Arthur Schopenhauer – Contingente

Contingente

Arthur Schopenhauer

“Tôda contingência é sempre relativa”

Fonte: SCHOPENHAUER, Arthur. O livre arbítrio. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1967, p. 39.

Levar a comunhão aos divorciados ou os divorciados à comunhão? (I Parte)

Comentário: O Pe. Anderson Alves, de Petrópolis-RJ, escreve mais um texto sobre um assunto candente. O Padre empresta um pouco de racionalidade a um tema tão afeito a paixões e sentimentalismos.


Levar a comunhão aos divorciados ou os divorciados à comunhão? (I Parte)

A comunhão aos recasados foi o problema de uma época em que as pessoas ainda valorizavam o Sacramento do Matrimônio

Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2014 (Zenit.org) – Pe. Anderson Alves

Temos assistido a um intenso debate sobre a possibilidade de se admitir à comunhão eucarística as pessoas divorciadas que convivem com outras como se fossem casadas (tendo adquirido ou não o matrimônio civil). A origem dessas discussões está no dia 20 de fevereiro de 2014, quando o cardeal alemão W. Kasper apresentou no concistório extraordinário uma longa conferência sobre o tema, a pedido do papa. Naquele dia o cardeal Kasper pretendeu “apresentar apenas algumas perguntas”, as quais foram evidentemente acompanhadas por sugestões concretas. Em seguida, diversos cardeais, bispos e revistas teológicas[i], seguindo o desejo do papa, intervieram no debate. Nosso propósito aqui é participar na mesma discussão, seguindo as indicações do papa e um método semelhante ao do cardeal Kasper: apresentar apenas algumas questões que deveriam ser consideradas na discussão desse tema.

David Bloor – Ciência e Ideologia

Ciência e Ideologia

David Bloor 

“The claim I want to put forward is that unless we adopt a scientific approach to the nature of knowledge, then our grasp of that nature will be no more than a projection of our ideological concerns. Our theories of knowledge will risk and fell as their corresponding ideology rises and declines”

“A afirmação que desejo avançar é que, se não adotar uma abordagem científica acerca da natureza do conhecimento, nosso domínio sobre a natureza não mais será que uma projeção de nossos interesses ideológicos. Nossas teorias do conhecimento arriscar-se-ião e abater-se-ião segundo sobem ou descem suas correspondentes ideológicas”

Fonte: BLOOR, David. Knowledge and Social Imagery.. London: Routledge, 1976, p. 80.

Christopher West – Matrimônio e Celibato

Matrimônio e Celibato

Christopher West

“O casamento revela a natureza esponsal da vocação ao celibato, tal como a vocação do celibatário revela o grande valor da união conjugal”

Fonte: WEST, Christopher.Teologia do corpo para principiantes: uma introdução básica à revolução sexual do papa João Paulo II. Prior Velho: Paulinas, 2009, p. 95.

Curso de Filosofia – Introdução ao Pensamento Filosófico

Em 02 de fevereiro próximo terá início o primeiro curso introdutório de filosofia, do Instituto Ágora de Fomento (IAF). O curso versará sobre os temas principais da Filosofia, a atualidade do pensamento filosófico e algumas consequências nas ciências particulares.

O curso tem a duração de 11 semanas e já está com as inscrições abertas!!!

Cartaz_IPF_2015

Para ir até a página de inscrição do curso, clique aqui.

Santo Tomás de Aquino – Luxúria e Imprudência

Luxúria e Imprudência

Santo Tomás de Aquino

“Pela luxúria, sobretudo as potências superiores, ou seja, a razão e a vontade, ficam desordenadas”

“per luxuriam maxime superiores vires deordinentur, scilicet ratio et voluntas”

Fonte: TOMÁS DE AQUINO. STh II-II, q. 153, art. 5, co.

J. Urteaga – Calúnia

Calúnia

J. Urteaga

“O que disseste ao ouvido de um amigo correrá depois em voz alta. E quererás limpar a nódoa que puseste na honra daquele homem, daquela instituição, daquela idéia, e não o conseguirás. A calúnia sempre deixa rasto”

Fonte: URTEAGA, J. O Valor Divino do Humano. São Paulo: Quadrante, pp. 30.

Constância e Ordem

Sobre a virtude da ordem, uma questão surge. É a ordem filha ou mãe da virtude da constância?

Parece que, em razão da virtude a que se refere, a ordem antecede a constância. Ora, a prudência é a responsável por valorar e, portanto, por organizar os bens importantes para os indivíduos. Como a desordem é justamente a confusão na valorização dos bens humanos ou utilitários, é contra a prudência que se levanta o desordenado. Ao passo que a inconstância se relaciona por carência de virtude da fortaleza, uma virtude ligada principalmente à vontade.

Assim, o inconstante precisa antes de tudo organizar suas prioridades. De nada adianta ter força interior para cumprir suas decisões se se toma decisões equivocadas. Errando sobre o bem humano, os indivíduos não se animam a cumprir suas decisões, o que provoca a vontade débil. Pelo contrário, a constância é resultado de uma vida ordenada, prudente, que sabe qual é a natureza humana e quais são os bens convenientes à vida do homem.

