Quem é Bento XVI e quem é Barbara Gancia?

Papa Bento XVI

Uma colunista da Folha, jornalista Gancia, resolveu atacar o Papa Bento XVI, dizendo que o Chefe de um Estado independente e reconhecido é um covarde. Para isso, talvez para chamar a atenção para os textos dela – afinal, até hoje de madrugada, quem sabia quem é Gancia? – utilizou de palavras baixas e torpes. Caberia aos governantes brasileiros, mas especialmente ao Itamaraty, ensinar como se trata um Chefe de Estado. As leis brasileiras ditam as normas de tratamento para uma pessoa que representa um país, como é o caso do Vaticano. Infelizmente, já está ficando comum que pessoas ofendam uma pessoa pública e um Chefe Político, como é o Papa Bento XVI, sem que o governo diga palavra e, no caso do Papa, sem que a CNBB igualmente se pronuncie.

Por outro lado, Gancia parece corajosa, mas não é. Parece ser daqueles que tem aquilo roxo, mas não é tanto assim. Se fosse tão corajosa quanto quer parecer, diria na época, que foi covardia de Bin Laden fugir e esconder-se em cavernas. Se fosse corajosa, escreveria no seu blog que são covardes os islamitas do mundo inteiro, que não deixam suas filhas viajar sozinhas. Se Gancia fosse assim tão peituda, iria para frente de uma Mesquita em São Paulo protestar contra a covardia de Mubarak, que renunciou ao governo do Egito, exigindo que continuasse no governo daquele país. Mas ela não é tão corajosa assim. Contudo, para ofender um senhor de 85 anos, o chefe dos cristãos, esse “bando de molengas”, aí ela tem coragem.

Mas vamos ver quem são Bento XVI e Gancia.

Quem é o Papa Bento XVI?

O Papa Bento XVI é o Chefe de Estado de um país independente e legitimamente eleito: o Vaticano. O Papa Bento XVI é o líder de espiritual de 1 bilhão de pessoas. O Papa Bento XVI é um intelectual brilhante, que dialogou com os grandes pensadores do seu tempo, como Jürgen Habermas, por exemplo. O Papa Bento XVI tem dezenas de livros escritos. No campo prático, o Papa Bento XVI é antes de tudo alguém que abdicou dos próprios sonhos, pois é sacerdote. O Papa Bento XVI é alguém leal e honesto como testemunham seus amigos mais próximos e até seus inimigos teóricos mais desleais, como Küng. O Papa Bento XVI viu a dor das crianças abusadas por sacerdotes, mas não aceitou protegê-los porque eram sacerdotes como ele. O Papa Bento XVI não possui muito mais bens do que um homem razoavelmente bem sucedido, muito diferente da riqueza que pessoas do tamanho dele possuem ordinariamente. O Papa Bento XVI abdicou de possuir  uma casa para chamar de sua, morará em uma cela em um convento do Vaticano. O Papa Bento XVI disse que renunciaria se visse que assim era melhor para a Igreja e assim o fez. O Papa Bento XVI visitou países inimigos do cristianismo, como Cuba, e sua visita salvou concretamente vidas que morreriam se ele não as fosse defender e por elas orar.

Quem é Barbara Gancia?

Jornalista Gancia

Barbara Gancia é uma jornalista da Folha de São Paulo. A jornalista Barbara Gancia acha que Joaquim Barbosa, o ministro que pôs atrás das grades petralhas, verdadeiros usurpadores da República, a jornalista o chama de inquisidor. Para a jornalista Gancia, Joaquim Barbosa é um novo Torquemada. Segundo Gancia, o Julgamento do Mensalão foi um julgamento que ignorou “garantias, sem direito a recurso e partindo da cer­teza de que quanto menos provas, maior o poder do réu e, portanto, hipoteticamente, maior sua culpa”. Para Gancia, os milhões roubados do Brasil, o dinheiro roubado da saúde das crianças, da escola de nossos filhos, foi tudo “hipotético”. Felizmente, o STF – que sabe mais de leis e de recursos – discordou da jornalista Gancia. A jornalista Gancia acha que pobre não comete crime, por isso defende José Genoíno, que assinou documentos sem ler e facilitou o roubo de milhões de reais no Brasil: “Todo mundo conhece o Genoi­no, sabe que ele não vive no luxo”. Argumentando assim, nem o Maluf, que tem um declaração de IR que faz motoboy de São Paulo lacrimejar de pena, pode ser acusado de coisa alguma… Mas ela não defende o Maluf, né? A Gancia faz troça do ministro do STF, Joaquim Barbosa, chamando-o de Batman. À luz do que escreveu sobre o mensalão, Gancia acha que o ministro tem mania de herói, talvez pense a jornalista que o ministro possua algum trauma de infância, como o personagem de quadrinhos. Ah, e Gancia gosta muito de Lewandowski, que ela chama de “cordato revisor“. Enquanto ao relator, denomina indignado. E Gancia não deixa por menos e diz o que realmente pensa: “quase chego a pensar que as coisas estavam melhores antes de o Joaquim subir ao palco“. Para Gancia, o ministro Joaquim Barbosa é o atraso, Lewandowski e José Dirceu, a vanguarda.

