Tomei café com Paulo Cunha

Amigos e leitores do blog Non Nise Te!, hoje a tarde estive pessoalmente com o senhor Paulo Cunha, a fim de esclarecer o que existe de verdade sobre sua aproximação dos candidatos do PT e de suas plataformas. Para minha alegria, a conversa de hoje deixou claro que Paulo Cunha não tem qualquer afinidade com os pontos controversos do Estatuto do Partido dos Trabalhadores, que fazem desse partido um empecilho aos políticos cristãos que desejam trabalhar pelo bem comum. Nesta tarde pude recolher alguns dados que comprovam sua fidelidade à Igreja. A mais importante é a seguinte:

1. Ele recebeu uma tentadora (a palavra é essa!) proposta de um importante político do PT, mas recusou peremptoriamente, pois sabe que, sob a bandeira do PT, não poderá defender os princípios e valores que nós, cidadãos cristãos católicos, desejamos que defenda. Afinal, seus eleitores votam nele porque esperam dele posturas que não se encontram em qualquer lugar. E não se trata apenas do aborto! Afinal, o PNDH3 foi elaborado com o incentivo do PT; a PLC 122/06 reavivado pela Marta Suplicy (PT-SP); e o Estatuto da Diversidade Sexual também;

2. Ouvi do próprio Paulo Cunha que ele não comunga em nada dos princípios estabelecidos no Estatuto do Partido dos Trabalhadores. Confesso que foi alentador saber, de sua boca e olhando nos meus olhos, tudo isso nesta tarde.

Essas impressões, aliadas a falta de precisão nas informações postados nos últimos artigos do blog, exige que se faça uma retração. De minha parte, embora já o tenha feito pessoalmente, peço desculpas publicamente ao senhor Paulo Cunha, pois veiculei informação errada, confiando em algumas fontes. Este erro precisa ser corrigido: a verdade é que, na última semana, os políticos Gabriel Chalita, Alessandro Molon e Lindbergh Farias não foram ao programa do Paulo Cunha na Rádio Catedral. Essa informação – divulgada pelo blog Non Nise Te! – não condiz com o que aconteceu. Eles foram – excetuando o Chalita – ao bairro Ititioca, em Niterói, depois de participarem de atividade legislativa na Alerj. Na verdade, Paulo Cunha não fez mais do que qualquer político que está nesse ambiente faz: foi simpático e atencioso com os citados políticos. Outro erro foi chamar esses senhores de amigos do Paulo Cunha. De fato, em política não basta tirar fotos juntos para a amizade ser estabelecida.

Em minha defesa, como disse pessoalmente ao senhor Paulo Cunha, o objetivo do primeiro artigo sobre a visita daqueles senhores à cidade de Niterói jamais foi prejudicar sua boa fama, nem muito menos favorecer qualquer outro político da cidade. Pelo contrário, o que esperava dele era um desmentido ou alguma explicação sobre o papel democrata que todo político deve ter. Disse ao Paulo Cunha que os cristãos católicos de vários estados estamos nos organizando e que não desejamos ser enganados mais. Nesse afã, porém, fui muito precipitado.

Estamos cansados de ser enganados por falsos cristãos, que usam a bandeira da vida para se eleger e – depois – votam contra os princípios e contra os interesses de quem os elegeu. Meu blog pede desculpas públicas ao senhor Paulo Cunha e continuará trabalhando para que os cristãos católicos do estado do Rio de Janeiro e das cidades que o compõem, em união com outros cidadãos de outras unidades federativas, tenham seu voto respeitado, e não sejamos tratados como tolos.

Ao Paulo Cunha, porém, reitero minhas desculpas públicas.

Robson Oliveira

10 comments for “Tomei café com Paulo Cunha

  1. Helder
    27 de setembro de 2011 at 15:47

    O que o Robson escreveu pode ser verdade, pode ter saido de sua imaginação, ele pode ter sido obrigado a escrever estas coisa, ele pode, ele pode…. Afinal, diferente de outros artigos, onde o Robson postou fotos e outros elementos que poderiam demonstrar atitude não coerente do senhor P.C., neste artigo não encontro nenhuma evidência de que tudo isto tenha realmente ocorrido, e se ocorreu, palavras o vento leva. Falaram-me o seguinte: O senhor P.C. não se manifestou porque ele pode estar sendo mal assessorado além do que, poderia ficar mal com seus “amigos” políticos. Então eu fiz a sseguinte pergunta a esta pessoa: O senhor P.C. deve satisfações a seu assessores e “amigos” políticos ou a sociedade que o elege? E esta pergunta permanece, quem tem que dar satisfação ao povo? O senhor P.C. que estava naquelas ocasiões ou o Robson que como eleitor e cidadão estava apenas exercendo um direito seu? Enquanto o senhor P.C. não se manifestar a minha opnião permanece a mesma.

  2. Thaís Vianna de Moraes
    27 de setembro de 2011 at 15:13

    Parabéns pela atitude!!!! Não esperava outra coisa de vc!!!!! Que Deus continue a lhe dar sabedoria e coragem!!!!

  3. Igor Calgaro
    27 de setembro de 2011 at 14:18

    Robson, que Deus continue iluminando seu apostolado pela causa da Verdade. Dela precisamente virá toda a paz e a recompensa de toda a sua luta. Parabéns pelo trabalho

  4. Marcelo de Jesus
    27 de setembro de 2011 at 11:45

    Corajoso, pois, é o homem cujo ânimo, incapaz de ser abalado pelo prazer ou dor, teme ou despreza os perigos conforme lho aconselha a razão”. Platão.
    Isto é o que se espera daqueles que atuam em nome de Deus. Parabéns. Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo.

  5. Wania Barros
    27 de setembro de 2011 at 11:02

    Como sempre mestre sua postura é impecável. Deus o abençoe sempre.

  6. Mazir Mendonça
    27 de setembro de 2011 at 07:44

    Fico muito feliz em saber que um grande comunicador ainda manifesta seu total respeito e lucidez a Igreja, frente as investidas tentadoras da maliciosa política. É concerteza um alívio.

  7. Roberta
    26 de setembro de 2011 at 23:43

    Também manifesto minha alegria com o esclarecimento. Que bom saber que podemos confiar em alguém!

  8. Janine
    26 de setembro de 2011 at 21:35

    Fico bastante aliviada por este esclarecimento! Conhecendo os dois pessoalmente como conheço confesso que estava rezando para que Deus me desse sabedoria para discernir quem estava com razão. Que bom que tudo foi esclarecido! Louvado seja Deus por isso!

  9. Leila Morone
    26 de setembro de 2011 at 20:46

    AÊ!!!! NÃO ESPERAVA OUTRA ATITUDE VINDA DE VC! VC FOI MAGNÂNIMO! 🙂

  10. herbert burns
    26 de setembro de 2011 at 20:19

    Robson, voce é um eterno professor! Quem diria que se pode estar certo quando se está errado? Voce errado fez a coisa certa!(Haja metafísica!) É também nas pequenas atitudes que se revela os grandes homens. Parabéns pra voce e pro Paulo Cunha. Fico honrado de ser seu aluno. Obrigado. Abçs

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