, falando sobre Hollywood, até à política internacional do Presidente norte americano. São multi-especialistas! Talvez seu público alvo seja os big-brotheranos de plantão. Será que são postulantes a sucessão de Maria Antonieta? concorrem ao Troféu pão X Brioche? Nas chuvas de Abril, que causou a maior catástrofe em Niterói, numa cena que mostrava o morro 370, do Caramujo, o âncora do jornal soltou: Niterói tem recantos tão bonitos, porque esse povo não vai morar em Icaraí?” Pra mim o mais ilustre desses “especialistas”, que tem nas mãos Brioches franceses é sem dúvida nenhuma Arnaldo Jabour. Idolatrado por muitos católicos. Fala sobre tudo, desde cinema, teatro televisão, assuntos políticos, médicos e científicos, e em especial no que diz respeito a Igreja Católica e ao Papa. Seu conhecimento me leva a crer que se lhe fosse possível, ele mandaria o pão pra guilhotina e passava manteiga na Maria Antonieta.

    • 13 de fevereiro de 2013 at 20:44

      Como sempre, excelente!!! Gostei mais da “manteiga na Maria Antonieta”.

      Abração!

  14. VÂNIA DE CARLINHOS
    13 de fevereiro de 2013 at 15:20

    Que orgulho pertencer à Igreja que nos deu Bento XVI e o privilégio de ter sido aluna do Robson. O Humanitatis foi uma dos primeiros lugares a que corremos para refletir melhor sobre estes acontecimentos. Nossa Igreja mostra mais uma vez a força da ação do Espírito Santo, que não deixa os homens se dobrarem aos seus próprios sentimentos, que poderiam ser de vaidade em Joseph Ratzinger para que cumprisse seu mandato até a morte,mesmo na consciência de que não tem mais condições.Uma inteligência como a deste sacerdote, tão ricamente aprofundada no conhecimento da fé e tão generosa em partilhá-la conosco, sabe sem dúvida seu limite. Deus seja louvado por isso.
    Mais algumas pérolas: o SBT esteve na Canção Nova e disse que os católicos estavam “chorando”; disse ainda que a Igreja precisa de um Papa “progressista”, mais “sintonizado com as mudanças do mundo”,que mude a postura que hoje é “contra o uso da camisinha como prevenção contra a AIDS”.
    Daria prá rir, tamanha a ignorância dos editores, se não fossem estas opiniões que as pessoas engolem sem digerir.
    Rezemos pela manutenção firme do “conservadorismo” de nossa Igreja e de nossos Papas, que ao longo de dois milênios tem sido fiel à Palavra, à Tradição e ao Magistério.

    • 13 de fevereiro de 2013 at 16:04

      Esses repórteres nem se dão ao trabalho de saber se suas opiniões realmente são verdadeiras. Quanto à camisinha, nem os cientistas conseguem disfarçar seu mal-estar pelo engodo que enfiaram na cabeça do povo por tantas décadas – http://humanitatis.net/?p=8226

    • 13 de fevereiro de 2013 at 16:04

      Ah, e obrigado pelo carinho de sempre. Com amigos como vocês, fica fácil parecer inteligente!

  15. Douglas Lyra
    13 de fevereiro de 2013 at 13:08

    Já compartilhei. Vale muito a pena despertar uma visão mais crítica a respeito do que é divulgado pela mídia.

  16. Tatiana Abreu
    12 de fevereiro de 2013 at 18:34

    Olá Paulo,
    Acredito que a surpresa da notícia tenha levado muitos a assistir esse tipo de informação. Isso não quer dizer que daremos ouvidos a tais “pérolas”. abçs.

  17. Vitor Pereira
    12 de fevereiro de 2013 at 18:24

    Infelizmente, ultimamente, estamos tendo um vasto grupo de doutos em “Achomeria”, fazem uma faculdade por correspondência, um doutorado via “Internet”, e acham-se no direito,alguns no dever de opinar sem ao menos um minimo de pesquisa, pelo “ouvi” dizer, e logo, assim o é. A midia, não toda, da-lhes um espaço com uma entrevista de 50 segundos,e aí vira “cult”, e como tem publico para qualquer coisa qu denigra uma Instituição séria como a Igreja Catolica, (pois só os sérios e grandes) têm a perder, transformam pérolas em (((verdades)), aos ouvidos e olhos de pessimistas e urubus de plantão(os do quanto pior melhor).

