Nota Pastoral de orientação em relação às eleições de 2010 – Dom Antonio Keller

Aos amigos, chamo a atenção para a nota do bispo diocesado D. Carlos Keller.

Se puderem, divulguem a nota para quantas pessoas puderem.

Frederico Westphalen, 28 de agosto de 2010.

Irmãos e irmãs, diocesanos de Frederico Westphalen e homens e mulheres de boa vontade.

Esta Nota Pastoral tem a finalidade de oferecer reflexão e orientação, face às eleições que se aproximam, para os católicos diocesanos de Frederico Westphalen e para todos aqueles que procuram, com boa vontade, nortear sua existência pelo respeito aos valores fundamentais da existência humana.

O período que antecede as eleições é de suma importância, no sentido de que deve servir-nos para a reflexão e a escolha consciente daqueles candidatos e candidatas nos quais depositaremos nossa confiança através do voto. O voto não é algo que se decide no último momento, apressadamente, a partir do último “santinho” recebido. Voto é escolha refletida e decidida, após pesarem-se prós e contras. Mais do que nunca, diante da pluralidade de possibilidades, votar exige responsabilidade e coerência também em relação à fé professada. Longe do católico e da pessoa de boa vontade separar sua crença e seus valores de seu voto. Há, no voto, a exigência profunda da coerência.

Da mesma forma, a mesma coerência e responsabilidade são também exigências para aqueles que se candidatam a cargos públicos. As possibilidades são múltiplas. A pluralidade, louvável. Alguns candidatos se apresentam com clareza, defendendo princípios que não se identificam com aqueles que cremos e defendemos, como cristãos. Ao menos são verdadeiros. Ninguém, que professe a fé católica, ou defenda os valores da vida será enganado por eles…

Mas o grande problema, bastante presente nesta situação pré-eleitoral, é o da duplicidade, da incoerência daqueles candidatos, que por um lado, fazem questão de se mostrarem “religiosos”, sensíveis à fé, mas que na prática ou estão inscritos em partidos que defendem valores anti-cristãos, ou apresentam um ideário programático político pessoal que contêm indicações absolutamente incoerentes com a fé que declaram professar ou respeitar. Dentro deste quadro, chegamos ao ponto de sermos obrigados a ouvir, de determinados candidatos e candidatas, certas declarações, por exemplo, em relação ao aborto, afirmando que “pessoalmente sou contra, mas quando no governo, garantirei o direito de quem quiser abortar, já que o aborto não é uma questão que envolva a fé, mas sim, a saúde pública”.

Como Bispo Diocesano, venho, por meio desta Nota Pastoral, estribado na autoridade apostólica de pastor que deve cuidar do rebanho que lhe foi confiado, preocupado com a situação de confusão derivada da linguagem dúbia e da postura incoerente, oferecer uma orientação clara e segura a meus diocesanos e a todos os que crêem e defendem o valor da vida, desde a sua concepção até a sua morte natural.

Assim sendo:

1. Todo cidadão é chamado a votar com consciência. Nós cidadãos católicos somos chamados a votar com consciência cristã. Seria uma contradição acreditar e defender os valores da vida, da família, da moral e da ética, e votar naqueles candidatos e candidatas que propugnam pessoalmente, ou estão inscritos em partidos que propugnam os valores contrários. Ou seja, é preciso votar de forma coerente, em candidatos e em partidos que defendam os valores que nós cristãos acreditamos e defendemos, para que estes mesmos candidatos e partidos nos representem, nas instâncias do Executivo e do Legislativo, favorecendo medidas e leis que valorizem a cultura da vida.

2. Assim, neste período pré-eleitoral, é obrigação de todo católico, bem como daqueles que tem boa vontade e abertura para a cultura da vida, informar-se, em relação aos diversos candidatos e candidatas, se em suas propostas estão contemplados os valores éticos, nomeadamente, a defesa da inviolabilidade da vida humana (especialmente no que diz respeito á questão do aborto, da eutanásia, etc.), bem como a defesa do casamento e da família (como estas realidades são entendidas pela moral cristã) e a defesa privilegiada dos mais desprotegidos da sociedade.

Estes são alguns critérios, a meu ver, os mais fundamentais, que devem ser levados em consideração na hora de votar: como católicos temos o dever de votar naqueles que, posteriormente, como nossos representantes, na sua atuação política não irão contradizer os valores daqueles que os elegeram.

Peço que o Espírito Santo de Deus ilumine as mentes de todos os diocesanos de Frederico Westphalen e as de todas as pessoas de boa vontade, para que nestas eleições, todos possam exercer a cidadania com consciência e responsabilidade.

+ Antonio Carlos Rossi Keller
Bispo Diocesano de Frederico Westphalen (RS)

FonteDiocese de Frederico Westphalen

Robson Oliveira

43 comments for “Nota Pastoral de orientação em relação às eleições de 2010 – Dom Antonio Keller

