Fluminense e Porta dos Fundos: o que há de comum?

Meus amigos, tenham paciência comigo. Não sou fundamentalista. Só quero que as leis sejam cumpridas. Pois quando as leis não são cumpridas, aí sim é que o perigo ronda mais ardiloso

Eles até parecem amigos, mas...

Eles até parecem amigos, engraçados, bonitinhos, inofensivos, mas…

Alguns amigos não entendem porque grande quantidade de cristãos está chateada com o vídeo Especial de Natal, do Porta dos Fundos. Eles pensam que é preciosismo, que nós – os carolas, é assim que eles nos chamam – estamos ficando fundamentalistas. Não é nada disso. Só queremos o privilégio que tem todo tricolor. Explico-me.

O Fluminense permanecerá na série A do futebol brasileiro por causa de uma premissa democrática: os valores expressos na Constituição Federal e nas leis devem ser aplicados, sem privilégios, sem distorções, pois representam a vontade dos cidadãos, do povo, de onde emana todo poder civil. Por causa desse valor democrático, o Fluzão ficará na série A, mesmo contra o mimimi de muitos torcedores que acham imoral sua permanência. Entendam, amigos, que não é fundamentalismo tricolor querer seu time na série A, é uma prerrogativa legal. Pois é, agora vejam.

A Constituição Federal diz o seguinte, no art. 5, inciso VI, quanto ao exercício de qualquer fé no país.

É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.

Além disso, o Código Penal – CP – DL-002.848-1940 Parte Especial Título V, diz o seguinte:

Dos Crimes Contra o Sentimento Religioso e Contra o Respeito aos Mortos

Capítulo I
Dos Crimes Contra o Sentimento Religioso
Ultraje a Culto e Impedimento ou Perturbação de Ato a Ele Relativo

Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:

Pena – detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.

Então, amigos, o vídeo citado é criminoso pois, de acordo com o ordenamento jurídico do Brasil, ofendeu e ridicularizou publicamente o objeto de fé de milhões de brasileiros. Sim, vilipendiou publicamente o objeto do culto religioso, não foi uma “crítica ideológica” ou “operacional”. A zombaria realizada pelo vídeo quis simplesmente escarnecer da fé atacando de maneira pública o objeto de culto dos cristão, sejam católicos ou evangélicos, ou seja da maioria da população brasileira. Não foi uma visão cômica acerca de algumas práticas que ocorrem no meio evangélico, como foi feito no vídeo “Demônio” e “Teste de Fidelidade”, nem muito menos uma zombaria ideológica envolvendo a prática esquizofrênica de alguns católicos de procurar ver imagens em todos os lugares, como no vídeo “Oh, Meu Deus!”. Neste vídeo de “natal” o canal realizou um escárnio aos fundamentos (ou estruturas) do Cristianismo – ou seja – ao próprio Cristo.

Assim, meus amigos, tenham paciência comigo. Não sou fundamentalista. Só quero que as leis sejam cumpridas. Pois quando as leis não são cumpridas, aí sim é que o perigo ronda mais ardiloso. Se não houver ou se não se respeitarem as leis, o Fluminense pode ficar  na série A sem motivo, mas também pode cair para a série C, sem razão. A lei tem de alcançar os tricolores, para salvá-los; a lei tem de alcançar o grupo de humor, para puni-los.

Se vocês, amigos, vieram comigo até o fim, acho que vocês entendem o que está em jogo. É uma questão de cidadania. Por isso, convido a todos os que lutam por um pais de fato mais justo, um país onde todos sejam respeitados nas suas convicções, sejam religiosas ou não, convido a que provoquem a justiça para que ela faça valer o que a lei determina e que o ministério público não seja omisso em um ato tão clamorosamente criminoso. Assinem a petição pública que insta o Ministério Público a fazer seu papel que é defender a legalidade e o direito no país.

Concomitante ao ato de cidadania, também convido-os a enviar uma carta à Itaipava, solicitando que suspenda o patrocínio ao grupo, pois ele fomenta o crime de ódio no país.  Não sejamos omissos, amigos, para que não aconteça conosco o que aconteceu no México e está acontecendo agora na Argentina.

7 comments for “Fluminense e Porta dos Fundos: o que há de comum?

  1. AMARO HELIO COSTA
    25 de Janeiro de 2014 at 01:35

    Não gosto de dar ibope para essas pessoas, por tanto no meu entender, acho que estão se preocupando demais com esse ateu.

  2. Eduardo
    31 de dezembro de 2013 at 09:56

    Fabio Porchat é ateísta – ou seja, um ateu militante. Pelo pouco que posta nos vídeos, percebe-se o espírito de porco desse humorista, que vomita a lama que possui na alma em cima de tudo que é sagrado. Curioso que pouco tempo atrás outro humorista brasileiro, só porque ofendeu a criança no ventre de uma atriz, foi jogado para escanteio no Brasil e teve que pagar indenização gigante; já esse Porchat, que não para de cuspir naquilo que construiu toda a Civilização Ocidental, continua a vilipendiar publicamente o cristianismo. Não vou ser pusilânime como a maioria dos católicos e protestantes o são, e tudo que fizerem para punir esse palhaço eu irei apoiar ferrenhamente.

    • 31 de dezembro de 2013 at 15:45

      Eduardo, você pode achar os cristãos pusilânimes, os cristãos podem achar os ateus e agnósticos pretensiosos. Isso faz parte do jogo. O que não faz parte do jogo é descumprir a lei e a constituição federal.

  3. Herbert Burns
    28 de dezembro de 2013 at 15:24

    Eu não vejo este lixo cultural nem forçado, mesmo quando o youtube tenta nos empurrar goela abaixo naqueles cinco segundos. Mas não é pelo fato de não ver que não vou assinar. Os inexpressivos e intediantes vão ganhar projeção! Espero que ao estreiar em Bangú I me avisem para que eu possa visitá-los.

    • 28 de dezembro de 2013 at 15:36

      Nem eu, amigo. Aliás, tenho pensado um pouco. Acho que um dos aparelhos modernos menos úteis é a televisão, muito menos útil que a cafeteira, por exemplo, e mais perniciosa que o ferro de passar.

      • Douglas
        10 de Janeiro de 2014 at 08:40

        Penso o contrário. A TV me parece muito útil. Mas é uma ferramenta e como tal sujeita a quem a usa, tanto aos que fornecem programação quanto os que as assistem.

        • 10 de Janeiro de 2014 at 09:12

          Há aparelhos que fazem o mesmo que o televisor, Douglas. Por exemplo, o computador tem a mesma função mas com controle maior do que se vê. A tevê aberta faz do espectador um passageiro, na medida em que os pc’s, os projetores e similares dão aos usuários o mesmo serviço que a tevê, só que dão mais poder.

          Foi isso que quis dizer.

          Abraço!

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