    • 12 de fevereiro de 2013 at 18:54

      Nosso papel é trazer um pouco de luz sobre esses achismos, Vítor,

      Bem-vindo e volte sempre!

  18. Pedro Maranhão
    12 de fevereiro de 2013 at 16:56

    Debater as “pérolas” com pessoas em cuja honestidade intelectual confiamos, imediatamente, mesmo que estejam separadas por milhares de quilômetros e, assim, formar de forma verdadeiramente livre a nossa própria opinião, isso confirma um fato: a convergência das tecnologias de áudio e vídeo para telecomunicação pessoal põe fim à era dos barões da mídia.

    Os barões foram um risco necessário. Um “risco” porque tiveram e – enquanto existirem – continuarão a ter um grande poder de manipular as informações: selecionando o que será divulgado, com que frequência, com qual ênfase, em que contexto, sob uma luz favorável ou desfavorável, etc. “Necessário” porque, sem eles, as novas tecnologias não teriam sido desenvolvidas e a era que se inicia – da comunicação pessoal global, da liberdade de opinião global – não teria sido possível.

    Podemos perceber esta diferença entre grande midia e liberdade de opinião diante da renúncia do Santo Padre. Como indicou o papa, a renúncia pontifícia é um fato grave. Diante disso a grande mídia toma duas providências para manipular a informação. Primeira providência: identificar “fato grave” com “fato triste”, “fato mau”, “fato negativo”; assim manipulam a opinião para que não percebam que o verdadeiro significado de “grave”, que é “profundo”. Segunda providência: associar a gravidade com as causas da renúncia e não com as consequências. Resultado: está todo mundo especulado desvairadamente sobre quais foram as tristes, más e negativas causas que levaram o Vigário de Cristo a decidir renunciar, e ninguém está pensando sobre as profundas consequências de sua decisão. Penso, por exemplo, nas seguintes.

    (1) Os cardeais sabem que, em algumas semanas, sob a moção do Espírito Santo, elegerão um novo pontífice, um ato igualmente grave, onde cada um deve pôr todas as forças de sua inteligência em colaboração com a graça; no entanto, diferentemente dos outros conclaves, os cardeais terão mais tempo para se preparar, para se informar e para meditar antes de começar o conclave e, assim, colaborar melhor com a graça.

    (2) Os ânimos durante o conclave, a princípio, estarão mais serenos, pois não estarão marcados pelas inevitáveis emoções causadas pela morte recente do pontífice anterior; também isso – o ânimo sereno – facilita a colaboração da inteligência humana com a graça divina.

    (3) Renunciando ao pontificado por debilidade física, o Vigário de Cristo ensina a todos os homens de boa vontade que sua missão – manter e fortalecer a unidade do povo de Deus – depende também do vigor físico, pois desdobra-se em confirmar os irmãos na verdadeira fé e congregar os irmãos na verdadeira caridade; para confirmar os irmãos na verdadeira fé o Servo dos Servos de Deus comunica – por textos ou discursos – a verdade da fé e, para isso, precisa de sua plena capacidade intelectual, a qual não lhe falta de modo algum; para congregar os irmãos na verdadeira caridade o Servo dos Servos de Deus vai ao encontro dos fiéis de uma determinada nação e chama para este encontro os fiéis de todas as nações, para que, diante de Deus Eucarístico, Jesus de Nazaré, experimentem todos juntos a força da caridade, e, para estes encontros, o Vigário de Cristo precisa de sua plena capacidade física.

    (4) Renunciando ao pontificado por justos motivos, deixará de estar sob os holofotes que inevitavelmente perseguem o Santo Padre e, assim, poderá viver pelo tempo que Deus lhe der em oração, com privacidade e paz (pelo menos enquanto não voltar a era das perseguições sangrentas aos católicos nestas partes do mundo).

  19. Paulo Santos
    12 de fevereiro de 2013 at 16:54

    E claro que com toda a nossa midia hoje, sendo francamente esquerdista, não poderiamos esperar nada de diferente do acima. E triste ver que católicos ou aqueles que se dizem católicos, perdem tempo escutando essas bobagens e lhes de ouvidos.

  20. Elio José Pacheco
    12 de fevereiro de 2013 at 13:09

    Com certeza não é o melhor editorial religioso. Quando se tratam de assuntos da Igreja muitos querem opinar à luz da carne, deixando a espiritualidade de lado. A eleição do Papa obedece a critério conhecido, então, o achismo de um pouco importa.

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