  1. Eleutério Gasspodin
    4 de Março de 2011 at 22:06

    Voltei ao trabalho no frigorifico, e lá está cheio de evangélicos de varias denominações, cada um tentando me converter para sua crença, gosto de ir nestes cultos, embora as vezes a vontade de rir tem de ser sufocada, pois eu respeito a fé de cada um, feliz de quem acredita e tem fé em alguma crença, eu não tenho, já tive, por influencia de meus antepassados, Perdi a fé em religiões por vários motivos que agora não vem ao caso,mas isto não quer dizer que não acredite em um ser supremo, que tudo rege, e tudo ordena, embora a ciencia hoje, com os avanços da quimica, da biologia molecular, da nano eletronica e outras novidades que surgem todos os dias, que hoje é certo como 2+2=4 que a vida na terra é fruto da evolução constante das espécies etc… bom isto vocês estão cansados de ouvir, e, que tudo aconteceu a partir do tal de Big-Bang, até aqui tudo bem, até o mundo poderia ter existido sem Deus, ou ainda Deus não teria participado da criação, Mas isto que a ciencia não pode explicar e nunca poderá, é como surgiu no homem,, e por que não, também em certos animais, os sentimentos que a pessoa sente de afeto, amor, compaixão, solidariedade, a busca incessante pelo conhecimento e a verdade, e muitos outros atributos abstratos que nem a quimica nem biologia e muito menos teorias evolucionistas conseguem responder, ai então seria a obra divina, criar o espirito ou a alma, aqui a presença de DEUS é indiscutivel, Deus supremo, DEUS espirito, que não se vê, que não podemos tocar, mas é o responsavel por tudo de bom que existe no mundo. Por outro lado como no mundo não existe só o bem mas também o mal, existe uma energia ou um ser que só propaga e induz a humanidade para o mal, para guerras, perseguições, roubos etc… este ser perverso seria o demonio ou diabo ou satanás, que incute no homem toda espécie de sentimentos maus, assasinatos, roubos, adultérios, invéja, calunias, mentiras e por ai afora, então a minha visão de Deus é esta, e sei que se eu me portar na vida de acordo com os bons sentimentos, não prejudicar ninguém, ser solidário, proteger os mais fracos, não ser pesado para ninguem etc, meu espirito terá o descanço merecido, como será ? Só DEUS saberá! Para os católicos seria o paraiso, que não lembro de ninguem te-lo descrito, São Paulo se não me engano disse em uma de suas cartas algo como”Olhos humanos jamais viram” bem não tenho certeza, fazem muitos anos que não vou mais a missa, já para os muçulmanos, no paraiso teriam 300 virgens a sua espera ( porque 300, não poderiam ser 200, ou 365, uma por cada dia do ano) em todo ocaso Paraiso cada um imagina o seu, talvez seja aqui mesmo ,numa outra dimensão que só conheceremos depois da morte, e inferno a mesma coisa, creio que deve ter uma pena para maus espiritos que no mundo só causaram mal, Então para mim DEUS é isto, Jesus Cristo se é filho de Deus poderia ter se revelado a todo o mundo de uma só vez, porque deixou milhões muitos até hoje sem seu conhecimento? que culpa eles tem? Quanto as escrituras sagradas foram escritas por homens, muitas vezes em certos trechos chega a ser sanguinária, contraditória em outros, fantasiosa em muitos trechos, o livro do genesis interpretado nos dias de hoje mais parece histórias para crianças de jardim de infância, Diluvio? o que seria? uma inundação em algum lugar da terra? Pergunto eu os evangelhos foram escritos quando? quanto tempo depois da morte de Cristo? Tem alguma prova material de que Cristo existiu ou isto é questão de fé/ Bem cansei, meu turno na manutenção começa daqui a pouco, o resto fica para outrodia. Boa noite!

    • Leandro Lopes
      7 de Março de 2011 at 22:58

      Boa Noite Eleutério

      São muitas perguntas.
      A primeira sobre se Jesus é filho de Deus por quê deixou tantos sem conhecimento e que culpa eles tem.
      Para responder temos que ter em mente que todo o homem é capaz de Deus. Ou seja, a nenhum homem é negada a crença em Deus, logo qualquer homem que busque em seu íntimo o bem o que é certo encontrará a Deus. Assim pode-se ver porque a Igreja não acredita na condenação de quem não é católico, mas dos injustos e maus. Logo culpado somente os maus, sendo eles católicos ou não. Claro que aquele que conhece a Igreja Católica, fundada por nosso senhor Jesus Cristo, goza de uma grande ajuda nesse encontro com Deus em sua plenitude.

      Sobre as Sagradas Escrituras elas foram sium escritas por homens, mas que escreveram sobre ordens e inspiração divina. Ainda que a mensagem fosse enviada por Deus, as figuras de linguagem e o entedimento ainda era humano. Por isso em muitos momentos Deus é descrito com algumas características humanas, para o melhor entendimento do leitor da época, mas para qualquer pessoa que entenda a natureza de Deus reconhece a impossibilidade de um Deus violento, ciumento e sanguinário.
      É como a história do velho do saco que nossos pais contavam para evitar que fôssemos sozinhos para a rua, oufalar com estranhos. Na nossa ignorância e imaturidade essa era a maneira de nos fazer entender o perigo.
      Então apesar de suas figuras de linguagem, metáforas e histórias nem todas reais, de todas temos o ensinamento, a moral da história, que nos dá a compreensão necessária e querida por Deus.

      Sobre quando foram escritos esse é umn período de tempo enorme. A Bíblia é uma coleção enorme de livros que começou a ser escrito acredita-se por volta de 1800 AC e só terminou nos fins do século I DC. Cada livro foi escrito conforme circunstâncias e lugares vividas pela história do povo de Deus.

      A prova que Jesus existiu são as descrições detalhadas, cartas escritas e testemunhos de pessoas que conviveram com ele. A Bíblia e muitos outros escritos mencionam Jesus Cristo e suas “façanhas”. Não só a Bíblia, mas também outros escritos que não fazem parte do Canon falam de Jesus. Agora realmente não temos fotos, certidão de nascimento ou qualquer coisa parecida de Jesus, mas naquela época ninguém se preocupava com isso.
      Ninguém tem semelhantes provas de Sócrates, Platão ou Aristóteles, somente seus escritos e outros que os mencionam, e ninguém questiona a existência deles. Por que será?

      • Eleutério Gasspodin
        22 de Março de 2011 at 14:21

        Porque Sócrates, Platão, Aristoteles não se proclamaram Deus, e nunca quiseram serem adorados, e nem impuseram a ninguem suas idéias.

        • Leandro Lopes
          23 de Março de 2011 at 09:14

          E esse seu argumento é não querer enxergar.

          A Igreja não impõe idéias, mas somente os que fazem parte dela devem aderir à doutrina. Defender a verdade não é querer impô-la.
          E acreditar firmemente em alguma coisa e defendê-la até o fim é sim uma atitude heróica e digna. Pelo seu exemplo mesmo, Sócrates preferiu beber veneno do que renunciar à verdade em que acreditava.
          Nunca vi ninguém chamar Sócrates de louco, fanático, impositor,…!!!

        • Robson Oliveira
          23 de Março de 2011 at 16:32

          Equívoco, Eleutério: Platão quis, sim, impor suas ideias. Chamava-se República – nome da obra em que teorizava sobre o estado justo. Obviamente, não deu certo. Pois no “mundo das ideias” platônico, os homens eram sábios e não visavam interesses torpes e pessoais. Diferente do homem real, que é um dissimulado e não visa nada além do que seus próprios interesses.

