Vida Interior

 

O profeta menor, Ageu, alerta-nos para um perigo que ameaça a vida espiritual de toda pessoa: a prática religiosa sem Deus. Trata-se da tentação de acostumar-se com o religioso e de, de repente, ver-se cuidando com mais afinco dos próprios interesses do que das coisas de Deus. Adverte-nos o profeta: “Acaso é tempo de morar em casas revestidas de luxo, enquanto o Templo de Deus está abandonado” (Ag 1, 4).

O alerta tem importância. Quanto tempo perde-se tratando dos próprios interesses, enquanto se simula fazer a Vontade de Deus ou trabalhar em sua Messe? Muita dissimulação para encontrar um bom contrato, fazer um bom negócio, tudo com verniz de Evangelho. As circunstâncias concretas de nossa vida revelam que trabalha mal quem trabalha para esse mundo. “Tendes semeado muito e colhido pouco… Quem trabalha por salário guarda em sacos rotos” (Ag 1, 5-6). Quando nos preocupamos mais com a nossa própria casa do que com a vida interior arriscamo-nos investir em tesouros que o ladrão rouba e a ferrugem corrói.

E qual é a pedra de toque de nossa ação evangelizadora? Se há ou não vida interior. Se há ou não intimidade com o Senhor. Que não sejamos maus operários, que só veem o aqui e o agora, tratando de Deus mais como um comerciante e investidor do que um Amigo.

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