Diante disso, quem mesmo tem medo? Quem se move medindo favores e escolhendo aliados poderosos, quem medita taticamente a quem servir para alcançar favores com medo do futuro: Bento XVI, que inocente não acusa seus injustos juízes e aposenta-se quando, claramente, teria mais proveito nesse mundo permanecendo no poder; ou Gancia, que defende injustos e criminosos – segundo o STF -, querendo torná-los inocentes, para conseguir – quem sabe – algum proveito para esse mundo?

21 comments for “Quem é Bento XVI e quem é Barbara Gancia?

  1. Amaro Helio
    27 de fevereiro de 2013 at 14:47

    Não quero mais debater sobre o assunto Papa, acho que é o momento de rezarmos por ele e para o outro que esta vindo. Ficar discutindo com pessoas que nao tem noção do que fala e usa certos meios para aparecer é o fim… basta….Nao daremos perolas aos porcos.

  2. herbert burns
    20 de fevereiro de 2013 at 01:41

    É interessante como os atéus se preocupam com a Igreja Católica. Quer saber notícia nova sobre a Igreja, pergunte a um atéu. Como eles sabem de tudo que se passa na Igreja Católica. Vigiam até os sites católicos, podes crer, sempre vai aparecer um defendendo seus pontos de vistas chulos, e suas premonições sobre a Igreja, e nisso já vão dois mil anos. A famosissima e internacional e conhecidíssima Barbara Gancia não é endeusada por eles porque eles não acreditam em deus, porque se não fosse isso… Eles só não se entendem quanto a interpretação dos fatos, cada um diz uma coisa sobre o mesmo fato. No caso da renúncia de nosso Bento XVI eles aludiram desde motivos políticos até motivos financeiros. Não dá pra dialogar. Qualquer justificativa que se dá ao Povo de Deus, eles tem uma argumentação própria e sempre de encontro com o que foi dito. Passam mais tempo divagando sobre as razões do que nos fatos. E as razões tem que passar necessariamente por sexo e poder. Mas será que podemos tirar algo de bom disso? Acredito que sim então que me desculpe Cecília Meirelles, mas quando tudo acabar que restem apenas os atéus, para que possam dar testemunho fiel do que foi a Igreja. A mensagem para os atéus que eu deixo é: Fiquem calmos! A Igreja não vai acabar! ! ! Calma Arnaldo! Se voce é chegado podem retocar sua fantasia de Santo Católico para o próximo desfile gay.

  3. 19 de fevereiro de 2013 at 12:29

    Estou com o Robson,com a Ir Priscila,com a Deolinda,esta jornalista nem merece
    comentário.

  4. Arnaldo
    19 de fevereiro de 2013 at 09:39

    Insinuar que ninguém conhecia Barbaria Gancia antes desse artigo já demonstra um bom nível de alienação. Ademais, o Papa Ratzinger sempre foi polêmico e acobertou padres pedófilos sim. Mesmo os católicos não aprovam totalmente as sandices do alemão, mas é triste ver que há muitos que foram cegados pelo fanatismo.

    • 19 de fevereiro de 2013 at 10:20

      Não, não foi insinuação, senhor Arnaldo. Disse com todas as letras que ela é uma desconhecida, para além dos muros da ICB (igrejinha comunista do Brasil). Ela não tem visibilidade nacional, o que dizer internacionalmente; e não tem estofo acadêmico para criticar a figura do Papa Bento XVI, um homem respeitadíssimo por suas obras e ações.

      Agora, quanto à alienação, diga-me quem é mais alienado: nós, cristãos católicos, que amamos o Papa e sua doutrina coerente, ou dona Gancia, que apóia petralhas, mensaleiros e juízes que se ajoelham diante do executivo? Quem é mais fanático, os que adoram a Deus ou os que adoram políticos? Diga-nos, ó Arnaldo! Mostra-nos a luz.

  5. Ir. Priscila
    18 de fevereiro de 2013 at 17:18

    São tantas bobagens que dizem estes “jornalistas” que dá até nojo.
    Falam do que não sabem, criticam sem conhecimento algum… enfim, dizem idiotices e mais idiotices!