          Ah, e Aristóteles não se auto-divinizou porque era inteligente. Ele sabia da existência de um Ente supra-mundano, Perfeitíssimo, que dá o ser a todos os entes existentes. Ele não era burro!

          Quanto a duvidar da existência de alguém porque ele se autodenominou Deus, não entendi. Como assim? Se eu dizer que sou canhoto e for destro quer dizer que eu não existo??? É isso? Jesus disse que era Deus e como – segundo você – Ele não pode ser Deus, ele necessariamente não existiu?? Fala sério, Eleutério!!! Que lógica canhestra é essa?

  2. Eleutério Gasspodin
    2 de Fevereiro de 2011 at 13:40

    Só duas perguntas: Ao Sr. Leandro o que significa Clap clap clap, e ao Sr. Robson quem seria este tal de D. Keler, por acaso seria o Domingos Keler meu tio aqui de Tres Passos?

    • Leandro Lopes
      2 de Fevereiro de 2011 at 16:02

      De minha parte foi uma salva de palmas, pois a resposta foi teologicamente e filosoficamente muito boa.
      Ao invés de deixar um parabéns deixei uma onomatopéia que demonstrasse meu contentamento.

  3. Eleutério Gasspodin
    28 de Janeiro de 2011 at 23:49

    Duvidas? Só uma, qual Deus é o verdadeiro? Como saber se é o Católico, o dos Evangélicos Luteranos, dos Muçulmanos, Budistas, ou que sabe o do Apostolo Valdemiro Santiago que faz milagres na TV,( cuidado para a Canção Nova não ficar igual) Como poderiam me provar?

    • Robson Oliveira
      29 de Janeiro de 2011 at 09:26

      Boa pergunta… Embora tenha um tom irônico, dá vontade de responder.

      As reflexões filosóficas já desenvolveram muitos relatos sobre a divindade. O tema de Deus não é novo e nossos tempos não têm uma perspectiva privilegiada em relação ao passado. Os gregos – de Pitágoras aos estoicos – refletiram sobre a possibilidade de haver divindades e como os homens deveriam agir no caso de sua existência. Desde muito cedo os homens perceberam que o mundo não é só matéria. Tales dizia: “tudo está cheio de deuses”. Depois deste primeiro momento, de reação ao materialismo, a pergunta era: há um só Deus ou muitos deuses. A mitologia grega é um testemunho da fé que os filósofos mantinham nos deuses. No entanto, autores começaram a pensar que – ainda que deve existir algo além da matéria – talvez não houvesse um Panteão de deuses, mas apenas um só. É a tese de Platão, que afirmava que no mundo das ideias havia uma especial, que iluminava todas as outras. Aristóteles também afirmava um Primeiro Motor, que movia todos os outros. Estavam colocadas as bases do monoteísmo!

      Até aqui é filosofia, nada de fé! É impossível que haja Deus e que seja mais de um. Se Deus é Perfeito, como dizia Platão, não pode haver mais de um, pois significaria que um deles teria algo que o outro não teria. Ora, se assim fosse, não seria Perfeito. O mesmo dizia Aristóteles: se tudo o que existe um dia não existiu, tem que existir algum ente que – tendo a existência por natureza – conceda existência a tudo mais. Ora, esse ser os cristãos chamam de Deus.

      Bem, o budismo é uma religião panteísta. Ora, a reflexão filosófica repudia a existência de um panteão de deuses, pelas razões citadas. Na verdade, ou há Deus e Ele é único – ou não há deus algum. Mas se só há matéria, como explicar a experiência concreta de nosso mundo, como dizia Tales? Logo, a razão repudia o Budismo, assim como as religiões politeístas.

      Os outros questionamentos (comparação entre Católicos, Protestantes e Muçulmanos) se distinguem grandemente dos Budismo. Na verdade, a compreensão que estas religiões tem de Deus é de outra natureza. Essas são religiões monoteístas, as quais não repugnam a inteligência. A partir daqui, portanto, os dados que fazem decidir por uma ou outra não utilizam apenas da inteligência.

      Pois bem, admitindo que os Protestantes (Luteranos, Calvinistas, Anglicanos e o senhor Valdemiro) derivam do cristianismo da Reforma e que, portanto, são antecedidos pela Igreja Católica, não é razoável pensar que o Deus pregado por eles difere muito do Deus pregado na Igreja. Com efeito, o Deus Verdadeiro é adorado na Igreja Católica e nas igrejas protestantes, mesmo que a completude da verdade não se encontre nas últimas. A questão de saber qual é o verdadeiro Deus em relação a essas Igrejas é sem sentido.

      Quanto aos muçulmanos, a questão é diferente. Eles alegam derivar da fé abrâmica. De fato, há indícios de que descendem de Ismael – filho de Agar. Eles são monoteístas, no entanto não reconhecem Cristo como único Senhor e Salvador. A distinção entre essas religiões é o que Cristo e os cristãos fizeram durante a história do mundo. Os milagres de Jesus – especialmente sua Ressurreição – confirmam que suas palavras não provinham de natureza humana. Maomé, no entanto, não deu provas de suas palavras. Por isso, o Cristianismo tem prevalência sobre o Islã.

      Bem, senhor Eleutério. O senhor não precisa ser cristão. Como foi apontado tão rapidamente, para que seja cristão o caboclo precisa ter fé. Mas se o senhor considera a ciência uma característica importante do ocidente, deveria começar a considerar a existência de um Deus Único.

      Até mais!

      • Leandro Lopes
        29 de Janeiro de 2011 at 12:06

        Clap clap clap clap clap clap clap clap clap

  4. Leandro Lopes
    28 de Janeiro de 2011 at 14:37

    Caro Eleutério

    Está havendo um desalinho de pensamento.
    Nós podemos discordar ou defender tanto pessoas quanto instituições e ideologias. Como? Vamos lá.

    A Comunismo e o nazismo nós condenamos porque essas ideologias e sistemas são um mal. Estão erradas em suas concepções. Então tanto o sistema quanto as pessoas que os defendem estão erradas.