Jürgen Habermas – Religião

Religião

Jürgen Habermas

Religião, para Habermas, “é originalmente uma ‘visão do mundo’ ou uma ‘compreehensive doctrine’, inclusive no sentido de reivindicar a autoridade de estruturar a forma de vida como um todo”

Fonte:HABERMAS, Jürgen; RATZINGER, Joseph. Dialética da secularização: sobre razão e religião. Aparecida: Ideias e Letras, 2007, p. 53.

Aristóteles – Definição

Definição

Aristóteles

“A definição é composta de gênero e diferença”

Fonte: ARISTÓTELES. Órganon I, 8, 103 b 15. São Paulo: Edipro, 2005, p. 356.

Entrevista do Papa Francisco – Repercussão

Dias depois do Papa Francisco dar a controversa entrevista na volta da Indonésia, os jornais do mundo todo fizeram chacota das famílias numerosas. Não é curioso como os meios de comunicação, que ordinariamente ignoram o que o Papa fala sobre política, ética e religião, deram destaque às palavras de Francisco?

Pois é! Às famílias cristãs, que entenderam as palavras do Papa Francisco, cabe o dever de viver alegre e santamente em meio às pedradas que vem de fora (e algumas de dentro) da Igreja.

Família Coelho

Obrigado, Papa!

Steve Fuller – Science Studies

Science Studies

Steve Fuller

“Thus were born the research program known as the sociology of scientific knowledge (SSK) and the interdisciplinary field of ‘science of technology studies’ (STS), or ‘science studies’ for short””

“Assim nasceu o programa
de pesquisa conhecido como a sociologia do conhecimento científico (SSK) e o campo interdisciplinar
da “science of technology studies” (STS), ou ‘science studies’ simplesmente”

Fonte: FULLER, Steve. Thomas Kuhn: a philosophical history of our times. Chicago
and London: The University of Chicago Press, 2000, p. 3.

Dominique Pestre – Ciência e Essência

Ciência e Essência

Dominique Pestre

“Elle (la science) est locale dans ses déterminations et modes de preuve – em bref, elle est sans essence”

“Ela (a ciência) é local em suas determinações e modos de prova – brevemente, ela é sem essência”

Fonte: PESTRE, Dominique. Introduction aux Science Studies. Paris: La Découverte, 2006, p. 6.

O Papa Francisco não é o Patolino

O Papa Francisco não é o Patolino. Ele não odeia coelhos.

Uma das maiores curiosidades de nossos tempos é que as pessoas são capazes de defender os valores mais contraditórios, sem corar as fauces. Nunca reconhecem que erraram no passado. Preferem defender uma postura contraditória, a assumir que estavam errados. Um exemplo é a cara-de-pau dos membros da igrejinha do PT, que eram contra o Plano Real, e agora posam de pais desse fruto do PSDB. Ou os mesmos crentes desse partido, que demonizavam as privatizações, mas não dizem um ai para a privatização do pré-sal, das rodovias federais, da terceirização do sistema de saúde, etc. Os exemplos são diversos. O mesmo acontece no campo religioso.

Pessoas que não dão à mínima para que a Igreja Católica fala sobre fidelidade matrimonial, castidade, lucro excessivo, solidariedade ou paz social, agora querem usar a doutrina da Igreja contra seus fiéis. Pessoas que nunca ofereceriam a outra face querem utilizar as palavras do Papa Francisco contra os católicos. Mas alguém me explique, por favor: por que o Papa é um idiota quando fala de castidade ou pobreza, e um gênio quando fala de reprodução humana? A resposta é simples: para essas pessoas ele é gênio quando fala o que eles querem ouvir; e é idiota quando tem a coragem de dizer o que lhes desagrada. E é nesse contexto que se coloca a disputa sobre a interpretação da entrevista do Papa Francisco, na volta de sua viagem à Indonésia.

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Martin Heidegger – Interpretação

Interpretação

Martin Heidegger

“Da falta de palavras não se pode concluir a falta de linguagem”

Fonte: HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. Rio de Janeiro: Vozes, p. 157.

Hans-Georg Gadamer – Hermenêutica

Hermenêutica

Hans-Georg Gadamer

“O ponto médio é o verdadeiro tópos da hermenêutica”

Fonte: GADAMER, Hans-Georg. Verdade e Método Petrópolis: Vozes, 1999, p. 300.

O Erro de Charlie

Os assassinatos perpetrados por radicais islâmicos no jornal Charlie Hebdo, em Paris, exigem uma reflexão profunda. A gravidade da situação, no entanto, favorece a que se tomem posturas extremas, muitas vezes flertando alegremente com um maniqueísmo simplista. Muitos querem colocar o lamentável assassinato dos jornalistas franceses sob a bandeira da modernidade contra o atraso, da liberdade contra o autoritarismo. Não sei se é fácil assim. Segundo tais interpretações, há dois lados em tudo distintos e cabe a cada um escolher onde quer lutar essa batalha.

Friedrich Schleiermacher – Hermenêutica

Hermenêutica

Friedrich Schleiermacher

“A hermenêutica jurídica não é completamente a mesma coisa. Ela lida, na maior parte das vezes, com a determinação da extensão da lei, isto é, com a relação dos princípios gerais com o que neles não foi concebido claramente”.

Fonte: SCHLEIERMACHER, Friedrich. Hermenêutica: arte e técnica da interpretação. Vozes: Petrópolis, 2000,  p. 29.