  6. herbert burns
    17 de fevereiro de 2013 at 00:28

    No final do séc XIX e início do séc XX os grandes eventos, sem dúvida, eram os debates academicos públicos, nos quais a velocidade na distribuição da informação era de igual para igual. A todos eram permitido desenvolver e defender suas idéias. Hoje os debates deixaram de longe de ser cherstertonianos. A velocidade na distribuição da informação é imensamente desigual. Os donos das mídias sabem disso. As informações são distribuídas de forma estratégica, e entende-se por informação qualquer fato acontecido ou não, real ou fictício, verdadeiro ou falso.A recuperaçao da verdade, o reparo da informação é lento demais, quando chega a atingir o mesmo volume, a mesma área, ninguém mais se lembra do fato que este reparo se refere e o estrago já está feito. E muitos jornalistas são vítimas,vítimas oferecidas que sabem de sua real situação e aproveitam até quanto durar. No caso desta jornalista em questão, como pode uma pessoa falar do cotidiano (paulista pois o jornal é paulista!) usar como referencia clubes do Rio de Janeiro, e quando cita tenta explicar aos seus leitores o significado das expressões usadas, e escreve o cotidiano de São Paulo direto de Nova York, nos Estados Unidos. O que é de se estranhar é que a dieta de gordura animal deixa as vítimas mais dóceis.

  7. 16 de fevereiro de 2013 at 23:18

    Fiz um comentário criticando essa pseuda jornalista, não vi se a Folha liberou… de qualquer forma, como católicos somos obrigados a ler “porcarias” contra um homem que vive para fazer o bem aos seus semelhantes, um homem que evita e interrompe guerras, um homem reverenciado pelos grandes estadistas das maiores nações. Parabéns por este texto que meu filho me enviou via WhatsApp agora a noite, passei o dia ruim com o assaque dessa imbecil mas vou dormir bem com sua resposta, que inclusive postei no meu twitter @Reginaldo_MO para a @Folha_com . A paz

    • 17 de fevereiro de 2013 at 10:11

      Toda a equipe do Site Humanitatis agradece o elogio, Reginaldo. Nosso apostolado surgiu justamente para dar “o outro lado da notícia”, que os grandes meios de comunicação escondem.

      Rogamos a Deus que continue abençoando sua família!

      Fraternalmente!

  8. Kiara Maria
    16 de fevereiro de 2013 at 21:20

    Quando se trata de Bruxa como essa, não merece nem uma vassoura.

  9. Pedro Maranhão
    16 de fevereiro de 2013 at 18:10

    O prolema da imprensa é realmente dos mais graves. Como comentei anteriormente, quero crer que, graças às novas mídias, o tempo do controle da grande imprensa sobre a informação está passando. Mas, ao ler o comentário acima (Sr. Herbert Burns), que menciona a prostituição eletrônica, lembrei de dois textos.

    “Neste momento da história, na América, não há essa coisa de imprensa livre. Você sabe isso e eu sei isso. Não há um sequer de vocês que ouse escrever honestamente as suas opiniões, e se vocês o fizessem, vocês sabem de antemão que elas jamais apareceriam impressas. Eu sou pago semanalmente para manter a minhas verdadeiras opiniões fora dos jornais com os quais estou conectado. Outros dentre vocês recebem salários similares por coisas similares, e qualquer um de vocês que fosse tão tolo a ponto de escrever suas verdadeiras opiniões estaria no olho da rua procurando outro emprego. Se eu permitisse que minhas verdadeiras opiniões aparecessem em uma edição do meu jornal, antes de vinte e quatro horas em teria perdido meu emprego. O trabalho dos jornalistas é destruir a verdade, mentir descaradamente, perverter, falar mal, curvar-se aos pés de mamon, e, pelo pão de cada dia, vender seu pais e seus concidadãos. Você sabe disso e eu sei disso, e que bobagem então é essa de um brinde à imprensa independente. Nós somos as ferramentas e os vassalos dos homens ricos por trás das cenas. Nós somos as marionetes, eles puxam as cordas e nós dançamos. Nossos talentos, nossas possibilidades e nossas vidas são todas elas propriedade de outros homens. Nós somos prostitutas intelectuais.”

    Este texto é atribuído a John Swinton, jornalista. Ainda que haja alguma controvérsia em torno da questão “será que ele disse mesmo isso?” [cf. http://rense.com/general20/yes.htm%5D, creio que muitos jornalistas concordam com o que foi escrito, ainda que, pelos motivos expostos no texto, não ousam dizê-lo abertamete. [http://en.wikipedia.org/wiki/John_Swinton_%28journalist%29]

    O próximo texto, porém, não sofre de controvérsia. É de Gilbert Keith Chesterton, jornalista e escritor inglês convertido ao catolicismo, escrupulosamente mantido longe dos leitores brasileiros. (Afinal, é lendária a capacidade deste autor para despertar os brios religiosos até no mais apático dos católicos; se fosse lido pelos católicos do Brasil, haveria uma revolução cultural católica.) A citação a seguir se encontra no capítulo VII de seu livro “Orthodoxy” (“Ortodoxia”), disponível na internet, por exemplo, no Guttemberg Project. Escreveu Chesterton:

    “São os novos poderosos, o capitalista ou o editor, que realmente tem nas mãos o mundo moderno. […] Não será necessário que ninguém lute novamente contra a proposta de uma censura à imprensa. Não é preciso uma censura à imprensa. Nós temos uma censura pela imprensa.”