    A Igreja, o governo, os clubes esportivos, as associações legítimas não tem nada de errados com elas, então não temos porque atacá-las. Agora se entre seus participantes encontram-se corruptos, lascivos, ladrões, então temos que condenar as pessoas, sendo que as insituições lícitas e boas não tem nada haver com as atitudes de seus membros. Senão acabemos com o Senado e a Câmara, acabemos com os Clubes de Futebol, acabemos com a polícia, com o judiciário, pois em todos esses lugares temos corruptos. Sem esquecer de acabar com a ICAR e com todas as denominações Protestantes, e com o Islamismo, e com o ….. sei lá… que venha o dilúvio!

    Sobre o limbo… isso nunca foi dogma. Você precisa separar o que você aprendeu no catecismo dos dogmas. Pode ser que você tenha aprendido algum dogma, mas nem tudo que você aprendeu o é.

    Sobre escatologia (os novíssimos) acho que esse post é pouco para colocarmos tudo. Mas é fato que o Nosso Senhor ensinou que com a mesma medida que medes serás medido, e que a quem muito é dado muito mais será cobrado. Isso junto com muitas outras passagens bíblicas acreditamos que as pessoas que não tiveram contato com o cristianismo mas são pessoas boas e retas em suas ações não descerão aos infernos rumo a danação eterna. Deus em sua misericórdia nos julgará a todos (cristãos ou não) com Justiça e equidade. Já os que tiveram contato, aprenderam e ainda assim desvirtuam…. para esses as perspectivas não são nada boas.

    Em caso de mais dúvidas eu peço que as coloque uma de cada vez pois fica difícil responder todas as colocações numa sentada só.

    AMDG

  5. Eleutério Gasspodin
    28 de Janeiro de 2011 at 12:58

    Ora Srs. Robson e Leandro, vocês defendem a Igreja com a mesma convicção que comunistas defendem o comunismo e nazistas defendem o nazismo, quando surgem provas de que sua alta hierarquia se envolveram e se envolvem em episodios vergonhosos, ai não é a igreja, ai é o individuo que é o culpado, sob este aspecto não poderiamos condenar ninguem, nem comunismo nem outras crenças, muito menos idéias diferentes, pois em todas instituições existem pessoas integras e éticas como também pessoas de má indole, mas para voces pessoas boas e integras só existem se forem católicas e ainda por cima fanáticos, quanto a responder seus argumentos, quem tem de responder são voces pois o que afirmei antes sobre envolvimento da alta hierarquia da Igreja em casos escandalosos desde tempos passados até os dias de hoje estão em jornais, revistas, livros etc… vou me dar o trabalho de juntar tudo o que já apareceu sobre isto e lhe informar oportunamente. quanto dizer que a escravidão existia antes da igreja concordo, e o Islamismo tambem considerava licito esta pratica. Quando a biblia fala em não cobiçar nada do proximo, nem sua casa, nem sua mulher e nem seu escravo dão a entender que escravidão era um costume naquela época ou estou errado! O que voces tem de aprender é viver em democracia, respeitar as idéias e concepções de vida diferentes, não tentar impor uma doutrina cheia de mistérios e dogmas que cada vez mais se mostram imcompativeis com a evolução do pensamento e da ciencia, onde o Papa tem de vir a pedir perdão a cada século por erros do passado, a igreja durante séculos proclamou dogmas sobre vários assuntos, no catecismo aprendiamos que existia o limbo, crianças que morriam sem o batismo iam para o limbo, (não lembro mais se sairiam de lá ou não) agora parece que aboliram o limbo, não tem mais limbo, acabou o limbo, pergunto? Para onde foram estas crianças, para o inferno,coitadinhas, ou para o céu, e as que morrem hoje sem batismo vão para onde? E as crianças de outras crenças ou que os pais não tenham crenças nem uma estão condenadas, Os comunistas, socialistas, ateus, maçonicos etc.. mesmo sendo pessoas de bem que levem uma vida correta sem fazer mal a ninguem muito pelo contrario, fazendo o bem, como conheço muitos aqui em minha cidade que nas horas dificeis são extremamente solidarios, e o que é importante:, sem aparecerem, sobre estes o que diz a igreja, serão condenados? quem votou na Dilma também? Ainda bem que votei na Marina, me respondam! Vou tentar esclarecer todas estas duvidas enquanto estou convalecendo de acidente de trabalho. por enquanto tenho tempo de sobra. Tcháu e boa tarde!

    • Robson Oliveira
      28 de Janeiro de 2011 at 14:05

      Cada parágrafo um absurdo de desconhecimento da doutrina católica. Não há uma – uma! – frase de acordo com o que ensina o Magistério da Igreja: nem sobre o limbo, nem sobre a defesa da fé, muito menos sobre a “condenação” dos que não são fiéis. Perdoem-me os que acompanham o site, mas não vou me dar ao trabalho de defender acusações tão descabidas. Ele que busque se informar melhor para passar menos vergonha por sua estultície.

      • Leandro Lopes
        28 de Janeiro de 2011 at 14:40

        Pô… pelo menos ele já entendeu o problema da escravidão. Agora só falta explicar as guerras e a perseguição.

        • Robson Oliveira
          28 de Janeiro de 2011 at 14:54

          Desculpe, Leandro, mas não dá. Tenho que escrever uns livrinhos até o fim das férias… Vai lá, camarada…

