Politicamente Incorreto

Frequentemente a Igreja e seus membros são chamados de hipócritas por denunciarem práticas em desacordo com a moralidade cristã, ao passo que seus membros são capazes de crimes que contradizem a doutrina que professam. Algumas vezes estes membros não ignoram apenas os dados da fé católica, mas beiram a bestialidade. Assim, como alguns padres e bispos locais não combatiam abertamente a escravidão no país – em franca dissonância com o Magistério Ordinário que já teve um Papa escravo (São Calixto, 217) – alguns entendem que é hipocrisia da Igreja clamar contra estes crimes hoje.  Do mesmo modo, afirmam que antes de a Igreja impor limites éticos à prática homossexual devia ela mesma cuidar dos casos de pedofilia dentro de seus muros.  Dizem que o “politicamente correto” não é julgar as práticas, mas apenas “abraçar” e “afagar” os pecadores, sem apontar-lhes os erros. Triste é um pai que não corrige os erros dos filhos; pior a nação cujos crimes dos cidadãos encobre. Serei politicamente incorreto agora.

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Os casos de abusos de menores nos EUA, durante 60 anos (de 1950-2010), atraíram a ira da imprensa mundial e de não poucos cidadãos de boa vontade sobre a Igreja Católica. De nossa parte, entendemos que é repugnante a postura de alguns sacerdotes – e até bispos – que a despeito da gravidade do crime, pouparam seus colegas e subordinados da ação do braço civil, ainda que os confiasse à Misericórdia de Deus, que nunca falta, a nós pecadores. No entanto, um dado interessante e revelador salta deste triste episódio recente. Um estudo publicado há pouco tempo nos EUA demonstra que a maioria dos abusadores envolvidos naquelas violências tinha preferência por meninos pré-adolescentes e adolescentes. Segundo este estudo, 81% das vítimas era de meninos. Para os responsáveis pela pesquisa, investigadores criminais americanos (link aqui) mui comprometidos com o “politicamente correto”, esta margem não configuraria uma abordagem homossexual dos criminosos, mas pode ser explicada apenas pela oportunidade. Como esses sacerdotes conviviam quantitativamente com mais meninos, isto explicaria suficientemente esta discrepância estatística. No entanto, perito psiquiatra explica aos criminologistas que fizeram a investigação que esta incidência caracteriza preferência e não oportunidade (link aqui): “um homossexual é definido por sua prática, não por sua identidade”, diz o estudioso.

Não é ignorado por ninguém que os militantes da causa gay também são os maiores incentivadores da prática pedófila e efebófila. Helmut Graupner, por exemplo, atual presidente da ONG Martijn (site aqui), é aberto defensor da descriminalização da pedofilia. Veja bem: da pedofilia! Isto quer dizer que a efebofilia (o uso sexual de adolescentes) não é nem posta em questão para os ditos senhores. Portanto, sendo politicamente incorreto, é preciso dizer que os casos de pedofilia, que tanto escandalizaram os homens de boa vontade do planeta, em sua grande parte (81%!) foram casos de homossexualidade contra jovens inocentes. Urge que os sacerdotes da Igreja sejam, por esse mesmo motivo, mais bem escolhidos, para bem da própria Igreja e dos filhos de Deus a eles confiados.

1 comment for “Politicamente Incorreto

  1. Mazir Mendonça
    2 de junho de 2011 at 11:16

    É realmente um assunto muito polêmico, mas acredito que nos temos que rezar muito pelas vocações e pelos nossos sacerdotes, como pede o Santo Padre o Papa. Mas também devemos observar no nosso dia-dia paroquial e denunciar se for o caso tais abusos, para diminuir os estragos causados por atitudes impensadas desses sacerdotes inconsequentes.

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