  10. Vitor Pereira
    16 de fevereiro de 2013 at 17:21

    Tem um ditado por demais antigo: o que vem debaixo não nos atinge. Quem essa ilustre desconhecida (mundialmente) é, para proferir tantos impropérios, deve ser para atrair atenção, pois pela sua estampa, nem sacristão arrisca um olhar. Só se tira de quem tem. A melhor e maiscorreta maneira de lidar com essa especie de animal (falando no seu nivel) é não dar crédito, pois irracionais não falam, quanto mais pensar.

  11. Luciana
    16 de fevereiro de 2013 at 16:15

    Mulher escrota!!!!! Sem mais comentários.

  12. Roberta Valle
    16 de fevereiro de 2013 at 16:09

    Lembrei-me de um texto que li essa semana, que dizia mais ou menos assim: “vivo em um mundo onde fazer piada com o papa é engraçado, e fazer piada com um homossexual é crime”. Vejo que o respeito hoje é “escolhido”; respeita-se a quem convém, a quem está na moda respeitar. E, num mundo paganizado, sempre estará na moda fazer graça desrespeitando a Igreja e a pessoa do Papa. Meça suas palavras, Gancia. Ninguém aqui achou graça.

  13. mereaim sobreira lima
    16 de fevereiro de 2013 at 10:52

    Coitada!!! Será da tal guerra religiosa uma guerreira, que usa como arma o “lápis” e se esconde atrás de uma mesa? Quais as suas obras e exemplo de vida? Criticar como se a sua opinião fosse absoluta, o que Graças a Deus, não é.

  14. Rosane
    16 de fevereiro de 2013 at 10:20

    Gosto dos seus artigos porque você escreve com embasamento e conhecimento de causa. Vou compartilhá-los, porque têm perfeitas condições de serem lidos paralelamente aos da imprensa secular. E as pessoas têm o direito de ter acesso à informação descomprometida de opiniões contrárias à Igreja e à verdade…

    • 16 de fevereiro de 2013 at 17:41

      Obrigado pelo elogio, Rosane. Tentamos equilibrar os discursos com textos menos compromissados com a ideologia política vigente e mais unidos ao Evangelho.

      Seja bem-vinda e volte sempre!

  15. mthereza
    16 de fevereiro de 2013 at 07:48

    E, para nos informar, elegemos esses jornalistas que desinformam, que propagam suas teses como se verdades fossem, e que são chamados de “âncoras”, para a desilusão daqueles que ainda têm algum discernimento.

  16. Deolinda Pimentel dos Santos
    16 de fevereiro de 2013 at 06:40

    Robson, esta “jornalista” é uma petista que defende o seu próprio umbigo. Claro que ela acusará ao Santo Padre, pois ele, assim como toda a Igreja defendem a vida. Esta pessoa que escreve para um grande jornal deveria ter no mínimo respeito a um senhor de 85 anos, independentemente de que ele fosse. Bento XVI é um grande e respeitoso chefe de estado, uma pessoa digna, amável, carinhoso dono de um olhar profundo e sereno que transmite amor puro e totalmente incondicional, olhar este que jamais esquecerei, olhei em seus olhos, vi o amor que ele tem por todos.
    Esta jornalista precisa conhecer Deus, para tentar ser uma pessoa um pouco melhor. Vamos rezar para que isto aconteça e que no dia do Juízo Final ela possa contemplar a face do nosso Salvador.

  17. herbert burns
    16 de fevereiro de 2013 at 01:36

    No tempo da ditadura os jornais eram órgãos censurados pelo poder, logo após a queda da ditadura, os jornais eram serviçais do poder, como exemplo posso citar a Globo, no caso proconsult, eleição do Brizola, eleição do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, etc… Lula que foi uma das vítimas da partidarização e desvio da informação, usa como mestre, aquilo que aprendeu como escravo. Hoje a informação está partidarizada, aliada incondicional do poder do PT. E esta Gancia ( short of Ganância?) é uma fiel discípula do tudo pelo poder, sobreviver a qualquer custo, seus artigos são próprios da prostituição eletrônica que chegou nossos telejornais, e serviços de comunicação. Por isso temos que ser cuidadosos em nossas informações nos círculos de sites sociais, que eles querem menosprezar. Parabéns Robson, que Deus proteja sua coragem e determinação.

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