  6. Eleutério Gasspodin
    24 de Janeiro de 2011 at 18:30

    Quem disse que não volta mais! Pelo visto o Sr. Leandro deve ter doutorado em história, poi aconselha procurar alguém com este titulo, mas respondo; Realmente tenho só o antigo curso primário,feito em escola publica entre os anos de 1947 e 1952 aqui no RGS,o que na época já era muito, primeiro porque mais não havia, e segundo a pobreza da minha fámilia, mas isto não impediu que me instruisse para a vida atravez de tudo o que conseguia ler, e mais, ter senso critico, meu saudoso pai sempre me dizia: Não acredites em tudo o que está em livros, analise bem porque livros são escritos por homens e papel aceita tudo, tanto de bom como de mau, sempre se informe sobre quem escreveu seus interesses, sua ideologia e principalmente sua conduta pessoal para ver se o que escreveu realmente merece credito. Quanto a religiões ligadas a estados escravisarem povos ou promoverem intolerancia e perseguições é só ver o Iran e outros paises muçulmanos, (o nome já diz tudo: paises muçulmanos) e voltar no passado a Espanha e Portugal e no Brasil para ver como era o comportamento de muitos menbros da Igreja que inclusive comerciavam escravos,como me aconselham a me instruir ou melhor me informar porqeu não contestam reportagens de revistas e jornais que trataram e tratam destes asuntos. Talvez o Sr. não conheça a história dos 7 povos das missões aqui do RGS onde Jesuitas formaram uma espécie de republica com os indios Guaranis, e foram perseguidos e finalmente destruidos pelos bandeirantes e Portugueses com o apoio da alta hierarquia católica, será que a história mente? Também seria bom Sr Leandro e Sr. Robson lerem o livro do padre Jesuita “Luiz Gonzaga Jaeger” “Os Tres Martires Riograndenses” da coleção Jesuitas no sul do Brasil, da editora Livraria Selbach de Porto Alegre, mas talvez não leiam pois foram escritos por Jesuitas e estes quase foram expulsos da igreja, como hoje muitos querem que se faça e estão fazendo como muitos que pregam o verdadeiro cristianismo, isto já responde a quase todos seus questionamentos, vai lhe mostrar que enquanto os idealista cátolicos lutavam para proteger os Indios a parte elitista da igreja apoiava os bandeirantes na caça de escravos. Talvez por isto a elite Paulista e parte de seu clero sejam tão reacionária deve ser herança dos bandeirantes, e ainda se orgulham e vangloriam de figuras que deveriam estar no lixo da história, ainda bem que são minoria da minoria como dizem.

    • Robson Oliveira
      24 de Janeiro de 2011 at 19:00

      É que fica tão patético seu discurso pseudo-socialista, que achei que a vergonha o espantaria. É como bater em cachorro morto: a gente vem com argumentos e o senhor vem com exemplos de má-conduta. Será que não entendeu ainda que a doença do médico em nada afeta a validade da medicina??

      Mas já que voltou, retomemos o assunto: a acusação de que a Igreja foi conivente com a escravidão. Já foi demonstrado que a Igreja Católica foi a primeira e mais insistente voz contra a escravatura. Para ficar na modernidade – pois São Paulo reprime a escravidão em pelo menos uma de suas cartas – já no século XV há uma bula condenando de crime grave a prática da escravidão. Para facilitar, segue o link aqui. E outro documento, agora do século XVI, de Paulo III (link aqui). Mostre-nos, senhor Eleutério, documento em que a Igreja afirme que o negro e o índio não são pessoas.

      Agora, que houve pessoas individualmente que foram cristãs e escravocratas, ah isso houve. Por que, apesar do Papa e da Igreja, as pessoas são livres. Assim, é como depois de 100 anos alguém acuse Dom Keller de abortista porque havia abortistas na diocese dele. Malgrado tudo o que ele tem feito para acabar com a prática hodienda de matar o inocente. Seria um absurdo, depois de um tempo, um historiador afirmar que a Igreja era conivente com o século XX, pois aqui havia o assassinato de inocentes. Dizer isso diante de tantos documentos papais sobre o assunto seria uma ofensa! Pois é o mesmo com o caso da escravidão.

      Pois bem, senhor Eleutério. Argumentado. Se quiser discutir, por favor, venha com argumentos. Entenda-se por argumentos: documentos, bibliografia sobre documentos, raciocínios. Não fique no âmbito pessoal que o senhor passa por bobo.

      • Leandro Lopes
        24 de Janeiro de 2011 at 19:26

        O Robson já disse exatamente o que eu ia colocar.

        Falar que a Igreja era a favor da escravatura porque haviam pessoas no meio dela que defendiam a escravidão, sem levar em conta todos os documentos, atos e pronunciamentos da Igreja contra a escravidão é ridículo.

        Pelo raciocínio do senhor, no futuro a Igreja será acusada de ser conivente, a favor ou até explorar a prostituição por que existia prostituição em nossa época, e alguns ditos católicos frequentavam os prostíbulos ou eram donos de bordéis.
        Pelo raciocínio do senhor, veremos a Igreja acusada de ser a favor do aborto e camisinha porque vemos grupos e ONGs que se dizem católicos defendendo tal prática.
        Me mostre o Magistério caro Eleutério.

        Como o senhor mesmo disse os Jesuítas, do nosso Santo Ignácio de Loyola que tanto prezou pela educação de suas fileiras, estavam à frente da ação de catequese indígena que eu mesmo citei.
        Realmente a valentia dos Jesuítas foi célebre e é lembrada até hoje em ótimos filmes.
        Agora o fato dos jesuítas terem sido quase expulsos do Brasil é uma outra controvérsia que o senhor acusa a própria Igreja de fazê-lo?
        E por um acaso depois da saída dos Jesuítas e o quase fim das missões houve uma escalada da escravidão indígena?
        Como a palavra que o senhor mesmo usou, o problema foi a instalação de uma quase república independente guarani na fronteira das colônias portuguesas e espanholas. O problema teve muito mais de político do que religioso.
        Estou só esperando o senhor vir então com a história de Canudos. Também foi perseguição da Igreja o massacre ocorrido na Guerra de Canudos?

      • Leandro Lopes
        24 de Janeiro de 2011 at 19:36

        Antes de tudo não sou Doutor em história.
        O senso crítico que devemos ter ao ler um livro é muito desejável, principalmente em se tratando de livros de história que estão cheios de análises marxistas da história como ciência.

        Sou leitor contumaz, ainda mais em se tratando da história que envolve a Igreja. nunca me pareceu muito certo certas conclusões sobre a participação da Igreja em certos momentos da história.
        Se o os livros de história que li na minha adolescência estivessem 100% certos, então a Igreja era a responsável pelo mal do mundo.

        Mas aí eu ví que de tudo que acusavam a Igreja (guerras, escravidão e perseguições inclusive) sempre existira antes dela. Então alguma coisa estava errada.

        Agora faça ao senhor mesmo a mesma pergunta com espírito crítico e continuo com a resposta.

  7. Leandro Lopes
    22 de Janeiro de 2011 at 17:09

    Caro Eleutério

    O senhor não me respondeu e pelo visto o conhecimento de história que o senhor tem veio realmente só dos livros de história do primário. Então minha dica é que o senhor procure algum amigo ou conhecido – com doutorado em história – para falar-lhe.

    Já que deixamos de lado perseguição e guerras vamos ficar só com a escravidão. O catolicismo – ou islamismo, ou budismo,… – ser a religião oficial de um estado nunca impediu nenhum estado de fazer barbáries. Nem ontem, nem hoje.

    O fato de muitos sacerdotes se tornarem funcionários públicos era porque numa época em que a alfabetização era pouca, imagina a formação completa, e essa a Igreja oferecia há muito tempo. Então se um governante quizesse as maiores autoridades sobre um assunto não era raro que tal pessoa viesse das fileiras da Igreja. Aliás as Universidades como conhecemos hoje devemos à Igreja.

    Sobre Bispos nomeados pelo Imperador… esse sim uma realidade que era completamente equivocado. O poder político do Rei muitas vezes fez pesar sobre a Igreja a sua mão, e nomeou para cargos eclesiáticos por interesses políticos, quando deveriam ser ocupados por vocacionados. Esse mal a Igreja conviveu por muito tempo mas conseguiu se livrar deles e hoje, não se preocupe, pois não vemos mais esse tipo de atitude. O único lugar onde o estado ainda tenta empurrar goela abaixo os padres É na China, e vemos a briga que está dando. Lá a Igreja é perseguida, fiéis e clérigos são mortos, mas combinamos não falar de perseguição.

    Se a protituição é a profissão mais antiga, podes crer que as prostitutas tinham escravos. Em qualquer época do mundo, inclusive hoje, o mercado de escravos está arraigado em muitas culturas. A Igreja no princípio (princípio mesmo, sec. I) não lutou contra a escravidão, mas sempre exortou os cristão donos de escravos para serem misericordiosos e tratarem bem seus escravos. Se o senhor Eleutério conhecer um pouco das cartas de São Paulo saberá que ele “devolve” um escravo que fugiu acompanhando ele para seu dono pedindo à ele que receba não o escravo, mas o seu irmão de volta.
    Sobre escavidão vejo que o senhor está pensando somente no escravo negro que veio para o Brasil prisioneiro. Saiba o senhor que a escravidão foi uma “quase profissão” de muitos que queriam se colocar sob a proteção de alguém, ou não tinham como pagar dívidas, ou misericordiosamente eram poupados de penas capitais. Era uma insituição legítima e muitos escravos tinham altas responsabilidades e não viviam sobre ferros como o senhor imagina. Lembre-se de José no Egito que escravo fez enormes trabalhos para o Faraó, e no império romano os escravos que administravam grandes empresas de seus senhores. Não me constam que esses eram açoitados e viviam em senzalas.
    Mas realmente essa realidade não era de todos, e por isso a escravidão com fins comerciais, brutais e pesadas foram condenadas primeiro pela Igreja, e depois proibida pelos britânicos.
    Por que o senhor acha que a Igreja corria para batizar e converter os indigenas. O senhor acha que era para aniquilar a cultura indigena como gostam de vociferar a extrema esquerda? O senhor acha que alguém conhecia sociologia para imaginar isso? A Igreja queria era evitar que os indígenas fossem escravizados.

    Sobre os interesses excusos da Igreja que o senhor menciona eu gostaria de saber qual seriam eles. Essa frase é tão clichê que usam para tudo, sem querer dizer nada.

    Como o post é limitado vou ficando por aqui e peço que demais dúvidas o senhor as coloque. Assim o papo vai ficando interessante, produtivo e tenho certeza que suas dúvidas são as dúvidas de muitos.

    Grande Abraço
    AMDG

    • Robson Oliveira
      22 de Janeiro de 2011 at 23:39

      Leandro, depois dessa ele não volta mais!

      Abraço.

  8. Eleutério Gasspodin
    22 de Janeiro de 2011 at 14:27

    Ora Sr. Leandro, conhecer história sobre os tempos de escravidão não precisa nem se especializar tanto, não precisa nem ter doutorado em história, basta estudar no antigo curso primário para saber onde estava a Igreja no tempo do Brasil colonia e depois no Império, pergunto então : Onde estava? E no mundo então o que fazia? Por acaso não era ela religião oficial da maioria dos reinos então existentes na Europa, (Espanha, Portugal, França etc…) e inclusive no Brasil, onde clero se confundia com funcionários publicos, e bispos eram nomeados pelo Imperador, e ainda assim a igreja não viu nada, séculos de escravidão e não viram nada, e hoje quando alguem tenta (se certo ou errado não vem ao caso) resgatar a dignidade perdida de uma raça que foi humilhada,a parte reacionária de extrema direita e fascista desta igreja vociferam contra, renegam a obra maxima do cristianismo “O SERMÃO DA MONTANHA” por conta de interesses excusos.

    • Robson Oliveira
      22 de Janeiro de 2011 at 15:08

      Não fale bobagem, senhor Eleutério! A primeira instituição a defender-nos foi a Igreja Católica, no século XVII. E não o Rio Grande do Sul, europeu e escravocrata!!! Leia o documento de Pio VII porque a ignorância do senhor sobre o assunto causa descrédito a seus comentários. Mas vou adiantar o texto:

      “Proibimos a todo o clero e todos os leigos apoiarem sobre qualquer pretexto, o comércio de negros” (Papa Pio VII).

      Mas como hoje, o Papa era “antiquado”. Teve dono de fazenda, padre e bispo que não obedeceu. Como acontece hoje… aí, em Santa Maria e arredores.

    • Robson Oliveira
      22 de Janeiro de 2011 at 16:11

      Ah, só alguém que pensa ser a religião intrusa e apenas útil “para alcançar o Reino” pode afirmar que “a obra máxima do cristianismo é o Sermão da Montanha”. É muita imanência em tão poucas palavras…

  9. Leandro Lopes
    21 de Janeiro de 2011 at 13:04

    Caro Eleutério

    Se está diante de besteira e fanatismo não é necessário sarcasmo, mas os argumentos racionais já seriam fortes o suficientes para encerrar a discussão, o que não parece ser o caso.

    A “purificação moral” que o senhor receita já vem sendo aplicada. Se o senhor usasse um pouco o seu tempo saberia das atitudes que vem sendo tomadas para melhor selecionar e formar os candidatos ao sacerdócio, e as intervenções em muitas ordens e fraternidades com fins de “trazê-las de volta para os trilhos”.

    Sobre o período que a “Igreja tinha poder”, um período marcado, segundo o senhor, por escravidão, guerras e perseguições tenho que discordar e imaginar que o senhor conhece muito pouco de história. Então antes da “Igreja no poder” não existia escravidão, guerra e perseguição? E depois que a Igreja deixou o poder diminuiram muito a escravidão, guerras, e perseguições? O senhor poderia me situar de que período do tempo o Senhor está falando exatamente? Isso está me soando como uma falácia.

    Sobre os bons exemplos, volto aos fatos de que a Igreja vem investigando e tomando atitudes contra quem comprovadamente não foi digno da confiança depositada neles.

    Pensei que estivesse conversando com alguém que estivesse ponderando racionalmente os argumentos e não com um… vou usar a palavra apaixonado, pois fanático ficaria muito pesado e não acredito que o senhor desse a vida por esse ideal, seja ele qual for.

  10. Eleutério Gasspodin
    21 de Janeiro de 2011 at 00:32

    Diante de tanta besteira e fanatismo só com sarcasmo mesmo para responder, se a igreja se preocupasse mais em se purificar moralmente, depois de tantos escandalos mundo afora, em vez de se meter em politica partidária com tal fúria que até causa estranheza, e pregasse seus dogmas para seus fiéis e não querer impor a todos suas idéias, até porque, se voltarmos ao passado quando a igreja tinha poder, o que se viu foi escravidão, guerras, perseguições, tudo com a complacencia desta mesma igreja, por isto concordo em parte com o que disse o Sr. Aron, doutrinas se propagam com bons exemplos, e isto está faltando a muito tempo na igreja Católica.

    • Robson Oliveira
      21 de Janeiro de 2011 at 07:19

      Há também o fanatismo político, que é o caso.

  11. Leandro Lopes
    17 de Janeiro de 2011 at 16:30

    Bem. Agora que a argumentação virou “ad homini” não acredito que sobrou muito pouco para discutir de fato.

    Caro Aaron
    Não entendo o porque de acharem que como a Dilma ganhou pensa-se em derrubá-la. Isso não seria um ato democrático. Ela venceu… que pena! Ficamos de olho e rezemos.

    Sobre a vitória e posse da Dilma, eu lamento. Posso falar convicto de minha desilusão pois votei no Lula para o seu primeiro mandato e fiquei desapontado quando vejo que o PT, que um dia já bradou contra o nepotismo, fisiologismo, corrupção, etc, agora usa do mesmo expediente, e ainda se alia à antigos inimigos que um dia defenestrou. Duvido que esses se ememdaram, então só posso concluir que o PT se corrompeu. Quem se junta aos porcos farelo come.

    Caro Eleutério
    O sarcasmo é próprio de pessoas de pensamento rápido, mas também de pouca argumentação. Não podendo rebater argumentos desclassifica-se o argumentador. Isca que o caro Robson acabou de morder.

    De minha opinião: Pela estilo de post com afensas pessoais eu deletaria até que um argumento próprio para o nível do site fosse feito.

    De resto rezo para que as evidências estejam erradas e não estejamos entrando num governo “Zapatero”. A história julgará, mas o povo não lembrará, vide Collor que por acaso faz parte da base governista.

    AMDG

  12. Eleutério Gasspodin
    17 de Janeiro de 2011 at 13:23

    Santiago do Boqueirão! È aqui que eu moro, como descobriste! Mas é daqui que quero fugir, aqui tem muito milico, tem o Q.G. e mais tres quarteis, mais ainda a brigada e todos vão estar empenhados em pegar as gravidas, então não dá, me aconselharam a ir para o Vaticano, mas a passagem é muito cara e operário sabe como é, tá sempre liso, e ademais o povo daqui não tolera gays, portanto não venha para cá!

    • Robson Oliveira
      17 de Janeiro de 2011 at 15:56

      Só três coisas me causam dúvida: 1) Que terás a boa vida que tens, mamando na teta do governo brasileiro, lá no Vaticano. Como viste, ultimamente pessoas assim como tu não estão tendo boa vida por lá. 2) Que sejas mesmo operário. Para o governo cumpanheiro sempre sobra algum. Pede emprestado para Erenice…; e 3) que a vida de homossexual esteja tão dura assim para onde tu moras.

  13. Eleutério Gasspodin
    12 de Janeiro de 2011 at 11:46

    Minha nossa! Agora me deu medo, a bandida da Dilma ganhou! vou ter que fugir, minha mulher está gravida e a Dilma vai ter patrulhas para pegar todas as grávidas e faze-las abortar a força, vou amanhã mesmo para EL Soberbio na Argentina levar minha mulher para lá se esconder, o perigo que lá também tem uma bandida, a presidente(a) Cristina Kirchner que é amiga da Dilma, o que será que o bispo me aconselharia a fazer, Paraguai e Uruguai são muito longe, pensei em me esconder na Reserva do Turvo mas lá dizem que tem onças, o que faço?

    • Robson Oliveira
      12 de Janeiro de 2011 at 12:15

      Eu tenho uma solução: fuja para o Rio Grande do Sul. Sugiro a cidade de Santiago. Diz que lá as pessoas são mais bem educadas; diz até que são mais inteligentes, acredita?? Diz também que são muito tolerantes: toleram os gays, toleram os abortistas, toleram os terroristas venezuelanos. Só não toleram os cristãos. Esses eles não toleram. Se o senhor não for cristão, é um bom lugar para se esconder.

  14. Aron Allad
    1 de Janeiro de 2011 at 20:51

    E agora seu Robson que a Dilma tomou posse o que voces vão fazer? Vão inventar o que para deruba-la? Comunismo não cola mais, aborto também não, apelar para os milicos, dificel! a maioria hoje não se presta mais para massa de manobra de fanáticos que só pensam em seu bem estar e o povo que se lasque, isto sem contar que grande parte das forças armadas detestam mais o Serra e Alkimin do que a Dilma, e sabem que hoje o povão esta mais bem preparado politicamente falando do que em 1964, o que voces seriam capazes de fazer, isto sim é intrigas, difamações, calunias, armadilhas neste ramo voces de extrema direita são imbativeis, sofri isto em 64 e sei do que são capazes, ainda mais usando o nome de Deus.

    • Robson Oliveira
      2 de Janeiro de 2011 at 11:14

      Nós vamos rezar pela presidenta (e suas assistentas), para que o povo brasileiro não sofra com ações desumanas e autoritárias. Ah, e dizer que o aborto não é uma questão importante, é simplificar, não é?

  15. Aron Allad
    5 de dezembro de 2010 at 20:15

    Mais uma prova de que este alarde todo teve fins politicos, em nossa região seu Robson Oliveira a maioria dos padres e de pessoasligadas a Igreja discordam de certas atitudes destes bispos,é bom lembrar que aqui é o R.G.S. e não São Paulo e o povo sabe distinguir as coisas, tivemos um bispo que mandamos embora por muito menos do que isto. Se hoje Jesus Cristo voltasse seria morto justamente por estes tipos de pessoas. Aron Allad Said

    • Robson Oliveira
      6 de dezembro de 2010 at 07:44

      Se você garante que o Rio Grande do Sul sabe “distinguir as coisas”, não tenho o que dizer, não é? Afinal, é de conhecimento geral que os gaúchos são, naturalmente, mais inteligentes e retos moralmente que o restante dos brasileiros. E já que você garante que Jesus seria morte por D. Keller, fico sem palavras… Agora, novidade é saber que, no Rio Grande do Sul, leigo dá pito e até remove bispo “por muito menos do que isto”.

      Maranathá!!!!!!!!

  16. Aron Allad
    20 de novembro de 2010 at 23:56

    Engraçado! o Serra quando ministro da saude disse a mesma coisa que aDilma sobre o aborto ou seja que era contra o aborto mas sendo um caso de saude publica mandou os postos darem atendimento medico para quem aparecesse e que era a favor da descriminalização e da união civil dos gays, só que sobre ele não recaiu a furia dos bispos e pastores, por que será? O que tem por traz de tudo isto? Este momento me faz lembrar outro a mais de 50 anos, quando da eleição de Brizola e depois de João Goulart, com o terrorismo politico que se viu então, ai o demonio era o cumunismo que matava as crianças, destruia igrejas e cemiterios, invadia casas, e, se tivessem imagens de santos as pessoas eram presas, as mulheres estupradas e por ai a fora. Eu era católico por tradição de familia, meus pais, avós, bizavós etc…. mas estou desiludido com atitudes de certos bispos, padres e leigos, não é assim que se combate uma heresia, os erros se destroem co sabedoria e dialogo e a razão, e não como foi colocada a questão onde um lado era o demonio e o outro era o anjo salvador, (que de anjo não tem nada), deixando clara a conotação politica da questão, quando a maioria da população sabia que o Serra tinha as mesmas idéias. Estas atitudes de certos bispos troxe um grande desgaste para a igreja, o mesmo de 50 anos atraz, quando muitos católicos e ate padres se afastaram da igreja, nos tivemos um bispo anterior que também se envolveu em politica partidaria e não foi nada bom para a religião, criando divisões que custam a sarar e as vezes não saram nuca, agora volta tudo de novo, mais divisões inclusive no propio clero, se esquecem que Cristo disse quando perguntado por Pilatos se era rei,: Meu reino não é deste mundo, por isto digo doutrina, dogmas de fé etc.. se impõem com bom exemplo, com caridade, com conforto espiritual e não a ferro e fogo e se preocupando mais com a aparencia das coisas do quecom a pratica real dos preceitos evangelicos.

    • Robson Oliveira
      21 de novembro de 2010 at 00:46

      Não vejo nada de engraçado. Se o senhor não lembra, no caso Serra mencionado, a Igreja fez a mesma intervenção. A diferença é que naquele momento ele não representava um projeto de governo claro e documentado.

      Quanto à dizer a verdade, Cristo também disse algo interessante: “Vim trazer fogo à terra”; Por causa dEle, “pai entregará filho”. Os cristãos não podem ignorar o dever de defender o Evangelho, até com a vida se for necessário.

      Os cristãos ainda vão dar muito trabalho a esse governozinho. Ah, e na base dos preceitos evangélicos está a defesa incondicional da vida humana, em todas as suas manifestações, desde seu início até o seu ocaso.

  17. mthereza
    7 de setembro de 2010 at 21:47

    Mestre, acho importante que nossa Igreja se manifeste claramente a respeito dos candidatos católicos que devemos apoiar. O espaço dedicado aos nossos candidatos é insignificante e, muitas vezes, sequer sabemos que eles estão disputando cargos eletivos. A Igreja Católica, recentemente, apontou uma candidata em quem não deveríamos votar, por defender o aborto. Não seria justo divulgar também aqueles que devemos apoiar?

    • Robson Oliveira
      7 de setembro de 2010 at 22:14

      Maria Thereza, é papel do leigo averiguar se os candidatos têm as condições necessárias para representar-nos a contento. Por isso, tenho postado mensagens sobre o assunto (aqui e aqui). Cada um pode ajudar com informações, para decidirmos segundo nossas consciências, iluminada pela nossa fé.

      Acho que um critério bom é se o candidato é a favor da vida ou não. Mas além disso, é possível julgar se ele também é honesto. Se todos formos conscientes, mudamos nossa realidade.

  18. mthereza
    7 de setembro de 2010 at 20:01

    Enquanto isso… os bispos evangélicos indicam os candidatos que devem merecer o voto do seu “rebanho”… E as assembleias legislativas, as câmaras municipais, a câmara e o senado estão abarrotados de representantes evangélicos. Temos alguns poucos candidatos católicos que não conseguem votos de outros católicos pelo fato de que não são divulgados pela nossa igreja. Estamos perdendo um espaço importantíssimo nas representações estaduais e federal. Quantos milhões de católicos somos? Quantos representantes poderíamos ter, defendendo a vida, a família, a democracia? Até quando?

  19. Zaíra Vargas
    31 de agosto de 2010 at 16:48

    E se não comparecer às urnas ?

    • Robson Oliveira
      31 de agosto de 2010 at 19:15

      Pois é, Zaíra. Se não houver nenhum candidato capaz de representá-la bem, é uma possibilidade. Mas é preciso se certificar de que não, de fato, ninguém capaz de representá-la.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *